Dispositivo traz mais segurança no descarte de material perfurocortante em hospitais do DF
Com objetivo de ofertar mais segurança às equipes de saúde que lidam com material perfurocortante, como as lâminas dos bisturis, foi lançada, no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), a campanha “Gesto seguro: descarte correto, mãos seguras”, uma parceria interinstitucional. A iniciativa busca difundir o saca-lâminas, equipamento desenvolvido pelo Laboratório Aberto de Brasília (LAB), da Universidade de Brasília (UnB), que permite o descarte do material com menores riscos de o profissional se cortar. Hran recebeu 300 caixas do novo equipamento; no total, serão 4 mil destinados às unidades geridas pela Secretaria de Saúde | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF Durante o lançamento da campanha, foram doadas 300 caixas de saca-lâminas ao hospital, de um total de 4 mil equipamentos destinados às unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). O dispositivo foi projetado e fabricado via impressão 3D pelo LAB e elimina o uso de pinças para separar a lâmina do cabo que constitui o bisturi, diminuindo também o risco de o material se quebrar nas mãos do profissional que efetua o descarte. “O saca-lâminas é um dispositivo acoplado à caixa de descarte de perfurocortantes, pelo qual é possível descartar a lâmina do bisturi sem realizar nenhum contato manual com a peça. A medida evita ainda a contração de doenças como hepatite B e C ou até mesmo a infecção por HIV” Janine Montefusco, técnica de enfermagem do Hran Coordenadora do projeto, a professora Andrea dos Santos, da Faculdade de Tecnologia da UnB, lembra que os equipamentos aprimoram a segurança de pacientes e trabalhadores no ambiente hospitalar. “Nós não trabalhamos apenas a tecnologia em si, mas, também, questões sobre como o dispositivo se insere no dia a dia das equipes”, afirma. A técnica de enfermagem Janine Montefusco, do Hran, explica que o equipamento, além de evitar cortes e perfurações, também previne a transmissão de doenças: “O saca-lâminas é um dispositivo acoplado à caixa de descarte de perfurocortantes, pelo qual é possível descartar a lâmina do bisturi sem realizar nenhum contato manual com a peça. É nessa desconexão da lâmina que costuma acontecer a maioria dos acidentes de trabalho. A medida evita ainda a contração de doenças como hepatite B e C ou até mesmo a infecção por HIV”. Financiamento [LEIA_TAMBEM]Disponibilizados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), os recursos para o financiamento da campanha são originários de multas trabalhistas e revertidos em projetos para melhorar o ambiente laboral. “Quando alguma empresa ou empregador é condenado em ação civil pública por descumprimento de legislação trabalhista, observa-se um dano moral coletivo”, explica a procuradora Geny Marques. “O MPT, então, destina o valor pago nessas multas a projetos cadastrados na procuradoria.” *Com informações da Secretaria de Saúde
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No Dia do Combate ao Assédio no Trabalho, informações e denúncias são incentivadas
A data 2 de maio foi escolhida como o Dia Nacional de Combate ao Assédio Moral no Trabalho, com o objetivo de promover em todo o país momentos de debates, ações de conscientização e campanhas que trabalhem a reflexão sobre as causas, efeitos e a maneiras de se prevenir com que casos relacionados ao tema não aconteçam no ambiente profissional. Somente no primeiro semestre de 2023, o Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 8.458 denúncias de assédio no Brasil, quase o mesmo número registrado em 2022 (8.508). Além disso, um estudo realizado em 2023 mostrou que 41,6% dos entrevistados relataram algum caso de assédio vivido no ambiente de trabalho – Pesquisa da Laudit Tecnologias. Para Michelle Heringer, que é membro titular da Comissão Especial de Combate e Prevenção ao Assédio do GDF e chefe da Assessoria de Apoio aos Julgamentos da Controladoria-Geral do DF, uma das formas de se prevenir os casos de assédio no trabalho é incentivar o debate sobre o tema, mas pontua que falar do problema é sempre uma opção, mas não a única. “Conhecer o assunto é importante não apenas para que os gestores saibam como proceder em situações do tipo, mas também para que estes e os demais colegas de equipe compreendam quais atitudes devem ser evitadas para que não sejam eles mesmos os assediadores”, explica. A Justiça do Trabalho julgou, entre 2020 e 2023, 419.342 ações envolvendo assédio moral e sexual | Foto: Divulgação/CGDF A Justiça do Trabalho julgou, entre 2020 e 2023, 419.342 ações envolvendo assédio moral e sexual. O volume de processos julgados sobre assédio sexual cresceu 44,8% no período, e o de assédio moral aumentou 5%. Os dados foram divulgados no dia 2 de maio de 2024. Para o professor, mestre e advogado Frederico Barbosa, os indicadores não apontam, necessariamente, que o ambiente corporativo esteja piorando. Segundo ele, que é especializado em Direito Trabalhista, há algumas razões que podem explicar esse aumento. “Os números subiram porque agora o trabalhador não só entende o que é o assédio, como também desenvolveu autopercepção de que ele, enquanto cidadão, detém de muitos direitos que, para além dos deveres e obrigações, lhe concedem dignidade. Ele sabe que merece respeito e como recorrer caso isso não aconteça”, afirmou. Tanto Michelle quanto Frederico concordam que para virar o jogo, o mercado de trabalho precisa planejar e agir para combater posturas organizacionais e comportamentos que favoreçam os casos de assédio (de qualquer natureza). O incentivo de uma cultura institucional saudável é indispensável para apresentar resultados positivos e estimular o respeito mútuo, preservando a saúde mental dos funcionários. Outra questão essencial é que o trabalhador denuncie e que as empresas e órgãos públicos tenham uma estrutura para acolher a vítima. Todas as Ouvidorias do GDF podem receber denúncias, elogios, reclamações, sugestões ou solicitações de serviços – independentemente do tema, desde que relacionado ao Governo do Distrito Federal. Os registros devem ser feitos por três meios: no Participa DF, presencialmente nas Ouvidorias dos órgãos do GDF ou pela central 162 Denúncia Todas as Ouvidorias do GDF podem receber denúncias, elogios, reclamações, sugestões ou solicitações de serviços – independentemente do tema, desde que relacionado ao Governo do Distrito Federal. Os registros devem ser feitos por três meios: no Participa DF, presencialmente nas Ouvidorias dos órgãos do GDF ou pela central 162 (de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h. Fim de semana e feriados, das 8h às 18h. A ligação é gratuita para telefone fixo e celular). A denúncia pode ser feita de forma sigilosa. Ela será encaminhada à Comissão Especial de Combate e Prevenção ao Assédio. Para fazer uma boa denúncia é recomendado construir o relato com riqueza de detalhes e, se possível, com provas, como por exemplo gravações, bilhetes e e-mails. Outra dica é evitar situações isoladas com o assediador e buscar apoio de colegas testemunhas. Também é importante que o fato seja comunicado ao setor responsável ou chefe imediato. Após o registro, inicia-se com o encaminhamento da denúncia à Ouvidoria que, de lá, segue para a Comissão que fará análise e a identificação do conflito. Caso não haja indícios de assédio, o caso é arquivado e, se verificada a má-fé do denunciante, há uma apuração administrativa. O número de denúncias de assédio realizadas ao Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF), chegou a 653 em 2023, quase mais do que o dobro de 2022, quando foram realizadas 313. Só em 2024, já foram 255 denúncias até o dia 21 de abril. Os dados incluem registros do serviço público e privado. Basta falar para resolver? Debater o tema no ambiente de trabalho familiariza os servidores, mas é essencial que ao conhecer o tema, seja gerada uma autoanálise das próprias ações e comportamentos e a busca por maneiras mais saudáveis de manter as relações no trabalho: “Atualmente, as pessoas têm muito receio de conversar, inclusive com a liderança, pois não sabem até onde podem ir. Enquanto as chefias têm receio de adotar práticas inerentes à gestão, como cobrar horários ou serviços. Por isso a importância de se aproximar do tema”, reforça a chefe da Assessoria de Apoio aos Julgamentos da CGDF. *Com informações da Controladoria-Geral do DF
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