Integração de dados garante acompanhamento contínuo e mais segurança a pacientes do DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A partir da integração de dados promovida pela Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), pacientes atendidos no Distrito Federal que iniciaram o acompanhamento em outros estados passam a ter seu histórico clínico acessível de forma rápida e segura pelas equipes médicas locais. A iniciativa garante que informações vitais acompanhem o cidadão em qualquer serviço de saúde, fortalecendo a continuidade do cuidado e a segurança assistencial em todo o país. Para consolidar essa transformação tecnológica, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) participa, nesta semana (21 e 22/9), da sétima oficina do Projeto de Federalização da RNDS. O encontro reúne cerca de cem representantes da saúde pública de todo o país para marcar a conclusão da etapa estadual, declarando o Distrito Federal e os estados oficialmente aptos a integrarem o fluxo nacional de dados em saúde. A RNDS é a plataforma nacional desenvolvida para permitir o compartilhamento seguro de informações de saúde entre os diferentes estabelecimentos da rede pública e privada conectada ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Realizamos muitos partos de alto risco de pacientes que vêm de Goiás, por exemplo. Com a RNDS, vamos poder trocar informações sobre o paciente, não importa de onde ele seja”, destaca o secretário-executivo de Tecnologia da Informação em Saúde da SES-DF, Deilton Lopes. Durante o encontro, gestores e técnicos trocam experiências, avaliam resultados da implantação e alinham diretrizes para a governança digital na rede | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Efeitos práticos para a população e profissionais A interoperabilidade promovida pela RNDS e consolidada na interface do aplicativo Meu SUS Digital traz impactos diretos para o cidadão e para os profissionais da saúde. Na prática, a integração garante ao paciente um acesso mais rápido ao seu histórico de saúde, além da consulta direta a exames e vacinas no aplicativo. “Essa transparência reduz a necessidade de repetir dados ou solicitar exames já realizados em outras instâncias, oferecendo maior continuidade do cuidado nas transições entre municípios ou estados. Isso confere mais segurança aos atendimentos de urgência e às situações de maior risco”, completa o secretário-executivo da SES-DF. Para as equipes de saúde e gestores da rede, a mudança proporciona acesso direto a dados clínicos relevantes para a tomada de decisão no momento do atendimento. O novo modelo otimiza a comunicação entre as unidades do SUS e reduz a fragmentação das informações no prontuário. “Além disso, fortalece o acompanhamento ao paciente e traz mais eficiência para o gerenciamento de fluxos prioritários da gestão pública, como a regulação de leitos, a vigilância epidemiológica e os registros do programa de vacinação”, finaliza o representante da SES-DF. Governança digital Durante o encontro, gestores e técnicos trocam experiências, avaliam resultados da implantação e alinham diretrizes para a governança digital na rede. “Estamos passando por uma transição tecnológica para, assim, mudar o desfecho da saúde das pessoas”, avalia o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Felipe Ferré. A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Maria Aparecida Cina da Silva, sublinha que o avanço extrapola o campo tecnológico. “Nenhuma tecnologia é consolidada se não for construída na matéria viva da dimensão humana”, pontua, ao defender a pactuação contínua entre os entes federativos. Promovido pelo Ministério da Saúde, Conass, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o evento teve a presença da diretora do DataSUS, Paula Xavier; do coordenador-geral de Inovação e Interoperabilidade do Ministério da Saúde, Robson Willian Matos; do assessor técnico do Conasems, Michael Diana de Oliveira; e da representante do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Wilma da Silva. *Com informações da SES-DF
Ler mais...
Saúde inclui Rede de Dados no Plano de Transformação Digital da pasta
O Comitê Interno de Governança (CIG) da Secretaria de Saúde (SES-DF) aprovou, nesta terça-feira (18), a inclusão do projeto da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) no Plano de Transformação Digital da pasta. O projeto é estratégico e busca fortalecer a transformação digital na saúde do DF, promovendo integração, interoperabilidade e o uso estratégico dos dados de saúde para gestão e cuidado. Na reunião do CIG, presidida pelo secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, a Subsecretaria de Tecnologia da Informação em Saúde destacou a importância do projeto de federalização da RNDS. A Rede Nacional de Dados é a plataforma oficial de interoperabilidade do Ministério da Saúde, criada para conectar diferentes sistemas em todo o país e aprimorar a qualidade da informação disponível para a população. Projeto da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) é estratégico e busca fortalecer a transformação digital na saúde do DF | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF De acordo com o secretário-executivo de Tecnologia da Informação em Saúde da SES-DF, Deilton Silva, o projeto está alinhado à Estratégia de Governança Digital (EGD) do Distrito Federal. “Essa decisão reforça o alinhamento estratégico da SES-DF com as diretrizes de transformação digital do GDF e fortalece a governança das ações que envolvem dados, tecnologia e inovação em saúde”. Com a incorporação pela SES-DF, o projeto passa a ter maior integração, prioridade e um monitoramento institucional pelo Subcomitê Gestor de Transformação Digital. O objetivo é garantir as entregas contribuam diretamente para a modernização dos serviços, a melhoria da gestão da informação e o avanço da saúde digital no DF. Em agosto, a SES já havia formalizado a adesão ao projeto, que reúne cerca de 2,4 bilhões de informações sobre atendimentos, exames, vacinas e prescrições. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
GDF participa de oficina sobre integração de dados do SUS
A integração de dados promete transformar a forma como o Sistema Único de Saúde (SUS) funciona, levando mais eficiência para gestores e mais segurança para pacientes. Com esse objetivo, Brasília sediou, de terça (16) a quinta-feira (18), oficina de alinhamentos estratégicos do projeto de federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). O evento reuniu representantes de secretarias de saúde de diferentes estados e do Distrito Federal. Com a adesão, as secretarias terão acesso direto aos registros disponíveis na RNDS, que já reúne cerca de 2,4 bilhões de informações sobre atendimentos, exames, vacinas e prescrições. Oficializada em julho deste ano pelo Decreto nº 12.560, a rede é a plataforma oficial de interoperabilidade do Ministério da Saúde, criada para conectar diferentes sistemas em todo o país e aprimorar a qualidade da informação disponível para a população. Para o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, a integração de dados "permite uma gestão mais eficiente dos recursos em saúde, reduz desperdícios e abre caminho para o uso de inteligência de dados e inteligência artificial, ferramentas que podem salvar vidas" | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Ao longo dos três dias, os participantes discutiram aspectos técnicos e estratégicos da federalização da RNDS. A programação incluiu debates sobre oportunidades e desafios estaduais, planejamento de fluxos, expansão da rede e jornada de dados. “O DF assume papel de destaque por inaugurar e encerrar esse ciclo de oficinas. Nossa função, nessa etapa, é a coordenação geral, que inclui a organização do espaço, a logística e o apoio integral ao Ministério da Saúde em suas atividades. A previsão é que as atividades, abrangendo todos os estados, sejam concluídas até julho do próximo ano”, ressaltou o secretário-executivo de Tecnologia da Informação em Saúde, Deilton Silva. O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, ressaltou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da saúde pública: “A integração de dados é fundamental, primeiramente, para garantir a segurança do paciente. Mas também permite uma gestão mais eficiente dos recursos em saúde, reduz desperdícios e abre caminho para o uso de inteligência de dados e inteligência artificial, ferramentas que podem salvar vidas.” Expansão [LEIA_TAMBEM]A etapa estadual sucede o projeto piloto realizado no mês passado em oito estados (Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina e Tocantins), que testaram soluções, validaram hipóteses e já utilizam dados para a gestão local. Nos próximos 12 meses, as demais 18 unidades da Federação e o DF integrarão o projeto, que se estrutura em quatro pilares: plano institucional, governança, dimensão da informação em informática e comunicação. A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, ressaltou a importância do projeto. “Considero esse um dia histórico, pois marcamos um ponto de partida que impulsionará o trabalho com os dados. As equipes de todas as secretarias de saúde, a partir da RNDS, poderão ter acesso aos dados de seus respectivos estados e municípios em tempo real ou quase em tempo real. Isso possibilitará a tomada de decisões estratégicas, o monitoramento de políticas públicas e a identificação de dados relevantes, como a busca ativa de cobertura vacinal”. *Com informações da Secretaria de Saúde
Ler mais...