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Março Verde

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Março Verde reforça a importância da saúde dos olhos

Coçar os olhos, passar horas em frente às telas ou adiar consultas médicas podem parecer atitudes inofensivas. No entanto, esses hábitos podem colocar em risco um dos sentidos mais importantes do corpo humano: a visão. Durante o Março Verde, mês dedicado à conscientização sobre a saúde visual, especialistas alertam para a importância da prevenção e do acompanhamento oftalmológico regular. A campanha busca chamar a atenção da população para os cuidados necessários e para a detecção precoce de doenças que podem levar à perda da visão. Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indicam que milhões de brasileiros convivem com algum tipo de problema visual — e muitos sequer realizaram uma avaliação oftalmológica ao longo da vida. O conselho estima que cerca de 34 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de deficiência visual. Segundo o oftalmologista especialista em glaucoma Edney de Resende Moura Filho, a rotina moderna tem contribuído para o aumento das queixas relacionadas à visão. “Hoje passamos muitas horas em frente ao computador, celular e televisão. Esse excesso de exposição às telas pode causar fadiga ocular, ressecamento, ardência e até dor de cabeça. Pequenas pausas durante o uso de dispositivos eletrônicos e consultas regulares com o oftalmologista fazem grande diferença para preservar a saúde dos olhos”, explica. Março Verde chama a atenção para a importância do acompanhamento oftalmológico regular para preservar a saúde dos olhos | Fotos: Divulgação/IgesDF Mudança de hábito A professora Geiza Lima, de 60 anos, percebeu recentemente que algo não estava bem. Após meses enfrentando dificuldade para ler mensagens no celular e dores de cabeça frequentes, decidiu procurar atendimento médico. “Eu achava que era só cansaço. Quando fiz o exame, descobri que o grau tinha aumentado e precisava trocar os óculos. Depois disso, a diferença foi enorme”, conta. A experiência fez com que ela passasse a cuidar melhor da própria saúde. Hoje, Geiza mantém consultas regulares e procura fazer pausas durante o trabalho no computador. “Antes eu ficava horas seguidas olhando para a tela. Agora eu paro um pouco, descanso os olhos e tento prestar mais atenção nesses sinais”, relata. [LEIA_TAMBEM]Doenças que podem afetar a visão Entre os problemas mais comuns estão catarata, glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética — condições que podem evoluir de forma silenciosa e comprometer a visão quando não diagnosticadas precocemente. Por isso, o acompanhamento médico é considerado essencial, principalmente para idosos, pessoas com diabetes ou com histórico familiar dessas doenças. “Destaco aqui o glaucoma, uma doença silenciosa e que muitas vezes não apresenta sintomas nas fases iniciais. Por isso, exames oftalmológicos periódicos são fundamentais para permitir o diagnóstico precoce e evitar a perda visual”, alerta o oftalmologista. Visão embaçada, dor ocular, sensibilidade à luz e dificuldade para enxergar à noite podem indicar problemas e devem ser avaliados por um especialista Como cuidar da saúde dos olhos O especialista destaca que atitudes simples no dia a dia ajudam a preservar a saúde visual. Confira algumas recomendações: → Faça consultas regulares com o oftalmologista Exames periódicos permitem identificar precocemente alterações e doenças. → Faça pausas ao usar telas A regra 20-20-20 é recomendada: a cada 20 minutos, olhar por 20 segundos para algo a cerca de seis metros de distância. → Evite coçar os olhos O hábito pode provocar irritações, lesões e infecções. → Use óculos de sol com proteção UV A exposição excessiva ao sol pode causar danos ao longo do tempo. → Mantenha uma alimentação equilibrada Alimentos ricos em vitamina A, ômega-3 e antioxidantes ajudam a preservar a saúde. No DF, quem precisa de atendimento oftalmológico deve procurar primeiro uma Unidade Básica de Saúde (UBS), que faz a avaliação inicial e o encaminhamento para atendimento especializado Fique atento a sinais de alerta Visão embaçada, dificuldade para enxergar à noite, dor ocular ou sensibilidade à luz devem ser avaliadas por um especialista. Para o oftalmologista, o principal objetivo do Março Verde é estimular a população a olhar com mais atenção para a própria saúde. “Os olhos muitas vezes só dão sinais quando o problema já está avançado. A prevenção é o melhor caminho para preservar a visão e garantir qualidade de vida”, conclui. No Distrito Federal, o primeiro passo para quem precisa de atendimento é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Após a avaliação inicial, caso seja necessário, o paciente será inserido no sistema de regulação e encaminhado para atendimento especializado. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Diagnóstico precoce é essencial para tratamento da neuromielite óptica (NMO)

Você conhece a neuromielite óptica (NMO)? A doença rara, autoimune e de origem neurológica é lembrada em 27 de março e o Brasil é o primeiro país do mundo a criar uma data para a condição. A campanha Março Verde é direcionada à conscientização sobre a doença que atinge de 7 mil a 10 mil pessoas no país, segundo a NMO Brasil. A neuromielite óptica, também conhecida como doença de Devic, é uma doença autoimune que causa perda de visão em um ou ambos os olhos, chamada de neurite óptica. Em casos de acometimento da medula (mielite), a NMO pode levar a dificuldades para andar, dores neuropáticas, dormência e espasticidade dos membros, podendo progredir para paralisia total. Secretaria de Saúde do DF conta com profissionais e equipamentos necessários para o diagnóstico e tratamento de doenças raras. Foto: Tony Winston/Arquivo/Agência Saúde-DF A condição é causada pela presença de um anticorpo que ataca a proteína responsável pelo transporte de água no cérebro, medula e nervo óptico. Essa resposta autoimune resulta em inflamação, levando à destruição de células e fibras nervosas no nervo óptico e na medula espinhal. A falta de conhecimento sobre a NMO impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas. Durante muito tempo a doença foi confundida com um tipo de esclerose múltipla. Por isso, o objetivo da campanha é desfazer estigmas e dar visibilidade às experiências dos pacientes que convivem com a NMO. “Espalhar a informação é crucial no enfrentamento da doença, permitindo que médicos, sociedade civil e políticos compreendam a gravidade e ofereçam o apoio necessário”, afirma a psicóloga e cofundadora da NMO Brasil, Marcela Mustefaga, 36 anos, que convive com a doença desde 2007. Marcela Mustefaga, psicóloga e cofundadora da NMO Brasil, convive com a doença desde 2007 | Foto: Arquivo Pessoal Marcela começou a sentir uma dor intensa no olho direito e acabou perdendo permanente a visão do olho. “Nós não sabemos o que virá no dia seguinte. As crises ou surtos vêm de repente, de surpresa mesmo”, relata. Atualmente, a psicóloga recebe tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) com o medicamento rituximabe, uma terapia biológica off-label. “Pego na farmácia de alto custo e faço infusões no Hospital de Base”, conta. De acordo com a referência técnica distrital (RTD) de doenças raras da Secretaria de Saúde (SES-DF), Maria Teresa Rosa, a neuromielite óptica é uma doença autoimune imprevisível. “O diagnóstico e tratamento corretos têm um impacto significativo no curso da doença. O desafio surge quando há atrasos no diagnóstico, frequentemente devido ao desconhecimento sobre a doença, resultando em perda de tempo no tratamento”, explica. Doenças raras No Distrito Federal, a estimativa é que cerca de 5% da população tenha alguma doença rara. O Hospital de Apoio de Brasília (HAB) é referência para o tratamento e atende recém-nascidos que apresentam alterações no teste do pezinho e pacientes de todas as idades. Os médicos das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são os responsáveis por encaminhar as pessoas diagnosticadas para essas unidades hospitalares. *Com informações da Secretaria de Saúde

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