Índice de Bem-Estar Urbano do Distrito Federal é atualizado
O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) atualizou o Índice de Bem-Estar Urbano do Distrito Federal (Ibeu), instrumento oficial que avalia as condições de vida e os serviços oferecidos à população urbana divulgado pela primeira vez em 2020. O indicador avalia o bem-estar coletivo em ambientes urbanos, a partir da percepção populacional, por meio de cinco dimensões — mobilidade urbana, condições ambientais urbanas, condições habitacionais urbanas, atendimento de serviços coletivos urbanos e infraestrutura urbana —, compostas por 19 indicadores derivados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada (Pdad-A) 2024, que abrange as 35 regiões administrativas do DF. Os resultados do Ibeu mostram avanços importantes na qualidade de vida da população do Distrito Federal | Foto: Agência Brasília As RAs que tiveram os melhores desempenhos foram Sudoeste/Octogonal (0,94), Lago Sul (0,91), Plano Piloto (0,91), Águas Claras (0,88) e Cruzeiro (0,86), destacando-se em mobilidade, habitacional e serviços coletivos. Já as RAs que merecem atenção, com índices menores, foram Água Quente (0,32), SCIA/Estrutural (0,41), SIA (0,47), Arapoanga (0,49) e Fercal (0,50), especialmente nos indicadores vinculados às condições ambientais, como bueiros ou bocas de lobo, e infraestrutura, como rampas de acessibilidade e a qualidade de calçadas. O item serviços coletivos apresentou os melhores resultados gerais (média acima de 0,9 em 26 RAs), graças ao alto atendimento de esgoto (94,7%) e outros serviços. De maneira geral, mesmo nas regiões com altos índices, a priorização deve estar voltada para a qualidade das calçadas e acessibilidades, além de ter um olhar especial para a drenagem e manejo das águas pluviais. “Com base nessas informações, é possível planejar o direcionamento de infraestrutura para onde há carência, transformando dado estatístico em qualidade de vida” Manoel Clementino, diretor-presidente do IPEDF Para o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino, “esse estudo traduz a complexidade do bem-estar urbano em dados práticos. Nós avaliamos cinco grandes dimensões do espaço urbano para entender as condições de infraestrutura e habitacionais do DF. Um diagnóstico facilitado das nossas RAs baseado na percepção populacional. Com base nessas informações é possível planejar o direcionamento de infraestrutura para onde há carência, transformando dado estatístico em qualidade de vida”. O secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, destaca que “os resultados do Ibeu mostram avanços importantes na qualidade de vida da população do Distrito Federal, fruto de um trabalho contínuo de planejamento e execução de obras estruturantes. Investimentos em drenagem, pavimentação, mobilidade urbana, acessibilidade e infraestrutura viária têm contribuído para tornar as cidades mais seguras, organizadas e funcionais. O levantamento nos ajuda a identificar as regiões que ainda demandam maior atenção, permitindo direcionar esforços e recursos para reduzir desigualdades e levar mais qualidade de vida a todos os moradores do DF”. A mobilidade foi um destaque entre os pontos avaliados para entrevistados em 26 RAs | Foto: Divulgação/IPEDF O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal, Marcelo Vaz, ressalta que “o Índice de Bem-Estar Urbano do Distrito Federal representa uma importante ferramenta para o planejamento e a gestão pública, pois permite avaliar, com base em evidências, as condições de vida da população e identificar desigualdades territoriais. Mais do que um indicador, o índice orienta a formulação de políticas públicas mais eficientes, contribuindo para que o desenvolvimento urbano ocorra de forma equilibrada, inclusiva e sustentável em todo o Distrito Federal”. Para o diretor de Estudos e Políticas Ambientais e Territoriais, Werner Bessa, “o Ibeu 2024 consolida o DF como referência em bem-estar urbano, destacando a excelência e a cobertura quase universal dos serviços coletivos essenciais. Com índices de atendimento superiores na maioria de suas regiões. É a capital reafirmando sua posição de destaque na qualidade de vida oferecida à população”. *Com informações do IPEDF
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Pdad Ampliada aponta que mais de 287 mil idosos do Distrito Federal estão conectados à internet
No Distrito Federal, dos 378 mil idosos que possuem algum dispositivo, 287 mil estão conectados à internet, segundo dados da última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada (Pdad-A), do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF). Pesquisa aponta que dos 378 mil idosos do DF que possuem algum dispositivo, 287 mil estão conectados à internet | Foto: Divulgação/IPEDF Entre os equipamentos mais utilizados estão os celulares, presentes em mais de 87% dos lares de idosos, seguidos pelos tablets, que correspondem a 6,3%. Já entre os dispositivos que têm acesso à internet, o smartphone/tablet é predominante no DF (98,4%), com percentual superior a 90% em todas as regiões administrativas. A novidade é que, no Distrito Federal, a conectividade por Smart TV ultrapassou a de notebooks e computadores em 11 regiões administrativas, com destaque para Águas Claras e Sudoeste/Octogonal. [LEIA_TAMBEM]Enquanto no DF 75,9% dos idosos, no total, possuem acesso à internet, esse percentual ultrapassa 90% no Sudoeste/Octogonal (93,3%), em Águas Claras (91%) e no Lago Sul (90,3%). Já as regiões com os menores índices de idosos conectados são a Fercal (54,3%) e o Varjão (57,4%). “A conectividade das pessoas idosas pode evitar o isolamento social e contribuir na criação de redes que promovem uma vida social mais ativa, além de facilitar o acesso aos serviços públicos ofertados”, observa a diretora de Estatística e Pesquisa Socioeconômica do IPEDF, Francisca Lucena. *Com informações do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF)
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