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Fundo de Apoio à Cultura

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Oficina gratuita de grafite no IFB celebra 10 anos de carreira da artista urbana Siren

A arte urbana como ferramenta de transformação social, formação cultural e ocupação criativa da cidade. É com essa proposta que a artista visual e grafiteira brasiliense Camilla Santos, conhecida como Siren, realiza a oficina gratuita Spray na Prática, destinada a estudantes do Instituto Federal de Brasília (IFB) – Campus Taguatinga. A atividade, que será realizada nesta terça-feira (16), das 14h às 18h, integra o projeto Fantasia Concreta, que celebra os 10 anos de trajetória da artista e antecede uma grande exposição inédita no Espaço Cultural Renato Russo.  Artista visual e grafiteira, a brasiliense Camilla Santos, conhecida como Siren, realiza a oficina gratuita Spray na Prática | Fotos: Divulgação/Secec-DF Com carga horária de quatro horas e certificação para os participantes, a oficina oferecerá uma imersão prática nas técnicas do grafite em spray. O objetivo é aproximar jovens e adultos da cultura hip-hop e incentivar a criatividade, a expressão artística e novas possibilidades de atuação profissional no campo da economia criativa.  Ao conectar educação, cultura e economia criativa, a iniciativa contribui para fortalecer a cena artística do Distrito Federal, valorizar a cultura urbana e criar novas oportunidades para jovens e artistas" Fernando Modesto, secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal "O apoio do Fundo de Apoio à Cultura permite que projetos como este alcancem a população de forma concreta, promovendo formação, inclusão e acesso à arte. Ao conectar educação, cultura e economia criativa, a iniciativa contribui para fortalecer a cena artística do Distrito Federal, valorizar a cultura urbana e criar novas oportunidades para jovens e artistas. Esse é um compromisso permanente da Secretaria de Cultura e Economia Criativa: ampliar o acesso à produção cultural e estimular a diversidade de expressões que compõem a identidade da nossa cidade", afirma o gestor da pasta, Fernando Modesto. A ação formativa marca o início de um projeto mais amplo, que inclui a exposição Fantasia Concreta, prevista para ocupar a Galeria Rubens Valentim, no Espaço Cultural Renato Russo, com aproximadamente 60 obras inéditas produzidas por Siren ao longo de uma década de pesquisa e intervenções urbanas. A mostra reunirá telas, bordados, objetos, instalações interativas e experimentações em diferentes suportes, convidando o público a uma experiência sensível sobre afeto, imaginação e pertencimento nos espaços urbanos. A arte de ampliar horizontes e despertar sensibilidades Na obra de Siren, destacam-se mulheres fortes e resilientes em conexão com a natureza e o território Reconhecida por retratar mulheres fortes e resilientes em conexão com a natureza e o território, Siren construiu uma trajetória de destaque na arte urbana brasileira desde 2014. Entre os marcos de sua carreira estão o Prêmio Cultura Brasília 60, concedido pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), e a publicação do livro Siren Concreta, lançado em versões bilíngue e em Braille. "Levar essa experiência aos estudantes do IFB é uma forma de devolver ao Distrito Federal parte de tudo o que construí e vivi nesses anos, contribuindo para que novos artistas e agentes culturais encontrem também seus próprios caminhos de expressão” Siren, artista plástica e grafiteira “O grafitti transformou a forma como eu vejo e me relaciono com a cidade, e acredito profundamente na capacidade que a arte tem de ampliar horizontes, despertar sensibilidades e criar novas possibilidades de existência", avalia Siren. "Levar essa experiência aos estudantes do IFB é uma forma de devolver ao Distrito Federal parte de tudo o que construí e vivi nesses anos, contribuindo para que novos artistas e agentes culturais encontrem também seus próprios caminhos de expressão”, enfatiza. Além da exposição e da oficina, o projeto prevê a doação de três obras para espaços públicos e acervos culturais do Distrito Federal, ampliando a presença da arte urbana em equipamentos públicos e fortalecendo o patrimônio cultural da cidade. Também será realizada uma campanha de arrecadação de materiais artísticos durante o período expositivo, destinada ao IFB Campus Taguatinga, com o objetivo de incentivar a continuidade de atividades criativas e formativas junto aos estudantes. [LEIA_TAMBEM]A iniciativa se destaca ainda pelo compromisso com a acessibilidade e a inclusão. Todas as obras da exposição contarão com audiodescrição por meio de QR Codes, haverá atendimento especializado para pessoas com deficiência visual mediante agendamento, materiais acessíveis na oficina e presença de intérprete de Libras quando necessário. O projeto também reforça políticas de equidade de gênero e diversidade, sendo conduzido por uma equipe majoritariamente feminina e inclusiva.  *Com informações da Secec-DF

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Oficina gratuita promove inclusão social no ensino de música para pessoas com deficiência visual

Estão abertas as inscrições para a oficina gratuita Introdução ao Ensino de Música para Pessoas com Deficiência Visual, que será realizada quarta-feira (10), das 19h às 22h, na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape), localizada na SGAS 907, Conjunto A. Professores, estudantes e interessados em educação inclusiva já podem se inscrever por meio do formulário. A formação faz parte do projeto Música do Cone Sul e busca ampliar o debate sobre acessibilidade no ensino musical, com foco em práticas pedagógicas voltadas a pessoas cegas ou com baixa visão. Durante a oficina, os participantes terão contato com metodologias inclusivas, adaptação de conteúdos e uso de partituras em braile aplicadas ao processo de aprendizagem musical. A atividade é gratuita e inclui acesso ao material pedagógico desenvolvido pelo projeto. Durante a oficina, os participantes terão contato com metodologias inclusivas, adaptação de conteúdos e uso de partituras em braile aplicadas ao processo de aprendizagem musical | Foto: Andrea Menezes/Divulgação Idealizador do projeto, o músico Leo Bleggi explica que a oficina surgiu da necessidade de ampliar a formação de educadores para o trabalho com estudantes com deficiência visual. “Existe uma lacuna de materiais e de formação voltados a esse público. Muitas vezes, o ensino da música não considera essas especificidades”, afirma. “A ideia é contribuir com essa discussão a partir de uma experiência prática, que dialoga tanto com quem ensina quanto com quem aprende por outros caminhos”, completa. “Iniciativas como esta demonstram como a cultura pode atuar como ferramenta de inclusão, formação e ampliação de oportunidades. Ao apoiar projetos que desenvolvem metodologias acessíveis e promovem o acesso de pessoas com deficiência aos processos de aprendizagem e criação artística, o Fundo de Apoio à Cultura fortalece o compromisso com uma política cultural cada vez mais democrática e diversa. Por meio do Programa Conexão Cultura DF, estamos incentivando ações que geram conhecimento, ampliam o alcance da arte e contribuem para a construção de uma sociedade mais inclusiva”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Fernando Modesto. Além das oficinas, o projeto Música do Cone Sul prevê a produção de um álbum dedicado à música da região, com lançamento previsto para o segundo semestre deste ano.  

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Projeto Rima Forte celebra 20 anos de cultura hip-hop no Recanto das Emas

O projeto Rima Forte promove uma edição especial neste sábado (30), a partir das 14h, no estacionamento do Recanto Shopping, no Recanto das Emas. A iniciativa, que celebra duas décadas de atuação na cultura hip-hop do Distrito Federal, terá entrada gratuita para a comunidade. O evento é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).  Criado por Ivan Garcês em 2006, o Rima Forte surgiu para oferecer aos jovens um espaço de expressão artística e convivência por meio dos elementos do hip-hop. O projeto consolidou-se como referência regional em batalhas de MCs, integrando modalidades como freestyle, DJs, breaking, skate e grafite em ações contínuas de ocupação cultural e social nas periferias do Distrito Federal.  "O apoio do FAC-DF a iniciativas duradouras como o Rima Forte demonstra o compromisso do Estado com a democratização do acesso à cultura e com o reconhecimento das manifestações periféricas. Celebrar 20 anos desse projeto significa validar uma política pública que enxerga o hip-hop como um instrumento potente de inclusão social, transformação e acolhimento para a nossa juventude", afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto. Criado por Ivan Garcês em 2006, o Rima Forte surgiu para oferecer aos jovens um espaço de expressão artística e convivência por meio dos elementos do hip-hop | Foto: Divulgação/Secec-DF A programação comemorativa reúne nomes da cena local e nacional da cultura urbana. O palco recebe o quadro Garcez Convida, com Aborigine, Doctor Zumba e Gustavo RCT. As batalhas de rima contam com a participação dos MCs Pedoq, Valle MC, Tito Noleto, Galeno MC, Perigx, Hate RCT e Fugazz.  A vertente das artes visuais e da música do festival será representada pelos grafiteiros Nati e Soneka, que farão intervenções ao vivo, enquanto a sonorização do espaço fica sob a responsabilidade dos DJs CaioHot e Liso. Durante os 20 anos de atividades, o projeto se firmou como um polo de formação cultural e construção de perspectivas para centenas de jovens da região.  Rima Forte — Edição Especial 20 Anos Data: sábado (30) Horário: a partir das 14h Local: Recanto Shopping — Recanto das Emas-DF Entrada gratuita. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)

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FAC II divulga resultado final de avaliação de projetos de audiovisual e de outras áreas culturais

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) publicou o resultado final da etapa de mérito cultural dos projetos inscritos nos editais nº 22/2025 (audiovisual) e nº 23/2025 (demais áreas) do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC II). A divulgação foi feita no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) dessa terça-feira (10) e consolida a análise técnica das propostas apresentadas por agentes e produtores culturais. Os agentes ou entes culturais convocados têm prazo de dez dias corridos, contados a partir da publicação do resultado final, para apresentar a documentação necessária | Foto: Divulgação/Secec-DF A etapa de mérito cultural corresponde à avaliação qualitativa dos projetos inscritos no processo seletivo. As propostas são analisadas por profissionais de notória especialização credenciados por meio do Edital nº 17/2025, indicados pelo Conselho de Administração do FAC e designados pela Secec-DF. Cada projeto recebe pontuação conforme critérios gerais e específicos previstos nos editais. A partir dessa publicação, os projetos classificados e convocados seguem para a fase de habilitação, etapa em que os proponentes devem comprovar a documentação exigida para firmar termo de ajuste de apoio financeiro com o FAC. [LEIA_TAMBEM]Os agentes ou entes culturais convocados têm prazo de dez dias corridos, contados a partir da publicação do resultado final, para apresentar a documentação necessária por meio de formulário eletrônico disponível no site da Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural (Sufic). As fichas de avaliação referentes aos recursos da fase de mérito cultural também podem ser consultadas no portal oficial da Sufic. Segundo o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, a publicação do resultado representa mais um passo na política pública de fomento à produção cultural: “O FAC é um instrumento essencial para garantir que artistas, produtores e agentes culturais tenham condições de desenvolver projetos relevantes para a sociedade. Esse processo de avaliação técnica e transparente assegura que os recursos públicos cheguem a iniciativas com impacto cultural e social em todo o Distrito Federal”. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)

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Prorrogadas as inscrições para o FAC II até segunda-feira (13)

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) prorrogou, até segunda-feira (13), o prazo de inscrições dos dois editais do Fundo de Apoio à Cultura (FAC II/2025), que juntos totalizam R$ 49,2 milhões em investimentos para o fomento de projetos culturais em diversas áreas. As inscrições, abertas em 11 de setembro, devem ser realizadas exclusivamente pelo site da Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural (Sufic) até as 23h59 do dia 13 de outubro. Edital para o audiovisual O Edital nº 22/2025 — FAC II — Audiovisual destina R$ 11,13 milhões a iniciativas voltadas ao setor, com linhas de apoio que incluem desenvolvimento de longas ou séries, produção de curtas, finalização e distribuição de obras, mostras, festivais, cineclubes, desenvolvimento de jogos digitais, pesquisas e preservação de acervos. Os dois editais totalizam R$ 49,2 milhões em investimentos para o fomento de projetos culturais em diversas áreas | Foto: Divulgação/Secec-DF De forma inédita, o edital reserva categorias exclusivas para pessoas negras, reforçando a política de inclusão e representatividade da Secec-DF. O certame segue as diretrizes da Lei Orgânica da Cultura (LOC) e do Decreto nº 38.933/2018, promovendo a descentralização dos recursos e a democratização do acesso ao fomento cultural. Edital para demais áreas culturais O Edital nº 23/2025 — FAC II — Demais Áreas disponibiliza R$ 38,1 milhões para uma ampla diversidade de expressões culturais. Serão contemplados projetos de arte técnica (backstage), arte transformista e cultura LGBTQIAPN+, artes plásticas e visuais, artesanato, cultura hip-hop e urbana, manifestações tradicionais e originárias, dança, design e moda, gastronomia, circo, música, ópera, teatro, literatura, leitura e oralidade, além de patrimônio material e imaterial, produção cultural e rádios e TVs educativas e culturais sem caráter comercial. O edital não abrange produções audiovisuais, já contempladas no processo específico do FAC II/2025 Audiovisual. Suplementação de recursos A Secec-DF poderá suplementar os valores previstos nos editais, conforme o interesse público e a disponibilidade orçamentária, ampliando o número de projetos apoiados em todo o Distrito Federal. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF)

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Estudantes do CEF 5 de Sobradinho recebem certificado de participação em oficina de rádio

Cerca de 150 vozes de estudantes da rede pública já podem ser sintonizadas na frequência das periferias, em produções radiofônicas criadas na Oficina de Rádio para Jovens que Planejam Voar. Nesta quinta-feira (14), os estudantes do ensino integral — de 12 a 14 anos de idade — e também da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Centro Fundamental 05, em Sobradinho, receberam certificados pela participação na terceira edição do projeto, que conta com o financiamento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC). Sob mentoria e supervisão de profissionais da área de comunicação, eles participaram de cinco encontros entre os dias 6 e 14 de maio deste ano para aprender teorias e técnicas do radialismo. A oficina foi idealizada pelo jornalista, radialista e mestre em comunicação Dioclécio Luz. Junto ao comunicador, cerca de 15 profissionais também ensinaram, na prática, como o rádio funciona, além de colaborarem com a divulgação da oficina para o público externo. Sob mentoria e supervisão de profissionais da área de comunicação, alunos participaram de cinco encontros entre os dias 6 e 14 de maio deste ano para aprender teorias e técnicas do radialismo | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília “O FAC viabiliza esse tipo de projeto. É um incentivo muito importante para as escolas públicas e para a sociedade em geral. O fundo é um dos melhores instrumentos de promoção da cultura do Distrito Federal, pelo envolvimento das pessoas que fazem e pelo envolvimento das pessoas que recebem os projetos”, avaliou Dioclécio. A partir de temas em foco na atualidade, como racismo estrutural, violência contra as mulheres, bullying nas escolas, desmatamento do Cerrado e LGBTfobia, os participantes foram apresentados à produção, roteirização, edição e apresentação de programas de rádio. O estúdio foi montado em sala de aula, com direito a microfones, fones e toda aparelhagem que muitos nunca tinham visto de perto. “A ideia do projeto é mexer com a autoestima de cada um, mostrar que todos têm opinião e, por isso, muitos dos temas são mais complexos. A gente parte da realidade deles [estudantes] e o meu trabalho é fazer com que eles falem. E quando eles começam a se soltar, a alegria é muito grande. Existe uma alegria em saber que têm opinião”, celebrou o idealizador. A oficina foi idealizada pelo jornalista, radialista e mestre em comunicação Dioclécio Luz O projeto também promove a inclusão como meta de enriquecimento do processo criativo, curiosidade, leveza e excelência nas abordagens dos temas escolhidos. A ideia é agregar perspectivas únicas às gravações a partir da realidade desses estudantes. [LEIA_TAMBEM]“Nós temos grupos formados por todos os gêneros e isso, inclusive, foi algo que procuramos trabalhar exatamente para romper com certas barreiras de preconceito referente a alguns temas”, destacou a professora de língua portuguesa da escola Cristina Iris Figueiredo, que acrescentou a importância dessas iniciativas para o protagonismo dos estudantes: “Eu acho que é um projeto que poderia abranger todas as escolas porque coloca todos como protagonistas e pesquisadores em temas que, muitas vezes, não são debatidos no ambiente escolar, como LGBTfobia ou violência contra as mulheres, e mostra, no caso dos meninos, que eles também têm papel fundamental”. Evelyn Vitória, aluna do 8º ano, garantiu que, apesar do nervosismo em gravar um programa de rádio pela primeira vez, foi muito divertido fazer parte do grupo com os colegas. “Nós interagimos e nos ajudamos muito. Eu nunca tive contato com esse tipo de equipamento antes, mas gostei bastante e, se der certo, quero conhecer e estudar mais. Outras pessoas poderiam participar para conhecer também o trabalho.” Cronograma O primeiro encontro apresentou a linguagem adequada ao rádio; falou sobre diversidade musical; abordou técnicas de locução e destacou questões sobre a indústria cultural. Já na segunda aula, os estudantes conheceram mais sobre o jornalismo comunitário e a abordagem de temas relevantes.  Evelyn Vitória, aluna do 8º ano, garantiu que, apesar do nervosismo em gravar um programa de rádio pela primeira vez, foi muito divertido fazer parte do grupo com os colegas Na metade do caminho aprenderam sobre a estruturação de equipes e a produção de programas, como etapas de roteiro, pesquisa, operação, técnica e locução. No penúltimo dia, trabalharam as grades de programação, edição de conteúdos e receberam orientações. Para fechar, no último encontro, eles gravaram os programas que foram desenvolvidos. Como material de apoio, foi distribuída uma cartilha pedagógica para auxiliar os participantes em toda oficina. Gravados no estilo podcast, os episódios produzidos pelos estudantes serão veiculados na Rádio Eixo, parceira do projeto.

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Projeto oferece apoio técnico, criativo e financeiro a estilistas do DF 

Estão abertas as inscrições para a quarta edição do Sense Moda Criativa, projeto que oferece apoio técnico, criativo e financeiro a estilistas do Distrito Federal. A iniciativa, que conta com fomento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), vai selecionar cinco designers para desenvolverem coleções-cápsula com o tema “A Construção: Candangas do Amanhã”, que serão apresentadas em um desfile profissional marcado para 4 de outubro. Inscrições poderão ser feitas até o dia 14, e desfile com os trabalhos vencedores está programado para outubro | Foto: Victor Diniz/Divulgação O projeto é uma parceria do Governo do Distrito Federal (GDF) com produção executiva da Quadradinho Soluções Criativas. As inscrições são gratuitas e vão até o dia 14 deste mês. O resultado será divulgado no dia 16, no perfil oficial do projeto no Instagram: @‌sensemodacriativa. Cada estilista selecionado vai receber R$ 6 mil para custear materiais e mão de obra na criação das peças. Além do recurso financeiro, os participantes terão mentoria personalizada com três grandes nomes da moda brasiliense: Rafaella Lacerda, Romildo Nascimento e Sergio Calado, que assumem a curadoria desta edição. O trio será responsável por orientar os selecionados ao longo da elaboração das coleções, observando critérios como originalidade, criatividade na abordagem do tema, referências visuais e capacidade técnica na execução das peças. [LEIA_TAMBEM]Segundo o criador do projeto, Igor Alessandro, o tema proposto nesta edição presta uma homenagem aos 65 anos da capital federal. “A ideia é trazer um olhar mais afetivo e profundo sobre a capital, para celebrar a cidade e valorizar quem a construiu, as candangas e os candangos, responsáveis por essa mistura que forma a identidade brasiliense”, explica. Desde 2023, o Sense Moda Criativa já lançou 15 estilistas no mercado brasiliense e firmou-se como plataforma de incentivo à moda autoral e à formação de novos talentos locais. A proposta do projeto é abrir espaço para que designers explorem e desenvolvam suas próprias linguagens criativas. Em sua quarta edição, o Sense Moda Criativa vai reunir diversidade de olhares e narrativas, com coleções que resgatam a memória afetiva de Brasília, destacando sua estética única e a pluralidade das pessoas que a habitam — com foco em histórias de resistência, ancestralidade e pertencimento.    

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Cultura divulga lista de credenciamento de pareceristas

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) publicou, no Diário Oficial do DF (DODF) desta quarta-feira (2), a Portaria nº 168, que designa os profissionais que irão atuar na análise técnica e de mérito cultural dos projetos inscritos na seleção de que trata o Edital nº 10/2025 - FAC I/2025. O processo tem o valor de quase R$ 32 milhões e apresenta-se mais inclusivo, democrático e com novas linhas de apoio | Foto: Divulgação/Secec-DF Os profissionais atuarão em 303 projetos aprovados nas três linhas propostas no Edital - Ampla Concorrência, Regionalizado I (voltado para projetos em regiões administrativas com menor IDH) e Regionalizado II -, sendo 108 para proponentes que nunca acessaram o Fundo de Apoio à Cultura. O processo tem o valor de quase R$ 32 milhões e apresenta-se mais inclusivo, democrático e com novas linhas de apoio. "A escolha dos pareceristas é uma etapa fundamental para garantir a seriedade, a transparência e o mérito técnico dos projetos culturais financiados pelo FAC. Com mais de 300 iniciativas em avaliação, incluindo aquelas voltadas às regiões com menor IDH e a proponentes iniciantes, reforçamos nosso compromisso com uma política cultural cada vez mais inclusiva, descentralizada e democrática”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Claudio Abrantes. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)

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Peça no DF aproxima diferentes públicos do teatro com sessões inclusivas

Entre sons que retratam o cotidiano de uma casa e palavras que atravessam o tempo, estudantes da rede pública do Distrito Federal e frequentadores da Biblioteca Braille Dorina Nowill, de Taguatinga, assistiram a um clássico da dramaturgia nacional no Teatro Sesi de Taguatinga, nessa segunda-feira (19). Com sessões acessíveis e inclusivas, o espetáculo Há Vagas para Moças de Fino Trato – Experimento Final, de Alcione Araújo, propõe reflexões sobre a condição humana e reforça o direito ao acesso à cultura. Peça em cartaz no Teatro Sesi de Taguatinga conta com recursos de acessibilidade, como audiodescrição | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília A peça tem três personagens com perfis distintos e leva o público para dentro da encenação. “É uma interpretação muito cotidiana, ambientada dentro de uma casa”, explica o diretor da peça, Cléber Lopes. Para isso, são utilizados efeitos sonoros, visuais, iluminação e recursos de acessibilidade, como audiodescrição. Há mais de 20 anos em contato com a obra, Cléber, que também é educador, escolheu apresentá-la como experimento final de seu projeto, com foco na formação de plateias e na inclusão. “A tentativa é de que o espaço seja acessível para todas as pessoas e que elas consigam entrar, assistir, assimilar, aproveitar, sair como todas as pessoas. Porque isso é obrigação da sociedade”, destaca o diretor. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), com investimento de R$ 200 mil. Acesso e inclusão A aposentada Fátima da Conceição diz que a peça é uma oportunidade de acesso à arte A montagem conta com sonorização assinada pelo renomado sonoplasta lisbonense João Lucas. Utilizando a técnica de quadrifonia ambiental, a encenação simula em tempo real sons típicos de uma residência – como o percurso da água pelos encanamentos – e inclui trilhas poéticas que ampliam o sentido da narrativa. Sessões com audiodescrição foram organizadas especialmente para os frequentadores da Biblioteca Braille de Taguatinga. Para a aposentada Fátima da Conceição, de 68 anos, que tem deficiência visual, a experiência representa uma oportunidade de acesso à arte e ao conhecimento. “Além dessa e de outras peças, acho muito interessante, porque a gente se inteira mais, conhece as obras e os espetáculos. É informação e cultura”, afirma. "A tentativa é de que o espaço seja acessível para todas as pessoas e que elas consigam entrar, assistir, assimilar, aproveitar, sair como todas as pessoas. Porque isso é obrigação da sociedade”, afirma o diretor Cléber Lopes Já o aluno do Centro de Ensino Médio de Taguatinga Norte, Vitor Vinicius Silva, 16, acredita que ter acesso à arte é uma forma de diversificar a educação. “Oferecer atividades diferentes, principalmente para a gente do ensino integral, é muito importante, para tornar o ensino mais atraente”, opina. Além disso, o jovem observa que o contato com o teatro amplia os conhecimentos culturais e serve de inspiração para novas iniciativas. “A gente está produzindo um sarau na escola e a obra pode servir de inspiração para a gente tentar reproduzir”, planeja. Sobre a peça [LEIA_TAMBEM]Escrita em 1974, durante a ditadura militar, a peça é considerada a obra mais cultuada de Alcione e revela, com vigor e sensibilidade, os dilemas sociais, psicológicos e políticos da convivência humana. O espetáculo é guiado pela vivência de três mulheres e propõe uma reflexão profunda sobre os papéis sociais, a memória, o feminino e as tensões de convivência, mantendo a atualidade do texto original e revelando sua força crítica e estética. As atrizes Carol Nemetala e Nalu Miranda retornam à montagem após 20 anos, ao lado de Rosanna Viegas. A peça convida o público a enxergar o espetáculo como um recorte da vida real, com suas contradições e sutilezas. Próximas sessões → 20/5: 15h e 20h → 21/5: 10h, 15h e 20h → 22/5: 10h → 23/5: 15h.  

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Espaço na Asa Norte acolhe e oferece cursos a mulheres e crianças vítimas de violência

Mulheres e crianças vítimas de violência no Distrito Federal têm um espaço onde são acolhidas e podem participar de aulas e de eventos culturais. É a Casa Jasmim, que funciona desde 2018 na 716 Norte. No local, há oferta de cursos e atividades, tudo de graça. Segundo a coordenadora da Casa Jasmim, o local tem se consolidado como um espaço de promoção da cultura | Fotos: Mariana Guedes/Divulgação  O projeto conta com aporte do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), para a promoção de oficinas. As crianças têm à disposição atividades de circo, musicalização, artes plásticas e yoga. Já a programação para as mulheres inclui aulas de canto. “Decidi criar um espaço que fosse acolhedor para as mulheres e crianças, e a proposta sempre foi fortalecer esse vínculo entre a comunidade e esse espaço de acolhimento”, conta a coordenadora Nambir Kaur. “A casa foi se transformando, já teve muitos formatos. Já foi e ainda é focada em yoga e no ensino de diversas modalidades, mas tem se transformado, também, cada vez mais, em um espaço de promoção da cultura, principalmente feita por mulheres.” Nambir estima ter atendido, ao longo dos sete anos de projeto, mais de 200 pessoas. A maior parte chega ao local encaminhada pelos centros de especialidades para a atenção às pessoas em situação de violência sexual, familiar e doméstica (Cepavs), da Secretaria de Saúde (SES-DF), pelas casas de passagem e por instituições parceiras. Mas há também aquelas que vão a partir de indicação de outros frequentadores do espaço. Uma das atendidas, que chegou ao local por recomendação de uma amiga, conta que sequer sabia que o espaço era voltado a vítimas de violência. “Ela falou, de forma sutil, que estava em um projeto com diversas atividades para fazer. Eu só respondi ‘eu topo’; nem sabia que abordaria essa questão”, lembra a mulher, cuja identidade está preservada. Espaço de acolhimento também tem programação para as crianças “Eles acolhem de verdade, a gente se sente em um ambiente onde todo mundo passou por alguma coisa”, prossegue a usuária do serviço. “Todas nós tínhamos uma marca dentro da gente por alguma forma de agressão. O mais fantástico é esse acolhimento: às vezes a gente nem precisa falar nada.” Ela foi vítima de violência física e psicológica e, hoje, faz aulas de canto na Casa Jasmim, junto à filha, que participa de cinco atividades, entre elas, circo e musicalidade. “Ela se esbalda”, conta. [LEIA_TAMBEM] Uma outra frequentadora do local, vítima de violência patrimonial — que também não terá a identidade revelada — foi encaminhada por um Cepav. Depois de conhecer o projeto, ela ainda passou a levar dois familiares pequenos, que viviam, segundo relata, em um ciclo de violência. “A Casa Jasmim foi muito boa para eles”, relata. “Fico pensando que, se fosse ao lado da nossa casa, a gente estaria morando lá”. A casa está de portas abertas para os interessados. Inclusive, conta com acessibilidade para pessoas com diferentes tipos de deficiência, além de áreas adaptadas para as crianças. Pelas redes sociais do projeto, é possível conferir a oferta de cursos, bem como as atividade eventuais que o local recebe.  

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