Pesquisa ouve passageiros de ônibus do DF
Pesquisadores do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) já estão circulando nos ônibus em todas as regiões do Distrito Federal. Identificados com o colete do instituto e o crachá, eles estão conversando com os passageiros durante o trajeto das linhas de ônibus. O objetivo é realizar mais de 3,5 mil entrevistas no período de 30 dias, a fim de avaliar a satisfação dos usuários do transporte público coletivo. Pesquisador do IPEDF faz entrevista durante viagem de ônibus: no total, passageiro precisa responder a 40 questões | Foto: Divulgação/Semob-DF São 40 questões a serem respondidas pelos passageiros, abordando temas como a limpeza dos coletivos, a pontualidade, o número de viagens, os pontos de paradas e a qualidade dos terminais rodoviários, entre outros. Além disso, os pesquisadores também registram as opiniões sobre o aplicativo DF no Ponto e sua usabilidade no cotidiano de quem se informa sobre o transporte por meio desse aplicativo. “Cada entrevista demora de cinco a sete minutos, em média, e são feitas obrigatoriamente embarcadas” Danilo Camargo, coordenador do grupo de pesquisas do IPEDF Danilo Camargo é coordenador do grupo de pesquisas do IPEDF e organizou o trabalho de uma equipe de sete pesquisadores que partiram de uma parada de ônibus em frente ao condomínio Mansões Entre Lagos, na DF-250, na tarde da quarta-feira (10). Cada um dos profissionais foi destinado a uma linha diferente, com destinos distintos, e ficou responsável por um número pré-estabelecido de entrevistas. Enquanto isso, outras equipes também fizeram o mesmo nas regiões de Ceilândia e do Gama. “Cada entrevista demora de cinco a sete minutos, em média, e são feitas obrigatoriamente embarcadas”, explicou Danilo. Percepção dos passageiros [LEIA_TAMBEM]Esse estudo teve início no último dia 8 de junho possibilitado por uma parceria entre o IPEDF, a Semob e Universidade do Distrito Federal (UnDF). O objetivo é identificar a percepção dos usuários sobre os diferentes aspectos do Sistema de Transporte Público Coletivo (STPC-DF). As entrevistas são realizadas todos os dias, incluindo finais de semana, especialmente entre os horários de pico e entrepico, abrangendo todas as bacias operacionais do Distrito Federal, tanto nas regiões administrativas quanto no Plano Piloto. A amostra contemplará uma quantidade representativa das linhas e dos horários da operação do sistema, nos períodos da manhã, tarde e noite. A pesquisa fará parte do Índice de Qualidade do Transporte (IQT), um indicador que permite acompanhar a percepção dos usuários e contribuir para o aprimoramento contínuo do sistema de transporte público coletivo do Distrito Federal. *Com informações da Semob-DF
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Hospital de Santa Maria eleva qualidade do atendimento materno-infantil com escuta ativa
Franciny dos Santos Silva, moradora do Pedregal, bairro do Entorno do DF, escolheu o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) para o nascimento de sua bebê desde o pré-natal. “Do início ao fim, foi muito bom. Os profissionais são educados, não tenho do que reclamar. Fui bem atendida por todos e já falei para minha irmã vir ganhar o bebê dela aqui também”, elogia. A percepção de um atendimento de qualidade não vem somente da opinião da Franciny. A direção do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que administra o HRSM, tem colhido bons resultados por meio da aplicação da Pesquisa de Experiência do Paciente. O índice de satisfação das pacientes do HRSM atingiu em maio a meta prevista para o fim deste ano | Fotos: Divulgação/HRSM Baseada na metodologia internacional Net Promoter Score (NPS), alinhada à política de humanização do instituto, a pesquisa escuta ativamente as pacientes e subsidia melhorias contínuas nos serviços prestados. O índice de NPS geral, que em março de 2025 era de 50,88%, saltou para 65,21% em abril e atingiu 71,62% em maio, resultado que posiciona a maternidade na chamada “zona de qualidade” (51% a 75%). A meta, que estava prevista para dezembro deste ano, já foi alcançada. “Este é um marco para nossa equipe”, comemora Ivonete Rodrigues, gerente da maternidade. “A pesquisa nos mostra de forma clara onde estavam os gargalos e onde já avançamos. Estamos focando em processos de trabalho, acolhimento e, principalmente, na comunicação entre todos os membros da equipe e com as pacientes. Isso tem feito toda a diferença”, explica. Metodologia e monitoramento As pacientes são ouvidas diariamente pela equipe de pesquisa do hospital A escuta das pacientes ocorre diariamente, com prioridade para aquelas em processo de alta. Em abril, 159 mulheres participaram da pesquisa. O levantamento é realizado por meio de formulário físico, QR Code e aplicação presencial realizada pelos auxiliares de humanização do IgesDF, sempre em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Além da avaliação geral, o questionário considera pontos específicos da jornada da paciente, como recepção, vigilância, acolhimento humanizado, alimentação, tempo de espera e atuação das equipes médica, multiprofissional e de enfermagem. Segundo o chefe do Núcleo de Experiência do Paciente, Leonardo Maciel, os dados são monitorados de forma contínua. “A equipe gera relatórios mensais, promove visitas técnicas para apresentação dos resultados e encaminha indicadores à alta gestão, fortalecendo a cultura de cuidado centrado no paciente”. As respostas ao NPS, especialmente os comentários abertos, permitem à gestão identificar rapidamente pontos críticos na jornada materno-infantil, viabilizando ações rápidas e direcionadas para a melhoria contínua dos processos. A superintendente do HRSM, Eliane Abreu, reforça a importância da metodologia como instrumento de gestão. “Ao oferecer um canal direto e sistematizado para expressar satisfação ou insatisfação, a unidade fortalece o vínculo com as mães e promove um ambiente de acolhimento e respeito”. Estrutura multiprofissional fortalece atendimento [LEIA_TAMBEM]A melhoria na experiência das pacientes está diretamente ligada ao fortalecimento da equipe e da estrutura assistencial. Somente no primeiro semestre de 2025, o HRSM contratou 19 ginecologistas obstetras, totalizando 74 profissionais, além do reforço nos quadros de enfermeiros e técnicos de enfermagem. Esse investimento em pessoal permitiu ampliar a capacidade de atendimento sem abrir mão da qualidade e da humanização. O cuidado à gestante e à puérpera é assegurado por uma equipe multiprofissional integrada, que inclui fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, assistentes sociais e outros especialistas. Atuando de forma colaborativa, esses profissionais oferecem suporte clínico, emocional e social em todas as etapas da internação. Os resultados alcançados recentemente mostram que o esforço da gestão tem sido positivo. Apenas no segundo trimestre de 2025, foram realizados 952 partos na unidade: 324 em abril, 331 em maio e 297 em junho. “O volume expressivo de partos reforça a necessidade de mantermos iniciativas voltadas à qualificação da assistência e ao fortalecimento do cuidado centrado na paciente”, conclui a superintendente. *Com informações do IgesDF
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