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Hospital da Fauna Silvestre (Hfaus)

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Hfaus tem sua criação formalizada por decreto

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   O Hospital de Fauna Silvestre (Hfaus), sob a gestão do Instituto Brasília Ambiental, se tornou oficialmente política pública no Distrito Federal. A formalização aconteceu por meio do Decreto 49.095/2026, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) esta semana. O decreto regulamenta o Serviço de Atendimento Médico-Veterinário e de Reabilitação de Fauna Silvestre. O decreto deixa claro que são objetivos do Hfaus: executar programa de recepção, triagem, marcação, transporte, atendimento veterinário, acondicionamento, reabilitação e apoio na destinação da fauna silvestre. Além disso, faz parte do escopo a realização de consultas, exames, cirurgias, tratamentos e procedimentos de diagnóstico por imagem. O decreto deixa claro que são objetivos do Hfaus: executar programa de recepção, triagem, marcação, transporte, atendimento veterinário, acondicionamento, reabilitação e apoio na destinação da fauna silvestre | Foto: Divulgação O chefe da Gerência de Fauna do Brasília Ambiental, Rodrigo Santos, explica a importância desse marco legal. “O decreto faz com que o Hfaus passe a existir formalmente como política de Estado. Essa formalização dá segurança à continuidade do oferecimento desse serviço”, esclarece. Segundo o gestor, por mais que proteger a fauna faça parte da função do Brasília Ambiental, há a necessidade da institucionalização do serviço por meio de uma legislação. Fato que está explícito nas diretrizes do Hfaus constantes no decreto: “atuar prioritariamente no recebimento de animais silvestres nativos, assegurar o bem-estar animal e a aplicação de protocolos veterinários adequados durante todo o período de permanência no hospital”. O Hfaus está em funcionamento desde fevereiro de 2024. No primeiro ano, atendeu a 1.800 animais. No segundo, foram 2.700; e, somando-se os atendimentos até o final do primeiro semestre deste ano, o total chega a 6 mil atendimentos. “Foi uma escalada. No início, o serviço era algo novo; houve o período de adaptação. Mas agora, que foi estabelecida a confiança na prestação desse serviço, a demanda, que já existia, está totalmente vindo à tona”, esclarece Santos. O gestor lembra também que o Hfaus não atende apenas ao Distrito Federal, mas amplia seu atendimento a várias cidades de Goiás, como Luziânia,  chegando também a municípios mineiros, como Unaí. O Brasília Ambiental já está trabalhando na possível transferência do Hfaus, que hoje funciona em Taguatinga, para dentro de uma de suas unidades de conservação: o Parque Ecológico Burle Marx, localizado no Noroeste/Asa Norte. A ideia é que, no novo espaço, possa acontecer a ampliação do atendimento.   *Com informações do Instituto Brasília Ambiental

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DF é referência nacional no tratamento e reabilitação de animais silvestres

O Distrito Federal tem uma referência nacional no atendimento a animais silvestres: o Hospital da Fauna Silvestre, gerido pelo Instituto Brasília Ambiental, é o único do Brasil especializado nessa categoria de animais.  Apenas neste ano, entre  março e junho, a unidade recebeu cinco animais em estado grave de saúde: uma jovem fêmea de tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) em estado crítico e quatro cachorros-do-mato (Cerdocyon thous), vítimas de atropelamentos e doenças associadas à proximidade com áreas urbanizadas.  Vítima de atropelamento, fêmea de tamanduá-mirim, em estado crítico, recebe atendimento no Hfaus | Fotos: Caio Cavalcante/Hospital da Fauna Silvestre “Eles ainda estão em tratamento. Precisamos saber como vão lidar com essas fraturas e com todos os problemas que eles já enfrentaram até aqui. Então, avaliamos novamente para ver se têm condição de serem reintegrados à natureza ou se serão encaminhados para algum projeto de conservação” Thiago Marques, coordenador do Hfaus O coordenador do hospital, Thiago Marques, explica que os animais resgatados chegaram por meio de resgates feitos por órgãos públicos como o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), Corpo de Bombeiros e unidades do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/Ibama), vindos de áreas como Brazlândia, Planaltina, Floresta Nacional (Flona) e Luziânia.  Contato com ambientes domésticos Ele diz que alguns dos animais recebidos foram vítimas de atropelamento, outros apresentavam múltiplas fraturas, de menor e maior intensidade, ou zoonoses (doenças) oriundas do contato com ambientes domésticos. "Quando os animais chegam ao hospital, eles passam pela avaliação dos clínicos. Eles recebem os animais e fazem o primeiro atendimento para depois encaminhar para os especialistas. Por exemplo, passam pelo ultrassom, cardiologista, também por cirurgiões e cirurgiões ortopédicos. Depois de toda essa avaliação, os animais seguem em tratamento junto aos médicos clínicos, diariamente", explica. Depois das cirurgias, há uma segunda etapa de atendimento dos animais. Marques afirma que um corpo de fisioterapeutas assume os cuidados em busca de acompanhar a evolução do quadro de cada um e avaliar as possibilidades do futuro deles. Segundo o coordenador do hospital, ainda é difícil precisar o futuro dos animais.  Um dos quatro cachorros-do-mato atropelados continua em tratamento, com acompanhamento de fisioterapeutas [LEIA_TAMBEM]“Eles ainda estão em tratamento. Precisamos saber como vão lidar com essas fraturas e com todos os problemas que eles já enfrentaram até aqui. Então, avaliamos novamente para ver se têm condição de ser reintegrados à natureza ou se serão encaminhados para algum projeto de conservação”, afirma. Marques reitera que a destinação final dos animais é feita pelos órgãos ambientais, Ibama e Brasília Ambiental. Casos como os desses animais e tantos outros ilustram os riscos enfrentados pela fauna silvestre em áreas sob intensa pressão urbana, sendo submetidos a acidentes em rodovias e vias urbanas até doenças relacionadas à interação cada vez mais frequente entre animais silvestres e ambientes domésticos. O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, em reconhecimento ao trabalho de excelência do Hfaus, afirmou que a Câmara de Compensação do instituto aprovou a construção de uma nova estrutura hospitalar definitiva, em sede própria, com a proposta de ampliação dos serviços, como a reabilitação de animais a fim de “manter o compromisso de continuar atendendo com excelência à fauna silvestre”.

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