Resultados da pesquisa

Rede Feminina de Combate ao Câncer

Thumbnail

Prestes a completar 30 anos, Rede Feminina transforma solidariedade em acolhimento

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Uma pequena sala no quinto andar do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) foi o ponto de partida para uma história que, três décadas depois, se espalhou pelos corredores e ultrapassou os muros da unidade. Criada a partir da crença de que nenhuma paciente deveria enfrentar o câncer sozinha, a Rede Feminina de Apoio ao Câncer cresceu e transformou solidariedade em uma rede permanente de acolhimento. Ao longo de 30 anos, foram cerca de 400 mil doações, entre cestas básicas, cadeiras de rodas, roupas e perucas. Atualmente, cerca de 250 voluntários participam de mais de 40 projetos, dentro e fora do HBDF. A trajetória da entidade acompanha parte importante dos 66 anos do próprio hospital. Mas o trabalho vai além da ajuda material. Um lanche durante a espera, uma conversa à beira do leito, cuidados pessoais, uma oficina de artesanato ou uma música tocada no corredor são algumas das formas encontradas pelos voluntários para oferecer companhia e tornar mais leve a rotina de pacientes e acompanhantes. Para a gestora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, a experiência também aproxima quem escolhe dedicar parte do próprio tempo ao cuidado com o outro. “Sentimos o porquê de estarmos aqui na vida. Quando o voluntário está atuando, é quando ele se sente mais próximo de sermos todos irmãos”, resume. Ao longo de 30 anos, foram cerca de 400 mil doações, entre cestas básicas, cadeiras de rodas, roupas e perucas | Foto: Divulgação/IgesDF Uma rede que também transforma quem ajuda Foi enquanto acompanhava um familiar internado no Hospital de Base que Genivan Rosa conheceu de perto a atuação da Rede Feminina. Hoje, 13 anos depois, ela integra o grupo que despertou seu interesse pelo voluntariado. “Sempre observava o trabalho deles quando vinha ao Hospital de Base, e aquilo me emocionava. Entrei no grupo sem nem ser convidada, e isso preencheu um espaço dentro de mim que eu nem sabia que estava vazio”, relembra. A possibilidade de alcançar mais pessoas também faz parte dos planos da entidade. Segundo Larissa, o grupo trabalha para ampliar e estruturar cada vez mais a atuação. “Estamos trabalhando para conseguir oferecer um voluntariado profissional e, assim, poder ajudar o SUS”, destaca. Lígia Maria de Sena está há apenas um mês na Rede Feminina. Depois da morte do marido, buscou no voluntariado uma forma de se sentir útil. “Queria algo que me fizesse sentir útil. Eu já vi de perto o tanto que o câncer é difícil, então, se eu puder levar uma palavra de conforto a alguém, eu acho que consigo fazer uma diferença”, relata. No ambulatório, Lígia participa da entrega de lanches para quem aguarda consultas ou exames. “É muito gratificante. Voluntariado me traz paz, conforto. Me sinto preenchida”, confessa. Há 18 anos, Teresa Maria da Silva encontrou outra maneira de contribuir. Nas oficinas de artesanato, ensina pacientes a trabalhar com linhas, flores e outros materiais. “Através das oficinas, os pacientes interagem entre si e até com eles mesmo, com seus lados artísticos. Eles viajam através das linhas, das flores, dos trabalhos que estão fazendo e podem se distrair um pouco da doença que estão vivendo. Tirar um sorriso de uma pessoa que antes estava chorando é uma bênção”, afirma. Eterna Verinha A história da Rede Feminina também carrega o legado de Vera Lúcia Bezerra da Silva, a Verinha, que morreu em 2024. Voluntária durante quase toda a trajetória da entidade, ela ficou conhecida pela alegria e pela energia que levava ao ambiente hospitalar. Sua atuação voluntária começou antes de chegar ao Hospital de Base, mas foi na unidade que encontrou espaço para transformar solidariedade em ação. “Esse hospital era a vida da minha mãe”, relembra Larissa. Filha de Verinha, ela cresceu acompanhando a mãe pelos corredores e vendo de perto o vínculo construído com pacientes, familiares, profissionais e outros voluntários. Hoje, é Larissa quem ajuda a conduzir a Rede Feminina e a dar continuidade a um legado que começou a acompanhar ainda na infância.    *Com informações do IgesDF

Ler mais...

Thumbnail

Rede Feminina reúne solidariedade e música em festa junina no Hospital de Base

Em clima de festa junina, a Rede Feminina de Combate ao Câncer entregou, nesta sexta-feira (29), 300 cestas básicas e dúzias de ovos a pessoas em tratamento oncológico atendidas no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa reuniu música, comidas típicas e momentos de acolhimento para pacientes, acompanhantes e colaboradores da unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A iniciativa integra as ações permanentes de apoio social desenvolvidas pela rede com os pacientes atendidos no HBDF, oferecendo suporte às famílias durante esse período e contribuindo para tornar a jornada do cuidado menos difícil. Durante festa junina, a Rede Feminina de Combate ao Câncer distribuiu 300 cestas básicas e reuniu lazer e solidariedade | Foto: Divulgação/IgesDF Com temática junina, a ação deste mês contou com música, acolhimento e trajes xadrez, transformando a entrega dos alimentos em um momento de descontração para quem enfrenta uma rotina marcada por consultas, exames e cuidados constantes. A presidente do IgesDF, Eliane Abreu, destacou a importância do acolhimento durante o cuidado oncológico. “Precisamos pensar no cuidado ao paciente em todas as esferas, não apenas na clínica. Esse tipo de iniciativa é essencial para o bem-estar e a qualidade de vida dos nossos pacientes”, afirma. A coordenadora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, explica que a festa foi pensada para proporcionar um momento leve aos pacientes e familiares. “Nosso principal objetivo era fazer com que os pacientes pudessem vivenciar a festa junina e compartilhar esse momento de confraternização, mesmo diante dos desafios impostos pelo tratamento”, ressalta. [LEIA_TAMBEM]Toda a festa foi realizada a partir de doações. Os alimentos foram vendidos a preços simbólicos, e o valor arrecadado será revertido para investimentos nos diversos projetos da Rede Feminina.  Em acompanhamento contra o câncer de mama desde 2023, Maria Ivanilça aproveitou a oportunidade para experimentar a uva do amor e curtir a música ao vivo. “Essa cesta básica realmente faz a diferença. Vim do Nordeste para me cuidar aqui e não sei o que faria sem esse apoio da Rede Feminina. Eu me sinto muito abençoada. Esse projeto é maravilhoso”, agradece. *Com informações do IgesDF  

Ler mais...

Thumbnail

Rede Feminina de Combate ao Câncer promove bazar no Hospital de Base para arrecadar fundos

A Rede Feminina de Combate ao Câncer promove, nesta segunda (8) e terça (9), um megabazar com mais de 1.500 itens à venda, entre roupas, sapatos, brinquedos e artigos para o lar, todos com valores reduzidos. A ação é realizada no estacionamento do ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), e busca arrecadar recursos para as atividades da instituição. Larissa Bezerra, coordenadora da Rede, explica que o local foi escolhido para facilitar o acesso de pacientes e acompanhantes. Segundo ela, cerca de mil pessoas devem passar pelo bazar nos dois dias de funcionamento e a expectativa é arrecadar aproximadamente R$ 15 mil. “Esse bazar no final do ano dá a oportunidade para as pessoas levarem presentes para a família. São itens de R$ 5, R$ 10, R$ 15, R$ 20. E não são só coisas usadas, também temos itens novos que foram doados. Fico muito feliz em ver tantas pessoas aproveitando a oportunidade para presentear outros”, afirma. As vendas incluem roupas, utilidades domésticas, brinquedos e acessórios em excelente estado. Ao final da ação, os itens que não forem comercializados serão destinados a outras instituições. Os pagamentos podem ser feitos por crédito, débito, Pix ou dinheiro, com possibilidade de parcelamento em até 10 vezes sem juros. As vendas incluem roupas, utilidades domésticas, brinquedos e acessórios em excelente estado | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Entre os visitantes, a técnica de enfermagem Viviane Silva Santos, moradora da Bahia, conheceu o bazar ao levar a sogra para realizar um exame no hospital. “Cheguei e encontrei esse presente. No final do ano, as coisas estão apertadas e não dá para ir a uma loja comprar presente pra todo mundo. Mas aqui eu estou tendo a oportunidade de comprar uma roupa diferente, de ficar bonita”, relata. Ela adquiriu itens para a casa, brinquedos para as crianças e roupas para toda a família. “Estou levando para a família inteira”, comemora. Uma novidade deste ano é o espaço exclusivo com itens doados pela Receita Federal, que incluem perfumes, aparelhos de som, celulares e outros produtos originais apreendidos ao longo do ano. “A Receita pesquisa instituições de trabalho voluntário e faz doações desses itens, e nós fomos contemplados. A venda deles também vai para a Rede Feminina”, explica Larissa. A técnica em medicina nuclear do HBDF, Neide Silvina, aproveitou o bazar para comprar um celular para o filho, que tem necessidades especiais e precisa do aparelho para manter a rotina. “Aproveitei que está mais barato e já comprei. Esse bazar é perfeito, até porque o valor volta para a Rede Feminina, então ele é interessante e necessário”, destaca. *Com informações do IgesDF

Ler mais...

Thumbnail

Voluntários fortalecem humanização e ampliam apoio a pacientes no Hospital de Base

No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), humanizar é um ato diário e boa parte dessa corrente de cuidado nasce das mãos de quem doa tempo, escuta e carinho. Nesta sexta-feira (5), Dia Internacional do Voluntário, quatro entidades que atuam na unidade celebram o impacto de um trabalho que vai muito além das doações: elas acolhem, emocionam, transformam rotinas e fazem a diferença na vida de pacientes e familiares. Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), o hospital conta com uma rede de voluntários que se tornou parte essencial da experiência de quem passa pelo maior hospital público do Centro-Oeste. Antonia Gonçalves Leite: "O voluntariado transformou meu processo de cura emocional e espiritual" | Fotos: Divulgação/IgesDF Ao longo de 2025, a Associação de Amigos do Hospital de Base, o Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV), a Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC) e o Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer (MAC) somaram esforços que resultaram na arrecadação de mais de 127 cadeiras de rodas, cinco mil cestas básicas, 100 mil lanches e outros 10 mil itens, como remédios, materiais de higiene e fraldas. Além das doações, os grupos promovem atividades de humanização que incluem música, contação de histórias, feirinhas, reiki, oficinas e ações de escuta ativa. Para muitos voluntários, o primeiro contato com o grupo ocorre justamente durante essas atividades. Foi o caso de Antonia Gonçalves Leite. Em 2010, enquanto aguardava atendimento para tratar um câncer de mama, ela ouviu o som de um violino ecoar pelo ambulatório. Ao seguir a música, encontrou uma voluntária da Rede Feminina tocando para os pacientes. Encantada com o gesto, Antonia se cadastrou como voluntária naquele mesmo dia. “Aqui eu fui abraçada, acolhida, fiz parte de projetos que me ajudaram em todos os sentidos. Desde o início, eu disse que não queria apenas receber, queria doar também. O voluntariado transformou meu processo de cura emocional e espiritual”, relata. Gerações que cuidam Monica Bezerra: “O trabalho voluntário traz uma realização interior profunda, um sentimento de dever cumprido" O caminho até chegar ao voluntariado não é o mesmo para todas as pessoas. Para Monica Bezerra, o convite veio de dentro de casa. A mãe dela, Temis Lima, era membro do SAV oferecendo reiki e chamou a filha para fazer parte também. O convite foi aceito em 2008, e ela continua atuando até hoje. Monica chegou a atuar como presidente do SAV por alguns anos, mas prefere o contato direto com o paciente. “O trabalho voluntário traz uma realização interior profunda, um sentimento de dever cumprido. E é isso que é a vida, é fazer aquilo que te traz o bem  todos os dias”, comenta. A dedicação de Monica também inspirou a filha, Rafaela Sales, que atuou por alguns anos no SAV, trabalhando ao lado da mãe e da avó e dando continuidade a uma trajetória familiar construída com afeto, espiritualidade e cuidado com o próximo. O voluntariado costuma ajudar também a quem o exerce, não apenas aos que recebem os serviços Outro caso marcante é o de Larissa Bezerra, coordenadora da Rede Feminina, que segue o trabalho iniciado pela mãe. Vera Lúcia Bezerra da Silva, a Verinha, dedicou quase três décadas à Rede, levando acolhimento a pessoas em situação de vulnerabilidade. Após  seu falecimento, em 2024, Larissa assumiu a responsabilidade. “Desde criança acompanhei minha mãe. No começo foi difícil assumir esse desafio, mas hoje encontro forças no propósito dela: ajudar o próximo”, diz Larissa. Histórias que se cruzam O voluntariado também chega por acaso, como aconteceu com Vanessa Rocha, enfermeira do HBDF. Ela sempre observava os voluntários da Associação de Amigos circulando pelo hospital, até que um dia entrou na loja da entidade e encontrou doações desorganizadas.  Ajudou espontaneamente, e não parou mais. Há quatro anos, dedica parte do horário de almoço para apoiar o grupo. “O voluntariado te torna mais humano. A convivência com tantas histórias nos deixa mais empáticos e nos faz olhar para o próximo com mais atenção”, destaca. [LEIA_TAMBEM]Foi também por curiosidade que Ivana Amaral conheceu o MAC. Ao acompanhar a filha médica pelo Hospital de Base, viu os desenhos de coração com três letras e quis entender do que se tratava. A descoberta a levou a integrar o movimento. “O papel do voluntário é acolher, apoiar e levar esperança. Se precisam conversar, estou totalmente disponível enquanto estou ali”, explica. Como participar ou contribuir ⇒ Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV): (61) 99982-6626 ⇒ Associação de Amigos do Hospital de Base: 3550-8900, ramal 9031/ (61) 99659-0365 ⇒ Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC): 3550-8900, ramal 9178 (Sala de Atendimento)/ 3550-8900, ramal 9277 (Sala de Acolhimento)/ 3364-5467 (Administração) ⇒ Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer (MAC): 3550-9900, ramal 9029/ (61) 99219-3998 *Com informações do IgesDF  

Ler mais...

Thumbnail

Projeto Rosa Solidário eleva autoestima de mulheres com câncer

Outubro pode ter terminado, mas a conscientização e o incentivo ao diagnóstico precoce do câncer de mama permanecem o ano todo. No Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento seguem em todas as unidades. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), uma delas ganha um toque especial de acolhimento e beleza. O projeto Rosa Solidário funciona no jardim do maior hospital público do Centro-Oeste, um salão de beleza diferente de todos os outros. Lá, cortar o cabelo é um gesto de amor: ninguém paga pelo serviço, e cada mecha ganha um novo propósito. O espaço é mantido por voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília, que desde 1996 oferece apoio emocional e social a pacientes oncológicos atendidos no Hospital de Base. A Rede Feminina de Combate ao Câncer é uma instituição sem fins lucrativos que atua no Hospital de Base; além do salão, mantém projetos de apoio emocional, bazar beneficente e a confecção de perucas | Fotos: Divulgação/IgesDF A coordenadora do salão, Maura Costa, voluntária há mais de oito anos, explica que o Rosa Solidário nasceu do desejo de elevar a autoestima de mulheres em tratamento contra o câncer. “A queda do cabelo durante a quimioterapia é um dos momentos mais difíceis para muitas pacientes. Nosso trabalho é mostrar que elas continuam lindas, fortes e femininas. Aqui, cada corte é um gesto de solidariedade e cada peruca devolve um sorriso”, ressalta. O espaço atende gratuitamente tanto pacientes internadas quanto pessoas que procuram o local para doar cabelos. As madeixas arrecadadas são transformadas em perucas confeccionadas pelas voluntárias e entregues sem custo às pacientes em tratamento. Amor que se transforma em fios Entre as histórias que se entrelaçam no salão está a da voluntária Tânia Alves, que há mais de 11 anos dedica seu tempo à causa. “Comecei a ajudar depois que perdi meu pai. Cuidar dele foi minha missão por muito tempo, e, quando ele se foi, fiquei sem rumo. A Rede Feminina me acolheu, e aqui encontrei um novo propósito. Aprendi a confeccionar perucas e nunca mais parei”, conta. Outra participante que conhece bem o valor desse trabalho é Iraci Francisca dos Santos, paciente do Hospital de Base há quase nove anos. Diagnosticada em 2016, ela recebeu acolhimento e apoio desde o início do tratamento. “No começo foi muito difícil, eu não aceitava. Mas encontrei força aqui. Hoje, continuo em tratamento, mas com gratidão. O Hospital de Base e a Rede Feminina me deram suporte e esperança. Recomendo o HBDF sempre, aqui tem profissionais competentes e pessoas que cuidam da gente com o coração”, relata. “No começo foi muito difícil, eu não aceitava. Mas encontrei força aqui. Hoje, continuo em tratamento, mas com gratidão. O Hospital de Base e a Rede Feminina me deram suporte e esperança", conta Iraci Francisco do Santos, paciente do HBDF Gesto que inspira A solidariedade também vem de quem está do lado de fora. Sandra Santilene, moradora do Guará, é doadora fiel do Rosa Solidário. “Deixo meu cabelo crescer o ano todo e, quando chega outubro, faço questão de doar. É uma forma de contribuir com quem está enfrentando um momento difícil. É o mínimo que posso fazer para ajudar a levantar a autoestima dessas mulheres”, afirma. Para a psicóloga Ana Paula Fernandes, voluntária da Rede Feminina há 21 anos, o impacto emocional da perda do cabelo é profundo e precisa ser acolhido. “A gente percebe que o sentimento da paciente muda antes e depois da queda do cabelo. Não podemos minimizar isso. Cada mulher lida de uma forma: algumas querem a peruca, outras preferem se ver sem. O importante é respeitar o sentir de cada uma. Nosso papel é oferecer empatia, escuta e opções que devolvam autonomia e bem-estar”, explica. Segundo Ana Paula, a escolha da peruca é um momento simbólico: “Ela experimenta, se olha no espelho e diz ‘essa sou eu’. Isso tem a ver com identidade, com corpo, com autocuidado. E é isso que buscamos: que cada mulher se reconheça novamente e se sinta bem dentro da própria pele", diz.[LEIA_TAMBEM] Como ajudar A Rede Feminina de Combate ao Câncer é uma instituição sem fins lucrativos que atua no Hospital de Base. Além do salão, mantém projetos de apoio emocional, bazar beneficente e a confecção de perucas. Doações de roupas, sapatos e cabelos podem ser entregues na sede da Rede Feminina, no Hospital de Base, ou na Casa de Apoio (3ª Avenida, AE 5, módulo M, Núcleo Bandeirante). Salão Rosa Solidário Local: Jardim do Hospital de Base Funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 9h às 16h (com agendamento) Agendamento: (61) 3364-5467 / 3226-2747 E-mail: rede@redefemininabrasilia.org.br Instagram: @‌redefemininabrasilia.   *Com informações do IgesDF

Ler mais...

Thumbnail

Estudantes doam toneladas de alimentos a pacientes em tratamento oncológico

Na última quinta-feira (26), trinta alunos do Colégio Militar Dom Pedro II, entregaram pessoalmente mais de três toneladas de alimentos à Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília. As doações, recebidas no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), serão transformadas em cerca de 200 cestas básicas para pacientes em tratamento oncológico. A ação teve início como parte de uma tradicional gincana da escola, mas ganhou novos significados ao envolver os estudantes diretamente com a causa. O que começou como uma gincana escolar terminou como um gesto de solidariedade. Na visita, os estudantes conheceram a Casa Rosa, sede da Rede Feminina dentro do hospital, onde foram recebidos pela gestora da entidade, Larissa Bezerra. Ela apresentou a rotina do espaço, que oferece acolhimento, refeições e apoio humanizado a pacientes que lutam contra o câncer. A ação teve início como parte de uma tradicional gincana da escola, mas ganhou novos significados ao envolver os estudantes diretamente com a causa | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF “A fome também adoece. Muitos pacientes deixam de trabalhar e voltam para casa sem saber se terão o que comer. Aqui, além do alimento, eles encontram carinho e apoio. A doação de vocês é mais do que mantimento: é amor transformado em ação”, observa Larissa. A gestora também reforçou a importância de sensibilizar os mais jovens para causas sociais. “Nosso trabalho depende exclusivamente de doações. Ver esse empenho vindo de jovens é uma esperança viva de que estamos plantando um futuro melhor”, completa. Educação que transforma Após a entrega, os alunos visitaram o Centro de Infusão Verinha. Para muitos, a experiência foi transformadora. “É bom saber que estamos ajudando quem realmente precisa da força para lutar”, conta aluno Márcio Vitor, 17 anos. Já Bruno Passagli, 16, viu a realidade com outros olhos depois da visita. “Estar aqui, ver os rostos, ouvir as histórias, isso muda a nossa cabeça. Faltam palavras pra descrever”, ressalta. O sargento Jardel, professor de Educação Física que acompanhou os alunos destacou que a gincana já é uma tradição, mas que este ano ganhou um novo significado. Após cada ação solidária, os estudantes escrevem redações relatando o que aprenderam com a experiência “Eles sempre participaram da arrecadação, mas é a primeira vez que acompanham o destino das doações. Viver isso, sentir o impacto de perto, muda tudo. Eles vão levar a experiência para a vida”, afirma Jardel. Após cada ação solidária, os estudantes escrevem redações relatando o que aprenderam com a experiência. A ação faz parte de um circuito solidário maior, além do Hospital de Base, outras instituições e comunidades em situação de vulnerabilidade também foram beneficiadas com os alimentos arrecadados. Apoio que chega em boa hora Atualmente, a Rede Feminina assiste mais de 400 famílias mensalmente com doações, mas outras 200 ainda aguardam na fila de espera. Com as novas cestas recebidas, será possível atender parte dessa demanda. “Esses alimentos chegaram no momento certo. Já estamos entrando em contato para que eles possam vir buscar as cestas na próxima segunda-feira. Nosso lema é doar amor, enxugar lágrimas e transformar dor em sorriso”, disse Larissa. Como ajudar A Rede Feminina de Combate ao Câncer aceita doações de itens diversos de vestuário masculino, feminino e infantil, para o bazar. Doações de cestas básicas e itens de higiene pessoal também são bem-vindos. Tudo pode ser entregue diretamente na sala de atendimento do Hospital de Base ou via Pix: (61) 99157-7147. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF)

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador