Olhar para o celular enquanto caminha aumenta o risco de quedas
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Responder mensagens, conferir notificações ou navegar pelas redes sociais enquanto caminha já faz parte da rotina de muitas pessoas. O que parece um hábito inofensivo, porém, pode aumentar significativamente o risco de quedas no mesmo nível, acidentes provocados por tropeços, escorregões ou perda de equilíbrio, sem diferença de altura. Essas ocorrências são mais comuns do que se imagina e podem causar desde escoriações e entorses até fraturas e traumatismos. Em ambientes com grande circulação de pessoas, como hospitais e unidades de saúde, corredores, escadas e áreas externas exigem atenção constante. Pequenas mudanças de comportamento podem fazer toda a diferença para evitar acidentes. A gerente de Saúde e Segurança no Trabalho do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Uyara Rodrigues, explica que a distração provocada pelo uso do celular reduz a capacidade de perceber riscos e reagir rapidamente a situações inesperadas. "Em unidades de saúde, onde a dinâmica é intensa e envolve profissionais, pacientes e acompanhantes, manter a atenção durante os deslocamentos é fundamental para prevenir acidentes", afirma. Boa parte dos acidentes pode ser evitada com atitudes simples, como guardar o celular enquanto caminha, respeitar a sinalização, utilizar calçados adequados e comunicar situações que ofereçam risco | Fotos: Divulgação/IgesDF Boa parte desses acidentes pode ser evitada com atitudes simples, como guardar o celular enquanto caminha, respeitar a sinalização, utilizar calçados adequados e comunicar situações que ofereçam risco. Segundo Uyara, incorporar esses hábitos ao dia a dia contribui para tornar os ambientes mais seguros. Atenção dividida aumenta os riscos A explicação para esse comportamento também está relacionada ao funcionamento do cérebro. A psicóloga Ana Maria Pugsley, do Projeto Acolher, do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Nuvid), explica que a atenção humana tem limites e não consegue processar diferentes estímulos complexos ao mesmo tempo com a mesma eficiência. "Quando a pessoa direciona o foco para a tela, parte importante da percepção do ambiente fica comprometida, aumentando a possibilidade de tropeços, colisões e outros incidentes", explica. Segundo a especialista, muitas pessoas acreditam conseguir caminhar e usar o celular simultaneamente sem prejuízo para a atenção, mas essa sensação não corresponde ao que acontece no cérebro. "O cérebro cria a impressão de que está realizando várias tarefas ao mesmo tempo, mas, na prática, alterna rapidamente a atenção entre elas. Isso reduz a capacidade de resposta diante de obstáculos e situações inesperadas", afirma. Desenvolver uma relação mais equilibrada com a tecnologia é um passo importante para reduzir acidentes. Parar por alguns segundos para responder mensagens ou concluir uma ligação antes de retomar o caminho são atitudes simples que ajudam a preservar a segurança sem abrir mão dos benefícios do celular. Quedas podem ter consequências duradouras Embora muitas quedas sejam encaradas como acidentes leves, as consequências podem ser significativas. A fisioterapeuta do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Larissa Araújo, explica que as lesões mais frequentes incluem entorses, hematomas, contusões e luxações, mas também podem ocorrer fraturas e traumatismos cranianos. "Idosos, pessoas com alterações de equilíbrio, doenças ósseas ou limitações visuais e motoras precisam de atenção especial, pois estão mais vulneráveis a complicações", ressalta. Desenvolver uma relação mais equilibrada com a tecnologia é um passo importante para reduzir acidentes Além do impacto físico imediato, uma queda pode comprometer a autonomia e a qualidade de vida por longos períodos. Em alguns casos, o processo de recuperação exige repouso prolongado, favorece a perda de força muscular e dificulta atividades simples do cotidiano. Larissa destaca ainda que a dor, o medo de cair novamente e a dependência de terceiros também podem afetar o bem-estar emocional e a confiança para retomar a rotina. "Manter a atenção durante os deslocamentos e adotar hábitos preventivos são atitudes que ajudam a preservar a saúde, a independência e a segurança em todas as fases da vida", completa. Segurança é construída todos os dias Criar uma cultura de prevenção depende de ações contínuas de conscientização, treinamentos, diálogo sobre segurança e comunicação de riscos. Quando esses cuidados passam a fazer parte da rotina, pequenos comportamentos ajudam a evitar acidentes e tornam o ambiente mais seguro para todos. "Em uma instituição como o IgesDF, com mais de 11.500 colaboradores distribuídos em unidades de grande fluxo, manter a atenção durante a execução das atividades é uma medida essencial para prevenir acidentes e fortalecer a cultura de segurança", conclui Uyara Rodrigues. *Com informações do IgesDF
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Diagnóstico precoce reduz a gravidade da insuficiência cardíaca e melhora qualidade de vida
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. "Ficava a noite toda com falta de ar, sem conseguir dormir e sem poder nem conversar", conta Antônio Vanderley, de 54 anos, ao relembrar os sintomas da insuficiência cardíaca. O relato ilustra uma doença que pode comprometer significativamente a qualidade de vida. No Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca, celebrado nesta quinta-feira (9/7), especialistas do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) reforçam que reconhecer os sinais e buscar diagnóstico precoce pode salvar vidas. A insuficiência cardíaca é uma síndrome relativamente comum e não tem cura, mas pode ser controlada com medicação adequada. Ela ocorre quando o coração não consegue bombear o sangue de forma eficiente para todo o organismo, provocando aumento da pressão no órgão e retenção de líquidos. Antônio Vanderley, paciente com insuficiência cardíaca: "Ficava a noite toda com falta de ar, sem conseguir dormir e sem poder nem conversar" | Foto: Divulgação IgesDF O cardiologista do HBDF, Matheus Cunha, explica que a condição provoca sintomas como falta de ar, inchaço nas pernas, mal-estar e sensação de fadiga. "É uma doença extremamente debilitante, que afeta diretamente a qualidade de vida. O objetivo principal do tratamento sempre é aliviar os sintomas e garantir que a pessoa possa voltar a trabalhar, fazer exercícios e continuar a viver normalmente", resume. Segundo o especialista, a doença costuma surgir como consequência de um infarto, em decorrência das lesões deixadas no coração, e apresenta maior risco em pessoas com fatores como diabetes, hipertensão arterial e sedentarismo. Outra causa importante da insuficiência cardíaca é a doença de Chagas, transmitida pelo protozoário Trypanosoma cruzi por meio do inseto conhecido popularmente como barbeiro. Se não tratada, ela pode provocar complicações graves no coração e no sistema digestivo. Necessidade de tratamento A insuficiência cardíaca apresenta elevada mortalidade, podendo superar a de alguns tipos de câncer. O tratamento adequado ajuda a retardar a progressão da doença, tornando o diagnóstico precoce um dos principais aliados para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Antônio reconhece que demorou a procurar atendimento médico, o que pode ter contribuído para o agravamento do quadro. "Eu sempre esperava que a minha condição piorasse mais antes de ir ao médico, então, quando percebia, já estava muito mal", comenta. A chefe da Cardiologia do HBDF, Gabriela Thevenard, destaca que a busca por atendimento médico e a realização de exames simples de rastreio, como o eletrocardiograma, podem fazer toda a diferença. "Existem opções de tratamentos avançados disponíveis para os pacientes em casos mais graves, como o transplante cardíaco. É uma doença extremamente grave e exige atenção, pois não pode ser subestimada" Gabriela Thevenard, chefe da Cardiologia do HBDF "Existem opções de tratamentos avançados disponíveis para os pacientes em casos mais graves, como o transplante cardíaco. É uma doença extremamente grave e exige atenção, pois não pode ser subestimada", completa. O HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realiza, em média, 50 atendimentos especializados em insuficiência cardíaca por semana. Em caso de sintomas, a recomendação é procurar uma unidade básica de saúde (UBS) quando o quadro for crônico, ou uma unidade de pronto atendimento (UPA), em situações agudas. O paciente será avaliado e, se necessário, encaminhado para atendimento especializado. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base desenvolve tratamento inédito com células-tronco para regenerar traqueia e laringe
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Pacientes que desenvolveram lesões graves na traqueia ou na laringe após traqueostomias, intubações prolongadas ou outros procedimentos podem ganhar uma nova alternativa de tratamento. O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) está desenvolvendo uma técnica inédita no Brasil que utiliza células-tronco do próprio paciente para estimular a regeneração dos tecidos lesionados e reduzir o risco de novas complicações. O cirurgião torácico Humberto Alves de Oliveira diz que a necessidade de uma nova técnica mais eficaz ficou evidente após a pandemia de Covid-19 | Fotos: Divulgação/IgesDF O estudo busca oferecer uma opção para pessoas que já esgotaram outras possibilidades terapêuticas e convivem com limitações para respirar, falar e realizar atividades simples do dia a dia. "Esses casos costumam deixar sequelas permanentes e dificultam atividades simples do dia a dia. Nossa expectativa é oferecer esperança a centenas, talvez milhares de pessoas no Brasil e em outros países que vivem traqueostomizadas e ainda não encontraram uma solução eficaz para o problema" Humberto Alves de Oliveira, cirurgião torácico do Hospital de Base Responsável pelo desenvolvimento da técnica, o cirurgião torácico Humberto Alves de Oliveira, do Hospital de Base, explica que a necessidade de uma alternativa mais eficaz se tornou ainda mais evidente após a pandemia de Covid-19, quando aumentou o número de pacientes com sequelas provocadas por longos períodos de intubação. "Complicações podem ocorrer sempre que a intubação é necessária, seja em casos de doenças graves, traumas ou outras situações clínicas. Temos um grande número de pacientes internados em UTIs em todo o país, e uma parcela significativa deles pode desenvolver lesões na traqueia ou na laringe." Entre essas complicações está a estenose, caracterizada pelo estreitamento anormal das vias aéreas. A condição compromete a respiração e a fala, e pode surgir após traumas ou períodos prolongados de intubação. A proposta do tratamento é utilizar células-tronco retiradas do próprio paciente para estimular a regeneração adequada dos tecidos lesionados, diminuindo o risco de formação de uma nova estenose. Ao todo, 30 pacientes participarão do estudo. Segundo Humberto, os primeiros resultados são animadores. "Esses casos costumam deixar sequelas permanentes e dificultam atividades simples do dia a dia. Nossa expectativa é oferecer esperança a centenas, talvez milhares de pessoas no Brasil e em outros países que vivem traqueostomizadas e ainda não encontraram uma solução eficaz para o problema." Além da assistência aos pacientes, o projeto também tem foco na produção e na disseminação do conhecimento científico. Com apoio da Diretoria de Ensino, Pesquisa e Inovação (Diep) do IgesDF, as cirurgias são transmitidas ao vivo pelo YouTube, permitindo que profissionais de saúde acompanhem a técnica e contribuam para o avanço da pesquisa. Dotadas de elevada capacidade de regeneração, as células-tronco favorecem a recuperação do tecido, tornando o processo de cicatrização mais eficiente Como funciona o procedimento Embora o potencial regenerativo das células-tronco já seja amplamente reconhecido pela ciência, esta é a primeira vez que a tecnologia é aplicada no Brasil para o tratamento de lesões na traqueia e na laringe. Segundo Humberto, todo o protocolo foi aprovado pelos órgãos responsáveis pela pesquisa e fiscalização. "Esse tratamento será indicado para pessoas que já esgotaram as possibilidades cirúrgicas e clínicas disponíveis. Nossa expectativa é promover a regeneração adequada dos tecidos e devolver qualidade de vida a essas pessoas" Antônio Bonaparte, chefe do Serviço de Cirurgia Torácica do Hospital de Base As células-tronco possuem elevada capacidade de regeneração e atuam estimulando a produção de moléculas que favorecem a cicatrização dos tecidos lesionados. "Quando aplicadas na área da lesão, elas estimulam a produção de novas moléculas e favorecem a recuperação do tecido, tornando o processo de cicatrização mais eficiente." As células são retiradas do próprio paciente durante a cirurgia. Inicialmente, a equipe coleta pequenas porções de tecido adiposo, geralmente da região abdominal. A partir desse material, é preparado o concentrado de células-tronco aplicado diretamente na área lesionada. Após o procedimento, todos os participantes serão acompanhados periodicamente pela equipe do Hospital de Base para avaliar a evolução clínica e documentar os resultados do estudo. O chefe do Serviço de Cirurgia Torácica do HBDF, Antônio Bonaparte, afirma que a técnica poderá ampliar as possibilidades de tratamento para pacientes com lesões complexas. "Esse tratamento será indicado para pessoas que já esgotaram as possibilidades cirúrgicas e clínicas disponíveis. São pacientes que passaram por diversos procedimentos sem sucesso e convivem com casos extremamente complexos. Nossa expectativa é promover a regeneração adequada dos tecidos e devolver qualidade de vida a essas pessoas." *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base aprimora técnicas de acupuntura médica
Referência no Centro-Oeste em acupuntura médica, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) iniciou uma capacitação voltada ao aperfeiçoamento de técnicas utilizadas no atendimento de pacientes com dor crônica e outras condições de saúde. Promovido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o treinamento reúne profissionais da área para atualização em métodos mais avançados de controle da dor e estimulação do sistema nervoso. A formação começou na última sexta-feira (8) e terá continuidade nos dias 29 e 30 de maio, quando os especialistas participarão de atividades práticas supervisionadas. O objetivo é ampliar as possibilidades terapêuticas oferecidas aos pacientes atendidos no serviço, especialmente pessoas em tratamento contra o câncer, com dores persistentes, ansiedade, depressão e outros transtornos que impactam diretamente a qualidade de vida. O acupunturiatra do HBDF Fernando Genschow explica que as novas técnicas fortalecem a capacidade de atendimento dos profissionais diante de situações mais delicadas. “É um método avançado e que está sendo estudado há anos. Como todos os pacientes que atendemos aqui são de casos complexos, como em tratamento de câncer, vamos conseguir fazer um melhor manejo da dor e de uma série de sintomas”, afirma. A acupuntura utiliza agulhas e estímulos elétricos em pontos específicos do corpo | Fotos: Divulgação / IgesDF Equilíbrio Segundo ele, o serviço realiza, em média, 88 consultas e cerca de 500 procedimentos por semana. A acupuntura médica utiliza agulhas e estímulos elétricos em pontos específicos do corpo para auxiliar no controle da dor e no equilíbrio de funções do organismo. As novas abordagens apresentadas durante a capacitação permitem intervenções mais direcionadas, contribuindo para ampliar a efetividade dos tratamentos. A acupunturiatra Alane Santos destaca que a atualização representa um avanço importante para os pacientes atendidos pelo SUS. “Nós cuidamos de pacientes com dor crônica, com ansiedade, com depressão, com diversos transtornos orgânicos e emocionais. Esses novos métodos vão, com certeza, potencializar o cuidado que já oferecemos e diminuir o incômodo da dor”, explica. [LEIA_TAMBEM] Durante os encontros práticos, os profissionais poderão aplicar as novas técnicas sob orientação e monitoramento de especialistas. Os pacientes beneficiados serão selecionados a partir da lista de espera do serviço. O atendimento da Acupunturiatria do HBDF é destinado a pacientes da rede pública com indicação médica para o tratamento. Para ter acesso ao serviço, o médico assistente deve encaminhar um pedido de parecer ao setor, com hipótese diagnóstica, breve relato clínico e objetivo do encaminhamento. A solicitação deve ser entregue na secretaria do Serviço de Acupunturiatria para agendamento da avaliação. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base é reconhecido entre as principais experiências do país após melhorar atendimento e ampliar capacidade assistencial
O modelo de gestão adotado no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) colocou o Governo do Distrito Federal (GDF) em destaque nacional. A unidade foi reconhecida como uma das principais experiências do país na 4ª edição do Mapa da Contratualização, publicação da Comunitas que reúne iniciativas de impacto social em diferentes áreas. Entre os dez casos selecionados em todo o Brasil, o Hospital de Base se destacou pelos resultados obtidos após a adoção do modelo de Serviço Social Autônomo, implementado por meio de contrato de gestão com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Segundo o estudo, a mudança permitiu mais agilidade nos atendimentos, ampliou a realização de cirurgias e contribuiu para a melhoria de indicadores assistenciais. O levantamento também mostra que 60% dos usuários entrevistados, após a implantação do IgesDF, relataram melhora na qualidade do atendimento no Hospital de Base, fator decisivo para a expansão da gestão. Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, o reconhecimento reforça a importância de modernizar a gestão pública com foco em resultados concretos para a população. O programa Humanizar reforça o acolhimento, a escuta ativa e o cuidado centrado nas pessoas, fortalecendo a relação entre equipes e pacientes | Foto: Divulgação/IgesDF “Esse destaque mostra que estamos no caminho certo ao buscar uma gestão mais eficiente, transparente e focada em resultados. O Hospital de Base é uma referência no Centro-Oeste, e ver esse modelo reconhecido nacionalmente comprova que é possível unir agilidade administrativa e qualidade no atendimento ao cidadão”, afirma. Criado pela Lei nº 5.899/2017, o então Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF) surgiu como alternativa para dar mais autonomia à gestão hospitalar. A partir de 2019, com a criação do IgesDF, o modelo foi ampliado e passou a incluir também o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o Hospital Cidade do Sol (HSol) e 13 unidades de pronto atendimento (UPAs). Além dos ganhos operacionais, o modelo também se consolidou como referência para outros estados. Segundo o coordenador de Compliance e Governança do IgesDF, Eduardo Luiz Corrêa da Silva, a experiência do DF tem despertado interesse nacional. “É um modelo que funciona, traz respostas mais rápidas, mas exige regras claras, fluxos bem definidos e uma governança sólida para garantir segurança e transparência”, destaca. “Esse destaque mostra que estamos no caminho certo ao buscar uma gestão mais eficiente, transparente e focada em resultados. O Hospital de Base é uma referência no Centro-Oeste, e ver esse modelo reconhecido nacionalmente comprova que é possível unir agilidade administrativa e qualidade no atendimento ao cidadão” Cleber Monteiro, presidente do IgesDF Resultados percebidos pela população Além dos indicadores assistenciais, o IgesDF também investe em estratégias para ouvir os usuários e qualificar o atendimento. Iniciativas como o projeto Café com Ouvidoria utilizam a experiência dos pacientes para orientar melhorias nas unidades de saúde. A satisfação dos usuários é monitorada por meio do Net Promoter Score (NPS), indicador que avalia a experiência do paciente. Somado a isso, o programa Humanizar reforça o acolhimento, a escuta ativa e o cuidado centrado nas pessoas, fortalecendo a relação entre equipes e pacientes. Para o Distrito Federal, o reconhecimento consolida o protagonismo na modernização da gestão em saúde e reforça que mudanças estruturais podem gerar resultados concretos para quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS). “O que também demonstra que inovação administrativa, quando aliada ao compromisso com a assistência, gera resultados concretos para quem mais importa: o cidadão que depende diariamente do SUS”, finaliza Cleber Monteiro. Edição 2026 Responsável pelo Mapa da Contratualização, a Comunitas atua há mais de duas décadas no fortalecimento da gestão pública e na construção de parcerias entre os setores público e privado. A nova edição da publicação foi elaborada a partir de análise qualitativa, com revisão documental e entrevistas com gestores e especialistas. Entre os critérios avaliados estão inovação, transparência, replicabilidade e impacto social.
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Mobilização arrecada doações para mulheres em tratamento oncológico
A mobilização de colaboradores em torno de uma causa sensível e necessária resultou na entrega de doações nesta sexta-feira (10), no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), reforçando o compromisso do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) com o cuidado que ultrapassa os limites da assistência. A ação integra a campanha solidária Mulheres que Ajudam Mulheres, realizada ao longo do mês de março em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Conduzida pelo Núcleo de Cultura, Desenvolvimento e Comunicação Interna (NUCDC), vinculado à Gerência de Desenvolvimento Humano (Gedeh), a iniciativa teve como foco estimular a empatia, o cuidado coletivo e a responsabilidade social. O resultado foi uma adesão significativa de colaboradores das unidades PO700, DIEP, SIA e Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), que contribuíram com produtos de higiene pessoal, como creme dental, escova de dentes, sabonetes, shampoo, condicionador, hidratante labial e toalhas, além de itens destinados ao bazar solidário da entidade. Colaboradores contribuíram com produtos de higiene pessoal, como creme dental, escova de dentes, sabonetes, shampoo, condicionador, hidratante labial e toalhas, além de itens destinados ao bazar solidário da entidade | Foto: Divulgação/IgesDF A entrega das doações ocorreu na tenda rosa da Rede Feminina de Combate ao Câncer, instalada no jardim do hospital. A ação foi conduzida pela analista do NUCDC e idealizadora do projeto, a psicóloga do IgesDF, Dúlcila Galvão, e recebida pelo representante da instituição, Tiago Ângelo. Mais do que a arrecadação de itens, a campanha evidenciou o papel do cuidado ampliado na construção de uma assistência mais humana e conectada com as necessidades da população. “Iniciativas como essa traduzem, na prática, valores fundamentais do Instituto, como a excelência no cuidado ao paciente e o respeito à dignidade da pessoa humana. Quando ampliamos esse cuidado para além da assistência direta e alcançamos a comunidade, fortalecemos uma cultura organizacional mais empática, humana e socialmente responsável”, destaca Dúlcila. Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, ações como essa também refletem o compromisso institucional com uma atuação que ultrapassa os limites das unidades de saúde. “Quando iniciativas como essa mobilizam nossos colaboradores, mostramos que o cuidado no IgesDF vai além da assistência e se traduz em compromisso com a sociedade. Esse é o tipo de cultura que queremos fortalecer todos os dias”, ressalta. *Com informações do IgesDF
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Distrito Federal lidera o país em leitos de terapia intensiva e médicos intensivistas
O Distrito Federal lidera o país na oferta proporcional de leitos de terapia intensiva e na densidade de médicos intensivistas. Levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) mostra que o DF tem 76,68 leitos de terapia intensiva para cada 100 mil habitantes, mais que o dobro da média brasileira. No mesmo estudo, a unidade da Federação aparece com 14,06 médicos intensivistas por 100 mil habitantes, o maior índice do país. O desempenho está ligado à expansão dos leitos próprios e ao apoio de vagas credenciadas na rede privada, que reforçam a retaguarda da assistência aos casos graves. O DF lidera o país na oferta proporcional de leitos de terapia intensiva e na densidade de médicos intensivistas | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília De acordo com a subsecretária de Atenção à Saúde, Raquel Mesquita, o resultado acompanha a ampliação da capacidade assistencial da rede nos últimos cinco anos. Segundo ela, o DF ampliou em 83% os leitos de UTI adulto e em 52% os de UTI pediátrica. “Não são só os leitos: também lideramos em médicos intensivistas”, afirma. Na pediatria, esse reforço ganha peso no período de maior circulação de vírus respiratórios. Segundo a Secretaria de Saúde, o DF adota medidas específicas entre março e julho para enfrentar o aumento das infecções respiratórias em crianças, com planejamento antecipado, monitoramento e reforço da capacidade de resposta da rede. Raquel Mesquita afirma que a estrutura pediátrica foi ampliada para absorver essa pressão. “Esse quantitativo a mais vem para garantir a assistência justamente no período de maior pressão sobre os leitos pediátricos”, diz. A subsecretária também destaca a importância da vacinação contra a influenza e da imunização materna para reduzir quadros graves entre crianças pequenas. Impacto na rotina dos hospitais Na rotina dos hospitais, a percepção de quem atua nas unidades ajuda a mostrar como essa rede funciona no dia a dia. Médico intensivista no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Diogo Tobias diz que a diferença do DF em relação a outros estados aparece no funcionamento do hospital e da regulação. “Sou do Rio de Janeiro, e este é o terceiro estado em que trabalho no serviço público, depois do Rio e do Pará. A primeira impressão foi que eu não estava diante de um hospital público nos moldes a que eu estava acostumado”, relata. No HRSM, a estrutura ganhou reforço em dezembro de 2025. O hospital adquiriu um novo tomógrafo, com capacidade para realizar entre 180 e 200 exames por dia, medida que, segundo o IgesDF, deve reduzir filas, agilizar diagnósticos e favorecer decisões clínicas mais rápidas. Diogo Tobias afirma que esse suporte faz diferença na rotina da terapia intensiva. “A rede de regulação realmente funciona. Não tem como passar à frente sem seguir a fila. É uma questão de organização e idoneidade. O paciente que entra pela porta e precisa de UTI vai conseguir”, diz. Sobre a estrutura do HRSM, acrescenta: “Hoje temos um segundo aparelho de tomografia, novo, e isso se traduz na UTI. A fila para a tomografia é muito pequena”. Outro exemplo vem do Hospital de Base, onde o aposentado Irineu José Dewes ficou internado após sofrer um infarto. Segundo a filha dele, a fisioterapeuta Raquel Schmidt Dewes, a rapidez do atendimento foi decisiva. “Meu pai estava em um estado muito crítico, e, se não fosse esse atendimento, toda a equipe hospitalar, ele teria corrido risco de vida”, relata. Raquel conta que o pai foi recebido pela equipe da hemodinâmica, passou rapidamente por cateterismo com colocação de stent e, em seguida, foi encaminhado à UTI. Para ela, o que mais chamou a atenção foi a atuação integrada dos profissionais. “É uma equipe muito bem-estruturada, com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, médicos, técnicos de enfermagem e nutrição. O que mais me impressionou foi o acolhimento e a multidisciplinaridade de profissionais durante todo o dia, acompanhando o paciente”, afirma Ela também destaca a segurança passada à família durante a internação. “Apesar da grande demanda, eles conseguem acolher o paciente de forma eficaz, segura e, mais importante, empática. A família fica do lado de fora sofrendo, querendo informações, mas sabe que está tranquila porque o paciente está bem-assistido, com bons profissionais”, diz. Sobre a UTI, completa: “Ela é bem-equipada, com monitores que acompanham o paciente e com cama elétrica, o que ajuda na segurança”. “A rede de regulação realmente funciona. Não tem como passar à frente sem seguir a fila. É uma questão de organização e idoneidade. O paciente que entra pela porta e precisa de UTI vai conseguir” Diogo Tobias, médico intensivista do HRSM Após oito dias internado, Irineu recebeu alta. “Fui bem-atendido. Ótimos profissionais”, resume. Para outras famílias, o efeito dessa rede também aparece no cuidado de longo prazo. Dona de casa, Jamile Eduarda de Sousa Rosa, 25 anos, acompanhou o filho Miguel, hoje com oito meses, durante quase quatro meses de internação no HRSM. Nascido prematuro, com 23 semanas, ele ficou três meses e 11 dias na UTI, além de mais 20 dias em unidade intermediária neonatal. “Se não fosse por eles, meu filho nem estaria vivo”, diz Jamile. “A estrutura é muito preparada, os equipamentos são muito bons e a equipe é muito bem-treinada.” Jamile afirma que o cuidado não se limitou ao bebê. “Foi tudo ótimo, tanto para o neném quanto para mim. Tive muita ajuda, e cuidaram muito bem do meu filho. Até hoje cuidam”, conta. Segundo ela, a estrutura oferecida ao acompanhante também fez diferença durante a internação. “Tive cama, alimentação e apoio. Como era meu primeiro filho e ele nasceu prematuro, era tudo muito novo. Ver hoje tudo o que ele passou e o que superou é só gratidão”.
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Transplantes renais no Hospital de Base marcam recomeços
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) deu novas chances a dois pacientes que passaram por transplantes renais na unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Os procedimentos mobilizaram equipes e garantiram mais qualidade de vida a João Mendes e Lucas Pereira**. Ambos, que conviviam com doença renal crônica e dependiam de sessões frequentes de diálise, receberam órgãos de um mesmo doador, após uma mobilização integrada que envolveu diferentes áreas do hospital. A notícia da compatibilidade chegou na Sexta-feira Santa (3). Lucas conta que estava em casa quando recebeu a ligação. “Eu demorei a entender o que estava acontecendo, não estava acreditando. Quando compreendi a situação, fiquei muito emocionado. Me arrumei e vim correndo para o hospital”, relembra. O HBDF conta com equipe especializada e realizou 27 transplantes renais em 2025. O urologista da unidade, Guilherme Coaracy, explica que o tempo é determinante para o sucesso do procedimento. “No momento em que retiramos o órgão do doador e ele perde a circulação de sangue, ou seja, a oxigenação, ele começa a sofrer e as células começam a morrer. Então, quanto mais rápido ele for transplantado, mais preserva suas funções e melhor será a aceitação e a recuperação do paciente”, detalha. Pacientes receberam órgãos de um mesmo doador, após uma mobilização integrada que envolveu diferentes áreas do hospital | Foto: Divulgação/IgesDF A captação dos órgãos ocorreu na noite de sexta-feira, e os pacientes foram admitidos na mesma data. Os exames e a preparação foram realizados durante a madrugada. As cirurgias aconteceram no sábado (4), uma pela manhã e outra à tarde, conduzidas pela mesma equipe, com intervalo programado para garantir organização e continuidade da assistência. A responsável técnica pelo serviço de transplantes do Hospital de Base, Viviane Brandão, explica que o procedimento mobiliza toda a unidade. “O hospital todo se mexe, se empenha para fazer isso acontecer. Existem vários exames que precisam ser feitos antes para garantir que os pacientes estejam preparados para receber o órgão. Por isso, precisamos de ajuda do Laboratório, da Radiologia, da equipe cirúrgica. A gente sempre movimenta o hospital inteiro”, conta. Para João, que é cristão, a coincidência com a Páscoa tornou o momento ainda mais simbólico. “Já era uma data importante, mas agora eu renasci junto com Jesus. A partir de agora, vou focar em ficar bem e melhorar”, comemora. Esperança que se renova Além da complexidade técnica, o transplante também mobiliza emocionalmente os profissionais envolvidos. A enfermeira do serviço de transplantes, Alice Caroline Souza, celebra as doações recebidas pelos pacientes. “Nós ficamos muito felizes, porque são pessoas que acompanhamos por muitos momentos e vimos passar por muitas dificuldades, como as dores das internações, os desgastes físicos e emocionais. E quando acontece uma compatibilidade assim, vemos o resultado de todo o nosso esforço. É muito gratificante”, afirma. Guilherme Coaracy reforça a importância de comunicar à família o desejo de ser doador. “Quando a família sabe da sua vontade, a decisão de doar é mais fácil de ser tomada, mas quando eles não foram informados, é uma decisão extremamente difícil e que precisa ser tomada em um momento de dor e de luto. Desse modo, quando essa conversa acontece antes, você tira o peso dos seus familiares terem que imaginar qual o seu desejo”, explica. “O hospital todo se mexe, se empenha para fazer isso acontecer. Existem vários exames que precisam ser feitos antes para garantir que os pacientes estejam preparados para receber o órgão. Por isso, precisamos de ajuda do Laboratório, da Radiologia, da equipe cirúrgica. A gente sempre movimenta o hospital inteiro” Viviane Brandão, responsável técnica pelo serviço de transplantes do HBDF O médico também destaca o impacto da doação. “É um gesto que garante uma segunda chance para os pacientes, é uma mudança de vida. Com isso, nós damos mais tempo e também mais qualidade para eles, e isso não tem preço”, ressalta. Em recuperação, Lucas diz que se sensibiliza com a dor da família do doador, mas celebra a nova oportunidade. “Queria poder dar um abraço forte na família. Sei que não é fácil para eles, mas assim eles ajudaram outras vidas”, diz. Lista de espera O transplante renal é indicado para pacientes com doença renal crônica em estágio avançado, quando os rins deixam de desempenhar adequadamente suas funções. Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), mais de 60 mil transplantes foram realizados no Brasil desde 2013, sendo o procedimento mais frequente no país. A compatibilidade entre doador e receptor é um dos principais critérios para a realização do transplante, considerando fatores como tipo sanguíneo e características imunológicas. Para ingressar na lista de espera, o paciente passa por uma série de exames e avaliações. O cadastro é realizado pelo médico assistente e encaminhado à Central Estadual de Transplantes do Distrito Federal (CET-DF), responsável pela coordenação das atividades no âmbito do DF. *Com informações do IgesDF* **Para preservar a identidade, os nomes foram substituídos por fictícios
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Centro Cirúrgico do Hospital de Base inicia campanha Adorno Zero para reduzir risco de infecções
O Centro Cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), iniciou uma campanha de conscientização para reforçar a política do chamado “adorno zero”, que proíbe o uso de acessórios durante o trabalho. A regra, já vigente na unidade, tem um objetivo direto: reduzir o risco de infecções e fortalecer a segurança do paciente. “O adorno zero não é uma novidade. Já é uma regra do hospital. A campanha vem justamente para reforçar essa cultura e garantir que ela esteja cada vez mais consolidada entre as equipes”, explica o gerente de Serviços Cirúrgicos do HBDF, Danillo Almeida. A medida chama atenção para um cuidado importante dentro do ambiente hospitalar. Adornos podem transportar germes, vírus e bactérias de ambientes externos para dentro do hospital e aumentar o risco de contaminação, especialmente em locais onde há pacientes vulneráveis, como aqueles internados, em recuperação ou submetidos a procedimentos cirúrgicos. Mesmo com a lavagem adequada das mãos, o uso desses itens dificulta a limpeza completa e pode contribuir para infecções adquiridas durante o atendimento hospitalar. Além disso, o risco não se limita ao paciente: esses micro-organismos também podem ser levados para fora da unidade, alcançando o convívio familiar dos colaboradores. Arte: IgesDF Outro ponto destacado é o risco de acidentes, já que adornos podem se enroscar em equipamentos médicos ou em objetos utilizados durante procedimentos. Segundo Danillo Almeida, o momento é estratégico, especialmente com a chegada de novos profissionais à unidade. “Somos um hospital-escola e, em breve, receberemos novos residentes. A ideia é que eles já entrem no centro cirúrgico com essa consciência, entendendo que segurança do paciente começa nos detalhes”, destaca. O que é considerado adorno? De acordo com a política institucional, é considerado adorno qualquer acessório utilizado como enfeite, mesmo que tenha função prática, como anéis e alianças, pulseiras e relógios, colares e correntes, brincos e broches, piercings expostos, gravatas e itens semelhantes. A única exceção é o uso de óculos de grau, por serem essenciais para a visão do profissional. Ainda assim, eles devem ser higienizados regularmente e não podem ser utilizados com cordões ou correntes. A campanha também reforça que o uso correto da máscara é obrigatório, sendo o único item permitido no rosto, desde que cubra adequadamente nariz, boca e queixo. O cumprimento das orientações faz parte da responsabilidade profissional e das boas práticas assistenciais. Mais informações estão disponíveis na Política de Adorno Zero, documento interno do Hospital de Base. Para o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF (Diase), Edson Gonçalves, a iniciativa reforça um padrão essencial de qualidade e segurança que deve ser seguido em toda a rede administrada pelo Instituto. Segundo ele, a campanha, iniciada no Hospital de Base, será ampliada para as demais unidades, fortalecendo as boas práticas assistenciais no dia a dia dos serviços. “A segurança do paciente é um compromisso institucional e precisa estar presente em cada etapa do cuidado, desde as atitudes mais simples da rotina. A campanha Adorno Zero reforça exatamente isso: padronização, prevenção e responsabilidade. Por isso, nossa meta é estender essa conscientização para todas as unidades do IgesDF, garantindo que a orientação seja seguida de forma uniforme por todas as equipes”, afirma. *Com informações do IgesDF
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No Dia Mundial do Câncer, diagnóstico rápido devolve tempo e esperança a pacientes do DF
Aos 31 anos, André Luiz Bezerra viu a rotina virar do avesso. Trabalhando na pista do Aeroporto de Brasília, ele começou a sentir um incômodo na região do rosto e, em pouco tempo, constatou a suspeita de câncer. O diagnóstico foi rápido. O impacto, profundo. A expectativa inicial era simples: resolver tudo com uma cirurgia. André chegou a ser internado e aguardava o procedimento quando novos exames mudaram completamente o rumo da história. Os médicos identificaram metástase no pulmão, quando a doença se espalha para outros órgãos. A cirurgia foi descartada. O tratamento precisaria começar o quanto antes. Veio a alta hospitalar e, com ela, o medo da espera. “Quando a gente recebe um diagnóstico desses, cada dia conta”, resume André. Foi nesse momento que a agilidade do programa “O Câncer não espera. O GDF também não” fez a diferença. Chamado para a primeira consulta, André iniciou a quimioterapia e deu sequência ao tratamento. Hoje, é acompanhado pelo Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e realiza sessões de radioterapia no Hospital Anchieta, unidade privada conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS) por meio do programa. “O que mais me marcou foi não me sentir sozinho. Ser atendido rápido muda tudo”, diz. Gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), o HBDF foi o primeiro serviço da rede pública a realizar a avaliação inicial dos pacientes que se enquadravam nos critérios do programa | Foto: Divulgação/IgesDF Menos espera, mais chance de cura A história de André se repete em milhares de atendimentos no DF. Lançado em julho de 2025, o programa do Governo do Distrito Federal (GDF), executado pela Secretaria de Saúde (SES-DF), mudou a lógica do atendimento oncológico no SUS: reduziu filas, acelerou diagnósticos e antecipou o início do tratamento. Dados da SES-DF, divulgados no site oficial do programa, mostram que o tempo médio de espera para a primeira consulta oncológica caiu de cerca de 80 dias para 15, uma redução superior a 80%. A fila de pacientes aguardando atendimento também diminuiu de forma expressiva: de mais de 1.500 pessoas para cerca de 194, com tendência contínua de queda. “O tempo, que historicamente sempre foi um dos maiores inimigos de quem enfrenta o câncer, passou a ser tratado como prioridade absoluta na rede pública do Distrito Federal”, afirma o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. “A elaboração e implantação de uma linha de cuidado oncológica estruturada permitiu avanços concretos na organização do acesso, na integração das etapas assistenciais e na continuidade do tratamento, reduzindo atrasos, qualificando a resposta clínica e ampliando os ganhos assistenciais para a população." Hospital de Base O Hospital de Base do Distrito Federal teve papel decisivo na implantação do programa. Gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), o HBDF foi o primeiro serviço da rede pública a realizar a avaliação inicial dos pacientes que se enquadravam nos critérios do programa. Segundo o chefe do Setor de Oncologia do hospital, Victor Oliveira, a avaliação inicial foi essencial para organizar o atendimento. “Nosso papel foi identificar o perfil dos pacientes que poderiam ser atendidos na rede privada conveniada ao SUS, especialmente aqueles com chance de cura”, explica. Durante quatro meses, o Hospital de Base realizou 403 avaliações iniciais, direcionando os pacientes para tratamento na rede pública ou para hospitais e clínicas particulares conveniadas ao SUS, conforme o perfil clínico. Atualmente, a avaliação inicial passou a ser realizada exclusivamente pela Oncoclínicas, conveniada ao SUS, e o atendimento é organizado de forma compartilhada entre a rede pública, os serviços conveniados e a Secretaria de Saúde. “O tempo, que historicamente sempre foi um dos maiores inimigos de quem enfrenta o câncer, passou a ser tratado como prioridade absoluta na rede pública do Distrito Federal” Juracy Lacerda, secretário de Saúde do DF Além da avaliação inicial, o Hospital de Base ampliou sua capacidade de atendimento. Entre julho e dezembro de 2025, foram realizadas 810 consultas de primeira vez, mais de 12 mil consultas de retorno, 5.214 sessões de quimioterapia ambulatorial e 289 quimioterapias em regime de internação. “Houve ampliação de vagas ambulatoriais, aumento de leitos e maior volume de atendimento na sala de quimioterapia”, detalha Victor. “Agora, seguimos alinhados com as equipes cirúrgicas para dar continuidade ao tratamento dos pacientes.” Atenção aos sinais No Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é uma das principais armas contra a doença e destacam a importância de procurar atendimento médico diante de sinais persistentes ou fora do padrão. Perda de peso sem causa aparente, sangramentos anormais, nódulos, feridas que não cicatrizam, tosse prolongada, alterações intestinais e dores contínuas estão entre os principais alertas. “Nem todo sintoma é câncer, mas todo sinal persistente precisa de avaliação médica”, orienta o oncologista Victor Oliveira. A recomendação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Havendo suspeita clínica ou exame sugestivo, o paciente é inserido em fila única pela Central de Regulação do DF, responsável por organizar os encaminhamentos e atendimentos especializados, e passa por avaliação especializada. A partir da definição de prioridade, o tratamento é iniciado na rede pública ou em serviços credenciados. Para quem vive o diagnóstico de um câncer, o impacto é devastador. “Assusta muito, mas esperar sem resposta assusta ainda mais”, diz André Luiz Bezerra. “Começar o tratamento rápido me deu força para enfrentar e ter esperança”, desabafa. *Com informações do IgesDF
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