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Sala Dourada

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DF é referência nacional em aleitamento materno

No Dia Mundial do Aleitamento Materno, comemorado nesta quinta (21), os serviços da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) destacam-se como uma referência para o Brasil. “É devido ao empenho de uma enorme rede de profissionais e do reconhecimento da população que o DF ocupa o posto onde está”, avalia Graça Cruz, integrante da Coordenação de Políticas de Aleitamento Materno da SES-DF.    Graça Cruz, da Coordenação de Políticas de Aleitamento Materno da SES-DF: “Quando a gente protege o aleitamento materno, estamos contribuindo para a formação de um adulto mais saudável” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF  A primeira versão da política de amamentação na capital tem origem em 1993, com a Lei nº 454, de 14 de junho de 1993. De lá para cá, foram diversas iniciativas públicas na área. As medidas mais recentes incluem a implantação das salas douradas e do Selo Dourado e a dispensa da taxa de inscrição em concursos públicos para doadoras de leite materno.  No rol de ações da SES-DF, estão entre os destaques o método Canguru, que incentiva o contato pele a pele entre os pais e a criança recém-nascida; a regulação da atuação de doulas nas unidades de saúde desde 2020 e a classificação do trabalho dos 14 bancos de leite humano como Padrão-Ouro pela Fiocruz e pela Rede Nacional de Bancos de Leite Humano.  Cuidado de décadas O Dia Mundial do Aleitamento Materno remonta a 1981, quando os Estados-membros da Assembleia Mundial da Saúde (AMS), órgão deliberativo supremo da Organização Mundial da Saúde (OMS), aprovaram o Código Internacional de Marketing de Substitutos do Leite Materno. No Brasil, cuja política de aleitamento materno é exemplo para o mundo, outro marco completou duas décadas em 2026: a Lei nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006, que destaca a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (Nbcal).  Ambos os textos regulam produtos e alimentos que podem ser utilizados como substitutos do aleitamento materno. De acordo com os documentos, são vedadas a distribuição de amostras de mamadeiras, bicos, chupetas e suplementos nutricionais indicados para recém-nascidos de alto risco e a atuação de representantes comerciais nas unidades de saúde. As medidas buscam enfatizar a importância da amamentação como forma de melhorar a nutrição e a saúde materno-infantil. [LEIA_TAMBEM] “Quando a gente protege o aleitamento materno, estamos contribuindo para a formação de um adulto mais saudável, com menor possibilidade de doenças crônicas e adequado desenvolvimento cognitivo”, explica Graça Cruz. “Buscamos a formação de um cidadão pleno.” Resultados Essa atuação no âmbito das políticas públicas garante bons resultados. De acordo com o mais recente boletim sobre o estado nutricional e consumo alimentar da população acompanhada pela Atenção Primária à Saúde (APS) do DF, mais de 68% das crianças menores de 6 meses receberam aleitamento materno exclusivo (AME). Desse público, 90,5% apresentaram peso adequado.  O resultado representa avanço em relação ao ano anterior, supera a média nacional em mais de 20% e cumpre com a meta da OMS de alcançar pelo menos 50% de AME até 2025. No que se refere ao aleitamento materno continuado (AMC), até os dois anos ou mais, 72,5% das crianças acompanhadas no DF estavam sob tal condição. O percentual é quase 30% superior à média nacional de 43,4%. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Sala no HRSM permite coleta e armazenamento de leite materno

No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), um espaço aberto 24h por dia, todos os dias da semana, beneficia servidoras e empregadas terceirizadas em estágio de amamentação. A Sala Dourada tem o objetivo de garantir a manutenção do aleitamento materno e valorizar o retorno e a permanência da mãe no mercado de trabalho, permitindo a coleta ou o armazenamento do leite materno durante o horário do expediente. Sala Dourada do Hospital Regional de Santa Maria oferece conforto e privacidade para servidoras ou empregadas terceirizadas em estágio de amamentação | Foto: Davidyson Damasceno/IgesDF O Decreto nº 45.195, que regulamenta a obrigatoriedade da instalação de salas de amamentação nos órgãos públicos do Governo do Distrito Federal (GDF), foi publicado em novembro do ano passado. As salas precisam ser instaladas em área apropriada, com conforto e privacidade. Além disso, devem proporcionar um ambiente tranquilo, que permita a adequada acomodação da nutriz, sem interrupções e interferências externas. Além de manter a Sala Dourada, inaugurada em 2014, há um grupo no WhatsApp criado para todas as colaboradoras da unidade que estão gestantes ou retornaram ao trabalho e precisam de orientações sobre amamentação. Espaço fica aberto todos os dias da semana, 24h por dia, e permite a coleta e o armazenamento de leite materno “A sala da mãe trabalhadora que amamenta tem o credenciamento do Ministério da Saúde. Deixamos nosso telefone à disposição para acompanhar essas mães, desde a gestação até o retorno ao trabalho. O banco de leite está sempre disposto a ajudá-las a manter o aleitamento materno nesta volta ao trabalho, fazer o estoque de leite para seu bebê”, explica a chefe do Serviço do Banco de Leite Humano do HRSM, Maria Helena Santos. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] No último dia 11, o HRSM foi uma das instituições reconhecidas pelo GDF com a entrega do Selo Dourado, pelo apoio à amamentação. “O Selo Dourado é a manifestação evidente do cuidado humanizado com as nossas colaboradoras. A mulher que, como provedora de seu lar, precisa buscar o mercado de trabalho e conciliar sua rotina com o período de amamentação, tem no HRSM o apoio necessário para este importante ato de amor”, destaca a superintendente do HRSM, Eliane Abreu. Segundo Maria Helena Santos, além de ser um reflexo de todas as ações realizadas no banco de leite, este selo é um passo para conseguir o credenciamento de Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). Já foi montada comissão e coordenação, além de serem feitos treinamentos e conscientização com todas as equipes sobre a importância do credenciamento para a unidade hospitalar. *Com informações do IgesDF  

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