Aberto processo seletivo para cinco áreas de assistência, gestão e apoio hospitalar
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está com inscrições abertas para cinco novos processos seletivos simplificados. As oportunidades são para analista I – humanização, analista de laboratório em anatomia patológica, enfermeiro regulador, técnico de enfermagem do trabalho e assistente administrativo. Os profissionais serão contratados por tempo indeterminado, conforme a necessidade das unidades administradas pelo instituto. As cargas horárias mínimas variam entre 36 e 40 horas semanais. Os cargos oferecem benefícios como auxílio-transporte, auxílio-saúde, clube de benefícios com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral, folga no mês de aniversário, folga para acompanhamento de filho em reunião escolar, auxílio-maternidade e paternidade estendidos e auxílio-funeral. Para jornadas superiores a seis horas, há previsão de alimentação, conforme Acordo Coletivo de Trabalho, na forma de alimentação in natura ou auxílio-refeição, quando não houver fornecimento no local de trabalho. Os benefícios seguem os normativos internos e os acordos coletivos vigentes. Humanização Para quem atua com acolhimento e experiência do paciente, o Edital nº 110/2026 abre oportunidade para analista I – humanização, com remuneração bruta de R$ 4.451,35, e carga horária mínima de 40 horas semanais. Podem participar profissionais graduados em administração, gestão hospitalar, gestão pública, psicologia, serviço social, enfermagem, recursos humanos, comunicação social ou pedagogia. Também são exigidos curso de Atendimento Humanizado ou Política Nacional de Humanização, com carga horária mínima de 40 horas, e experiência mínima de seis meses em atendimento em ambiente hospitalar ou clínicas médicas. Os profissionais serão contratados por tempo indeterminado; as cargas horárias mínimas variam entre 36 e 40 horas semanais | Foto: Divulgação Entre os diferenciais estão pós-graduação em Gestão Hospitalar ou Gestão de Pessoas, cursos de Libras, Comunicação não Violenta e Atendimento ao Público na Saúde, além de experiência em atendimento humanizado, experiência do paciente, sistemas de gestão hospitalar e rotinas administrativas em saúde. Anatomia patológica Na área laboratorial, a seleção para analista de anatomia patológica oferece remuneração bruta de R$ 4.304,07, e jornada mínima de 36 horas semanais, conforme o Edital nº 111/2026. A oportunidade é destinada a profissionais formados em biologia, biomedicina ou farmácia, com registro ativo no respectivo conselho de classe e experiência mínima de um mês na área. Experiência na execução de macroscopia de biópsias e curso do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) são considerados diferenciais. Regulação hospitalar O Edital nº 112/2026 é voltado a enfermeiro regulador, com remuneração bruta de R$ 4.894,57, e carga horária mínima de 36 horas semanais. Para concorrer, é necessário possuir graduação em enfermagem reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), registro no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e experiência mínima de seis meses em regulação hospitalar, envolvendo leitos, consultas, exames, transporte ou cirurgias. Entre os requisitos desejáveis estão pós-graduação em Regulação em Saúde, Gestão de Leitos, Gestão Hospitalar ou Auditoria em Saúde, além de experiência em assistência hospitalar de média ou alta complexidade e curso de pacote Office. Enfermagem do trabalho Na área de saúde ocupacional, há oportunidade para técnico de enfermagem do trabalho, com remuneração bruta de R$ 3.405,40, e jornada mínima de 36 horas semanais. A seleção, prevista no Edital nº 113/2026, exige curso técnico completo em enfermagem, registro ativo no Coren e experiência mínima de seis meses na função. Curso livres, de extensão ou especialização técnica em Enfermagem do Trabalho, com carga horária mínima de 40 horas, serão considerados diferenciais. Área administrativa Para quem busca atuação na área administrativa, o Edital nº 114/2026 oferece oportunidade para assistente administrativo, com remuneração bruta de R$ 2.355,16, e carga horária mínima de 40 horas semanais. Os candidatos devem possuir ensino médio completo, curso em rotinas administrativas, com carga horária mínima de 20 horas, e experiência mínima de seis meses como assistente administrativo, auxiliar administrativo, auxiliar de escritório ou agente administrativo. Entre os diferenciais estão ensino superior em andamento e cursos de pacote Office e do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Inscrições As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site processoseletivo.igesdf.org.br, onde também estão disponíveis os editais completos e os cronogramas das seleções. Os processos permitirão que o instituto convoque profissionais conforme a necessidade assistencial, técnica e administrativa das unidades da rede. Com a abertura das seleções, o IgesDF amplia seu banco de profissionais para fortalecer diferentes frentes de trabalho e contribuir para a qualidade dos serviços prestados à população do Distrito Federal. *Com informações do IgesDF
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Aberta seleção para contratação de profissionais em medicina paliativa, reumatologia e radioterapia
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está com inscrições abertas para três novos processos seletivos simplificados nas áreas de medicina paliativa, reumatologia e radioterapia. As remunerações chegam a R$ 13.359,56, e todos os cargos têm carga horária mínima de 24 horas semanais. Os profissionais serão contratados por tempo indeterminado, conforme a necessidade das unidades administradas pelo Instituto. Os cargos oferecem benefícios como auxílio-transporte, auxílio-saúde, clube de benefícios com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral, folga no mês de aniversário, folga para acompanhamento de filho em reunião escolar, auxílio-maternidade e paternidade estendidos e auxílio funeral. Para jornadas superiores a seis horas, há previsão de alimentação, conforme Acordo Coletivo de Trabalho, na forma de alimentação in natura ou auxílio-refeição, quando não houver fornecimento no local de trabalho. Os benefícios seguem os normativos internos e os acordos coletivos vigentes. Medicina paliativa Para médico paliativista, a remuneração bruta é de R$ 13.359,56. A oportunidade, prevista no Edital nº 107/2026, exige graduação em Medicina reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), residência ou certificado de área de atuação em Medicina Paliativa e experiência mínima de seis meses na área. Radioterapia Na área de radioterapia, a seleção é para tecnólogo em radiologia, com remuneração bruta de R$ 3.718,45. O Edital nº 108/2026 exige formação superior em Tecnologia em Radiologia reconhecida pelo MEC, registro ativo no Conselho Regional de Técnicos em Radiologia (CRTR), na categoria de tecnólogo, e experiência mínima de seis meses como tecnólogo ou técnico em radioterapia. Entre os requisitos desejáveis estão pós-graduação completa ou em andamento em Radioterapia e experiência mínima de seis meses em serviços da área no ambiente hospitalar. Reumatologia Já para médico reumatologista, a remuneração bruta é de R$ 13.359,56. O profissional deve possuir graduação em Medicina reconhecida pelo MEC, registro no CRM, residência ou título de especialista em Reumatologia emitido pela Associação Médica Brasileira (AMB) ou pela Sociedade Brasileira de Reumatologia e experiência mínima de seis meses na especialidade, conforme o Edital nº 109/2026. Inscrições As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site processoseletivo.igesdf.org.br, onde também estão disponíveis os editais completos e os cronogramas das seleções. Os processos permitirão que o instituto convoque profissionais conforme a necessidade assistencial das unidades da rede. Com a abertura das seleções, o IgesDF amplia seu banco de profissionais especializados para fortalecer as equipes e contribuir para a qualidade e a capacidade de atendimento à população do Distrito Federal. *Com informações do IgesDF
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Diálise peritoneal traz conforto, liberdade e praticidade para pacientes renais
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A rotina de quem precisa fazer diálise costuma ser marcada por horários rígidos, deslocamentos e muitas horas dedicadas ao tratamento. Para Nelson Nedes Filho, a possibilidade de fazer a terapia em casa mudou essa realidade e trouxe de volta algo que ele considera essencial: liberdade. A relação de Nelson com os problemas renais começou cedo. Aos 27 anos, ele foi diagnosticado com insuficiência renal causada pela hipertensão arterial. Ao longo da vida, passou por cerca de oito anos de hemodiálise e chegou a receber um transplante de rim. O órgão, porém, deixou de funcionar adequadamente e foi necessário retomar a terapia renal substitutiva. Foi quando ele buscou no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), uma alternativa que pudesse se adaptar melhor à sua rotina. “A hemodiálise é muito necessária, mas ela acaba tomando um dia inteiro. Considerando os deslocamentos e a duração do tratamento, você sacrifica muito tempo da sua vida nisso e fica muito preso a essa rotina”, relata. A alternativa encontrada foi a diálise peritoneal (DP), modalidade de tratamento que pode ser realizada em casa e utiliza o próprio organismo para ajudar na filtragem do sangue. Nelson realiza o procedimento há 12 anos e conta que a mudança trouxe mais autonomia para o dia a dia. Como funciona a diálise peritoneal A diálise é um tratamento que substitui parcialmente algumas funções dos rins, como a filtragem do sangue e a eliminação de toxinas e do excesso de líquidos do organismo. Ela é necessária para pacientes com insuficiência renal e pode ser realizada por diferentes modalidades, como a hemodiálise e a diálise peritoneal. Na DP, o peritônio, membrana que reveste internamente a cavidade abdominal, funciona como um filtro. Por meio dele, são retiradas substâncias que precisam ser eliminadas do organismo, além do excesso de líquidos. A diálise peritoneal (DP), modalidade de tratamento que pode ser realizada em casa e utiliza o próprio organismo para ajudar na filtragem do sangue | Fotos: Divulgação/IgesDF Para realizar o tratamento, é necessário um cateter implantado na região do abdome por uma equipe especializada. Por isso, a possibilidade de utilização da técnica precisa ser avaliada individualmente. “Pacientes que têm histórico de procedimentos abdominais prévios ou presença de ostomias (bolsas), por exemplo, precisam ser avaliados caso a caso para verificarmos a possibilidade de realizar a diálise peritoneal”, explica a coordenadora de Diálise Peritoneal do HBDF, Caroline Silva Pimenta. Diferentemente da hemodiálise convencional, que normalmente exige que o paciente vá a uma unidade de saúde cerca de três vezes por semana, a diálise peritoneal pode ser realizada no próprio domicílio. O tratamento, porém, exige disciplina, cuidados de higiene e acompanhamento contínuo da equipe de saúde. “A hemodiálise tem duração de cerca de quatro horas por sessão, ou seja, aproximadamente 12 horas por semana. Já a diálise peritoneal pode durar entre oito e dez horas e, geralmente, é feita à noite, enquanto o paciente dorme. Dependendo da modalidade e da indicação, pode ser realizada diariamente. Cada tratamento tem suas particularidades, com vantagens e desafios, e a escolha deve considerar a realidade e as necessidades de cada paciente”, explica Caroline. Antes de iniciar a modalidade, o paciente e/ou um cuidador escolhido por ele, que pode ser um familiar ou acompanhante, recebe treinamento especializado. A capacitação ensina todas as etapas necessárias para a realização segura do procedimento em casa. Os equipamentos e insumos necessários para o tratamento são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “A diálise peritoneal é um procedimento totalmente seguro, mas demanda uma manipulação cuidadosa e cuidados sanitários para evitar infecções. Por isso, os pacientes e cuidadores passam por um treinamento especializado junto à nossa equipe para garantir que tudo seja feito da forma correta”, completa a médica. Mesmo sendo realizado em casa, o tratamento não significa que o paciente fica sem acompanhamento. Quem faz DP mantém acompanhamento médico e realiza exames periódicos para avaliar a eficácia e a segurança da terapia. Atualmente, 157 pacientes realizam a modalidade domiciliar de diálise no HBDF. Mais acesso e autonomia Além de representar uma alternativa para os pacientes, a expansão da diálise peritoneal também contribui para ampliar a capacidade de atendimento do Serviço de Nefrologia do HBDF. Segundo o chefe do Núcleo de Nefrologia do hospital, Thiago Hayashida, nos últimos meses, a modalidade tem representado cerca de dois terços das vagas de diálise oferecidas pelo serviço. “Hoje, a diálise peritoneal é um dos pilares da nossa estratégia para ampliar o acesso à terapia renal substitutiva. Ao fortalecer a DP, conseguimos aumentar nossa capacidade assistencial e oferecer tratamento a mais pacientes, ao mesmo tempo em que otimizamos a utilização das vagas hospitalares de hemodiálise”, detalha. O dado mostra a relevância da modalidade na ampliação do acesso ao tratamento renal no hospital. De acordo com o especialista, esse resultado é fruto dos investimentos na estruturação do programa, na capacitação de pacientes e cuidadores e no acompanhamento contínuo. A proposta é unir expansão do acesso, segurança e maior autonomia para quem precisa do tratamento. Comodidade que gera qualidade de vida Para Nelson, a principal diferença está justamente na possibilidade de continuar vivendo a vida para além do tratamento Para Nelson, a principal diferença está justamente na possibilidade de continuar vivendo a vida para além do tratamento. Como a diálise é realizada durante a noite, em casa, ele consegue aproveitar o dia para se dedicar aos hobbies e às atividades que gosta. Entre música, quebra-cabeças e atividades físicas, o paciente encontrou no ciclismo uma das principais formas de manter o corpo ativo. Ele conta que começou a pedalar também como uma maneira de cuidar da saúde circulatória e encontrou na atividade uma sensação de liberdade. “Me sinto muito livre quando estou pedalando, é uma sensação boa. Desde que comecei a diálise peritoneal, me sinto muito bem”, comemora. Serviço Pacientes com doença renal crônica que necessitam de terapia renal substitutiva podem conversar com seu médico nefrologista sobre a possibilidade de realizar diálise peritoneal. A indicação é individualizada e considera as condições clínicas, a capacidade para realização do tratamento no domicílio e a rotina de cada paciente. O acesso ao programa de diálise peritoneal do HBDF pode ocorrer de duas formas: por encaminhamento ambulatorial, via sistema de regulação, após indicação do nefrologista assistente; ou durante uma internação hospitalar, quando a equipe de Nefrologia identifica a diálise peritoneal como uma modalidade adequada para o paciente. Após a avaliação pela equipe de Nefrologia e a confirmação da indicação, o paciente segue para as etapas de preparação para o tratamento, que incluem a programação do implante do cateter peritoneal, orientações e treinamento do paciente e/ou de seus familiares para a realização segura da terapia em casa. Se você tem doença renal crônica e deseja saber se a diálise peritoneal é uma opção para o seu caso, consulte seu médico nefrologista. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base incorpora tecnologia para reforçar diagnóstico de morte encefálica
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) ampliou os recursos disponíveis para a assistência a pacientes críticos com a aquisição de um doppler transcraniano, equipamento que reforça o diagnóstico de morte encefálica no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). As equipes médicas responsáveis pelo manuseio do aparelho passaram por treinamento, e o equipamento começou a ser utilizado nesta quarta-feira (19/8). O doppler transcraniano é um exame que avalia a velocidade e a direção do fluxo sanguíneo nos vasos cerebrais. No contexto da investigação de morte encefálica, pode fornecer informações complementares sobre a circulação cerebral e contribuir para a conclusão do protocolo diagnóstico, que segue critérios médicos específicos. O doppler transcraniano é um exame que avalia a velocidade e a direção do fluxo sanguíneo nos vasos cerebrais | Foto: Divulgação/IgesDF O gerente do Cuidado ao Paciente Crítico do HBDF, Felipe Narciso, explica que o equipamento agrega segurança e agilidade ao atendimento, especialmente em um momento delicado para pacientes e familiares. “Se pudermos confirmar a morte encefálica de forma mais rápida, menos desgastante emocionalmente será esse processo para a família”, destaca. Além dessa função, o doppler transcraniano também é utilizado para auxiliar na identificação e no acompanhamento de complicações neurológicas, como as relacionadas a acidentes vasculares cerebrais (AVC) e sangramentos intracranianos. “Detectando essas doenças antes, podemos tratar de forma mais célere e, consequentemente, reduzir o risco de sequelas para o paciente”, frisa. O superintendente do HBDF, Paulo Saad, afirma que o aparelho fortalece a estrutura de atendimento da unidade, trazendo mais segurança à assistência e contribuindo para a otimização dos recursos hospitalares. “O equipamento é imprescindível em grandes centros de referência como o Hospital de Base. Ele veio para modernizar o nosso arsenal e nos qualificar ainda mais para tratar pacientes da melhor forma possível”, finaliza. *Com informações do IgesDF
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Olhar para o celular enquanto caminha aumenta o risco de quedas
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Responder mensagens, conferir notificações ou navegar pelas redes sociais enquanto caminha já faz parte da rotina de muitas pessoas. O que parece um hábito inofensivo, porém, pode aumentar significativamente o risco de quedas no mesmo nível, acidentes provocados por tropeços, escorregões ou perda de equilíbrio, sem diferença de altura. Essas ocorrências são mais comuns do que se imagina e podem causar desde escoriações e entorses até fraturas e traumatismos. Em ambientes com grande circulação de pessoas, como hospitais e unidades de saúde, corredores, escadas e áreas externas exigem atenção constante. Pequenas mudanças de comportamento podem fazer toda a diferença para evitar acidentes. A gerente de Saúde e Segurança no Trabalho do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Uyara Rodrigues, explica que a distração provocada pelo uso do celular reduz a capacidade de perceber riscos e reagir rapidamente a situações inesperadas. "Em unidades de saúde, onde a dinâmica é intensa e envolve profissionais, pacientes e acompanhantes, manter a atenção durante os deslocamentos é fundamental para prevenir acidentes", afirma. Boa parte dos acidentes pode ser evitada com atitudes simples, como guardar o celular enquanto caminha, respeitar a sinalização, utilizar calçados adequados e comunicar situações que ofereçam risco | Fotos: Divulgação/IgesDF Boa parte desses acidentes pode ser evitada com atitudes simples, como guardar o celular enquanto caminha, respeitar a sinalização, utilizar calçados adequados e comunicar situações que ofereçam risco. Segundo Uyara, incorporar esses hábitos ao dia a dia contribui para tornar os ambientes mais seguros. Atenção dividida aumenta os riscos A explicação para esse comportamento também está relacionada ao funcionamento do cérebro. A psicóloga Ana Maria Pugsley, do Projeto Acolher, do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Nuvid), explica que a atenção humana tem limites e não consegue processar diferentes estímulos complexos ao mesmo tempo com a mesma eficiência. "Quando a pessoa direciona o foco para a tela, parte importante da percepção do ambiente fica comprometida, aumentando a possibilidade de tropeços, colisões e outros incidentes", explica. Segundo a especialista, muitas pessoas acreditam conseguir caminhar e usar o celular simultaneamente sem prejuízo para a atenção, mas essa sensação não corresponde ao que acontece no cérebro. "O cérebro cria a impressão de que está realizando várias tarefas ao mesmo tempo, mas, na prática, alterna rapidamente a atenção entre elas. Isso reduz a capacidade de resposta diante de obstáculos e situações inesperadas", afirma. Desenvolver uma relação mais equilibrada com a tecnologia é um passo importante para reduzir acidentes. Parar por alguns segundos para responder mensagens ou concluir uma ligação antes de retomar o caminho são atitudes simples que ajudam a preservar a segurança sem abrir mão dos benefícios do celular. Quedas podem ter consequências duradouras Embora muitas quedas sejam encaradas como acidentes leves, as consequências podem ser significativas. A fisioterapeuta do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Larissa Araújo, explica que as lesões mais frequentes incluem entorses, hematomas, contusões e luxações, mas também podem ocorrer fraturas e traumatismos cranianos. "Idosos, pessoas com alterações de equilíbrio, doenças ósseas ou limitações visuais e motoras precisam de atenção especial, pois estão mais vulneráveis a complicações", ressalta. Desenvolver uma relação mais equilibrada com a tecnologia é um passo importante para reduzir acidentes Além do impacto físico imediato, uma queda pode comprometer a autonomia e a qualidade de vida por longos períodos. Em alguns casos, o processo de recuperação exige repouso prolongado, favorece a perda de força muscular e dificulta atividades simples do cotidiano. Larissa destaca ainda que a dor, o medo de cair novamente e a dependência de terceiros também podem afetar o bem-estar emocional e a confiança para retomar a rotina. "Manter a atenção durante os deslocamentos e adotar hábitos preventivos são atitudes que ajudam a preservar a saúde, a independência e a segurança em todas as fases da vida", completa. Segurança é construída todos os dias Criar uma cultura de prevenção depende de ações contínuas de conscientização, treinamentos, diálogo sobre segurança e comunicação de riscos. Quando esses cuidados passam a fazer parte da rotina, pequenos comportamentos ajudam a evitar acidentes e tornam o ambiente mais seguro para todos. "Em uma instituição como o IgesDF, com mais de 11.500 colaboradores distribuídos em unidades de grande fluxo, manter a atenção durante a execução das atividades é uma medida essencial para prevenir acidentes e fortalecer a cultura de segurança", conclui Uyara Rodrigues. *Com informações do IgesDF
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Apresentação musical transforma rotina de pacientes na UPA do Paranoá
As primeiras notas do saxofone ecoaram pelos corredores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Paranoá e, por alguns instantes, o ambiente de urgência e emergência deu lugar a sorrisos e saudosismo. Entre pacientes, familiares e profissionais, a música transformou a rotina do local na tarde desta terça-feira (23), criando momentos de acolhimento e novas memórias. Um dos mais emocionados era o aposentado Geraldo Joaquim Ramos, de 76 anos. Enquanto acompanhava a apresentação, ele se deixou levar pelas melodias e pelas lembranças despertadas por cada canção. "É muito lindo o estímulo da música para nós que estamos aqui. Não tem dinheiro nenhum que pague e nem palavras suficientes para agradecer essa equipe maravilhosa", afirma. A ação recebeu o músico e produtor cultural brasiliense Esdras Nogueira, que apresentou um concerto de canções populares brasileiras instrumental, por meio do projeto Música Transforma, com releituras de canções que atravessam gerações e fazem parte da memória afetiva de todos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Roberto Carlos e Milton Nascimento. A iniciativa recebeu o músico e produtor cultural brasiliense Esdras Nogueira, que apresentou um concerto de canções populares brasileiras instrumental | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF Para o musicista, iniciativas como essa reforçam o poder transformador da arte nos mais diferentes espaços da sociedade. "Realizamos a atividade porque acreditamos de verdade que a música transforma. Ela muda a realidade de quem está assistindo em um palco, mas também de quem está em uma escola ou em um hospital. A música acalma, traz tranquilidade, melhora o dia das pessoas e cria conexões. Música é energia, é troca, e poder viver isso aqui é sempre muito especial", pontua. A gerente da UPA do Paranoá, Juliete Andrade, explica que a iniciativa nasceu da compreensão de que cuidar da saúde envolve muito mais do que oferecer tratamentos e medicamentos, mas também de propiciar, mesmo que temporariamente, uma atmosfera de escuta, acolhimento e conexão. "A gente pensa em um atendimento humanizado. O paciente vem para tratar uma doença, mas não é só isso. A música traz lembranças, desperta sentimentos e ajuda a diminuir a ansiedade em um momento difícil. Isso vale também para os familiares que acompanham esse processo", destaca a gestora. Segundo ela, a ação foi construída de forma integrada, reunindo equipes multiprofissionais pelo propósito de proporcionar um momento especial aos pacientes. "Todo mundo dá um pouco do seu melhor para participar. A nossa intenção é tirar o foco da dor e da doença por alguns instantes. O paciente está fora de casa, longe do ambiente onde se sente seguro. Então buscamos fazer com que ele encontre aqui também esse sentimento de acolhimento e segurança", completa. Enquanto as melodias preenchiam os ambientes, sorrisos surgiam entre pacientes, acompanhantes e profissionais. Muitos acompanharam as canções em silêncio, embalados por lembranças despertadas pela música. Outros cantaram baixinho ou simplesmente fecharam os olhos para aproveitar o momento. Olhar humanizado Enquanto as melodias preenchiam os ambientes, sorrisos surgiam entre pacientes, acompanhantes e profissionais A proposta também teve um olhar especial para o bem-estar emocional dos usuários. De acordo com a coordenadora multiprofissional da unidade, Samara Figueiredo, a ação, que contou com um lanche elaborado e aprovado pelos nutricionistas da unidade, respeitando as necessidades dos pacientes, foi pensada considerando especialmente os impactos que a música pode gerar na saúde mental. "Muitos dos nossos pacientes chegam aqui em sofrimento emocional ou enfrentando momentos delicados. Esta é a segunda vez que participa dessa iniciativa conosco. Neste ano ampliamos a ação para um momento verdadeiramente multiprofissional", acrescenta. A emoção também tomou conta dos familiares. A filha do Seu Geraldo, Daniela de Souza, ao acompanhar o pai durante a apresentação, resumiu o sentimento vivido naquela manhã. "Foi lindo. Parabéns por essa ação. Obrigada por proporcionar isso para ele e para nós", frisa. Por fim, a gerente da unidade reforçou que a iniciativa evidencia que o trabalho desenvolvido nas UPAs administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) vai além da assistência imediata às urgências e emergências. "O cuidado oferecido diariamente pelas equipes busca contemplar não apenas as necessidades clínicas dos pacientes, mas também aspectos emocionais e humanos que fazem diferença durante a permanência na unidade", finaliza. *Com informações do IgesDF
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Ações de humanização levam a emoção da Copa do Mundo a pacientes no DF
A expectativa para o próximo compromisso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, marcado para esta sexta-feira (19), já mobiliza pacientes, acompanhantes e profissionais das unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Após a experiência positiva vivida na estreia do Brasil na competição, hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) se preparam para repetir atividades que proporcionaram integração, lazer e bem-estar a pessoas em atendimento ou internação. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a iniciativa emocionou pacientes que, mesmo longe de casa, puderam acompanhar a partida em um espaço preparado especialmente para a ocasião. Internado há mais de um mês, Paulo de Sousa destacou a importância da ação. "Assistir ao jogo ao lado de outras pessoas trouxe mais animação à rotina hospitalar e permitiu momentos de convivência fora do quarto", relata. A ação no HBDF contou com o apoio da Rede Feminina de Combate ao Câncer, que disponibilizou uma televisão na Casa Rosa para a transmissão dos jogos | Fotos: Divulgação/IgesDF A acompanhante Priscila Mendes também celebrou a iniciativa. Ao lado do avô, José Mendes das Neves, internado há três dias, ela conta que a família não sabia como faria para que ele acompanhasse a partida. "Meu avô gosta muito de futebol e poder assistir ao jogo aqui foi algo que deixou ele muito feliz", afirma. A ação no HBDF contou com o apoio da Rede Feminina de Combate ao Câncer, que disponibilizou uma televisão na Casa Rosa para a transmissão dos jogos. Segundo a coordenadora Larissa Bezerra, o espaço continuará funcionando durante toda a Copa do Mundo, e não apenas nos jogos da Seleção Brasileira. "A proposta é permitir que pacientes e acompanhantes vivenciem um momento tão tradicional para os brasileiros, mesmo durante o período de internação", explica. Para Francisco Wellington Vieira, colaborador do setor de Humanização do HBDF, iniciativas como essa contribuem diretamente para o bem-estar dos pacientes. Segundo ele, o ambiente hospitalar oferece poucas oportunidades de lazer e convivência. "Ver a alegria deles assistindo aos jogos mostra que o cuidado também passa por proporcionar momentos de descontração e acolhimento", destaca. No Hospital Cidade do Sol (HSol), a mobilização também levou a emoção do futebol para dentro das enfermarias. Televisores foram disponibilizados para que os pacientes acompanhassem a estreia da Seleção Brasileira. O gerente de Enfermagem da unidade, Leandro Queza, explica que a proposta vai além da transmissão esportiva. "A internação muitas vezes é acompanhada de ansiedade e saudade da rotina. Criar oportunidades de descontração ajuda a tornar esse período mais leve", afirma. Após a experiência positiva vivida na estreia do Brasil na competição, hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) se preparam para repetir as atividades Segundo ele, a reação dos pacientes demonstrou o impacto positivo da iniciativa. Sorrisos, conversas e novas conexões marcaram a atividade realizada durante o fim de semana. "Quando oferecemos um ambiente mais acolhedor, mostramos que o cuidado também acontece por meio da escuta, da presença e da atenção às necessidades emocionais das pessoas", acrescenta. Já na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina, a estratégia foi diferente, mas igualmente significativa. Um rádio foi instalado para transmitir a partida aos pacientes que estavam em observação. A enfermeira Raffaela Monteiro, que acompanhou a atividade, conta que a experiência surpreendeu positivamente a todos. "Quando saiu o gol do Brasil, até os pacientes comemoraram. Foi um momento simples, mas muito especial para quem estava ali", relembra. O gerente da unidade, Rogério Tavares, ressalta que pequenas iniciativas podem transformar o ambiente assistencial. Segundo ele, proporcionar conexão com acontecimentos importantes para a população fortalece o acolhimento e contribui para uma permanência mais confortável e humanizada. "As ações reforçam uma diretriz cada vez mais presente nas unidades administradas pelo IgesDF: compreender que o cuidado não se limita aos procedimentos clínicos. O bem-estar emocional também faz parte da recuperação. Em um país apaixonado por futebol, garantir que ninguém fique de fora da emoção da Copa do Mundo também é uma forma de cuidar", conclui. *Com informações do IgesDF
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Atendimentos ortopédicos no Hospital de Base passam de 10 mil em quatro meses
Referência em ortopedia e traumatologia para casos de média e alta complexidade no Distrito Federal, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) mantém alta produtividade mesmo diante da crescente procura por atendimentos e cirurgias. Em 2025, a unidade realizou 2.943 cirurgias ortopédicas e mais de 30 mil atendimentos de urgência e emergência na especialidade. Entre janeiro e abril deste ano, já foram contabilizados 850 procedimentos cirúrgicos e mais de 11,5 mil atendimentos. Os números refletem o volume de pacientes atendidos pelo serviço de trauma do hospital, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que recebe pacientes regulados de diferentes regiões do DF e do Entorno. Segundo o chefe do serviço de Ortopedia do HBDF, Laércio Scalco, a unidade opera acima da capacidade inicialmente planejada para a especialidade, principalmente devido ao perfil dos casos atendidos. “O Hospital de Base é referência para traumas graves e procedimentos ortopédicos de alta complexidade. Recebemos pacientes vítimas de acidentes de trânsito, quedas, fraturas complexas e outras situações que exigem atendimento especializado e imediato. Isso gera uma procura muito elevada e dinâmica”, explica. Entre janeiro e abril deste ano, já foram contabilizados 850 procedimentos cirúrgicos e mais de 11,5 mil atendimentos | Fotos: Divulgação/IgesDF Ele destaca que, mesmo diante desse cenário, o hospital mantém o funcionamento contínuo das cirurgias e dos atendimentos. “As equipes trabalham diariamente para garantir assistência aos pacientes mais graves e dar continuidade aos procedimentos programados. Existe um esforço permanente para otimizar salas cirúrgicas, fluxos e internações”, afirma. Assistência contínua Os indicadores da ortopedia do Hospital de Base mostram a dimensão da assistência prestada diariamente pela unidade. Em 2025, foram registradas mais de 2,6 mil internações ortopédicas, com média de permanência hospitalar de sete dias nos casos de traumatologia. A maior parte dos pacientes atendidos é formada por adultos entre 30 e 69 anos, principalmente vítimas de fraturas, acidentes e traumas graves. Os dados da unidade mostram, ainda, um crescimento contínuo da procura pela especialidade. No ano passado, o hospital registrou média superior a 2,5 mil atendimentos ortopédicos mensais, entre urgência, emergência e ambulatório. Esses números reforçam o papel estratégico do Hospital de Base na assistência ortopédica da rede pública de saúde do DF, mesmo diante do crescimento contínuo da procura pelos serviços. O diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, reforça que a ortopedia está entre as especialidades de maior demanda na rede pública e exige organização permanente das equipes assistenciais. “Estamos falando de uma especialidade que funciona sem interrupção. O Hospital de Base recebe casos complexos e isso naturalmente impacta o volume de atendimentos. Ainda assim, a unidade mantém elevada capacidade assistencial, com monitoramento diário das cirurgias e dos leitos para garantir segurança e continuidade do cuidado”, pontua. Recuperação e recomeço Manuel da Silva convivia com dores há 16 anos e colocou uma prótese no quadril no último sábado (23) Por trás dos números da ortopedia do Hospital de Base estão histórias de pacientes que voltaram a recuperar movimentos, autonomia e qualidade de vida. Uma delas é a do aposentado Manuel da Silva, de 69 anos, que colocou uma prótese no quadril no último sábado (23). Ele conta que convivia com dores há 16 anos e aguardava pela cirurgia havia bastante tempo. “Eu fui avisado num dia, e no outro eu já estava aqui fazendo raio-x. E, para minha surpresa, operei no mesmo dia”, relata. Em recuperação, Manuel destaca o atendimento recebido pelas equipes da unidade. “Está tudo uma belezinha, não tenho do que reclamar. Os médicos são excelentes, são caras muito bacanas”, avalia. A expectativa dele agora é retomar a rotina sem dor e com mais qualidade de vida após o implante da prótese. “Agora vou conseguir andar normal. Me disseram que só não vou poder carregar peso, mas, na minha idade, eu já nem devia fazer isso”, brinca. Além das cirurgias, o HBDF também mantém acompanhamento ambulatorial e atendimento contínuo aos pacientes ortopédicos, incluindo reabilitação e monitoramento pós-operatório. *Com informações do IgesDF
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Alterações hormonais são sinal de alerta para doenças na tireoide
“Quando percebi o nódulo no pescoço, achei que seria algo simples, principalmente porque não tinha nenhum sintoma. Levei um susto quando descobri que era câncer de tireoide.” O relato de Gilmar Dias de Souza, de 41 anos, mostra uma característica comum das doenças relacionadas à tireoide: muitas vezes, elas se desenvolvem de forma silenciosa e sem sinais aparentes. Neste 25 de maio, quando é celebrado o Dia Mundial da Tireoide, especialistas do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), reforçam a importância da atenção aos sintomas e da procura por avaliação médica diante de alterações persistentes no organismo. Após o diagnóstico, Gilmar passou pela cirurgia de retirada da tireoide e segue em acompanhamento no ambulatório especializado da unidade. “A gente costuma pensar que só as mulheres precisam se preocupar com os hormônios, mas não é. Todo mundo precisa ficar atento”, afirma. Além das alterações hormonais, as principais doenças relacionadas à glândula incluem o aparecimento de nódulos e o câncer de tireoide | Foto: Divulgação/IgesDF A endocrinologista Cicília Rocha, do HBDF, explica que a tireoide é uma glândula localizada na região do pescoço e responsável pela produção de hormônios que ajudam a regular funções importantes do corpo, como metabolismo, temperatura corporal, funcionamento intestinal e ciclos menstruais. “Quando a tireoide não funciona de forma adequada, pode haver aumento da produção de hormônios, caracterizando o hipertireoidismo, ou redução deles, no caso do hipotireoidismo”, detalha. Além das alterações hormonais, as principais doenças relacionadas à glândula incluem o aparecimento de nódulos e o câncer de tireoide. Desde o início deste ano, o Hospital de Base prestou mais de 1.250 atendimentos relacionados a essas condições Hipertireoidismo e hipotireoidismo O hipotireoidismo ocorre quando há baixa produção hormonal e pode provocar sintomas como cansaço excessivo, sonolência, dores musculares, intestino preso, ganho de peso e depressão. Segundo a especialista, o quadro também pode estar relacionado ao uso de algumas medicações, devendo ser investigado nas unidades básicas de saúde (UBSs). Já o hipertireoidismo ocorre quando há produção excessiva de hormônios. “Com o metabolismo acelerado, o paciente pode apresentar perda de peso, insônia, agitação, diarreia e aumento da frequência cardíaca”, explica a endocrinologista. Desde o início do ano, o HBDF contabilizou 248 atendimentos relacionados ao hipertireoidismo. O acompanhamento é realizado no ambulatório especializado da unidade, mediante encaminhamento médico. Diagnóstico precoce aumenta chances de cura O câncer de tireoide apresenta altos índices de cura quando descoberto precocemente, mas nem sempre provoca sintomas evidentes. Em alguns casos, podem surgir caroços ou alterações perceptíveis no pescoço, embora muitos pacientes não sintam nada nas fases iniciais da doença. “Quando o tumor está maior, pode causar dificuldade para respirar, engolir ou até rouquidão. Mas muitas pessoas não sentem nada. O diagnóstico costuma ser realizado por meio de ultrassonografia, podendo também envolver tomografia e ressonância magnética”, orienta a médica. Nos casos em que os exames identificam nódulos benignos, os pacientes seguem acompanhamento no ambulatório especializado em nódulos da tireoide do Hospital de Base. *Com informações do IgesDF
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Pesquisa clínica abre caminho para tratamentos inéditos e renova esperança de pacientes
“Achávamos que o diagnóstico de leucemia era o fim, que a gente ia ter que se despedir da minha mãe.” A frase de Fillipe Heydfeld carrega o peso vivido por muitas famílias diante de doenças graves. Mas, no caso dele, a história ganhou um novo rumo quando a mãe passou a integrar um ensaio clínico no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “[Eles] nos procuraram, o pessoal da pesquisa clínica, oferecendo uma equipe específica para ela, todo o acompanhamento e o medicamento. A gente aceitou. Poxa vida, era a salvação da minha mãe”, relembra. Histórias como essa ajudam a mostrar o impacto da ciência para além dos laboratórios e artigos acadêmicos. No IgesDF, os ensaios clínicos vêm se consolidando como uma ferramenta estratégica para impulsionar inovação, qualificar o atendimento e ampliar a produção de conhecimento dentro da rede pública de saúde. Atualmente, o instituto participa de projetos desenvolvidos em parceria com instituições nacionais e internacionais de referência. Em muitos casos, essas ações representam novas possibilidades terapêuticas, acesso a medicamentos inovadores e esperança para pessoas que convivem com doenças complexas ou sem resposta clínica disponível. Para a neurologista Letícia Rebello, esse trabalho permite que a medicina avance com mais eficácia e segurança. “É dessa forma que a gente consegue criar caminhos para fornecer uma melhor opção terapêutica para o paciente, que tenha como aliado a eficácia e a segurança”, pontua. O Dia Internacional da Pesquisa Clínica chama atenção para a importância da ciência no desenvolvimento de terapias que ajudam a salvar vidas e melhorar o cuidado em saúde | Foto: Divulgação/IgesDF Esperança que nasce da ciência Celebrado em 20 de maio, o Dia Internacional da Pesquisa Clínica chama a atenção para a importância da ciência no desenvolvimento de terapias que ajudam a salvar vidas e melhorar o cuidado em saúde. A gastroenterologista Liliana Mendes explica que muitas dessas ações acabam oferecendo uma oportunidade inédita para pessoas que já esgotaram outras possibilidades terapêuticas. “Existem pessoas que têm doenças que já estão na fronteira do conhecimento e essas doenças estão progredindo. Os estudos podem fazer com que elas sejam elegíveis a ter acesso a uma droga que está sendo estudada e que possivelmente pode ser benéfica para melhorar essa condição”, observa. O impacto também é percebido por familiares que acompanham de perto a evolução dos participantes. “Quando foi dada a opção desse tratamento da pesquisa clínica, foi um divisor de águas, porque a qualidade do tratamento melhorou 100% e a nossa expectativa também”, relata Kleber Petronio, irmão de uma participante de um dos protocolos conduzidos no IgesDF. Ciência que transforma o cuidado Além de ampliar possibilidades terapêuticas, os ensaios ajudam a tornar os tratamentos mais seguros e eficientes. O ortopedista Davi Haje explica que esse trabalho permite validar procedimentos e aprimorar condutas médicas a partir dos próprios resultados observados nos atendimentos. “Muitas vezes, a gente cria tratamentos e novos avanços, como no caso da minha área, a de pés tortos, de deformidades torácicas; na área de ortopedia da criança, do adolescente e do pé adulto. E, quando a gente faz pesquisa com nossos próprios dados, validamos se estamos seguindo um caminho correto ou não, permitindo mais segurança aos pacientes”, comenta. A produção de conhecimento desenvolvida dentro desses projetos também gera impactos diretos para toda a sociedade. Para o infectologista Tazio Vanni, o desenvolvimento das vacinas contra a covid-19 é um dos exemplos mais recentes da importância da ciência. “Foi através da pesquisa clínica que conseguimos desenvolver novas vacinas contra a covid-19 e sair de uma das maiores crises sanitárias dos últimos 100 anos”, ressalta. O infectologista Julival Ribeiro lembra que a investigação científica continua sendo essencial para o avanço da medicina em diferentes áreas. “A pesquisa clínica é fundamental para qualquer país, pois através dela descobrimos, por exemplo, novos antimicrobianos, novas drogas para tratar o câncer”, acrescenta. Inovação e acolhimento caminham juntos No IgesDF, o suporte aos pesquisadores e aos projetos é realizado pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) No IgesDF, o suporte aos pesquisadores e aos projetos é realizado pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), por meio da Gerência de Pesquisa, que acompanha desde os fluxos institucionais até o apoio técnico e regulatório necessário para a condução dos trabalhos. Para a enfermeira Laryssa Bezerra, que atua nos estudos clínicos, a atuação desenvolvida nessas frentes também envolve acolhimento e construção de vínculos com participantes e familiares. “Existe muito trabalho técnico envolvido, mas também muito acolhimento. Os participantes e suas famílias depositam confiança nas equipes científicas, e isso nos motiva diariamente”, conta. Para a diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, Emanuela Ferraz, cada trabalho conduzido dentro da instituição reforça o compromisso do Instituto com um atendimento mais qualificado e humano. “A pesquisa clínica representa esperança, inovação e compromisso com uma assistência em saúde cada vez mais qualificada e humana”, destaca. Segundo Emanuela, as ações realizadas ampliam o papel do IgesDF na produção de conhecimento e na transformação do cuidado aos pacientes. A gerente de Pesquisa do IgesDF, Ana Carolina Lagôa, também enfatiza que o avanço científico depende da atuação conjunta entre pesquisadores, profissionais de saúde, participantes e familiares. “Cada trabalho conduzido no IgesDF fortalece a ciência, transforma conhecimento em cuidado e impacta diretamente a vida das pessoas”, afirma. Como participar das pesquisas Pessoas interessadas em participar ou desenvolver estudos clínicos no IgesDF podem entrar em contato com a Gerência de Pesquisa para conhecer os projetos em andamento, entender os critérios de participação e obter orientações sobre as oportunidades disponíveis. → Telefone/WhatsApp: (61) 3550-8837 → Núcleo de Apoio ao Pesquisador (Napes): napes@igesdf.org.br → Núcleo de Pesquisa Clínica: pesquisaclinica@igesdf.org.br → Mais informações sobre submissão e condução de projetos científicos: https://igesdf.org.br/diep/pesquisa/submissao-de-projetos-de-pesquisa/. *Com informações do IgesDF
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