Revista do Jardim Botânico publica descobertas inéditas sobre a biodiversidade brasileira
Uma nova espécie para a ciência e o primeiro registro de outra no Brasil estão entre os destaques mais recentes da revista Heringeriana, publicação científica que ganha relevância ao divulgar pesquisas fundamentais sobre a biodiversidade brasileira, com especial atenção ao Cerrado. Editada pelo Jardim Botânico de Brasília (JBB), a revista reúne estudos inéditos nas áreas de botânica, ecologia e conservação, conectando pesquisadores e ampliando o acesso a estudos científicos desenvolvidos por especialistas de diferentes regiões. Neste mês, novos artigos foram publicados, trazendo contribuições significativas para a ciência. Entre os destaques, está um estudo que apresenta duas descobertas relevantes no campo da botânica: a descrição de uma nova espécie para a ciência, Myrcia fariae, pertencente à família das mirtáceas, identificada na região da bacia do Rio Paranã, no Tocantins; e o primeiro registro no Brasil da espécie Myrcia calderonii, até então conhecida apenas na América Central. O nome da espécie Myrcia fariae homenageia o botânico Jair Faria, que teve passagem pelo Jardim Botânico de Brasília. Já o registro inédito de Myrcia calderonii no país foi confirmado por meio de análises morfológicas e moleculares, evidenciando a relevância das pesquisas desenvolvidas. O artigo é assinado pelos pesquisadores do JBB Priscila Rosa, Daniela Romão e Valdina Paiva, que, além de serem ex-servidores da instituição, demonstram a continuidade e a solidez da produção científica vinculada ao Jardim Botânico. A publicação do Jardim Botânico de Brasília divulga pesquisas fundamentais sobre a biodiversidade brasileira | Foto: Divulgação/JBB Para a editora-chefe da revista e diretora de Gestão do Conhecimento do JBB, Priscila Rosa, a publicação reforça o compromisso da instituição com a ciência: “A Heringeriana foi a primeira revista científica com foco em biodiversidade da Região Centro-Oeste. Ao longo dos anos, publicou muitos artigos relevantes para melhorar o conhecimento sobre a flora e a fauna do Cerrado. Continuamos com essa missão, em uma realidade em que as outras revistas querem ser cada vez mais globais, procuramos divulgar a informação local porque ela é base para que os artigos de grande escala sejam publicados, melhorando consequentemente ações de conservação”. Com publicações periódicas e acesso aberto, a revista Heringeriana demonstra o compromisso do Jardim Botânico de Brasília com a democratização do conhecimento e o fortalecimento da pesquisa científica no Brasil. Para ter acesso à revista ,visite o site do Jardim Botânico de Brasília. *Com informações do Jardim Botânico de Brasília
Ler mais...
Jardim Botânico de Brasília encerra 2025 com recorde de visitação e avanços na conservação do Cerrado
O Jardim Botânico de Brasília (JBB) encerra 2025 reafirmando seus pilares institucionais: manutenção de coleções de plantas, pesquisa, educação ambiental e lazer voltados à conservação do Cerrado. Ao longo do ano, o JBB ampliou sua presença junto à população, alcançando 204.422 visitantes, número impulsionado pelo programa Lazer Para Todos, que garantiu entrada gratuita aos domingos e feriados. A educação ambiental também apresentou resultados expressivos, com a participação de 21.076 pessoas em visitas pedagógicas. Entre as melhorias estruturais, destacam-se a revitalização do Jardim de Contemplação, a inauguração de novos playgrounds e a pavimentação do acesso entre o Centro de Visitantes e o Centro de Excelência do Cerrado, facilitando o deslocamento de visitantes e servidores. O JBB também implantou o Centro de Educação Ambiental do Cerrado, novo espaço voltado ao atendimento pedagógico. Outra ação relevante foi a retirada de espécies exóticas, como pinheiros, do Centro de Visitantes, medida essencial para proteger a vegetação nativa e reduzir riscos de incêndios. O JBB ampliou sua presença junto à população, alcançando 204.422 visitantes em 2025 | Fotos: Divulgação/JBB Ciência e pesquisa A Revista Heringeriana alcançou recordes históricos, passando de 22.311 visualizações em 2024 para 43.129 em 2025, reflexo da qualidade científica e das ações de divulgação do órgão. No período, foram registradas 29 submissões para publicação. O JBB também celebrou marcos importantes com a publicação do regulamento da Revista Heringeriana, além do lançamento do primeiro Guia de Flora: Ervas e Arbustos, que reúne informações sobre 548 espécies registradas no Cerrado do JBB, e do Dicionário Etimológico, obra produzida em parceria com o professor Stephen Harris, da Universidade de Oxford. Outro destaque foi a cartilha Lendas & Saberes do Cerrado, que valoriza a cultura e a memória dos povos originários. A produção de mudas superou novamente as metas, com mais de 50 mil mudas nativas produzidas, fortalecendo ações futuras de reflorestamento no Distrito Federal. A educação ambiental também apresentou resultados expressivos, com a participação de 21.076 pessoas em visitas pedagógicas Prevenção e gestão A infraestrutura interna foi aprimorada com a reforma do prédio da Brigada de Incêndio Florestal, da Superintendência de Conservação e com a implantação de irrigação no Jardim Evolutivo, garantindo a manutenção adequada do espaço. O JBB conquistou ainda o Selo de Acessibilidade e o Prêmio ITA, reconhecimento da Controladoria-Geral do DF pelo compromisso com a transparência pública. [LEIA_TAMBEM]Complementando as ações de conservação, o Jardim Botânico realizou o monitoramento da fauna da Estação Ecológica por meio de câmeras trap, com 408 registros ao longo do ano. No segundo semestre, também foi realizado o monitoramento de borboletas, que contabilizou 234 indivíduos de 13 espécies, contribuindo para a proteção da biodiversidade local. O diretor-presidente do JBB, Allan Freire, destaca: “Cada avanço de 2025 é fruto do trabalho integrado das equipes, comprometidas diariamente com a proteção do Cerrado e com a entrega de serviços de excelência à população”. *Com informações do Jardim Botânico de Brasília (JBB)
Ler mais...
Revista científica do Jardim Botânico traz dois novos artigos
A Revista Heringeriana, publicação do Jardim Botânico de Brasília (JBB) dedicada a conteúdos científicos (artigos, monografias e notas científicas, entre outros), acaba de publicar dois novos artigos, produzidos por professores, pesquisadores e alunos de laboratórios da Universidade de Brasília (UnB). O primeiro aborda a alelopatia do jatobá-do-cerrado (Hymenaea stigonocarpa); o segundo trata da dieta da coruja-buraqueira (Athene cunicularia). Na publicação, é discutido o potencial alelopático das raízes de plântulas do jatobá na germinação e crescimento inicial de espécies invasoras | Foto: Divulgação: Jardim Botânico de Brasília A alelopatia é a influência de uma espécie na germinação, crescimento e desenvolvimento de outras plantas. Na publicação é discutido o potencial alelopático das raízes de plântulas do jatobá na germinação e crescimento inicial das espécies invasoras, capim-colinião (Megathyrsus maximus) e corda-de-viola (Ipomoea triloba) e da cultivada, gergelim (Sesamum indicum). [Olho texto=”A Revista Heringer é editada desde 1994 e o nome é uma homenagem a Ezechias Paulo Heringer, botânico pioneiro no DF” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O artigo aborda também o efeito fitotóxico do extrato aquoso das raízes de jatobá em sementes germinadas de trigo (Triticum aestivum), usando o percentual de inibição do seu crescimento. Esse artigo foi publicado em parceria entre professores, pesquisadores e alunos do Laboratório de Termobiologia L.G. Labouriau, Laboratório de Alelopatia Alfredo Gui Ferreira e Laboratório de Farmacognosia, todos da Universidade de Brasília (UnB). Coruja-buraqueira A coruja-buraqueira, foco do segundo artigo, é predadora generalista e oportunista, e se alimenta, principalmente, de invertebrados, como insetos, e pequenos vertebrados, como roedores e cobras. O artigo mostra que a coruja-buraqueira é predadora de cobras como Oxyrhopus rhombifer, Phalotris mertensi e Oxyrhopus cf. trigeminus. A publicação mostra ainda que, apesar da ausência de uma cor de aviso, os viperídeos são presas perigosas para as aves, devido à sua toxina altamente venenosa, podendo causar ferimentos aos predadores, como perda ou garras quebradas, danos aos olhos e penas de voo. O estudo foi realizado por alunos e pesquisadores do Laboratório de Relações Solos-Vegetação, Laboratório de Anatomia Comparada dos Vertebrados, Laboratório de Fauna e Unidades de Conservação, da UnB e o Instituto Nacional da Mata Atlântica. A coruja-buraqueira é predadora e se alimenta, principalmente, de invertebrados, como insetos, e pequenos vertebrados, como roedores e cobras Homenagem Editada desde 1994, a princípio como Boletim do Herbário Ezechias Paulo Heringer e, a partir de 2007, como Revista Heringeriana, a publicação do JBB publica em fluxo contínuo artigos científicos originais, monografias taxonômicas, checklists comentados, notas científicas e opiniões em diversas áreas de biodiversidade. O conteúdo pode ser acessado por meio digital. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O nome é uma homenagem a Ezechias Paulo Heringer, botânico pioneiro no DF. Além de propor a criação do Parque Nacional de Brasília, Heringer ajudou na implantação do Parque Zoobotânico de Brasília, na criação da Reserva Biológica de Águas Emendadas, Estação Experimental de Agricultura Cabeça-de-Veado, Parque do Gama e o Parque do Guará, (hoje Parque Ecológico Ezechias Paulo Heringer). Devido ao seu esforço de coleta, também teve seu nome homenageado em 35 espécies novas. Para ter acesso ao conteúdo e às normas de publicação da Revista Heringeriana, acesse o site da publicação. *Com informações do Jardim Botânico de Brasília
Ler mais...