Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes reúne participantes da ESP/DF
Representantes da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) participam, nos dias 29 e 30 deste mês, do Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes, promovido pelo Ministério da Saúde (MS). Com o tema “O protagonismo de crianças e adolescentes na construção da Política Nacional de Saúde Mental”, o encontro vai reunir atores governamentais e não governamentais, além de gestores públicos, movimentos sociais e profissionais de saúde envolvidos com a temática proposta. Participantes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil reforçam a importância da construção de políticas públicas para essa área | Foto: Divulgação/Fepecs A equipe da ESP/DF vai acompanhar os residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil (PRMSMIJ), que atuarão como mediadores na comissão de acolhimento do evento, além de crianças e adolescentes e seus responsáveis, que são usuários de serviços do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi), locais que servem como cenários de aprendizagem do programa. “Não basta preparar especialistas tecnicamente qualificados; é preciso formar profissionais capazes de atuar de maneira crítica, interprofissional e comprometida com os direitos de crianças e adolescentes” Bethania Serrão, coordenadora do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil “Esse convite do Ministério da Saúde significa um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo nosso programa na formação de profissionais especializados para o campo da saúde mental infantojuvenil, evidenciando a contribuição da residência para o fortalecimento do SUS”, avalia a psicóloga Bethania Serrão, coordenadora do programa. Políticas públicas Com o objetivo de incentivar o diálogo com todos os setores envolvidos, estimular a construção de recomendações e diretrizes sobre os diferentes desafios e fornecer subsídios técnicos e políticos para o trabalho intersetorial e o cuidado integral desse público, o fórum também será um espaço de promoção da participação social como elemento central na construção das políticas públicas. [LEIA_TAMBEM]“Acredito que nossa participação é o reconhecimento da trajetória que temos construído na formação de profissionais comprometidos com a saúde mental infantojuvenil e com a defesa de uma atenção psicossocial qualificada”, afirma Bethania. A presença de residentes e representantes da ESP/DF em um evento nacional indica que as experiências vivenciadas no âmbito do Distrito Federal são assertivas e eficientes, além de reafirmar que ensino, assistência e gestão caminham juntos na consolidação de um Sistema Único de Saúde (SUS) cada vez mais forte e mais sensível às necessidades de crianças e adolescentes. “Não basta preparar especialistas tecnicamente qualificados; é preciso formar profissionais capazes de atuar de maneira crítica, interprofissional e comprometida com os direitos de crianças e adolescentes”, sinaliza a coordenadora do programa. “A presença da residência nesse fórum reafirma um princípio fundamental do SUS: formar profissionais e construir políticas públicas são processos inseparáveis.” *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa de Ciências da Saúde
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Saúde mental infantojuvenil é o foco da exposição ‘Cores do Sentir’
A Biblioteca Nacional da República inaugurou, nesta terça-feira (20), a exposição Cores do Sentir, composta por mais de 70 pinturas e desenhos de crianças e adolescentes atendidos pela rede de atenção psicossocial da Secretaria de Saúde (SES-DF). A ação, realizada em parceria com o Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil da Escola de Saúde Pública do DF (ESPDF), faz parte das atividades da Semana da Luta Antimanicomial, e teve o objetivo de dar protagonismo aos pacientes atendidos. Cerca de 60 crianças e adolescentes participaram, além de familiares e servidores. A enfermeira Mayhara de Carvalho, da Subsecretaria de Saúde Mental, enfatiza: “Para as crianças e adolescentes, é muito importante haver o pertencimento, e poder expressar seus pensamentos, seus sentimentos, faz parte, inclusive, das estratégias de tratamento” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde “Para as crianças e adolescentes, é muito importante haver o pertencimento, e poder expressar seus pensamentos, seus sentimentos, faz parte, inclusive, das estratégias de tratamento”, explica a enfermeira Mayhara de Carvalho, da Subsecretaria de Saúde Mental da SES-DF. A mostra também inclui poesias. Todo o material foi produzido durante os atendimentos prestados no Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica (Compp), no Adolescentro e nas quatro unidades do Centro de Atenção Psicossocial especializadas no atendimento de crianças e adolescentes (Capsi). Cotidiano e poesia As pinturas revelam o cotidiano dos pacientes. Videogames, brincadeiras, diálogos (ou mesmo a falta deles) estão retratados, além de falas explícitas a respeito de solidão e da busca por liberdade. “Com medo, eu bato as asas e voo sem rumo, sem direção, mas com coração em minhas mãos volto a ter razão”, sinaliza um dos poemas. A mostra também destaca o papel do acompanhamento e a identificação dos jovens com temas da atualidade, como música e meio ambiente. Há, ainda, a busca pelo respeito, notadamente contra piadas e outros preconceitos recorrentes a respeito de pacientes das unidades do Caps. A subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, ressalta a importância que o Governo do Distrito Federal (GDF) tem dado ao atendimento infantojuvenil: “Estão em construção dois novos Capsis, sendo um no Recanto das Emas, onde as obras já começaram, e outro em Ceilândia, complementando as unidades hoje já instaladas. Há uma compreensão sobre a importância do tema, e também tem havido priorização para reforçar os recursos humanos para a área, com profissionais capacitados para o atendimento humanizado”. Atendimento especializado [LEIA_TAMBEM]As 176 unidades básicas de saúde (UBSs) formam a porta de entrada aos serviços de saúde mental da rede pública no DF. Equipes de Saúde da Família (eSF), reforçadas por profissionais de diversas especialidades, como psicólogos e terapeutas ocupacionais, podem fazer a abordagem inicial e promover o acompanhamento do paciente, tanto em atividades individuais quanto coletivas. Se houver sofrimento psíquico persistente e grave, há o encaminhamento a um Capsi. São quatro unidades, localizadas no Plano Piloto, Taguatinga, Recanto das Emas e Sobradinho – todas com equipe multiprofissional para analisar a realidade da criança ou do adolescente e propor intervenções. O Capsi de Brazlândia também faz esse tipo de atendimento, e a unidade do Plano Piloto se destaca por ter sido o primeiro Capsi do Brasil. O Compp presta assistência a crianças com transtornos mentais moderados de todo o DF. Esse trabalho é desenvolvido em parceria com o Adolescentro, unidade que recebe pacientes que atingiram a idade de 12 anos, dando continuidade ao serviço até os 18 anos. *Com informações da Secretaria de Saúde
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