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Vai para a Copa do Mundo? Saiba os cuidados necessários antes de entrar no avião

A Copa do Mundo se aproxima, e muitos torcedores já estão preparando as malas para visitar um dos três países que vão sediar os jogos. Entre passagens, roteiros e camisas de time, um item indispensável deve estar nos preparativos: o cartão de vacina.  Thallys Silva, enfermeiro do Ambulatório do Viajante do Hran, orienta: “Às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF  Viajar para outro país naturalmente envolve certo cuidado com a saúde. Como a Copa do Mundo é um evento que reúne milhões de pessoas de diferentes nacionalidades, exige atenção redobrada. A mistura e as multidões trazem maior risco na disseminação de doenças transmissíveis.  “A orientação principal é atualizar o cartão de vacina na UBS [Unidade Básica de Saúde]", indica o enfermeiro Thallys Silva, do Ambulatório do Viajante do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). "Também é importante priorizar doses da tríplice viral, que engloba sarampo, caxumba e rubéola.” Sarampo O contexto global indica surtos de sarampo em todos os continentes. Em 2025, foram confirmados 248.394 casos da doença no mundo. O México soma mais de 14 mil casos desde 2025 e 36 mortes, enquanto os Estados Unidos registraram 49 surtos no ano passado. O Canadá, por sua vez, perdeu, neste ano, a certificação de país livre do sarampo. Para vacinação contra o sarampo, a orientação é procurar a UBS até 15 dias antes de viajar  O Brasil, apesar do cenário, permanece como um país livre da circulação do vírus responsável pela doença — título conquistado em 2024. No entanto, em 2025, 94,7% dos casos confirmados (36 de 38) da doença ocorreram em pessoas sem histórico vacinal, o que reforça a importância da imunização como principal forma de prevenção. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, pessoas de 1 a 29 anos, além de profissionais de saúde de qualquer idade, devem receber duas doses da tríplice viral. Já os demais adultos, de 30 a 59 anos, precisam tomar uma dose. No caso do sarampo, recomenda-se procurar a UBS com antecedência mínima de 15 dias da viagem. Caso não seja possível cumprir o prazo, é importante receber a dose mesmo assim, pois ainda pode conferir proteção. Febre amarela Os viajantes devem se prevenir, ainda, contra a febre amarela, mesmo que os países que sediam a Copa (México, Canadá e Estados Unidos) não exijam o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). “Às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho”, explica Thallys Silva. “Se a escala for em um país muito rígido com o certificado, o indivíduo é deportado se não apresentar o documento”.  [LEIA_TAMBEM]O esquema vacinal da febre amarela é de uma dose aos 9 meses, com reforço aos 4 anos, e a dose única, a partir dos 5 anos. Para áreas de riscos ou países que exigem o certificado, os viajantes devem tomar uma dose pelo menos dez dias antes da viagem. Para retirar o CIVP, basta acessar o aplicativo do Meu SUS Digital (Android e iOS), acessar o ícone da certificação e imprimir a guia. Salvar uma cópia no celular, de fácil acesso, também é recomendado. Todos os imunizantes  inclusive o da tríplice viral e da febre amarela — estão disponíveis nas mais de 170 UBSs do Distrito Federal. Para se imunizar, basta apresentar um documento de identidade válido e com foto e, se possuir, a caderneta vacinal.    *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Cadastro atualizado no Meu SUS Digital garante atendimento agilizado nas unidades básicas de saúde do DF

Desde o fim do ano passado, a marcação de consultas em qualquer unidade básica de saúde (UBS) do Distrito Federal também pode ser feita por meio do aplicativo Meu SUS Digital. Com isso, alerta a Secretaria de Saúde (SES-DF), torna-se ainda mais importante para os usuários da rede pública manterem os dados atualizados na plataforma. “Hoje, há facilidade para a troca de número de celular. Nisso, a gente acaba perdendo o contato com o paciente. Quando os dados estão desatualizados, esse contato fica mais complicado”, ressalta o secretário-executivo de Tecnologia da Informação em Saúde da SES-DF, Deilton Silva. “A secretaria está modernizando os sistemas e o próximo passo do agendamento online é o contato por WhatsApp. Vamos mandar mensagem para confirmação, o que é muito importante para reduzir o absenteísmo. O aplicativo tem um lembrete de agendamento, mas, ainda assim, vamos reforçar, avisando sobre a proximidade. Com os dados atualizados, o contato é mais assertivo, evitamos que as pessoas não compareçam sem aviso e conseguimos enviar informações não só sobre o agendamento, mas também sobre vacinas e outros serviços.” A atualização cadastral pode ser feita presencialmente na UBS de referência do paciente (para saber qual é a sua, clique aqui) ou virtualmente, pelo site Recadastra SUS. Nesse segundo caso, basta fazer login com a conta Gov.br e preencher os dados. Manter os dados atualizados no Meu SUS Digital permite que o usuário recebe mensagens pelo WhatsApp confirmando o agendamento de consultas | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Consultas O Meu SUS Digital, sistema do Ministério da Saúde, passou a ser uma opção para marcação de consultas em UBSs em novembro do ano passado, sendo implementado de forma gradual nas 172 unidades do DF. Do lançamento até 10 de fevereiro, foram realizados 4.777 agendamentos. Pela ferramenta, é possível marcar consultas com médicos e enfermeiros da Estratégia Saúde da Família do DF sem sair de casa. Para isso, basta acessar o Meu SUS Digital e buscar pelo ícone “Agendamentos”, dentro da seção “Minha Saúde”. A partir daí, a própria plataforma indicará a UBS de referência, e o usuário deve escolher a categoria do profissional com o qual deseja atendimento (médico ou enfermeiro), selecionar o nome do profissional e buscar uma data para verificar a disponibilidade. [LEIA_TAMBEM]“A secretaria vem avançando na transformação digital. A adoção do agendamento online, integrado aos sistemas utilizados, vem justamente para implementar essa mudança. Não é uma simples adoção de tecnologia, é uma mudança de paradigma, inclusive na forma como o cidadão acessa o sistema de saúde, sempre colocando o cidadão no centro do cuidado. Hoje, ele tem essa possibilidade diretamente pelo celular, sem precisar ir à unidade, enfrentar filas ou ficar sujeito aos horários de atendimento. Pelo aplicativo, não há restrição de horário para marcar consulta; pode fazer no momento que for melhor”, aponta Deilton Silva. O secretário-executivo também explica que a escolha por utilizar o aplicativo Meu SUS Digital, do Ministério da Saúde, visou o conforto dos pacientes. “É um aplicativo que a população já utiliza, então não quisemos criar mais um app. Muitas pessoas têm limitações na capacidade do celular, então por que não aproveitar essa oferta de serviço? Também é importante para fortalecer a estratégia nacional de saúde digital, alinhando o Distrito Federal às diretrizes do Ministério da Saúde e à Rede Nacional de Dados em Saúde, promovendo interoperabilidade e continuidade do cuidado. Tudo em prol da população”, arremata. De novembro do ano passado até 10 de fevereiro, 4.777 agendamentos de consultas na rede pública do DF foram feitos pelo Meu SUS Digital Atenção Primária As unidades básicas são a porta de entrada para os principais problemas de saúde da população. Nelas, atuam equipes compostas por profissionais como enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde, qualificados para atender condições de saúde de usuários de todas as idades — de recém-nascidos a idosos. Há também uma equipe multiprofissional, com psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e farmacêuticos, entre outros. Em caso de necessidade, o paciente é encaminhado para os serviços de urgência e emergência.

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