Bombeiros do DF partem para missão de resgate subaquático em Minas Gerais
Em mais um compromisso de ajudar a quem precisa, a equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) embarcou neste sábado (11) para uma nova missão a fim de apoiar ações de busca e resgate, desta vez no município de São José da Barra, em Minas Gerais. Ao todo, seis militares especializados em operações subaquáticas, deixaram a base do Grupamento de Busca e Salvamento do DF, às 13h, em duas viaturas, rumo ao destino para ajudar nas buscas de um veículo e uma vítima submersos no reservatório de Furnas. O tempo de viagem é de aproximadamente 10 horas. A partida da equipe acontece um dia após oito militares regressarem de um resgate de vítimas da queda de uma ponte entre o Tocantins e o Maranhão. “Para nós é uma alegria cumprir mais uma missão. Somos uma corporação preparada, treinada, tranquila e sempre comprometida. Então quando nos chamam, para nós é uma alegria, é uma troca de conhecimento e de aprendizado para poder ajudar”, declarou o comandante do Corpo de Bombeiros do DF, Leonardo Raslan. Segundo o chefe da corporação, a missão foi solicitada pelo governo de Minas Gerais para auxiliar na localização de um veículo e uma vítima submersos no reservatório de Furnas, uma das maiores represas do estado. “Eles entraram em contato direto com o nosso quartel para pedir essa ajuda e já levantaram que nós tínhamos o equipamento próprio para a missão”, contou Raslan. A operação visa realizar varreduras detalhadas nas profundezas da água, que chegam a 60 metros no local, com a ajuda de um sonar de alta tecnologia, capaz de realizar varreduras subaquáticas detalhadas. A partida da equipe acontece um dia após oito militares regressarem de um resgate de vítimas da queda de uma ponte entre o Tocantins e o Maranhão | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Prontidão e serviço Presente na última missão entre os estados do Tocantins e do Maranhão, o subtenente Danilo Brites viaja novamente com nova equipe para atuação na atividade com o sonar de varredura lateral, que é referência na capital federal. “A equipe de Minas Gerais resolveu fazer esse convite para nós, porque já estão a quatro ou cinco dias tentando localizar um veículo dentro de um lago, que é enorme. Então é bem vinda a atividade do sonar e nós vamos levar essa tecnologia para que eles possam também ter conhecimento e ajudá”, garante. O profissional se diz sempre de prontidão para ajudar: “A gente acaba dando prioridade para o trabalho, porque sabe que lá terá pessoas que precisam e que vão valorizar nosso serviço”, relata. “Cada evento traz uma novidade e a gente acaba trazendo isso para dentro da nossa corporação e aprimorando um conhecimento técnico”, acrescenta Brites. Única mulher do grupo, a sargento Bruna Berteli está a caminho da sua segunda missão com o Grupamento de Busca e Salvamento do DF. “Participei ano passado em uma busca em Corumbá e estou muito feliz de estar representando a corporação mais uma vez”, declara. O treinamento constante do grupo mantém a segurança e a cabeça tranquila para atuar em situações de risco. “Durante o nosso dia a dia, sempre temos a reciclagem de todo o conhecimento que obtivemos para estar sempre em condições de socorrer quando for preciso”, garante Bruna. A missão tem duração prevista até o dia 18 de janeiro, com retorno da equipe após a conclusão das buscas.
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Onze novas rodoviárias e 500 novas paradas de ônibus
Empenhado em melhorar a vida do passageiro do transporte público, o Governo do Distrito Federal (GDF) está atuando fortemente na infraestrutura dos terminais rodoviários e das paradas de ônibus. Ao todo, são 11 novas rodoviárias e 500 novas paradas, obras que demandam um investimento de mais de R$ 21,5 milhões e geram mais de 500 empregos. Sobradinho foi a primeira região a ser beneficiada com uma nova estação de ônibus | Foto: Renato Alves/Agência Brasília [Olho texto=”Após 30 anos de espera, Santa Maria ganhou o primeiro terminal de ônibus, no qual foram investidos quase R$ 5 milhões” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita] “Todo conforto que você traz para esse tipo de sistema é muito benéfico para a população”, afirma o secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro. Duas rodoviárias foram finalizadas e já estão sendo utilizadas pelos moradores. Por sua vez, as obras dos terminais de Itapoã, Varjão, Arapoanga, Estrutural, Furnas e Asa Norte serão licitadas. A primeira região beneficiada com uma nova estação de ônibus foi Sobradinho. A estação na área central foi entregue para a população no dia em que a região administrativa completou 60 anos, em 2020. Com investimento de R$ 6,3 milhões, o local foi totalmente reformado, com novos boxes de parada, estacionamento público, conjuntos de paraciclos, banheiros e estrutura com restaurantes, lanchonetes e lojas. No ano passado, foi a vez de Santa Maria ter o primeiro terminal, após três décadas de espera. A rodoviária local, que recebeu investimento de R$ 4,8 milhões, conta com dez boxes para embarque e desembarque de passageiros, baias de ônibus, estacionamento público, banheiros e bicicletário. É o ponto de partida de linhas de ônibus circulares e linhas alimentadoras do BRT. Melhorias Na Rodoviária de Santa Maria, o vigilante Francisco Nascimento relembra: “Aqui era só terra e barro” A estudante Edna Alves, 28 anos, passa praticamente todos os dias pela Rodoviária de Santa Maria e conta que, antes da obra, era obrigada a aguardar o coletivo na rua: “Não tinha nada aqui. A gente ficava ali perto da padaria, tudo cheio e todos sujeitos ao sol e à chuva. Agora é 100% melhor, mais aconchegante”. A auxiliar de limpeza Francisca Sousa, 55, concorda. Moradora do Recanto das Emas, todo fim de semana ela vai a Santa Maria visitar a mãe. O deslocamento é feito de ônibus e, por isso, Francisca utiliza o terminal da região. “Ficou muito bom; não era confortável e nem aconchegante como agora”, aponta. A melhoria também é nítida para os funcionários. Francisco de Jesus Lopes do Nascimento é um dos vigilantes da rodoviária, obra que gerou mais de 150 empregos. “Aqui era só terra e barro”, lembra. “Como fizeram o terminal, acabou abrindo um novo posto de trabalho para mim. Tem banheiro e é um espaço bastante ventilado.” [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Andamento O governo também está construindo a primeira rodoviária da região do Sol Nascente/Pôr do Sol. “É importante porque é uma localidade bem carente e relativamente nova”, ressalta o secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro. A obra custará R$ 3,5 milhões. Com 5.875 m², a estação terá seis baias para embarque, dez pontos de estocagem, 14 vagas de estacionamento para veículos e 11 para motos, paraciclos com 24 vagas e três salas para apoio administrativo, além de lanchonete e banheiros com acessibilidade. Nas regiões do Gama e de Brazlândia, os terminais estão sendo reformados. “Há muito tempo a população [do Gama] clamava por novas estações”, lembra Valter Casimiro. “Existem alguns problemas estruturais lá, como o pé-direito do telhado muito baixo, trazendo um desconforto térmico”. A reforma, antecipa o gestor, também resolverá essa situação. [Olho texto=”Contratos preveem novos abrigos de ônibus para todas as regiões, com bancos e área de sombra e proteção” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Os trabalhos no Gama têm gerado 90 empregos. O valor total do contrato é de R$ 5,5 milhões. O projeto atualiza as redes de água, esgoto, elétrica e telefônica, além de reforçar a acessibilidade, com piso tátil, e o conforto, com a realocação de 18 boxes e a substituição do telhado, que será mais alto. Primeira reforma em 53 anos Em Brazlândia, a estação será reformada pela primeira vez desde sua construção, há 53 anos. A ordem de serviço foi assinada pelo governador Ibaneis Rocha no início de fevereiro. O terminal contará com adequação da pintura, dos banheiros, da acessibilidade e das normas de combate a incêndio, correção de vazamentos e substituição do sistema elétrico. O investimento é estimado em R$ 1,4 milhão. Paradas de ônibus Além das rodoviárias, o governo investe na construção de novos abrigos por todo o Distrito Federal. Há um contrato em execução para a instalação de 500 novas paradas de ônibus até julho deste ano. Regiões como Ceilândia, Samambaia e Água Quente (zona rural do Recanto das Emas) já foram contempladas. “Todas as regiões vão ganhar novos abrigos de ônibus”, afirma o secretário de Transporte e Mobilidade. “Estamos fazendo, no mesmo contrato, a recuperação de alguns. São abrigos de concreto, com bancos e área de sombra, para poder proteger o usuário do transporte do sol e da chuva. Esse tipo de abrigo traz mais efetividade.”
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GDF e Aneel assinam acordo para a Avenida das Cidades
Divulgação O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Projetos Especiais (Sepe) e da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), assina nesta quarta-feira (19) termo de cooperação com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que autoriza Furnas a fazer intervenções em instalações de transmissão (veja como foi no vídeo abaixo). A cooperação vai atender ao projeto Avenida das Cidades e visa o enterramento de 16 km de cabo de alta tensão. “A Avenida das Cidades é um projeto antigo que já foi promessa de campanha de vários candidatos ao governo do Distrito Federal nos últimos 20 anos. A pista de ligação entre Samambaia e o Plano Piloto é considerada como a maior obra viária da história de nossa cidade e virou uma das prioridades do Governo Ibaneis Rocha”, explica o secretário de Projetos Especiais, Everardo Gueiros. “A Aneel contribui com o desenvolvimento do DF, e essa autorização viabiliza a continuidade desse importante projeto”, afirma o presidente da Terracap, Izídio Santos Junior. Assista ao vídeo: A avenida que vai unir as cidades da região Sul (Samambaia, Taguatinga, Águas Claras, Park Way e Guará) ao Plano Piloto terá extensão de 26 quilômetros. A obra deve começar em 2022 com o enterramento e também remanejamento das linhas aéreas de alta tensão que estão no trajeto da via. O valor estimado do investimento é de R$ 2,9 bilhões, desse valor R$ 1 bilhão é para o enterramento. Além da melhoria da infraestrutura de transporte, da integração das cidades e da conexão com o sistema viário existente, o complexo urbanístico vai contribuir para a geração de novos centros de negócios, lazer e habitação. “Vamos obter um sentido de contra fluxo em direção a novos eixos, descentralizando a oferta de trabalho e emprego, que hoje é concentrada no Plano Piloto”, esclarece Gueiros. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”centro”] A obra terá duração de 8 anos e deverá gerar mais de 20 mil empregos diretos no período de construção. E, depois de pronta, mais de 80 mil empregos diretos devem ser criados. De acordo com o secretário Everardo Gueiros, além de valorizar toda a região sul do DF, o projeto vai valorizar também os imóveis adjacentes à avenida, dando mais qualidade de vida a população. “Essa via vai privilegiar muito mais a convivência das pessoas, com ciclovias, calçadões, jardins, praças, parques. É uma via muito mais para unir as cidades que hoje estão segregadas e divididas”, pontua o secretário. Etapas do projeto O projeto da Avenida das Cidades está em fase de análise final dos estudos e após aprovação do Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas, presidido pelo governador, será encaminhado para análise do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Depois serão feitas consulta e audiência pública. A licitação, por meio de Parceria Público-Privada (PPP), será conduzida pela Sepe e Terracap. O edital deve ser publicado em meados do 2° semestre de 2020. A empresa ou consórcio vencedor terá 1 ano para apresentar o Projeto Executivo, obter as licenças ambientais e ter o projeto aprovado no Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan). Após todas essas etapas, as obras terão início no final de 2022. Contrapartida As terras adjacentes à Avenida da Cidades serão concedidas pelo GDF para o setor privado que, por sua vez, será responsável por toda construção da infraestrutura e manutenção da via por um período de 25 anos. Após esse período, a área retornará para a administração pública. “Hoje essas áreas não têm valor econômico, porque não podem ser utilizadas. Com o projeto, haverá uma supervalorização dos terrenos. A iniciativa privada custeia essas obras, custeia a manutenção e se ressarce desses investimentos a partir da venda dos imóveis ao longo da via. Então, é impensável até você fazer uma obra de R$ 3 bilhões que vai beneficiar a população, sem que não haja um investimento direto do governo”, explica Everardo Gueiros.
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