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Plano Distrital para População em Situação de Rua

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Hotel Social integra rede do GDF e leva acolhimento e segurança para pessoas em situação de rua

Inaugurado em julho pelo Governo do Distrito Federal (GDF), o primeiro Hotel Social do Distrito Federal é administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) e já ultrapassou 30 mil acolhimentos noturnos. O espaço funciona das 19h às 8h, oferece 200 vagas e recebe também os animais de estimação das pessoas acolhidas. Coordenador do Plano Distrital para a População em Situação de Rua, o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, explica que o Hotel Social integra um conjunto de ações desenvolvidas pelo GDF para permitir que as pessoas saiam das ruas com condições reais de autonomia. O espaço funciona das 19h às 8h, oferece 200 vagas e recebe também os animais de estimação das pessoas acolhidas | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo ele, a política representa uma ruptura com práticas anteriores. “Não adianta ver uma pessoa em situação de rua e apenas retirá-la dali. Tirava de um lugar e ela ia para outro. A ideia do plano distrital é dar condições para que a pessoa possa sair da rua. O êxito do programa é fazer com que ela tenha onde dormir, onde trabalhar e como reconstruir a própria vida.” Rocha destaca que o plano foi elaborado com base em estudo técnico conduzido pela Casa Civil e mais sete órgãos do governo. “Foi feito o mapeamento, o perfil dessas pessoas e o levantamento do que faltava ser oferecido. Moradia, local para ficar à noite, qualificação técnica, escola para os filhos e até local para deixar os animais de estimação”, afirma. Ele reforça que aceitar animais não foi detalhe, mas necessidade identificada. “Quando abordávamos as pessoas, muitas se recusavam a ficar em acolhimento porque não tinham onde deixar seus cachorros. Eu mesmo tenho sete. Se estivesse na rua e não tivesse onde levá-los, eu também não iria.”   Para ele, o Hotel Social cumpre exatamente esse papel. “As vagas ficam praticamente lotadas todos os dias. Já atendemos a mais de 30 mil pessoas há poucos meses. A ideia do governador é abrir outras unidades em outras regiões para que mais pessoas tenham onde dormir.” O secretário-chefe da Casa Civil também faz uma síntese da função estratégica do equipamento: “O foco não é tirar da rua. O foco é acolher. Acolher e dar condições para que as pessoas possam sair da rua.” Maicon Gonçalves é um dos acolhidos do Hotel Social Atendimento diversificado O serviço atende diferentes perfis: idosos, mulheres, crianças e pessoas em tratamento contra dependência química. Há cama, banho quente, guarda de pertences, ventiladores, jantar e café da manhã. Em novembro, o espaço ganhou também uma biblioteca comunitária, com livros para leitura e empréstimo. A unidade faz parte da rede de apoio do GDF, que inclui o Centro Pop, a concessão de passagens interestaduais para quem deseja retornar ao estado de origem, refeições gratuitas nos restaurantes comunitários, além de programas de qualificação e emprego como o RenovaDF e o QualificaDF. Dormir com segurança O Hotel Social nasceu como resposta emergencial durante a pandemia de Covid-19, quando o GDF abriu dois alojamentos provisórios para acolher pessoas em situação de rua durante o fechamento do comércio. A lotação rápida mostrou que o pernoite poderia ser porta de entrada para outros serviços. A partir dessa experiência, o edital foi lançado e, em julho, a primeira unidade passou a funcionar de forma contínua. A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, explica que o pernoite aproxima quem ainda não está pronto para ingressar em casas de acolhimento. “O pernoite melhora a adesão”, diz. Para ela, dormir em segurança abre caminho para tratamento, reconstrução de vínculos familiares, alimentação gratuita, retorno para a cidade natal e inclusão produtiva. “A assistência garante o mínimo para que a pessoa tenha dignidade e esperança.” “Na rua, já dormi e acordei sem mochila, sem chinelo, sem documento. Já sofri agressões por ser homossexual e por estar na rua. Aqui, eu consigo dormir sem medo" Maicon Gonçalves, acolhido A vida antes do Hotel Social Entre os acolhidos está Maicon Gonçalves, que veio de Goiás para estudar e trabalhar, mas não conseguiu manter aluguel e faculdade. Depois de perder o emprego, passou dois meses nas ruas de Taguatinga. “Por ficar dois meses na rua, eu peguei pneumonia e depois agravou para uma tuberculose.” Ele relata que a falta de endereço formal bloqueia qualquer chance de trabalho. “Se você está na rua, mesmo com currículo bom, não consegue emprego. Se você dá o endereço do Centro Pop ou da casa de passagem, não chamam para a vaga.” Dormir no Hotel Social mudou sua capacidade de se reorganizar. “Aqui dá para acordar, tomar banho, comer e tentar um emprego no outro dia.” Ele destaca ainda que no hotel, se sente mais seguro. “Na rua, já dormi e acordei sem mochila, sem chinelo, sem documento. Já sofri agressões por ser homossexual e por estar na rua. Aqui, eu consigo dormir sem medo.” Maicon comenta ainda sobre o atendimento humanizado do hotel. “Aqui você consegue falar e ser ouvido. Eles tratam a gente como pessoa.” Para ele, o acolhimento somado à estrutura faz toda a diferença. “A cama é quentinha, a coberta é cheirosa, tem ventilador quando esquenta, água gelada, e a comida é feita na hora.” Planos para o futuro Maicon reorganiza suas metas após recuperar a saúde. “Quero voltar para o mercado de trabalho, cuidar da minha saúde emocional e medicamentosa, e ter uma base familiar. Família pode ser quem te estende a mão.” Para ele, o Hotel Social representa uma pausa na violência e no ciclo da rua. “Muita gente deixou alguma coisa quando escolheu estar aqui dentro. Só de ter segurança e gente que te trata como pessoa, isso quebra o ciclo da rua.” Olhar individualizado e continuidade Ana Paula afirma que cada caso exige resposta diferente. “Se você tem 100 pessoas em situação de rua, você vai ter 100 histórias distintas.” A partir do pernoite, podem ocorrer encaminhamentos para tratamento, passagens interestaduais, refeições gratuitas, vagas reservadas em obras públicas, cursos de qualificação e benefício excepcional de aluguel por até seis meses. Para Gustavo Rocha, essa integração é central. “A porta de entrada é o acolhimento, mas a saída depende de trabalho. Sem emprego, as pessoas continuarão na rua. O foco é qualificar, acolher e dar condições para trabalhar.” Ele destaca que as ações já têm resultados mensuráveis. “Só nesse período empregamos mais de 200 pessoas”, afirma. Sobre a política de retorno familiar, ele acrescenta: “Em 2024, mais de mil pessoas voltaram para suas cidades de origem. Este ano já estamos perto de 800 passagens. É a pessoa que decide. É direito de ir e vir.” Rocha resume o impacto das iniciativas: “Você vê gente chorando porque conseguiu um lugar para morar e um trabalho depois de passar o ano inteiro na rua. Isso mostra que o programa está funcionando.” "Você vê gente chorando porque conseguiu um lugar para morar e um trabalho depois de passar o ano inteiro na rua. Isso mostra que o programa está funcionando" Gustavo Rocha, secretário-chefe da Casa Civil e coordenador do Plano Distrital para a População em Situação de Rua   Doações O Hotel Social recebe doações de roupas, livros e itens de higiene pessoal. As entregas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, no SAAN/SIA, Trecho 17, Conjunto 3.

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Abrigo contra o frio na Asa Sul faz mais de 2,2 mil acolhimentos em 20 dias com dignidade e conforto

Segurança e acolhimento são as palavras usadas por Ulisses Silva (nome fictício), 38 anos, para definir o abrigo provisório contra o frio, montado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) na Asa Sul, desde 22 de maio. “O abrigo está sendo uma mãe, ajudando bastante. Aqui temos a janta, o café da manhã, o banho, a dormida e apoio dos assistentes sociais”, afirma ele, que utiliza o serviço público há 11 dias consecutivos. “Aqui me sinto seguro, os funcionários acolhem a gente, são muito educados, nos tratam bem.” Mais de 2 mil atendimentos já foram feitos no abrigo provisório contra o frio, na 907 Sul, desde 22 de maio | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Ele e a esposa, a acolhida Luana Ribeiro (nome fictício), 42, souberam da iniciativa pelo Centro Pop da Asa Sul. Nascidos em São Paulo, eles estão em situação de rua desde que foram dispensados de um emprego na área rural do DF. “Na rua a gente ia passar frio, mas aqui eles dão tudo que precisamos, até roupa”, afirma ela, que recebeu um casaco da Campanha do Agasalho Solidário. O abrigo provisório contra o frio promoveu 2.224 atendimentos a pessoas em situação de rua em 20 dias de funcionamento - desde a abertura até a última quarta-feira (11). A estrutura é instalada diariamente no ginásio do Centro Integrado de Educação Física (Cief), na 907 Sul, com funcionamento das 19h30 às 6h. Do total de assistências, 337 são referentes às pessoas com deficiência (PcD), 67 a mulheres, 20 a mulheres transexuais, 12 a crianças e adolescentes e 67 a animais de estimação, enquanto o número de homens acolhidos chega a 1.337. Além disso, em 12 dias de atividade houve o preenchimento de todas as vagas disponíveis. O espaço é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), conforme previsto no Plano Distrital para População em Situação de Rua, coordenado pela Casa Civil. Outros locais serão abertos conforme a demanda. Em 2024, os abrigos temporários foram instalados no Plano Piloto, no Gama e em Ceilândia, com atendimento de mais de 8 mil pessoas. O inverno começa no DF, oficialmente, apenas no dia 20 deste mês. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, na última segunda-feira (9), um alerta amarelo de leve risco à saúde devido ao declínio de temperatura em 15 unidades da federação. No DF, a temperatura poderá variar e cair entre 3º C e 5º C, com registro de 21º C a 23º C nos próximos dias. “Abrir o abrigo provisório antes mesmo do início oficial do inverno foi uma medida necessária diante da queda brusca de temperatura. Essas mais de 2 mil pessoas em situação de rua foram acolhidas com segurança, alimentação, banho quente e estrutura adequada”, enfatiza o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. “Temos articulado esse esforço com os demais órgãos do GDF para garantir uma resposta rápida, eficiente e sensível às necessidades de quem mais precisa. É assim que reafirmamos o papel de um governo presente e comprometido com a dignidade de todos.” Bem-estar "O pernoite vem para a proteção social das pessoas que nesse momento se encontram em maior situação de vulnerabilidade", afirma Raqueline Neves No local, os abrigados têm acesso a duas refeições (café da manhã e jantar), colchões e cobertores limpos para dormir, banho quente, kit higiene e casacos fornecidos pela Campanha do Agasalho Solidário, iniciativa da Chefia-Executiva de Políticas Sociais idealizada pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. Também são oferecidos atendimentos socioassistenciais e foram montadas duas tendas da Defesa Civil para crianças e mulheres. A subsecretária substituta de Assistência Social da Sedes, Raqueline Neves, explica o processo de acolhimento: “As pessoas que chegam aqui são cadastradas no nosso sistema e, depois, recebem um kit de higiene para o banho quente. Também são oferecidos alimentação e agasalho, além de atendimento socioassistencial.” [LEIA_TAMBEM]Segundo Neves, o objetivo é oferecer, de fato, segurança e conforto à esta população. “O pernoite é uma meta do Plano de Ação para a População em Situação de Rua, que tem a oferta de diversas políticas, incluindo a assistência. Dentro disso, o pernoite vem para a proteção social das pessoas que nesse momento se encontram em maior situação de vulnerabilidade.” Agasalho Solidário Lançada em 8 de maio, a 6ª edição da Campanha do Agasalho Solidário segue até 17 de julho para reforçar o apoio a famílias em situação de vulnerabilidade social. Cerca de 4 mil itens já foram arrecadados até o momento, dos quais uma parte foi entregue em ações no Sol Nascente, Pôr do Sol, Estrutural e Santa Maria. Casacos, mantas, meias, toucas, gorros e calçados em bom estado, para todas as idades e públicos, podem ser entregues em pontos de coleta dos órgãos do GDF. O ideal é que os itens estejam em sacos plásticos transparentes, com identificação do tipo, tamanho e público da peça, para facilitar a triagem e distribuição. Os pontos de coleta estão distribuídos em locais estratégicos, como o Palácio do Buriti e o Anexo, secretarias, administrações regionais, órgãos e entidades públicas. Para mais informações, acesse as redes sociais da Chefia-Executiva de Políticas Sociais ou entre em contato pelo WhatsApp (61) 99195-4079.

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Abrigo contra o frio na Asa Sul oferece 110 vagas para pessoas em situação de rua 

O Governo do Distrito Federal (GDF) abriu um abrigo provisório contra o frio para pessoas em situação de rua na Asa Sul, nesta quinta-feira (22). Com capacidade máxima para 110 pessoas, a estrutura estará disponível de domingo a domingo, das 19h30 às 6h, no ginásio do Centro Integrado de Educação Física (Cief), na 907 Sul.  A medida é promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), conforme previsto no Plano Distrital para População em Situação de Rua, coordenado pela Casa Civil. Com apoio de outros órgãos do GDF, o objetivo é oferecer conforto e segurança para os cidadãos que mais precisam. Nesta semana, a capital registrou a temperatura mais fria do ano por duas vezes consecutivas, quando os termômetros marcaram 11,9ºC. Nesta semana, a capital registrou a temperatura mais fria do ano por duas vezes consecutivas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília No local, serão ofertadas duas refeições (café da manhã e jantar), colchões e cobertores limpos para dormir, banho quente, kit higiene e casacos fornecidos pela Campanha do Agasalho Solidário, iniciativa da Chefia-Executiva de Políticas Sociais idealizada pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. Também haverá promoção de atendimento socioassistencial e estarão disponíveis duas tendas da Defesa Civil para crianças e mulheres. Os portões do abrigo fecham às 22h ou conforme lotação.   “Estamos proporcionando o mínimo de dignidade para essas pessoas: uma noite quente, uma alimentação adequada. O GDF se preocupa com a população em situação de rua. Enquanto houver gente precisando, estaremos aqui para prestar todo o apoio necessário”, enfatiza a secretária adjunta de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo.  A ideia é que outras regiões administrativas também tenham abrigos contra o frio Outros abrigos serão abertos conforme a demanda analisada pela Sedes. “Nos anos passados, abrimos em algumas outras regiões administrativas e vamos seguir a mesma estratégia esse ano. A nossa ideia é permanecer o tempo que for necessário, sem prazo para fechar. Enquanto o frio perdurar, estaremos aqui”, defende Canhedo. Em 2024, os abrigos temporários foram instalados no Plano Piloto, no Gama e em Ceilândia, com atendimento de mais de 8 mil pessoas.  Guilherme: "Muita gente não tem cobertor, não tem uma estrutura para estar na rua, então esse lugar veio bem a calhar mesmo" O banho quente, a janta e o local seguro para dormir foram elogiados por Guilherme, 33 anos. “Não é viável ficar na rua nesse momento, ainda mais com o frio que está fazendo. Muita gente não tem cobertor, não tem uma estrutura para estar na rua, então esse lugar veio bem a calhar mesmo”, contou ele, que ficou sabendo do abrigo no Centro Pop da Asa Sul.  Agasalho Solidário  Lançada no dia 8 deste mês, a 6ª edição da Campanha do Agasalho Solidário segue até 17 de julho de 2025 para reforçar o apoio a famílias em situação de vulnerabilidade social. A meta deste ano é superar a média das edições anteriores, que arrecadaram cerca de 10 mil itens cada. [LEIA_TAMBEM]Casacos, mantas, meias, toucas, gorros e calçados em bom estado, para todas as idades e públicos, podem ser entregues em pontos de coleta dos órgãos do GDF. O ideal é que os itens estejam em sacos plásticos transparentes, com identificação do tipo, tamanho e público da peça, para facilitar a triagem e distribuição. Os pontos de coleta estão distribuídos em locais estratégicos, como o Palácio e Anexo do Buriti, secretarias, administrações regionais, órgãos e entidades públicas. Para mais informações, acesse as redes sociais da Chefia-Executiva de Políticas Sociais ou entre em contato pelo WhatsApp (61) 99195-4079.

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