Exploração sexual contra crianças e adolescentes e luta antimanicomial são debatidas no HRSM
Nesta terça-feira (14), ocorreu a segunda edição do Juntos pela liberdade e proteção: enfrentando a exploração sexual contra crianças e adolescentes e fortalecendo a luta antimanicomial. O evento foi realizado no auditório do Hospital Regional de Santa Maria e organizado pelo Centro de Especialidade para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (Cepav) Flor do Cerrado e pelo Centro de Atenção Psicossocial álcool e drogas CAPS ad Flor de Lotus. “Este é um evento voltado para profissionais de saúde e para a comunidade em geral cujo objetivo é debater a importância de se tratar temas de extrema relevância, pois muitas vezes o abuso e exploração sexual estão interligados com problemas de saúde mental, com transtornos. Nós, profissionais da rede de atenção e proteção, que atuamos na linha de frente de ambos os campos, não podemos deixar de debater o 18 de maio”, destaca a chefe do Cepav Flor do Cerrado, Lara Borges. O mês de maio abarca, na mesma data, dois marcos de extrema importância para o Brasil: o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Presente no evento, a superintendente do HRSM, Eliane Abreu, destacou a necessidade de profissionais de saúde participarem de eventos sobre este tema, tendo em vista que, geralmente, eles são os primeiros a terem contato com as vítimas de violência. Estavam presentes no evento membros da Secretaria de Saúde, da Superintendência de Saúde Sul, membros de projetos sociais, além dos presidentes dos Conselhos Regionais de Saúde do Gama e de Santa Maria | Foto: Divulgação/Iges-DF “Representamos um equipamento de saúde gigantesco, que atende pediatria e psiquiatria. Precisamos combater a violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes porque nosso papel, muitas vezes, acaba sendo o acolhimento para quem sofreu essa violência. Somente em 2023 foram realizados pelo Cepav mais de 2.300 atendimentos”, afirma Eliane. Estavam presentes no evento membros da Secretaria de Saúde, da Superintendência de Saúde Sul, membros de projetos sociais, além dos presidentes dos Conselhos Regionais de Saúde do Gama e de Santa Maria. O evento contou com a presença de pessoas que atuam na luta antimanicomial e em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes, como a assistente social da Secretaria de Saúde Jamila Zgiet, que fez uma palestra sobre a luta antimanicomial e falou da importância de se tratar pessoas com transtornos mentais em liberdade, sem internações, acolhendo o indivíduo com respeito. O mês de maio abarca, na mesma data, dois marcos de extrema importância para o Brasil: o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e o Dia Nacional da Luta Antimanicomial A juíza Dra. Gislaine Carneiro, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), tratou da importância de ficar atento aos direitos das crianças e dos perigos existentes. “Hoje, a maioria das crianças e adolescentes que sofrem abusos são meninas, pois 89,9% das vítimas são do sexo feminino e a maior incidência é em adolescentes com faixa etária de 14 anos. E a maioria dos casos ocorre dentro da própria residência. Por isso, todos devem estar atentos ao respeito e proteção dos direitos de crianças e adolescentes”, enfatiza a juíza. Durante sua palestra ela ressaltou a importância de não obrigar crianças a abraçarem pessoas desconhecidas ou estranhos, explicar sempre onde a criança não deve permitir ser tocada por adultos, além dos cuidados com sites e jogos da internet. Também destacou que, geralmente, crianças ou adolescentes que sofreram algum tipo de violência ou abuso sexual dão sinais, pois sentem sintomas como sonhos angustiantes, comportamento irritadiço e autodestrutivo, lembranças intrusivas, falta de concentração, medo, entre outros. Para finalizar, o ator e membro do coletivo Família Hip-Hop Denis Bueno fez três cenas de Teatro do Oprimido em que convidou alguns participantes para simular três situações que poderiam ocorrer no dia a dia de qualquer pessoa como, presenciar um pai batendo em uma criança com autismo no meio da rua. O objetivo era abordar a importância de tomar atitude diante desse tipo de situação e proteger o direito da criança que estava sendo violado. *Com informações do Iges-DF
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Começa a Semana da Luta Antimanicomial por tratamento digno
Nesta segunda-feira (17) foi dado início à Semana da Luta Antimanicomial, considerada um marco na história da Saúde Mental. Trata-se de movimento em defesa dos direitos dos pacientes para que tenham tratamento digno e em liberdade, com foco na reinserção. [Olho texto=”“A Luta Antimanicomial é uma garantia de direitos, de manutenção dos vínculos sociais e do acesso à educação, ao trabalho e à cultura”” assinatura=”Priscila Estrela, diretora substituta de Serviços de Saúde Mental” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Atividades iniciais foram previstas na Região Oeste de Saúde para o Centro de Assistência Psicossocial (Caps) de Ceilândia, com a montagem de arranjo suspenso e mural com frases dos pacientes. Outras ações estão programadas até a próxima quinta-feira (20) para as regiões Norte, Sudoeste e Central de Saúde. “A Luta Antimanicomial, também conhecida como Reforma Psiquiátrica, estabelece como base o tratamento no modelo comunitário, com equipe multidisciplinar, e promove a reabilitação psicossocial”, explica Priscila Estrela, diretora substituta de Serviços de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do DF. “A Luta Antimanicomial é para garantir a manutenção dos vínculos sociais e o acesso à educação, ao trabalho, à cultura”, detalha. A Luta Antimanicomial vai além de defender o modelo de tratamento comunitário | Banner: Divulgação / SES-DF De acordo com a gestora pública, a Luta Antimanicomial vai além da mudança no modelo de tratamento asilar para comunitário. Isso porque, na avaliação dela, é uma forma de garantia de direitos. [Numeralha titulo_grande=”192 ” texto=”Telefone do Samu também atende casos urgentes de saúde mental” esquerda_direita_centro=”direita”] Serviços especializados Para melhor atender pessoas com problemas relacionados à Saúde Mental, a Secretaria de Saúde disponibiliza a Rede de Atenção Psicossocial, que oferece vários serviços especializados para o atendimento a casos graves, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Para casos urgentes, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) conta com um Núcleo de Saúde Mental (Nusam) e atende pelo telefone 192. Confira as programações nas regiões de saúde: Banner: Divulgação / SES-DF Por conta da Semana da Luta Antimanicomial, as superintendências de Saúde de todo o Distrito Federal programaram ações para abordar o tema. Na Região de Saúde Sul estão programadas atividades todos os dias da semana, a exemplo de oficinas de capoeira, stencil, teatro, passeio ciclístico, cinema e debates. As ações ocorrerão no Caps AD de Santa Maria. Na Região de Saúde Leste, haverá ações como apresentação de grupos de capoeiras, banda de música, sarau de poesias, café da manhã com debate e almoço. As ações serão realizadas no Caps II do Paranoá e no Caps AD do Itapoã. Banner: Divulgação / SES-DF *Com informações da Secretaria de Saúde
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