Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes reúne participantes da ESP/DF
Representantes da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) participam, nos dias 29 e 30 deste mês, do Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes, promovido pelo Ministério da Saúde (MS). Com o tema “O protagonismo de crianças e adolescentes na construção da Política Nacional de Saúde Mental”, o encontro vai reunir atores governamentais e não governamentais, além de gestores públicos, movimentos sociais e profissionais de saúde envolvidos com a temática proposta. Participantes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil reforçam a importância da construção de políticas públicas para essa área | Foto: Divulgação/Fepecs A equipe da ESP/DF vai acompanhar os residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil (PRMSMIJ), que atuarão como mediadores na comissão de acolhimento do evento, além de crianças e adolescentes e seus responsáveis, que são usuários de serviços do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi), locais que servem como cenários de aprendizagem do programa. “Não basta preparar especialistas tecnicamente qualificados; é preciso formar profissionais capazes de atuar de maneira crítica, interprofissional e comprometida com os direitos de crianças e adolescentes” Bethania Serrão, coordenadora do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil “Esse convite do Ministério da Saúde significa um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo nosso programa na formação de profissionais especializados para o campo da saúde mental infantojuvenil, evidenciando a contribuição da residência para o fortalecimento do SUS”, avalia a psicóloga Bethania Serrão, coordenadora do programa. Políticas públicas Com o objetivo de incentivar o diálogo com todos os setores envolvidos, estimular a construção de recomendações e diretrizes sobre os diferentes desafios e fornecer subsídios técnicos e políticos para o trabalho intersetorial e o cuidado integral desse público, o fórum também será um espaço de promoção da participação social como elemento central na construção das políticas públicas. [LEIA_TAMBEM]“Acredito que nossa participação é o reconhecimento da trajetória que temos construído na formação de profissionais comprometidos com a saúde mental infantojuvenil e com a defesa de uma atenção psicossocial qualificada”, afirma Bethania. A presença de residentes e representantes da ESP/DF em um evento nacional indica que as experiências vivenciadas no âmbito do Distrito Federal são assertivas e eficientes, além de reafirmar que ensino, assistência e gestão caminham juntos na consolidação de um Sistema Único de Saúde (SUS) cada vez mais forte e mais sensível às necessidades de crianças e adolescentes. “Não basta preparar especialistas tecnicamente qualificados; é preciso formar profissionais capazes de atuar de maneira crítica, interprofissional e comprometida com os direitos de crianças e adolescentes”, sinaliza a coordenadora do programa. “A presença da residência nesse fórum reafirma um princípio fundamental do SUS: formar profissionais e construir políticas públicas são processos inseparáveis.” *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa de Ciências da Saúde
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Com recursos de R$ 1,4 milhão, Hospital de Base amplia atendimento oftalmológico
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) recebeu quatro novos equipamentos para exames e procedimentos oftalmológicos, em um investimento de R$ 1,4 milhão destinado pelo Ministério da Saúde por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Criado pelo governo federal, o PAC busca impulsionar o crescimento sustentável do país por meio da expansão e modernização da infraestrutura pública, incluindo investimentos destinados ao fortalecimento da rede assistencial do SUS. Novo equipamento, que começou a ser utilizado neste mês, permite mais precisão nos procedimentos oftalmológicos | Foto: Divulgação/IgesDF A medida vai ampliar a capacidade assistencial de um serviço que processa, em média, 330 cirurgias por mês pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de garantir mais precisão e segurança aos pacientes. “Conseguimos aumentar a quantidade de procedimentos realizados, reduzir custos e oferecer mais comodidade ao usuário” Stefânia Diniz, chefe da Oftalmologia do HBDF Entre os equipamentos entregues está um microscópio cirúrgico oftalmológico de última geração utilizado em procedimentos de alta complexidade, como cirurgias de catarata, glaucoma, córnea e retina. O aparelho começou a ser utilizado neste mês e representa um avanço tecnológico em relação aos equipamentos já existentes na unidade. Segundo o cirurgião oftalmológico Carlos José de Souza Júnior, do HBDF, a nova tecnologia proporciona melhor visualização das estruturas oculares, favorecendo a precisão dos procedimentos. “Nas cirurgias oftalmológicas, trabalhamos em um campo milimétrico”, explica. “Ter uma imagem mais clara e nítida permite que o profissional realize os procedimentos com maior segurança e destreza. Além disso, o equipamento tem sistema de vídeo com gravação, que também contribuirá para a capacitação e o aprendizado das equipes”. Mais tratamentos [LEIA_TAMBEM]Além do microscópio, o Hospital de Base, referência em oftalmologia de alta complexidade no Centro-Oeste, recebeu um fotocoagulador a laser, equipamento utilizado no tratamento de diversas doenças da retina. O aparelho é o primeiro do tipo na unidade e permite que parte dos procedimentos seja realizada em ambiente ambulatorial, dispensando a ocupação de salas cirúrgicas. Desde a implantação, o equipamento já foi utilizado em cerca de 40 procedimentos. “O laser torna o tratamento mais acessível porque o paciente não precisa ser encaminhado para uma sala de cirurgia”, aponta a chefe da Oftalmologia do HBDF, Stefânia Diniz. “Conseguimos aumentar a quantidade de procedimentos realizados, reduzir custos e oferecer mais comodidade ao usuário.” Também foram incorporados ao parque tecnológico da unidade um vitreófago com facoemulsificador — empregado em cirurgias de retina para tratar sangramentos, inflamações, infecções e descolamentos — e um biômetro óptico, utilizado para medições oculares essenciais no planejamento cirúrgico. *Com informações do IgesDF
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Representantes do GDF participam do 17º Congresso Internacional da Rede Unida
A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) participa, até sexta-feira (26), do 17º Congresso Internacional da Rede Unida, em São Luís (MA). Com o tema “Sabedoria e soberania com alegria”, o evento reúne pesquisadores, gestores, trabalhadores, estudantes, movimentos sociais e instituições de ensino de todo o Brasil e de diversos países para debater os desafios contemporâneos da formação em saúde, da gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), da participação social e da produção do cuidado. Fabiano Martins (E), coordenador do curso técnico em enfermagem da ESP/DF, com Felipe Proenço de Oliveira, do Ministério da Saúde, e Juliana Machado, gerente de ensino técnico da ESP/DF: “A iniciativa evidencia o compromisso da escola com metodologias inovadoras de ensino e com a formação de profissionais alinhados às necessidades do sistema público de saúde” | Foto: Divulgação/Fepecs Os representantes da ESP/DF são Juliana Larissa Machado, gerente de ensino técnico, e Fabiano dos Anjos Pereira Martins, coordenador do curso técnico em enfermagem. Eles participam de atividades científicas, debates e encontros institucionais voltados para o fortalecimento das redes colaborativas e a qualificação da formação profissional em saúde. A participação da ESP/DF conta também com o trabalho “Formação técnica em enfermagem no SUS-DF: inovação pedagógica por competências e integração ensino-serviço”, que foi selecionado para apresentação na modalidade de comunicação oral. [LEIA_TAMBEM]Segundo Fabiano Martins, esse estudo apresenta a experiência de construção e consolidação do projeto pedagógico do curso técnico em enfermagem da instituição, destacando estratégias de formação por competências, integração ensino-serviço, avaliação por evidências e fortalecimento dos cenários de prática no SUS. “A iniciativa evidencia o compromisso da escola com metodologias inovadoras de ensino e com a formação de profissionais alinhados às necessidades do sistema público de saúde”, afirma. Reuniões Além da participação nas discussões e atividades do congresso, a equipe participou de um encontro com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (MS), Felipe Proenço de Oliveira, reconhecido por sua contribuição à formulação de políticas públicas. Juliana e Fabiano também se reuniram com Francisca Valda da Silva, conselheira nacional de saúde e representante da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), e com Fernanda Lou Sans Magano, presidente do Conselho Nacional de Saúde. *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)
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Carreta do programa Agora Tem Especialistas chega a Ceilândia
Os atendimentos oferecidos pela carreta do programa Agora Tem Especialistas, instalada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), começaram nesta semana. Com foco no diagnóstico precoce de doenças e a definição de tratamentos, a ação é uma iniciativa do Ministério da Saúde (MS) com o apoio da Secretaria de Saúde (SES-DF). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (de camiseta amarela), visitou as instalações do serviço móvel neste sábado | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “Essa parceria vem para somar com todos os esforços que nós já estamos fazendo para reduzir as filas de exames eletivos” Raquel Mesquita, subsecretária de Atenção Integral à Saúde Neste sábado (13), a estrutura recebeu a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de gestores da SES-DF. Totalmente estruturada com insumos, equipamentos e equipe multiprofissional, a unidade móvel de saúde oferta exames de tomografia e ultrassonografia para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) previamente agendados e encaminhados pela SES-DF. Somadas, a cada semana, serão oferecidas quase 600 vagas. Os exames de ultrassonografia são exclusivos para pacientes da Região de Saúde Oeste, que compreende Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol. “Essa parceria vem para somar com todos os esforços que nós já estamos fazendo para reduzir as filas de exames eletivos”, afirma a subsecretária de Atenção Integral à Saúde, Raquel Mesquita. Agendamentos [LEIA_TAMBEM]Os atendimentos do programa Agora Tem Especialistas no HRC tiveram início na segunda-feira (8). A previsão é que continue no local por 60 dias. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Neste sábado, foram agendados 15 pacientes. Esta é a sexta unidade móvel em operação no Distrito Federal. Nas primeiras quatro, mais de 5,7 mil pessoas foram atendidas. Outra carreta do programa, voltada para a saúde da mulher, está atualmente instalada no estacionamento do Hospital Regional do Gama (HRG). *Com informações da Secretaria de Saúde
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Mutirão amplia acesso a métodos contraceptivos e serviços de saúde na Estrutural
Moradoras da Cidade Estrutural tiveram acesso, neste sábado (13), a uma ação integrada de saúde promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com o Ministério da Saúde. A iniciativa, que segue ao longo deste final de semana, reúne diversos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), no estacionamento da UBS 1 da região, para ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo e aos cuidados preventivos. O destaque foi a disponibilização do método contraceptivo de longa duração Implanon, voltado a mulheres de 14 a 49 anos de idade. Ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a governadora Celina Leão declarou: “É uma oportunidade para a saúde das nossas mulheres e mostra a importância dessa parceria com a União em prol de quem mais precisa” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília 12 mil Total de unidades de Implanon que o Ministério da Saúde vai doar ao DF Durante o evento, a governadora Celina Leão ressaltou a importância do serviço para facilitar o planejamento familiar, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade social. “O Implanon é um sucesso”, lembrou. “Existe muita demanda, e hoje o ministro já anunciou que vai nos doar mais 12 mil unidades”, prosseguiu a chefe do Executivo. "É uma oportunidade para a saúde das nossas mulheres e mostra a importância dessa parceria com a União em prol de quem mais precisa.” O secretário da Saúde, Juracy Lacerda, enfatizou que a iniciativa integra os esforços do GDF para ampliar o acesso da população aos serviços públicos de saúde e fortalecer as ações de prevenção e promoção da saúde em diferentes regiões administrativas: “Essa ação perpassa uma iniciativa de saúde simples, pois está trazendo dignidade, autonomia e fortalecimento para muitas mulheres. A população da Estrutural tem o maior índice de gravidez na adolescência, e temos um público muito jovem, então é uma certeza que a ação hoje desenvolvida vai refletir bons números para a população”. Dignidade e independência Geovanna Marinho (E), que engravidou aos 16 anos, fez o implante: “O Implanon vai me dar três anos de tranquilidade, e eu não teria condições de pagar, porque é muito caro. Agora eu posso investir esse dinheiro em outras coisas, na minha área da beleza, e continuar correndo atrás dos meus sonhos” Mãe desde cedo, a designer de sobrancelhas Geovanna Marinho buscava um método contraceptivo de longa duração para dar continuidade ao planejamento familiar. Como o custo do Implanon na rede privada lhe seria um obstáculo, ela comemorou a oportunidade de poder se submeter ao procedimento de graça pelo SUS. “Eu engravidei com 16 anos e tive trauma da minha gravidez”, relatou. “Eu me esquecia da injeção todo mês, então isso aqui é o melhor para mim. O Implanon vai me dar três anos de tranquilidade, e eu não teria condições de pagar, porque é muito caro. Agora eu posso investir esse dinheiro em outras coisas, na minha área da beleza, e continuar correndo atrás dos meus sonhos.” “Essa ação é algo que a gente está fazendo no SUS para ampliar a dignidade e a autonomia das mulheres” Alexandre Padilha, ministro da Saúde Além da oferta do método contraceptivo, a população teve acesso a atendimentos e orientações em saúde. A operadora de caixa Kaethlen Mayara Rodrigues foi uma das mulheres que aproveitaram todos os serviços no local. “Eu achei muito legal porque faltava isso aqui na nossa cidade”, elogiou. “Além do Implanon, também fiz testes, tomei vacina e vou passar pelo dentista. Ter tudo isso perto da nossa casa ajuda muito quem precisa e nem sempre consegue se deslocar para outros lugares.” Método eficaz A rede pública de saúde do DF começou a utilizar o novo método contraceptivo no início deste ano. Foram quase 15,5 mil unidades oferecidas pelo Ministério da Saúde ao DF. De janeiro a maio de 2026, foram inseridos 6,6 mil desses implantes subdérmicos. Assim como o DIU (dispositivo intrauterino), o Implanon é classificado como contraceptivo reversível de longa duração (LARC, na sigla em inglês). [LEIA_TAMBEM]Por não depender de uso diário ou contínuo, como ocorre com anticoncepcionais orais ou injetáveis, é considerado altamente eficaz no planejamento reprodutivo. Além disso, a inserção é simples e rápida, feita por médicos e enfermeiros devidamente capacitados, apenas com anestesia local, aplicada na parte interna do braço. “Essa ação é algo que a gente está fazendo no SUS para ampliar a dignidade e a autonomia das mulheres”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “O dispositivo protege pelo menos durante três anos para o risco da gravidez, ou seja, garante o planejamento familiar e a prevenção da gravidez durante três anos. É um método muito importante, sobretudo para as mulheres mais jovens. Graças a essa decisão de incorporar ao SUS, agora a mulher pode implantar e ficar três anos segura”. População elegível Toda a população em idade fértil tem acesso aos métodos contraceptivos a partir dos atendimentos nas unidades básicas de saúde (UBSs). A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) oferece preservativos, pílulas e injeções anticoncepcionais, além de procedimento cirúrgico de esterilização permanente. Apenas os preservativos proporcionam proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Arte: Agência Saúde-DF
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Vai para a Copa do Mundo? Saiba os cuidados necessários antes de entrar no avião
A Copa do Mundo se aproxima, e muitos torcedores já estão preparando as malas para visitar um dos três países que vão sediar os jogos. Entre passagens, roteiros e camisas de time, um item indispensável deve estar nos preparativos: o cartão de vacina. Thallys Silva, enfermeiro do Ambulatório do Viajante do Hran, orienta: “Às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Viajar para outro país naturalmente envolve certo cuidado com a saúde. Como a Copa do Mundo é um evento que reúne milhões de pessoas de diferentes nacionalidades, exige atenção redobrada. A mistura e as multidões trazem maior risco na disseminação de doenças transmissíveis. “A orientação principal é atualizar o cartão de vacina na UBS [Unidade Básica de Saúde]", indica o enfermeiro Thallys Silva, do Ambulatório do Viajante do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). "Também é importante priorizar doses da tríplice viral, que engloba sarampo, caxumba e rubéola.” Sarampo O contexto global indica surtos de sarampo em todos os continentes. Em 2025, foram confirmados 248.394 casos da doença no mundo. O México soma mais de 14 mil casos desde 2025 e 36 mortes, enquanto os Estados Unidos registraram 49 surtos no ano passado. O Canadá, por sua vez, perdeu, neste ano, a certificação de país livre do sarampo. Para vacinação contra o sarampo, a orientação é procurar a UBS até 15 dias antes de viajar O Brasil, apesar do cenário, permanece como um país livre da circulação do vírus responsável pela doença — título conquistado em 2024. No entanto, em 2025, 94,7% dos casos confirmados (36 de 38) da doença ocorreram em pessoas sem histórico vacinal, o que reforça a importância da imunização como principal forma de prevenção. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, pessoas de 1 a 29 anos, além de profissionais de saúde de qualquer idade, devem receber duas doses da tríplice viral. Já os demais adultos, de 30 a 59 anos, precisam tomar uma dose. No caso do sarampo, recomenda-se procurar a UBS com antecedência mínima de 15 dias da viagem. Caso não seja possível cumprir o prazo, é importante receber a dose mesmo assim, pois ainda pode conferir proteção. Febre amarela Os viajantes devem se prevenir, ainda, contra a febre amarela, mesmo que os países que sediam a Copa (México, Canadá e Estados Unidos) não exijam o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). “Às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho”, explica Thallys Silva. “Se a escala for em um país muito rígido com o certificado, o indivíduo é deportado se não apresentar o documento”. [LEIA_TAMBEM]O esquema vacinal da febre amarela é de uma dose aos 9 meses, com reforço aos 4 anos, e a dose única, a partir dos 5 anos. Para áreas de riscos ou países que exigem o certificado, os viajantes devem tomar uma dose pelo menos dez dias antes da viagem. Para retirar o CIVP, basta acessar o aplicativo do Meu SUS Digital (Android e iOS), acessar o ícone da certificação e imprimir a guia. Salvar uma cópia no celular, de fácil acesso, também é recomendado. Todos os imunizantes inclusive o da tríplice viral e da febre amarela — estão disponíveis nas mais de 170 UBSs do Distrito Federal. Para se imunizar, basta apresentar um documento de identidade válido e com foto e, se possuir, a caderneta vacinal. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde do DF aplica mais de 340 mil vacinas contra gripe
Desde o início da campanha de vacinação deste ano, em 25 de março, o Distrito Federal já aplicou mais de 340 mil doses do imunizante contra o vírus Influenza, causador da gripe. Até o momento, a Secretaria de Saúde (SES-DF) mantém a estratégia definida pelo Ministério da Saúde e disponibiliza o imunizante a grupos prioritários. Arte: Agência Saúde-DF “Todas as vacinas recebidas são distribuídas às unidades da SES-DF e utilizadas na sua totalidade nos grupos prioritários”, explica a gerente da Rede de Frio Central, Tereza Luiza Pereira. Nessa população, estima-se que mais de 1,1 milhão de pessoas precisam da vacina contra a influenza. A meta é chegar a 90% de indivíduos protegidos. Imunizantes deste ano oferecem proteção contra três variantes do vírus Influenza Entre os principais públicos estão crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias, além de idosos a partir dos 60 anos, gestantes, puérperas até 45 dias após o parto, pessoas com comorbidades e deficiências, indígenas e quilombolas, população privada de liberdade e uma série de profissionais, como professores, caminhoneiros, policiais e militares das Forças Armadas. A vacina deste ano protege esses grupos contra três variantes do vírus: Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria). A lista dos locais de imunização está disponível no site da SES-DF. Outros vírus e medicação [LEIA_TAMBEM]A influenza não é a única causadora da chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Mulheres a partir das 28 semanas, por exemplo, devem vacinar-se contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite em recém-nascidos. O VSR é foco, ainda, do nirsevimabe, um anticorpo oferecido a bebês de até seis meses e que tenham nascido prematuros, com menos de 37 semanas de idade gestacional. Também é aplicado em crianças menores de 24 meses com comorbidades. Já os bebês que receberam o palivizumabe em 2025 e que tenham menos de 1 ano devem tomar novas doses, com foco na proteção contra o VSR. A vacinação em combate à covid-19, por sua vez, é destinada a uma série de grupos, incluindo todos os idosos a partir dos 60 anos e crianças de 6 meses a menores de 5 anos. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Chegada da influenza K reforça importância da vacinação
A confirmação da presença do vírus Influenza A (H3N2) subclado K no Distrito Federal não representou, até o momento, uma mudança no padrão dos casos de gripe no Distrito Federal. A morte de uma adolescente de 17 anos com a variante, porém, reforça a importância das vacinas para prevenir casos graves da doença e hospitalização. Rede de unidades básicas de saúde — algumas funcionam no período noturno e também aos sábados — é a principal porta de entrada para atendimento a pacientes com sintomas gripais | Foto: Sandro Araújo | Agência Saúde-DF Na rede pública, a vacinação contra a influenza, iniciada em 25 de março, já alcançou mais de 100 mil pessoas — a meta é chegar a 1,1 milhão. A imunização é gratuita e está disponível em diversas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). Este ano, a vacina protege contra três variantes do vírus. A vacina é voltada a grupos prioritários e considerados mais vulneráveis pelo Ministério da Saúde. Entre os principais públicos estão crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; idosos a partir dos 60 anos; gestantes; puérperas até 45 dias após o parto; pessoas com comorbidades e deficiências; indígenas e quilombolas; população privada de liberdade; e uma série de profissões, como professores, caminhoneiros, policiais e militares das Forças Armadas. Outros vírus e medicação A influenza não é a única causadora da chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Mulheres a partir das 28 semanas de gestação, por exemplo, devem vacinar-se contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite em recém-nascidos. Idosos a partir dos 60 anos fazem parte do grupo ao qual se destina a vacina contra covid-19 O VSR é foco, ainda, do nirsevimabe, um anticorpo oferecido a bebês de até seis meses e que tenham nascido prematuros, com menos de 37 semanas de idade gestacional. Também é aplicado em crianças menores de 24 meses com comorbidades. Já os bebês que receberam o palivizumabe em 2025 e que tenham menos de um ano devem tomar novas doses, com foco na proteção contra o VSR. A vacinação em combate à covid-19, por sua vez, é destinada a uma série de grupos, incluindo todos os idosos a partir dos 60 anos e crianças de 6 meses a menores de 5 anos. Mudança no clima Casos de síndrome respiratória no DF, de janeiro até agora, passam de 1.600 | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Entre janeiro e 14 de abril deste ano, o DF registrou 1.627 casos de SRAG, dos quais 67 foram causados pelo vírus influenza, 199 pelo VSR, 303 pelo metapneumovírus, 537 pelo rinovírus, 71 por outros vírus respiratórios e 33 por covid-19. Em 434 casos, não foi especificado o tipo de vírus, e, em dois, houve a presença de outro agente. Há ao menos 175 codetecções com vírus distintos identificados de maneira simultânea. O crescimento dos casos de março a julho ocorre, principalmente, devido ao clima mais frio e seco, que facilita a circulação de vírus e resseca as vias respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável. Também é uma época em que as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação, facilitando a transmissão. [LEIA_TAMBEM]Por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES-DF acompanha o cenário na capital, incluindo o sequenciamento genético dos vírus em circulação. Até 15 de abril, a equipe laboratorial identificou o subtipo H3N2 (clado 3C.2a1b.2a.2a.3a.1 e subclado K) em 13 amostras de vírus influenza A. Onde buscar atendimento Os sintomas da influenza K podem ser confundidos com aqueles causados por outros vírus respiratórios e até outras variantes. Em caso de sinais leves, a orientação da SES-DF é buscar uma das 183 unidades básicas de saúde (UBSs). Desse total, 66 UBSs abrem nas manhãs de sábado, das 7h às 12h, enquanto nove funcionam de segunda a sexta-feira até as 22h. Se houver sintomas mais graves, recomenda-se procurar uma das 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) ou os hospitais da rede SES-DF. O atendimento é feito por um protocolo de cores que define a gravidade do caso e o tempo de espera previsto. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Em Taguatinga, unidade móvel de saúde amplia acesso à tomografia
Em parceria com o Ministério da Saúde e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), a Secretaria de Saúde (SES-DF) inaugurou, nesta segunda-feira (6), a Unidade Móvel de Imagem. Instalada na Central de Radiologia de Taguatinga, a estrutura faz parte do programa federal Agora Tem Especialistas, que tem como focos a redução de filas e o atendimento humanizado. O objetivo é ampliar o acesso a exames de alta complexidade no Distrito Federal. Maria Conceição de Oliveira fez exame para investigar sinusite crônica: “O atendimento foi ágil e tranquilo”, relata | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “Além de aproximar o serviço da população, a unidade representa o compromisso da Secretaria de Saúde com a prevenção e com o diagnóstico precoce — ambos são pilares fundamentais para uma saúde pública mais eficiente e mais humana”, enfatiza a superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Márcia Rodrigues. O programa iniciou a distribuição escalonada de unidades móveis em outubro de 2025. Cerca de 50 carretas estão em operação em todo o Brasil, com atendimentos voltados à saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem. Atendimento [LEIA_TAMBEM]Dedicada exclusivamente à realização de tomografias computadorizadas (sem contraste e sem sedação), a unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, com capacidade para processar cerca de 80 exames por dia. O resultado fica disponível em até dois dias, acessado por um QR code entregue ao paciente após o procedimento. A tomografia computadorizada permite visualizar com precisão órgãos, ossos e tecidos do corpo. O exame auxilia no diagnóstico de diversas condições, o que aumenta as chances de tratamentos mais eficazes. Pacientes de todo o DF poderão ser atendidos, por meio de convocação da Central de Regulação Ambulatorial (Cera). Maria da Conceição de Oliveira, de 39 anos, fez exame para investigar uma sinusite crônica e gostou do atendimento: “A assistência foi rápida e tranquila. Achei a estrutura muito organizada”. Maria de Lourdes Rodrigues, 79, também foi atendida rapidamente. “Gostei de ter sido chamada tão cedo”, lembra. “Preciso desse exame para dar continuidade ao meu tratamento”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Comitê distrital reforça vigilância sobre uso de agrotóxicos no DF
O cuidado com a saúde de quem vive e trabalha no campo ganhou novo impulso no Distrito Federal. No último mês, o Comitê Distrital de Vigilância em Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos (Vispea-DF), da Secretaria de Saúde (SES-DF), realizou reunião com a equipe técnica do Ministério da Saúde para alinhar ações e fortalecer a atuação em 2026. O encontro marcou o início das atividades do comitê neste ano e teve como foco a apresentação do programa federal e orientações para o avanço da Vispea no DF. A iniciativa reuniu representantes de diversas áreas da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS) da SES-DF, além do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) e da área de assistência à saúde. [LEIA_TAMBEM]Vigilância e prevenção no território A atuação da Vispea-DF é voltada principalmente às populações que vivem em áreas rurais, mais expostas ao uso de defensivos agrícolas, seja pelo manuseio inadequado, seja pela proximidade de locais onde os produtos são aplicados. Entre as ações desenvolvidas estão o monitoramento da presença dessas substâncias na água para consumo humano e nos alimentos consumidos pela população do DF, além da produção de boletins informativos e da articulação entre diferentes áreas da saúde. De acordo com o coordenador do comitê, João Suender, o trabalho tem impacto direto na qualidade de vida dessas comunidades. “A saúde dessas pessoas importa para o SUS [Sistema Único de Saúde] e o programa visa contribuir para reduzir esses impactos na prevenção de doenças e promoção de saúde”, afirma. Além de proteger trabalhadores rurais, o comitê também acompanha possíveis efeitos dos produtos na saúde da população em geral, reforçando a importância da vigilância contínua e da integração entre setores. O boletim do Comitê Vispea-DF pode ser acessado por meio deste link. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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