Comissão ambiental encerra calendário de visitas técnicas de 2026
A Comissão Gestora da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) do Instituto Brasília Ambiental realizou, nesta sexta-feira (6), a última visita técnica de 2026. A atividade levou servidores à Organização da Sociedade Civil (OSC) Programando o Futuro, no Gama, que completa 26 anos de existência e, há 22, desenvolve iniciativas de inclusão digital e de tratamento de resíduos eletroeletrônicos. Participantes da visita puderam acompanhar todas as etapas de trabalho da organização | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental Durante a visita, os participantes acompanharam as etapas de recebimento, triagem, armazenamento, reaproveitamento e destinação adequada dos equipamentos. Também conheceram o laboratório de formação, o de recondicionamento de computadores e o de tratamento de resíduos eletrônicos, além do espaço onde materiais como o plástico são triturados para a etapa seguinte de reciclagem. Para o fundador e coordenador da organização, Vilmar Simion, a atividade amplia a conscientização sobre o descarte correto. “É uma visita muito importante porque, acima de tudo, é uma atividade de educação ambiental, na qual ensinamos às pessoas a importância e a necessidade do descarte correto”, enfatizou. “Os servidores são multiplicadores de informação, especialmente pela própria estrutura do Brasília Ambiental. Estou muito feliz em ampliar o alcance desse conhecimento”. Inclusão digital e transformação social Além do trabalho com resíduos, a Programando o Futuro oferece cursos gratuitos de informática básica, marketing digital e reparo de celulares, voltados principalmente a jovens, mas também a crianças e idosos. “A nossa missão é conectar as pessoas e regenerar o planeta. A reciclagem é condição única para que possamos continuar utilizando esses equipamentos” Vilmar Simion, coordenador da Programando o Futuro Segundo Simion, a organização mantém 20 laboratórios em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal, além de iniciativas em comunidades quilombolas de várias partes do país. “Temos uma parceria que mantém 12 laboratórios em comunidades quilombolas, muitas delas em regiões remotas e de difícil acesso”, enumerou. “Para garantir a inclusão digital nesses locais, precisamos utilizar, por exemplo, conexão via satélite”. Os interessados nos cursos podem se inscrever pelo site da organização, que também indica o laboratório mais próximo de cada pessoa. Reciclagem e responsabilidade ambiental Simion lembrou que toda a produção de eletrônicos depende de minerais extraídos da natureza e destacou que os temas dos minerais críticos e das terras raras estão em evidência e fazem parte das pautas de governo. Nesse contexto, explicou, existem duas formas de mineração: a primária, de extração direta da natureza, e a secundária, ainda pouco conhecida, chamada de mineração urbana, que consiste no reaproveitamento de minerais já extraídos e presentes nos equipamentos eletrônicos descartados. Durante a apresentação, Simion ressaltou que a reciclagem de equipamentos eletrônicos é fundamental diante do aumento do consumo e da necessidade de preservar os recursos naturais usados na fabricação desses produtos: “A nossa missão é conectar as pessoas e regenerar o planeta. A reciclagem é condição única para que possamos continuar utilizando esses equipamentos”. O coordenador também defendeu a consolidação do tratamento de resíduos eletroeletrônicos como política pública. Citou o Reciclotech, política do Governo do Distrito Federal (GDF) voltada para esse trabalho. A organização também possui a certificação internacional ISO 14001, referência em gestão ambiental. Simion explicou ainda que a instituição recebe gratuitamente equipamentos descartados por pessoas físicas, empresas, órgãos públicos, universidades, igrejas e outras organizações. Entre os materiais aceitos estão computadores, notebooks, tablets, celulares, pilhas, baterias, câmeras fotográficas, fones de ouvido e eletrodomésticos. Consulte a relação dos pontos de entrega voluntária (PEVs) neste link. Soluções A visita à Programando o Futuro foi a sétima realizada pela Comissão A3P em 2026. Segundo o coordenador da A3P no Brasília Ambiental, Webert Oliveira Ferreira, o conjunto das visitas somou 169 participações no ano, e a última delas reuniu diferentes aspectos da gestão de resíduos apresentados nas anteriores. “Essa visita é muito rica porque agrega praticamente toda a cadeia de resíduos que conhecemos nas atividades anteriores”, afirmou. “Ela também apresenta soluções inovadoras e mostra a evolução dos processos de separação e tratamento desses materiais. Estou muito feliz, porque as visitas técnicas têm ampliado a consciência ambiental dos servidores e aprofundado o conhecimento sobre as causas ambientais. Depois das atividades, ouvimos relatos de colegas sobre o quanto aprenderam e sobre a importância dessas experiências”. [LEIA_TAMBEM]A proposta é formalizar as visitas técnicas como atividade institucional e divulgar, no início de 2027, o calendário com as oito datas previstas para o ano. A expectativa é ampliar a participação dos servidores e envolver também gestores, superintendentes e dirigentes, já que os temas e os locais visitados são transversais à atuação do instituto. Educação ambiental na prática As visitas técnicas integram as ações de capacitação e sensibilização da Comissão A3P e buscam aproximar os servidores de instituições e projetos que desenvolvem práticas sustentáveis no DF. Ao longo de 2026, as atividades proporcionaram contato direto com diferentes iniciativas ambientais, estimularam a troca de experiências e reforçaram a importância de incorporar atitudes responsáveis ao cotidiano profissional e pessoal. O encerramento do calendário na Programando o Futuro amplia essa reflexão ao mostrar como o reaproveitamento e a destinação adequada dos resíduos eletroeletrônicos podem contribuir para a preservação ambiental e a transformação social. *Com informações do Brasília Ambiental
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Mais de 1,3 mil computadores recondicionados garantem inclusão digital
Brasília, 23 de agosto de 2022 – Mais de 1,3 mil computadores disponíveis atualmente nos laboratórios de 56 escolas públicas e 35 telecentros de inclusão digital do Distrito Federal são provenientes do programa de recondicionamento de equipamentos públicos do Governo do Distrito Federal, o Reciclotech, previsto em decreto (Decreto 41859 de 02/03/2021). Entre as atribuições do projeto está o conserto de materiais descartados como lixo eletrônico por órgãos públicos e privados e pela população nos pontos de entrega voluntária (PEV), por meio da política de logística reversa. O objetivo é promover a democratização e inclusão digital. Desde a criação do programa, 2.241 estudantes foram qualificados em informática básica e manutenção de computadores | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Nosso objetivo é devolver para a sociedade equipamentos aptos. Analisamos os que estão disponíveis e levamos para uma unidade para recondicionar. Deixamos limpo, trocamos HD, peças e memória para poder entregar como novo para a comunidade”, explica o coordenador geral, idealizador do Reciclotech e subsecretário de Fomento a Inovação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Anderson Freire. Após o recondicionamento, os computadores são embalados e encaminhados para instituições sem fins lucrativos e escolas públicas. [Olho texto=”Ainda neste ano, haverá um chamamento público para garantir a doação de mais mil computadores para a rede pública de ensino do DF” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] De acordo com Freire, antigamente os computadores descartados ficavam entulhados e depois eram vendidos como lixo. “Por meio do projeto, todas as secretarias e as administrações os trazem para nós. Os que não prestam, fazemos o descarte consciente, desmontando e separando os itens (como plástico, alumínio e cobre), que são encaminhados para as indústrias”, completa. O Instituto Viver Rafaela, no Gama, é uma das instituições do Distrito Federal que conta com um telecentro de inclusão digital equipado com 15 computadores cedidos pelo Reciclotech. “A ideia do projeto é sensacional, porque vivemos a era da tecnologia. Por meio dele, podemos capacitar jovens e adolescentes. Ajudar a melhorar os currículos deles para ingressar no mercado de trabalho”, analisa a gestora do Instituto Viver Rafaela, Mariana Garcia. Ainda neste ano, haverá um chamamento público para garantir a doação de mais mil computadores para a rede pública de ensino do DF. “Me traz orgulho saber que eu montei um computador que foi enviado para uma escola”, diz Arthur Guilherme, 16, que está na turma de manutenção de computadores | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Capacitação A primeira avaliação quanto à funcionalidade dos equipamentos recuperados ocorre dentro dos cursos de capacitação oferecidos pela organização sem fins lucrativos Programando o Futuro, responsável pelo Reciclotech. “São os estudantes do curso de manutenção de computadores que fazem a primeira análise dos computadores para saber se serão recuperados ou não. Eles têm a teoria e a prática ao ter o contato com as placas, com o HD e com os sinais”, complementa. [Olho texto=”Voltados para maiores de 14 anos, os cursos são ofertados nos períodos da manhã e da tarde, têm carga horária de 60 horas e duram cerca de 40 dias” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] O estudante Arthur Guilherme, 16 anos, está na turma de manutenção de computadores. Ele entrou no curso para aprender a montar o próprio computador e como complemento à primeira formação em informática básica. “Pretendo usar esse conhecimento mais para frente e também quero montar um computador. Só com esse estudo, já conseguimos montar um PC e reiniciá-lo”, conta. Ele se mostra animado com a oportunidade de preparar equipamentos que são doados para instituições. “Me traz orgulho saber que eu montei um computador que foi enviado para uma escola. Do nada a pessoa está usando o computador que eu montei. É muito legal”, define. A coordenadora pedagógica dos cursos de formação, Cintia Lima, diz que é gratificante ver os jovens se capacitando por meio do Reciclotech e também o engajamento dos meninos e das meninas para o descarte correto dos materiais eletrônicos. “A ideia do projeto é sensacional. Por meio dele, podemos capacitar jovens e adolescentes. Ajudar a melhorar os currículos deles para ingressar no mercado de trabalho”, diz a gestora do Instituto Viver Rafaela, Mariana Garcia | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Fazemos gincanas para incentivar os alunos a trazerem lixo eletrônico. Muitos trazem de casa ou vão pegando nas ruas. Eles trazem pilhas, TV de tubo, fios, tudo isso acaba ajudando a cidade, o meio ambiente e o projeto”, afirma. Os materiais utilizados nos cursos vêm do descarte. Desde a criação do programa, 2.241 estudantes foram qualificados em informática básica e manutenção de computadores. Voltados para maiores de 14 anos, os cursos são ofertados nos períodos da manhã e da tarde, têm carga horária de 60 horas e duram cerca de 40 dias. As inscrições podem ser feitas na sede do Reciclotech no Gama (Quadra 6, Lote 20, Setor de Indústrias) ou pelo formulário disponível no site oficial da ONG Programando o Futuro. Descarte de lixo eletrônico O DF conta com mais de 100 PEVs do Reciclotech distribuídos nas administrações regionais, estações de metrô, parques ecológicos e unidades do Sesc. Confira os locais dos pontos Reciclotech. Há ainda a modalidade drive-thru que funciona semanalmente em uma região administrativa diferente, sempre das 10h às 16h.
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Programação especial marca Semana do Meio Ambiente
Dentro das atividades da Semana do Meio Ambiente, o Governo do Distrito Federal (GDF) preparou uma programação especial para esta terça-feira (7) na Rodoviária do Plano Piloto. Será o Dia D da Semana do Meio Ambiente. Cerca de 70 voluntários dos órgãos do GDF e parceiros estarão, das 9h às 18h, realizando ações voltadas à conscientização socioambiental e à correta separação dos resíduos. Mobilizadores do SLU vão distribuir panfletos e orientar sobre a correta separação dos resíduos, além de explicar o funcionamento do aplicativo SLU Coleta DF | Foto: Divulgação/SLU-DF O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) estará com mobilizadores distribuindo panfletos, orientando sobre a correta separação dos resíduos e explicando o funcionamento do aplicativo SLU Coleta DF. Já o Projeto Reciclotech estará no local com um ônibus para a coleta de lixo eletroeletrônico, além de oferecer corte de cabelo e pintura de rosto para quem for prestigiar o evento. O caminhão da empresa Zero Impacto estará presente para divulgação da coleta domiciliar de resíduos eletroeletrônicos e eletrodomésticos. E a Caesb também marca presença, demonstrando o ciclo da água, que é um recurso natural essencial e que precisa ter um uso mais consciente pela população. Para trazer mais descontração, também haverá atração musical com o grupo Vozes da Indústria, intervenções teatrais e várias surpresas para interagir com o público. As ações de sensibilização e mobilização socioambiental do Dia D da Semana do Meio Ambiente estão sendo coordenadas pelas secretarias de Ciência e Tecnologia (Secti), do Meio Ambiente (Sema) e DF Legal e pelo SLU, com apoio da Programando o Futuro, Zero Impacto, Rede Alternativa de Catadores, Centcoop e outros parceiros. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Programação Ações na plataforma inferior (manhã) – 9h: Musical Vozes da Indústria – Sesi-DF (em frente às catracas do Metrô) – 9h às 18h: Mobilização e distribuição de material informativo da coleta seletiva – 9h30: Intervenções teatrais sobre o descarte de eletroeletrônicos – 10h30 às 11h30: Flash mob e lixeira falante Exposição na plataforma superior (em frente ao Conic): – Ônibus do Reciclotec: coleta de eletroeletrônicos, corte de cabelo e pintura de rosto – Ônibus da Caesb: Expresso Caesb com o Ciclo da Água – Caminhão da Zero Impacto: coleta domiciliar de eletroeletrônicos e eletrodomésticos Serviço Dia D da Semana do Meio Ambiente – Data: 7/7 – Horário: 9h às 18h – Local: Rodoviária do Plano Piloto *Com informações do SLU
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