Trânsito será alterado para o Réveillon na Prainha e no Pontão do Lago Sul
Os festejos da virada do ano na Prainha (Praça dos Orixás) e no Pontão do Lago Sul vão impactar o trânsito nas vias de acesso aos locais dos eventos, próximo à Ponte Honestino Guimarães. Para garantir um trânsito seguro aos participantes dos shows programados, o Departamento de Trânsito (Detran-DF) fará intervenções nas vias e controle de tráfego no Lago Sul das 14h desta terça-feira (30) até a madrugada de quinta (1º/1). Praça dos Orixás Imagens: Detran-DF Nas duas noites de shows na Prainha, serão montados dois pontos de controle de trânsito (PCTrans) nos acessos à Praça dos Orixás provenientes da Ponte Honestino Guimarães e da via L4 Sul. Além de impedir o acesso de veículos, os agentes farão o controle do tráfego, auxiliando os pedestres nas travessias e coibindo irregularidades de trânsito que comprometam a fluidez e a segurança viária, como estacionamento irregular e direção sob influência de álcool, por exemplo. Os agentes atuarão a partir das 14h desta terça-feira às 3h de quarta em pontos de demonstração e patrulhamentos; das 14h de quarta às 3h de quinta no controle do tráfego e das 3h às 15h de quinta com patrulhamentos. Pontão do Lago [LEIA_TAMBEM]Das 16h desta quarta às 4h de quinta, será permitido estacionar ao longo do acostamento da via sentido Lago Sul, logo após a Ponte Honestino Guimarães. Já no canteiro central, o estacionamento está proibido, e quem desobedecer à sinalização estará sujeito a multas e remoção do veículo. Os agentes também implantarão duas travessias de pedestres e sinalizarão a entrada e a saída do Pontão do Lago Sul com cercas que direcionam o fluxo de veículos, a fim de evitar formação de fila dupla. O objetivo é garantir a segurança dos participantes sem comprometer o fluxo de veículos nas imediações do evento. Para orientar os motoristas, haverá painéis de mensagens com informações sobre onde é permitido e onde é proibido estacionar. As ações de trânsito no entorno do Pontão do Lago Sul ficarão sob responsabilidade do Detran-DF com apoio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e do 5º Batalhão de Polícia Militar. O Detran-DF implantará a sinalização e os obstáculos físicos viários na via em frente ao Pontão do Lago Sul, enquanto a PMDF atuará na segurança, controle do trânsito e travessia de pedestres na via em frente ao Pontão do Lago Sul. O DER-DF ficará responsável pela sinalização e controle de tráfego nas rodovias distritais sob sua responsabilidade (DFs 004 e 025). *Com informações do Detran-DF
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#TBT: a trajetória de luta e conquista da Praça dos Orixás
Construída na década de 1990, a Praça dos Orixás fica localizada às margens do Lago Paranoá, ao lado da Ponte Honestino Guimarães. Mas, antes mesmo de a praça ter as 16 esculturas de 1,5 m de altura que a caracterizam ou até mesmo um piso, a população já manifestava fé no espaço, ponto de encontro e referência das práticas religiosas de matriz africana. A Agência Brasília transporta você à antiga “prainha”, relembrando a história da Praça dos Orixás em mais uma matéria da série especial #TBTdoDF, que utiliza a sigla em inglês de Throwback Thursday (na tradução livre, quinta-feira de retrocesso) para relembrar fatos marcantes da nossa cidade. Patrimônio público A Praça dos Orixás une turismo e fé desde 1963, quando começou a ser frequentada pelos brasilienses | Foto: Divulgação/ Arquivo Público A Praça dos Orixás e a Festa de Iemanjá foram declaradas patrimônios materiais e imateriais do Distrito Federal, por decisão do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do DF (Condepac), sendo incluídas no Livro dos Lugares e no Livro das Celebrações, resguardados pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec). Também amparada pela Secretaria de Turismo do DF (setur-DF), a Praça dos Orixás abriga outra festa tradicional, além da queima de fogos de Réveillon, sendo um dos pontos mais procurados em fevereiro para a Festa de Iemanjá. Por mês, mais de 100 pessoas passam pelo local. “A praça é mais um dos vários pontos turísticos da nossa cidade que representam a diversidade cultural e religiosa de Brasília” Cristiano Araújo, secretário de Turismo “A Prainha dos Orixás é um importante espaço de referência e expressão da cultura afro-brasileira em Brasília. A praça é mais um dos vários pontos turísticos da nossa cidade que representam a diversidade cultural e religiosa de Brasília”, ressalta o secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo. Resistência A guia de turismo Bianca D’ya passa pela praça constantemente com o Tour Brasília Negra, que engloba locais importantes para a cultura afro presente no DF. Ela afirma que já levou 200 pessoas para conhecer o local. “A praça é um local para expandir o conhecimento cultural. O ensinamento que ela traz é muito interessante, com ideias que podemos colocar no dia a dia, conhecer, abrir o coração para vivenciar aquele espaço. Também é um local de lazer para a sociedade que tem a fé no candomblé e na umbanda”, frisa. A Praça dos Orixás e a Festa de Iemanjá foram declaradas patrimônios materiais e imateriais do Distrito Federal | Foto: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília Frequentado desde 1963, o local era conhecido como Praça de Iemanjá nos anos 2000. Em 2006, a praça foi vandalizada, caso de intolerância religiosa que se repetiu anos depois. No ano de 2009, foi restaurada e reinaugurada. Contudo, em 2016 a estátua de Oxalá foi consumida por chamas; desde então, o local sofre ataques e depredações, mesmo com as restaurações feitas por meio de um trabalho conjunto entre a Segur-DF e a Secec-DF. O Distrito Federal conta com uma delegacia especializada para combater casos de intolerância religiosa, a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decrin), criada após diversos ataques a terreiros de candomblé, que sofreram incêndios criminosos. A praça tem a representação de 16 orixás | Foto: Divulgação/ Arquivo Público do DF No começo de fevereiro deste ano, uma equipe de segurança foi designada para a guarita recém-reformada que fica na Praça dos Orixás. Bianca afirma que a presença de vigias podem coibir os vandalismos que existem na região. Resgate ancestral A sacerdotisa Iya Darilene Ayra, 60, recorda-se de frequentar a Praça dos Orixás quando o local ainda era apenas uma prainha. Há 48 anos no candomblé, ela conta que no começo a população levava as próprias lonas, pois o lugar era só terra. “Nos viramos com fé e amor, que é a motivação da nossa religião”, destaca. “Temos um cantinho que significa a honra e luta de nossos ancestrais, além de ser culturalmente um respeito dos governantes para que se mostre na prática que o Brasil é um país laico” Iya Darilene Ayra, sacerdotisa Atualmente, com infraestrutura e as estátuas, a praça é um ponto muito popular, já tendo reunido mais de 10 mil pessoas para comemorar a virada de ano. Para Darilene, é um lugar a ser visto com carinho, além de conter uma energia consagrada que as pessoas aproveitam para fazer oferendas e preces. “Temos um cantinho que significa a honra e luta de nossos ancestrais, além de ser culturalmente um [ato de] respeito dos governantes para que se mostre na prática que [o Brasil] é um país laico, para que possamos, ao encontro dos tambores, rezar e louvar naquele pedacinho sem sermos coagidos ou atacados”, declara Iya Darilene. Cada dia, um Orixá O candomblé é uma religião de matriz africana cujas divindades máximas são os oxalás – cada um representando personificação da natureza ou, ainda, um povo ou nação. Os maiores destaques da Praça dos Orixás são as 16 estátuas de divindades africanas, feitas de fibra de vidro e assinadas por Tatti Moreno, falecido em 2023. Dos mais de 400 orixás presentes na mitologia iorubá, somente alguns são cultuados no Brasil. Entre eles, os 16 representados pelas estátuas na Praça dos Orixás: Exu, Oxalá, Ogum, Oxóssi, Oxum, Oxumaré, Xangô, Iansã, Iemanjá, Nanã, Omolu, Logunedé, Obá, Ossain, Yewá e Ibeji. Cada dia da semana é dedicado a um orixá diferente.
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Empresas já podem começar os estudos para a reforma e gestão da Prainha
Foi publicada nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) a autorização para que duas empresas desenvolvam estudos de modelagem técnica para revitalização e gestão da Prainha Norte. A RNGD Consultoria de Negócios Ltda e o consórcio 2M Participações –formado pelas empresas B&M Participações Ltda, Ibiza Construtora Ltda e TRB Construtora Eirelli-ME – têm até 19 de novembro deste ano para entregar o projeto. “Essa é uma parceria que vai trazer melhorias para a população sem que haja cobrança para quem frequentar o local; e, além disso, vai diminuir custos para o Distrito Federal”, esclareceu o secretário de Projetos Especiais, Roberto Andrade. Um dos problemas enfrentados atualmente no local é a falta de estacionamentos. Os frequentadores usam o acostamento da via para estacionar os carros | Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília A proposta de Parceria Público-Privada (PPP) é que a vencedora da licitação explore a área comercial e, em troca, garanta investimentos e a preservação ambiental do local, que inclui a fauna e a água do lago. No local há quiosques com serviço de bar e restaurante, uma quadra de vôlei, campo de futebol, dois banheiros e pista de corrida e caminhada. Melhorias A Praia Norte é localizada no Setor de Mansões do Lago Norte e atende aos moradores do Lago Norte, Itapoã, Varjão e Paranoá, além de receber visitantes diariamente em busca de atividades esportivas. No entanto, a área possui diversas carências de condições de acessibilidade, conforto e segurança. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Um dos problemas enfrentados atualmente no local é a falta de estacionamentos. Os frequentadores usam o acostamento da via para estacionar os carros. Mas, na proposta, há uma área com cerca de 18.300 m2, localizada do lado oposto à Prainha, destinada a estacionamento público e construção de passarela para que haja segurança na travessia. Na parte da Prainha, o projeto prevê o cercamento para controle do acesso, mas sem cobrança de ingresso. A medida dará mais segurança aos frequentadores e impedirá um dos grandes problemas, que é a invasão do espaço pelos carros com som alto, churrascos e fogueiras à beira do lago. Confira, na arte, abaixo, as obras previstas no projeto. * Com informações da Secretaria de Projetos Especiais
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Projetos vão potencializar turismo náutico e gastronômico no DF
O morador de Brasília já sabe que o Lago Paranoá é o maior lago artificial urbano do mundo e dono de uma beleza exuberante. Para aproveitar todo esse potencial e compartilhar a experiência com turistas de todo o país, surge o projeto de um complexo náutico e gastronômico a ser construído aos pés da Ponte do Bragueto. [Olho texto=”“É uma combinação de ações que tem um objetivo só: estruturar a nossa cidade, capital de todos os brasileiros, por meio do turismo náutico, pelas experiências que um lago como o nosso Paranoá pode oferecer” ” assinatura=”Vanessa Mendonça, secretária de Turismo” esquerda_direita_centro=”direita”] No lado do Plano Piloto, sob a ponte, já há um chamamento público para que empresas desenvolvam estudos de modelagem técnica, econônmico-financeira e jurídica visando à construção de um polo gastronômico e de lazer. A proposta é que seja por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). Já do lado do Lago Norte, a meta é a reforma do Deck Norte, por meio do programa Adote Uma Praça, desenvolvido pela Secretaria de Projetos Especiais (Sepe). Na tarde de quinta-feira (20), representantes da Sepe, da Secretaria Turismo (Setur), da Administração do Lago Norte, do Ministério do Turismo e da Embratur, além da atleta do remo Andréa Pontes, fizeram uma visita técnica ao Parque Vivencial II, no Deck Norte, para conhecer o local. A titular da Setur, Vanessa Mendonça, ressaltou que o empreendimento faz parte do propósito do governo de potencializar o turismo de Brasília e consolidar a capital como roteiro nacional e internacional. “É uma combinação de ações que tem um objetivo só: estruturar a nossa cidade, capital de todos os brasileiros, por meio do turismo náutico, pelas experiências que um lago como o nosso Paranoá pode oferecer; por meio do turismo gastronômico, pelo turismo de contemplação, pelos passeios e pela pesca”, declarou. Os empreendimentos O projeto sob a Ponte do Bragueto prevê a construção de um novo polo turístico com capacidade de abrigar shows, eventos e manifestações culturais em geral. O polo gastronômico terá restaurantes, cafés, sorveterias, tudo construído em estruturas de madeira palafitadas sobre o Lago Paranoá. Contará ainda com estruturas de ciclovia, estacionamento, deque, mezanino e passarela. O espaço terá soluções de mobilidade urbana, por via terrestre e náutica, e também vai atender as normas de acessibilidade para pessoas com deficiência. [Olho texto=”“Vamos transformar um lugar subaproveitado em um polo turístico nunca visto antes na cidade” ” assinatura=”Marcelo Ferreira, administrador do Lago Norte” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O administrador do Lago Norte, Marcelo Ferreira, acredita que a construção do complexo gastronômico vai ser um grande marco na história do Distrito Federal. “Vamos transformar um lugar subaproveitado em um polo turístico nunca visto antes na cidade”, comemorou. A atleta Andréa Pontes também vê o complexo gastronômico como um empreendimento de integração entre as duas áreas subutilizadas, conjunto que inclui o Parque Vivencial e a orla norte do Lago Paranoá. “A reforma do Parque Vivencial vai ser um case internacional e um modelo de parque acessível”, avaliou. “Agregar o complexo ao parque deixa o sonho ainda maior em prol da acessibilidade e integração de pessoas com deficiência”. Parcerias Responsável pelos projetos do GDF executados por meio de PPPs, o secretário de Projetos Especiais, Roberto Andrade, explicou que a Sepe já iniciou o processo para o polo gastronômico. “Já estamos trabalhando no rito desse projeto que tem o apoio da Setur”, relatou. “Estamos na fase de receber a documentação das empresas interessadas em desenvolver os estudos de modelagem de negócio para a área. E a ideia é que haja uma integração entre o polo e o parque no Deck Norte, para criarmos um grande espaço para a população de todo o Distrito Federal e também para os turistas que visitam a capital”. Também presente à visita, a chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo do Ministério do Turismo, Débora Barboza, vê no empreendimento um enorme potencial para colocar Brasília no roteiro nacional de atrativos turísticos. “Será possível casar o turismo náutico, o turismo gastronômico, o turismo de aventura, o turismo de experiência e o turismo de contemplação em um único lugar”, reforçou. O coordenador especial de Turismo Náutico da Embratur, Gentil Venâncio, explicou que, por orientação do Ministro do Turismo, Gilson Machado, a Embratur vai iniciar, em agosto, a preparação de destinos e potenciais produtos turísticos, e Brasília está dentro desse mapeamento. “A obra vai contribuir para potencializar Brasília para além do turismo monumental e do turismo cívico-administrativo, mostrando as belezas e novas rotas para o turista nacional e internacional”, detalhou. “Esse projeto é importante para alavancar o turismo no lado norte da cidade, e a Embratur vibra com a iniciativa”. Outros projetos Além desses dois projetos, há mais dois em andamento para a região do Lago Norte: o da Prainha Norte e o da marina pública. Ambos já estão tramitando na Sepe e serão viabilizados por meio de PPPs. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A proposta da Prainha consiste no cercamento de uma parte que fica na Estrada Parque Paranoá (EPPR), DF-005, próximo à MI 6 do Lago Norte, e no controle do acesso, mas sem cobrança de ingresso. A medida dará mais segurança aos frequentadores e impedirá um dos grandes problemas, que é a invasão do espaço pelos carros com som alto, churrascos e fogueiras à beira do lago. A implantação das marinas públicas, uma no Lago Sul e outra no Lago Norte, se dará por meio de concessão das áreas para gestão, operação e manutenção, além da infraestrutura necessária para o funcionamento dos espaços. Esses locais vão contar com edificação de suporte para as atividades da marina, com área molhada, vagas secas, atracadouro, rampa para barcos, áreas esportiva e social, restaurantes, área logística, oficina, estacionamento, ponte de pedestres compartilhada com ciclistas, playground, quiosques para lanchonete e sanitários, entre outras estruturas. *Com informações da Setur
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Festa na Praça dos Orixás com religiosidade e música
Um réveillon que mostrou a força da cultura afrodescendente representada pela religiosidade e pelo samba marcou a virada do ano na Praça dos Orixás. O público que passou pela Prainha, teve como ponto culminante o show de Dudu Nobre depois de queima de fogos à meia noite. “Esta é uma festa religiosa. Somos nós, dos terreiros de umbanda e candomblé, que lhe damos essa energia. Sambistas e pagodeiros, como Dudu Nobre, têm em seus repertórios músicas de macumba”, sustentou o presidente da Federação de Umbanda e Candomblé do DF e Entorno, Rafael Moreira. Foto: Secretaria de Cultura/Divulgação As apresentações musicais, muitas delas de grupos afrodescendentes e de cunho religioso, alternaram-se com manifestações de 14 terreiros em nove tendas armadas na orla como a Tenda Espírita Vovô Pedro de Angola, do Gama, e Ilê Asé Obá Oju Inã, de Luziânia. O advogado Vinícius Resende veio de Formosa (GO) para participar das cerimônias religiosas na Prainha. De filá (chapéu de ritual) na cabeça, disse que a Prainha tem uma energia de força que não pode ser diminuída pelos atos de vandalismo e práticas desrespeitosas para com os cultos originários da África. “O preconceito é sempre fruto da ignorância. Demonizam Xangô, com seu machado, e idolatram Thor, o herói Marvel com seu martelo, que vem da cultura nórdica. No fundo é tudo a mesma coisa. Sincretismo, história”, ensina. Ele professa um ramo da religião iorubá, base para o candomblé e a umbanda. Antes do Cortejo de Iemanjá, que teve a participação em seu início do secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Bartolomeu Rodrigues, o grupo Surdudum mostrou, com uma apresentação de 42 minutos no palco principal, que o evento da Prainha é exemplo de inclusão. A criadora do grupo, a fonoaudióloga e professora da rede pública do DF Ana Soares, disse que teve a ideia de formar a banda de percussão há 25 anos ao dar aulas para alunos com deficiência auditiva. Na apresentação de ontem, 13 integrantes, sete dos quais surdos, colocaram o público para sambar. Uma festa religiosa combinando rituais de adoração, música e convivência pacífica. Se o réveillon de 2020 precisar de uma referência de ano novo, há muito a aprender com a Praça dos Orixás, cartão postal de Brasília já no ano do sexagenário. A Praça dos Orixás foi transformada em Patrimônio Cultural Imaterial do DF em 2018 junto com a Festa de Iemanjá. * Com informacões da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec)
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Governador em exercício participa das festividades
O governador em exercício, Paco Britto, participou das comemorações do réveillon e confraternizou diretamente com o público | Fotos: Acácio Pinheiro / Agência Brasília A virada de ano que marca o início das comemorações para o aniversário de seis décadas de Brasília foi acompanhada de perto pelo governador em exercício, Paco Britto. No último dia de 2019, ele circulou pelas festividades que celebraram a chegada de 2020. Deu início à programação na Praça dos Orixás, acompanhou uma missa na Catedral Metropolitana de Brasília e encerrou a programação do ano na Esplanada dos Ministérios onde o público aguardava o cantor sertanejo Luan Santana. “Essa festa representa a virada da transformação na prosperidade, na esperança de uma Brasília e um Distrito Federal melhores”, disse. Com programação multicultural, os eventos levaram religiosidade, sertanejo, pop rock, samba, cultura popular, hip hop, samba e pagode para a cidade, com a tradicional queima de fogos de aproximadamente 15 minutos. Paco Britto também marcou presença na última missa do ano na Catedral Metropolitana de Brasília Ao lado do governador em exercício, o secretário de Cultura e Economia Criativa (Secec), Bartolomeu Rodrigues, circulou pela Praça dos Orixás no início da noite. No palco, ele celebrou a “maior e mais completa festa já realizada nesta prainha”. “Isso reflete o respeito que o GDF tem por todas as religiões. O Estado é laico, Brasília é a capital de todos os brasileiros e de todas as religiões”, discursou ao abrir a programação musical da Prainha. Na ocasião, Paco Britto afirmou que as imagens da Praça do Orixás serão revitalizadas com recursos de emenda parlamentar e desejou “muito axé” a todos. De acordo com o titular da Secec, que comandou os eventos da virada, cerca de R$ 3 milhões foram aplicados, mas o balanço final será feito após as festividades. “Não é gasto, é investimento. Muito se move na economia quando fazemos um evento nessa magnitude. Precisamos entrar com o pé direito nos 60 anos de Brasília”. O governador em exercício ainda participou da última missa do ano na Catedral Metropolitana de Brasília. Acompanhado da esposa, Ana Paula Hoff, e dos filhos, Catharina, Cristiano e Flávio, ele foi recebido pelo cardeal Dom Sérgio da Rocha, e fez a primeira leitura da liturgia.
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Oferendas a orixás dominam manhã de sol na Prainha
Fotso: Ludimila Barbosa / Secec Centenas de pessoas estiveram na Praça dos Orixás, no Setor de Clubes Esportivos Sul, na manhã desta terça-feira (31), para fazer oferendas e participar de rituais em devoção aos “santos de cabeça” escolhidos entre as 15 divindades representadas por estátuas na Prainha, como o local é mais conhecido pela população do Distrito Federal. O ano de 2020 será regido por Xangô, por começar numa quarta-feira. “Será um ano melhor, com mais dinheiro e menos injustiça”, prevê a médium Railene Braz Taufer, moradora do Guará e frequentadora do espaço de culto de religiões afrodescendentes. Patrimônio cultural A Praça dos Orixás tornou-se Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal em registro instituído pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do DF que inclui também a festa de Iemanjá. A Prainha está pronta para a festa de réveillon, enriquecida com a programação que, elaborada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), também contempla a Esplanada dos Ministérios. A advogada Bárbara Leite, de Belo Horizonte (MG), radicada na capital federal, visita a Praça dos Orixás na virada, mas também em outras ocasiões durante o ano. Filha de Iemanjá e afilhada de Oxóssi, costuma acender velas para seus orixás. “Ainda há muito preconceito contra candomblé e umbanda”, reclama. Religiosidade A estudante de geografia da Universidade de Brasília (UnB) Bianca de Matos foi à Prainha pela manhã e fez anotações que vão compor seu trabalho de conclusão de curso (TCC). Ainda em estágio inicial, o trabalho deve ter como recorte teórico as formas de ocupação do local, assunto em que a religiosidade desponta. “Minha mãe veio da Bahia, e tenho muitos familiares praticantes de umbanda”, conta Bianca, moradora do Sobradinho, um dos locais com maior presença de terreiros, segundo levantamento feito pela Fundação Palmares em parceria com o antigo Ministério da Cultura e a UnB. No DF há 330 terreiros, com Ceilândia e Planaltina liderando o ranking em número de locais dedicados aos cultos desse segmento. Confira mais imagens da manhã desta terça-feira na Praça dos Orixás. * Com informações da Secec
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Confira a programação do Réveillon 2020
Tradicionalmente conhecida como uma das principais festas em celebração ao Ano Novo, a virada em Brasília acontece em clima de contagem regressiva para os 60 anos da capital federal. Para este ano, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) preparou uma programação diversificada, com muito sertanejo, pop rock, samba, cultura popular, hip hop, samba e pagode. Os palcos montados na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Orixás (Prainha) terão uma programação com foco na valorização da produção artística local, com o objetivo de mostrar ao público que a capital tem opções diversas e de qualidade. Neste ano a Secec selecionou os artistas locais por meio de chamamento público. De acordo com o edital, artistas e bandas selecionados receberão R$ 15 mil por apresentação, cabendo aos DJs R$ 2 mil e aos apresentadores R$ 1,5 mil. As atrações principais são o show sertanejo de Luan Santana, no palco da Esplanada, e o do sambista Dudu Nobre, na Praça dos Orixás. A festa também terá a tradicional queima de fogos, que acontece simultaneamente nos dois palcos da Secec. O show pirotécnico deve ter duração aproximada de 15 minutos e será sincronizado com música. VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA: Esplanada dos Ministérios Bella Donna – show 20h40 a 21h40; Bloco Eduardo e Mônica – show 21h50 a 22h50; Luan Santana – Show 23h20 a 0h30; Miguel Santos – show 1h10 a 2h; Praça dos Orixás/ Prainha 8h – Feira Cultural e Afro Gastronômica 18h – Apresentação Cultural 19h Grupo Surdudum 20h – Cortejo religioso 20:15 – Toque Angola 20:30 – Toque Jêje 20:45 – Grupo Sensação Paraense 21:10 – Toque Umbanda 22h – Grupo Irmãos de Curimba 22:20 – Toque de Ketu 23:10 – Grupo Malé Debalé ao chão acompanhado de cortejo religioso 23:40 – Entrega Balaio nas Águas 23:59 – Queima de fogos 00:10 – Toque Exú e Pomba Gira 00:30 – Grupo Malé Debalé no Palco 1h – Show Dudu Nobre 2h – Grupo Samba e Magia 3h – Kika Ribeiro 4h- Grupo Coisa Nossa * Com informações da Secretaria de Cultura
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Festas de ano-novo recebem os preparativos finais
As estruturas para os shows da virada, tanto no estacionamento do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha quanto na Praça dos Orixás – mais conhecida como Prainha –, estarão prontas até domingo (30). As estruturas para os shows da virada, tanto no estacionamento do Estádio Mané Garrincha quanto na Praça dos Orixás – mais conhecida como Prainha –, estarão prontas até domingo (30). Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília O trabalho começou logo após o Natal e segue initerruptamente, mesmo com as chuvas. Além dos palcos, haverá grades de isolamento, iluminação, tendas e camarins para os artistas. No estádio, a festa começa às 18 horas no palco armado no estacionamento, com os shows dos artistas locais, escolhidos por chamamento público, e das duas atrações nacionais: a cantora sertaneja Naiara Azevedo e o rapper paulista Emicida. Na Prainha, a celebração de virada de ano tem início às 20 horas e se encerra com a apresentação do grupo baiano Ilê Aiyê, primeiro bloco afro de carnaval do País, em atividade há quatro décadas. A estimativa de investimento para toda a festividade se mantém a mesma do ano passado: R$ 2 milhões — R$ 500 mil para contratação de artistas e R$ 1,5 milhão para a estrutura do evento. Segurança prepara esquema especial de atuação As forças de segurança do Distrito Federal, com o apoio do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, serão responsáveis pelo esquema de segurança das festas públicas do réveillon. O planejamento e a execução do policiamento ostensivo ficarão por conta da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), com foco nos locais com maior concentração de pessoas, para preservar a ordem pública. Os estacionamentos terão apoio de unidades especializadas, como Cavalaria, BPChoque e Rotam. Segundo as regras da secretaria, haverá reforço de segurança privada nos eventos particulares. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Durante o réveillon, as Delegacias da Polícia Civil funcionarão em esquema de plantão, com o apoio da Delegacia Eletrônica, das Centrais de Flagrante e do telefone 197 (disque denúncia), que funcionam 24 horas. Na segunda-feira (31), haverá expediente das 8 às 14 horas em todas as unidades da Polícia Civil. A partir de 2 de janeiro, elas retornam ao horário normal. O Corpo de Bombeiros Militar estará com equipes de atendimento pré-hospitalar, de combate a incêndio e preventivas para dar suporte à população. Ao todo, 65 militares atuarão nos eventos comemorativos e outros 30 estarão de prontidão para ajuda caso necessário. Nas celebrações particulares também haverá brigadistas. Detran, DER e PMDF serão responsáveis pelo trânsito O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) estará com 50 agentes, com apoio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e da PMDF nas operações de sinalização, controle, fiscalização de trânsito e apoio à travessia de pedestres em todos os eventos de fim de ano no DF. A partir das 10 horas de segunda (31), o trânsito na Ponte Costa e Silva sofrerá alterações. Quem sair do Lago Sul em direção ao Plano Piloto deverá transitar pela faixa central, já que a da direita ficará exclusiva para veículos autorizados. O acesso à via L4 Sul pela tesourinha da ponte será fechado devido à montagem da estrutura do evento na Prainha e para assegurar a livre circulação de pedestres no local. O condutor que for acessar a via L4 Sul, no sentido Asa Norte, deverá fazer o retorno pelo viaduto. Por volta das 23h40 até a 0h30, os dois sentidos da Ponte Costa e Silva serão bloqueados para a segurança de motoristas e pedestres durante a queima de fogos no Lago Paranoá. A interdição ocorrerá no retorno em frente ao Pontão do Lago Sul e na altura da alça de acesso à L4 Sul. As vias do Eixo Monumental não terão alterações. Vale, no entanto, atentar para as áreas de embarque e desembarque de pedestres no canteiro da Via N1, próximo a Funarte e no contorno do Mané Garrincha, a partir das 16 horas da segunda (31). A área dará acesso à festa de réveillon. Samu trabalhará com todas as ambulâncias Para a virada do ano, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estará com todas as ambulâncias a postos para atendimento dos brasilienses. Qualquer ocorrência médica deve ser acionada pelo telefone 192 — a ligação é gratuita, inclusive de celular. Réveillon Brasília 2019 31 de dezembro Às 18 horas, apresentação de artistas e DJ locais, Emicida e Naiara Azevedo No estacionamento do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha (Eixo Monumental) Às 20 horas, apresentação de artistas e DJ locais e Ilê Aiyê Na Praça dos Orixás — Prainha (Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 2) Acesso livre
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Trânsito na Costa e Silva será alterado na segunda (31)
Devido às festividades de fim de ano, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) fará operações de sinalização, controle e fiscalização e apoio à travessia de pedestres na segunda-feira (31), às margens do Lago Paranoá, durante o réveillon 2018-2019 na Praça dos Orixás, a Prainha. A partir das 10 horas, motoristas que saírem do Lago Sul em direção ao Plano Piloto deverão usar a faixa central da ponte. Das 23h40 à 0h30 ocorrerá o bloqueio total para a segurança de quem for à festa de réveillon na Prainha. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília A ação será feita em conjunto com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF). A partir das 10 horas de 31 de dezembro, o tráfego na Ponte Costa e Silva sofrerá alterações. Quem for sair do Lago Sul em direção ao Plano Piloto deverá transitar pela faixa central, já que a da direita será exclusiva para veículos autorizados. O acesso à L4 Sul, pela tesourinha da Costa e Silva, ficará fechado para a montagem da estrutura do evento e para assegurar a livre circulação de pedestres no local. O motorista que quiser entrar na L4 Sul, no sentido Asa Norte, terá de fazer o retorno pelo viaduto. Por volta das 23h40 até a 0h30, a ponte estará totalmente bloqueada, a fim de garantir a segurança de condutores e pedestres durante a queima de fogos no Lago Paranoá. A interdição ocorrerá nos dois sentidos, no retorno em frente ao Pontão e na altura da alça de acesso à L4 Sul. Mané Garrincha No Eixo Monumental, o trânsito permanecerá inalterado, mas a partir das 16 horas de segunda (31) os motoristas devem estar atentos às áreas de embarque e desembarque para pedestres no canteiro da Via N1, próximo à Funarte, e no contorno do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, que darão acesso ao espaço reservado para a festa de ano-novo. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”centro”]
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