DF amplia alfabetização e supera metas previstas para 2025
Aprender a ler e escrever nos primeiros anos da vida escolar é um passo decisivo para toda a trajetória educacional. No Distrito Federal, esse processo apresentou avanço significativo nos últimos dois anos: o percentual de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental passou de 59%, em 2024, para 65% em 2025, superando as metas estabelecidas tanto para o DF quanto para o país. Os resultados estão associados à implementação do Programa de Alfabetização e Letramento do Distrito Federal (Alfaletrando), transformado em política pública distrital pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024. Criado para fortalecer a alfabetização nos anos iniciais da rede pública, o programa atua em cinco eixos: governança; formação de profissionais da educação; infraestrutura e insumos pedagógicos; avaliação das aprendizagens; e compartilhamento de práticas exitosas. Em 2026, o número de estudantes matriculados no Alfaletrando chega a 141.670 | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília De acordo com dados da Secretaria de Educação (SEEDF), o programa alcançou mais de 56 mil estudantes em 2024 e foi ampliado para todos os anos iniciais do ensino fundamental em 2025. Em 2026, o número de estudantes matriculados já chega a 141.670. O alcance também se reflete na formação dos educadores: cerca de 2,8 mil professores participaram das ações em 2024, 3,4 mil em 2025 e aproximadamente 2,6 mil em 2026. O programa está presente em 385 escolas da rede pública. Outro dado relevante presente no levantamento é o investimento de mais de R$ 40,3 milhões entre 2024 e 2026, destinado principalmente à Rede Distrital de Alfabetização e Letramento (Redalfa), formada por professores responsáveis pelo acompanhamento da política pública em toda a rede. Na Secretaria de Educação, o programa também tem foco na recomposição das aprendizagens impactadas pela pandemia, especialmente entre estudantes do 3º ao 5º anos do ensino fundamental. A chefe da Unidade de Gestão Estratégica da Educação Básica da Subsecretaria de Educação Básica, Divaneide Lira Lima Paixão, destaca que os resultados refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedagógicas. "Tínhamos uma meta de 63% de crianças alfabetizadas em 2025 e alcançamos 65%. Isso retrata o trabalho que vem sendo feito desde a construção do Alfaletrando, um programa elaborado por profissionais da própria rede. A formação continuada, o acompanhamento pedagógico e o compromisso dos professores com a aprendizagem das crianças têm sido fundamentais para esse avanço", ressalta. Os resultados alcançados na educação infantil refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedagógicas Impacto real Na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II, uma das unidades participantes do programa, os avanços também aparecem nos indicadores internos. Em apenas dois meses, o percentual de estudantes alfabetizados passou de 30,6% para 43,4%, crescimento de 12,8 pontos percentuais. No mesmo período, o número de alunos classificados como pré-silábicos caiu de 13,7% para 6,7%. A diretora da escola, Michele Rodrigues Alves, atribui os resultados ao monitoramento constante da aprendizagem e ao planejamento coletivo realizado pela equipe pedagógica: “A gente acredita muito no processo de aprendizagem. Fazemos acompanhamento e monitoramento contínuos, investimos na formação dos professores, construímos uma rotina diária de alfabetização e trabalhamos com atividades de leitura, escrita e consciência fonológica. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula.” Michele Rodrigues Alves: "A gente acredita muito no processo de aprendizagem. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula" A escola atende atualmente 622 estudantes nos turnos matutino e vespertino. Entre as estratégias adotadas estão momentos semanais de leitura, empréstimo de livros por meio da sacola literária e análises periódicas dos resultados das avaliações internas e externas para direcionar intervenções pedagógicas. Uma das educadoras que participam das formações é a professora Raiza Morais, que atua com alunos de 6 e 7 anos. Segundo ela, as atividades desenvolvidas durante os encontros ampliam as possibilidades de ensino em sala de aula: “O programa traz atividades lúdicas que ajudam a despertar o interesse dos estudantes. A alfabetização acontece junto com o letramento, para que eles compreendam o que estão lendo. Hoje percebemos que as crianças não apenas decodificam palavras, mas entendem seus significados e conseguem relacioná-los ao mundo à sua volta.” Conexão com as famílias Doris Silva Santos nota diferença no comportamento do filho, Jonathan: "A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes" Os reflexos desse trabalho também aparecem nas histórias das famílias atendidas pela rede pública. Mãe de Jonathan Santos Moura Pinéo, Doris Silva Santos acompanha de perto a evolução do filho, de 9 anos, desde o ingresso na escola, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), deficiência intelectual leve e TDAH. “Este ano ele está lendo e escrevendo. A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes. Ele sempre foi muito acolhido pela escola, pelos professores, pela coordenação e pelos monitores. Tudo isso ajudou muito no processo de alfabetização dele”, relata. Para o professor Alan Julie de Oliveira, pai de Maria Eduarda, de 9 anos, e de Maria Clara, de 6, a participação da família e o ambiente escolar fazem diferença no desenvolvimento das crianças. “A escola vai muito além da sala de aula. Ela aproxima as famílias, incentiva a leitura, promove cidadania e cria um ambiente seguro para o aprendizado. Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa”, afirma. Alan de OIiveira: "Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa" Entre os estudantes, os resultados também são percebidos no dia a dia, como conta Maria Eduarda Martins de Oliveira, que estuda na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II há quatro anos: “Eu aprendi que é melhor participar do que só ganhar. Gosto muito da biblioteca e dos livros. Essa escola me ajudou muito e hoje eu já me adaptei às regras e à convivência com os colegas e professores.”
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Educação apresenta resultados da gestão para o Codese-DF
A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, apresentou, na última quinta-feira (26), um balanço das principais ações e resultados da rede pública de ensino entre 2023 e 2026. O encontro ocorreu durante o evento Café com a Secretária, promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Estratégico do DF (Codese-DF), no auditório do Sinduscon-DF. Diante de representantes da sociedade civil, membros do conselho e servidores da Educação, a gestora traçou um panorama da rede no período pós-pandemia e destacou os caminhos adotados para reverter os impactos na aprendizagem. Além de Hélvia Paranaguá, integraram o dispositivo a vice-presidente administrativo-financeira do Codese-DF, Tereza Christina Cavalcanti; o gestor da Câmara Técnica de Educação do Codese-DF, Marcelo Aguiar; a líder do Eixo de Desenvolvimento Social do Codese-DF, Danielle Feitosa, e o vice-presidente do Sinduscon-DF, Ruyter Kepler de Thuin. A secretária Hélvia Paranaguá apresentou os impactos das ações desenvolvidas pela SEEDF | Fotos: Felipe de Noronha/Ascom SEEDF Logo no início da fala, Hélvia Paranaguá expôs um breve compilado dos projetos criados durante a sua gestão. Ela afirmou que não escolheu o magistério, mas foi escolhida por ele ainda criança, enquanto brincava com suas bonecas. “Não escolhi o magistério, fui escolhida pelo magistério. Sou uma professora que gosta de gente, gosto de estar cercada pelos meninos. Quando recebi a proposta para assumir a secretaria, encontrei muitos desafios, mas sou uma mulher de missão”, contou. Avanços Diante da necessidade de organizar, em apenas 20 dias, o retorno às aulas no período pós-pandemia de covid-19, a secretária encontrou um cenário marcado pela defasagem de aprendizagem e por resultados insatisfatórios nas avaliações da educação do Distrito Federal. Ao longo da gestão, esse quadro foi gradualmente revertido, com a construção de escolas, ampliação de parcerias e implementação de programas voltados à garantia de uma educação com qualidade, dignidade e respeito às diferenças. Entre os destaques está o programa Alfaletrando, voltado à alfabetização na idade adequada. A iniciativa atendeu a mais de 57 mil estudantes em 2024, com a formação de professores e coordenadores, além da distribuição de materiais didáticos no ano seguinte. Outras ações também foram mencionadas, como o SuperAção, o DF Alfabetizado, o Geração Enem e o Enem Inclusivo e Especial. Projetos voltados à ciência, ao esporte e à internacionalização, como o Circuito de Ciências, os Jogos Escolares e o Pontes para o Mundo, também integraram o conjunto de iniciativas destacadas. Prestação de contas O Café com Secretária reuniu membros do Codese e da sociedade civil para prestação de contas Durante o evento, a vice-presidente administrativo-financeiro do Codese-DF, Tereza Christina Cavalcanti, ressaltou os resultados apresentados pela secretaria. “A Hélvia nos inspira muito e tem desempenhado um excelente trabalho. É uma pessoa que trabalha com afinco, determinada e dedicada. Essa é quase uma reunião de governança da educação por tantas metas atingidas, tantos resultados significativos obtidos”, afirmou. Ao explicar o objetivo da apresentação, a secretária destacou o caráter de prestação de contas à sociedade e lembrou as ações voltadas à equidade dentro da rede pública. “O Codese me fez esse convite para falar sobre o período em que estive como secretária, o que conseguimos fazer para cuidar dos meninos da rede. Podemos citar, por exemplo, o Cartão Uniforme Escolar, o Cartão Material Escolar, que dão dignidade aos estudantes para entrar na escola em pé de igualdade com todos. Então, são várias ações que a gente vem destacar hoje, como a melhoria na merenda, que foi muito significativa, inclusive com o concurso Sabor de Escola, criado para incentivar a aprimorar as receitas e a criatividade nos preparos destinados à alimentação escolar, fazer uma prestação de contas, porque o Codese é composto por pessoas pertencentes à sociedade civil", declarou. *Com informações da SEEDF
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Fórum discute projetos do ensino fundamental da rede pública do DF
Entre os dias 6 e 8 de outubro, professores e gestores do ensino fundamental da rede pública do Distrito Federal participarão do Fórum do Ensino Fundamental: da alfabetização às adolescências, no auditório do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), na Asa Norte. As inscrições estão abertas e podem ser feitas on-line. Em todos os dias do Fórum, haverá momentos de homenagem aos autores das práticas pedagógicas selecionadas, reforçando o compromisso da Secretaria de Educação (SEEDF) com o reconhecimento do trabalho dos profissionais da educação. A programação do Fórum do Ensino Fundamental foi pensada para valorizar o trabalho de quem está no dia a dia da escola | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF “A programação foi pensada para valorizar o trabalho de quem está no dia a dia da escola. Queremos ver professores, gestores e equipes pedagógicas que atuam nas Coordenações Regionais de Ensino (CREs) trocando experiências e se inspirando uns nos outros para melhorar ainda mais a aprendizagem dos nossos estudantes”, afirma a diretora de Ensino Fundamental da Secretaria de Educação do DF, Ana Carolina Tavares. O seminário começa com o painel Do diagnóstico à ação: estratégias de gestão para fortalecer as aprendizagens no ensino fundamental, que vai apresentar relatos das coordenações regionais de ensino de Samambaia, Ceilândia e Plano Piloto sobre o impacto das avaliações do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) no Programa Alfaletrando. “Cada prática pedagógica que será apresentada é um exemplo concreto de dedicação e criatividade dos nossos educadores. Reconhecer essas ações é essencial para fortalecer a rede e inspirar novas iniciativas”, destaca Ana Carolina Tavares. Programação Um dos destaques do fórum será o painel Alfabetização na perspectiva dos diversos letramentos: inovação e aprendizagem significativa [LEIA_TAMBEM]O segundo dia do fórum será voltado a práticas pedagógicas realizadas nos anos iniciais do ensino fundamental e dedicado a dois temas centrais. No período da manhã, o painel Alfabetização na perspectiva dos diversos letramentos: inovação e aprendizagem significativa trará experiências de educação financeira, letramento científico e robótica envolvendo alunos do 5º ano. Já na parte da tarde, o foco será o painel Alfabetização na perspectiva dos diversos letramentos: entre vozes, saberes e sustentabilidade, que apresentará projetos de conscientização ambiental, práticas inclusivas de alfabetização para estudantes indígenas e o trabalho de musicalização Trilhando Sons. Encerrando o evento, serão apresentadas, em dois painéis, práticas pedagógicas realizadas em escolas que ofertam anos finais. No período da manhã, será realizado o painel O ensino fundamental e as adolescências: leitura e caminhos para a diversidade, que trará experiências de dança, artes visuais e incentivo à leitura. Já à tarde, o painel O ensino fundamental e as adolescências: natureza, linguagem e matemática em diálogo abordará práticas que envolvem horta agroflorestal, uso de avaliações externas para a recomposição das aprendizagens em Língua Portuguesa e a iniciativa Motiva Matemática — Reconectando Saberes, que busca aproximar os estudantes da disciplina por meio de novas metodologias. *Com informações da Secretaria de Educação
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