Reforma amplia pronto-socorro de Brazlândia de 26 para 55 leitos
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Hospital Regional de Brazlândia terá mais que o dobro de leitos no pronto-socorro: a capacidade passará de 26 para 55, com a reforma e a ampliação da unidade. A governadora Celina Leão visitou as obras neste sábado (10/10) e pediu que as equipes priorizem a área destinada ao tomógrafo, para permitir o início dos exames antes da conclusão de toda a construção. “O meu pedido hoje para a engenharia foi que eles fizessem primeiro essa parte, que voltasse a força total nessa parte, que já me libera o tomógrafo”, afirmou a governadora. A intenção, explicou, é que o hospital possa oferecer o atendimento mesmo com os demais serviços da obra em andamento. Celina Leão destacou que a oferta do exame na própria unidade pode reduzir a necessidade de transportar pacientes para outros hospitais e ajudar os médicos a definir o tratamento. “O médico não conseguia dar um laudo, aquele paciente ficava internado custando mais caro para o Sistema Único de Saúde do que comprar o tomógrafo e instalar”, disse. O contrato para concluir os serviços que ficaram pendentes após a rescisão com a empresa anterior tem valor de R$ 16,19 milhões. Segundo o resumo técnico da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a intervenção abrange 2.880,30 m² e inclui, além do pronto-socorro, reformas na agência transfusional, responsável pelo suporte às transfusões de sangue, na odontologia e no laboratório de análises clínicas. Também estão previstas uma unidade de cirurgia ambulatorial e intervenções na subestação de energia. Celina Leão destacou que a oferta do exame na própria unidade pode reduzir a necessidade de transportar pacientes para outros hospitais e ajudar os médicos a definir o tratamento | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Mais atendimentos e novos serviços O secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, informou que o projeto prevê atendimento de ortopedia, dois consultórios odontológicos e duas salas para pequenas cirurgias. Para ele, a estrutura permitirá atender em Brazlândia pacientes que hoje precisam buscar parte desses serviços em outras regiões administrativas. A tomografia é um desses casos. “Imagina uma pessoa que precisa de uma tomografia aqui. Essa pessoa tem que se deslocar até Ceilândia, numa ambulância”, afirmou. Segundo o secretário, ter o equipamento no hospital também oferece melhores condições para o diagnóstico e ajuda a atrair profissionais. A projeção apresentada por Juracy é ampliar a capacidade de cerca de 1,5 mil para até 6 mil atendimentos mensais. Esse patamar depende da formação das equipes necessárias ao funcionamento da nova estrutura. Retomada da obra O presidente da Novacap, Fernando Leite, explicou que a substituição da empresa e a necessidade de manter o hospital em funcionamento foram alguns dos desafios. “Nós tivemos que fazer uma obra com o hospital em funcionamento. Isso trouxe uma série de atrasos”, relatou. Sobre a construtora anterior, Leite afirmou: “Ela teve que desistir da obra”. Segundo ele, os procedimentos para rescindir o contrato e contratar outra empresa prolongaram a execução dos serviços. O presidente também destacou as características da construção, como a altura entre o piso e o teto e o tipo de laje, e associou essas escolhas ao conforto de pacientes e profissionais. “Mais conforto ambiental, melhor qualidade de vida para quem está trabalhando, para quem está sendo atendido”, disse. A Novacap busca concluir os serviços antes do prazo previsto no contrato. “Nós vamos acelerar essa obra. Isso que eu quero destacar”, afirmou Fernando Leite.
Ler mais...
Dia Mundial de Combate à Meningite destaca importância da prevenção
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Celebrado anualmente em 5 de outubro, o Dia Mundial de Combate à Meningite destaca a importância de prevenir a doença, cujas formas podem ser prevenidas por um conjunto de vacinas aplicadas desde os primeiros dias de vida até a adolescência. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem mais de cem salas de vacina preparadas para atender as famílias e ampliar a proteção contra a doença. Os locais e horários de atendimento estão disponíveis neste site. A orientação aos pais ou responsáveis é ir até uma sala de vacina com um documento de identificação da criança e a caderneta de vacinação. As equipes de atendimento analisam a situação e indicam quais doses podem ser aplicadas, mesmo se houver atraso. A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Os pacientes podem apresentar febre alta, dor de cabeça, dificuldade para mexer o pescoço, vômitos e náuseas. A doença exige avaliação médica imediata, e a necessidade de internação e o tratamento dependem da causa e da gravidade do quadro. Os profissionais de saúde alertam para a importância da prevenção. "A meningite é uma doença endêmica no Brasil, o que significa que casos são esperados ao longo de todo o ano", afirma o gerente de Epidemiologia de Campo da SES-DF, Victor Bertollo Pôrto. Em 2025, foram registrados 106 casos e 11 óbitos no DF. Arte: Agência Saúde DF Vacinação Para prevenir diversas formas de meningite, há uma série de vacinas a serem aplicadas, começando pela BCG, aplicada preferencialmente ainda nas maternidades. Para manter a imunidade da criança, são aplicadas no início da vida: DTP-HB-Hib, pneumocócica conjugada VPC20/VPC10, meningocócica C e meningocócica ACWY. Juntos, esses imunizantes protegem contra diversos sorotipos de bactérias que podem causar a meningite, além de infecções virais gerais que podem evoluir para meningite. Considerando os esquemas dessas vacinas, há doses aplicadas aos 2, 3, 4, 5, 6, 12 e 15 meses, aos 4 anos e dos 11 aos 14 anos. "É de extrema importância seguir o calendário básico de vacinação porque foi pensado exatamente no momento ideal em que a criança vai gerar a melhor resposta e também o momento ideal de proteção para a criança, para que, quando ela for exposta àquele agente etiológico, ela já esteja protegida", afirma a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. Idosos e grupos especiais A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) também é indicada para idosos a partir de 85 anos e indivíduos com comorbidades ou condições que aumentam o risco de doença pneumocócica grave, como imunossupressão, cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, asma moderada ou grave, diabetes e certas condições neurológicas. Nesses casos, a aplicação depende de avaliação clínica e, quando necessário, de autorização prévia do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). A página do serviço reúne informações sobre o atendimento. Populações indígenas a partir de 5 anos de idade que não tenham histórico de vacinação prévia com vacina pneumocócica conjugada também devem tomar a vacina VPC20. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Dia Mundial contra a raiva: vacinação no DF registra recorde de animais imunizados
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A vacinação contra a raiva alcançou 99.903 cães e gatos no Distrito Federal neste ano, o maior quantitativo registrado nos últimos anos. Foram imunizados 82.878 cães e 17.025 gatos, um aumento de 87,18% em relação a 2025. O resultado reforça a importância da vacinação para manter a raiva sob controle e proteger tanto os animais quanto a população. Apesar dos avanços, a doença continua exigindo atenção permanente, já que o vírus segue circulando entre animais. "É um resultado expressivo, com o maior quantitativo registrado nos últimos anos", celebra o diretor de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Wendel Medeiros. O assunto é sério e que ganhou data própria. Nesta segunda-feira (28), é celebrado o Dia Mundial contra a Raiva, uma homenagem a Louis Pasteur, cientista francês que desenvolveu a primeira vacina de combate à doença, em 1885. Hoje, mais de um século depois, a imunização de cães e gatos ainda é uma das principais formas de prevenção. "É um desafio estratégico da saúde pública a necessidade de fortalecer a percepção de risco contínuo, considerando que o vírus da raiva mantém circulação ativa", afirma Medeiros. Onde e como vacinar seu animal? Todos os cães e gatos, a partir dos três meses de vida, devem ser vacinados anualmente, inclusive fêmeas que estiverem prenhas ou amamentando. Caso o animal esteja doente, a equipe irá avaliar o caso. Mesmo que os pets vivam em casas ou apartamentos, é preciso levá-los para receber a dose, pois há chance de haver contato com outros animais, como morcegos. Nesta segunda-feira (28), é celebrado o Dia Mundial contra a Raiva, uma homenagem a Louis Pasteur, cientista francês que desenvolveu a primeira vacina de combate à doença, em 1885 | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Além das campanhas de vacinação, o imunizante está disponível de segunda a sexta-feira na sede da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) e nos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental. A lista completa com endereços e horários de funcionamento está disponível neste link, atualizada conforme a disponibilidade do serviço. Para que o animal receba a dose, o tutor precisa ser maior de idade e levar um documento de identificação válido e com foto. Vale ressaltar que a vacina oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS) é destinada exclusivamente a cães e gatos. Quem tiver roedores, primatas ou suínos deve focar em outras medidas preventivas: evitar o contato e isolar animais que apresentem alteração de comportamento, como dificuldades de locomoção, alteração nos sons produzidos e salivação excessiva. Produtores com rebanhos de bovinos, ovinos, caprinos, equinos e suínos também precisam ficar atentos à raiva. Nesses cenários, as ações preventivas ficam a cargo da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF). Quais cuidados tomar? Caso cães ou gatos estejam com sinais de raiva, é preciso acionar a Vigilância Ambiental pelo telefone (61) 3449-4434 (WhatsApp). Nunca tente manejar, tratar ou medicar o animal por conta própria. Destaca-se que a Vigilância Ambiental não é responsável por resgatar animais de rua. Outro cuidado fundamental é evitar o contato com animais como morcegos ou macacos, principalmente se estiverem mortos. A Vigilância Ambiental também pode ser contatada nesses casos. Vale lembrar que animais silvestres são protegidos por lei e matá-los é crime. Como a raiva é transmitida? O vírus causador da raiva, do gênero Lyssavirus, é transmitido pela saliva, por meio de mordidas, lambidas e arranhões de animais infectados. Em geral, o ciclo da doença é iniciado entre animais silvestres, passando para animais de criação ou animais domésticos, antes de haver casos em humanos. Em cães e gatos, a transmissão pela saliva ocorre de dois a cinco dias antes do aparecimento dos sinais da doença. Isso porque, no primeiro momento, o vírus se multiplica no local da lesão. Só depois migra para o cérebro e as glândulas salivares, causando os sintomas. Depois dessa fase, a possibilidade de óbito é de quase 100%. O que fazer em caso de mordida? Se houver acidentes com animais, lave imediatamente o ferimento com água e sabão. Em seguida, procure atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital para ser avaliado. Os profissionais do SUS são treinados para avaliar a ocorrência de acordo com as características do paciente, do ferimento e do animal envolvido. No momento da avaliação, pode ser indicada a profilaxia pós-exposição, de acordo com o risco identificado pelos profissionais de saúde. A conduta pode envolver vacina e/ou soro antirrábico. Quais são os sintomas em humanos? Nos seres humanos, os sinais da raiva são similares aos de várias outras doenças: febre, dor de cabeça, perda de apetite e náuseas. Porém, em poucos dias, surgem sintomas neurológicos, como alterações de comportamento, espasmos, convulsões, delírios, alucinações e paralisia. O paciente também sofre com dificuldade para beber água e deglutir alimentos, além de apresentar salivação intensa. Em seguida, há o estado de coma e, em quase todos os casos, o óbito. Vale lembrar que a raiva não é transmitida por ficar no mesmo ambiente que um animal contaminado nem pelo contato com fezes ou urina. Também não há contaminação em caso de mordidas ou picadas de répteis, insetos ou aves, pois a doença afeta apenas mamíferos. Casos no DF Desde a fundação de Brasília, em 1960, foram registrados somente dois casos de raiva humana no DF: em 1978 e em 2022, ambos tendo como resultado o óbito. "A situação dos casos de raiva em humanos está controlada no DF. Mas, a manutenção desse cenário seguro exige vigilância e imunização contínuas", explica a enfermeira Geila Márcia Meneguessi, da área de Vigilância Epidemiológica da SES-DF. Os agentes atuam de forma integrada na identificação e na investigação de situações suspeitas, na avaliação do risco de exposição e na adoção das medidas necessárias para interromper a cadeia de transmissão. Vacina para prevenção O SUS também disponibiliza um esquema de vacinação pré-exposição para pessoas que têm mais chances de sofrer acidentes com animais ou entrar em contato com o vírus. É o caso de médicos veterinários, engenheiros agrônomos, zootecnistas, biólogos e estudantes dessas áreas. Também tomam a vacina funcionários de zoológicos, de clínicas veterinárias e de propriedades rurais, entre outras categorias. Para receber as doses, o profissional pode procurar uma unidade de saúde e apresentar um documento que comprove o risco de exposição ao vírus da raiva, como crachá funcional, declaração laboral ou da faculdade. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Calor e tempo seco exigem cuidados redobrados com a saúde das crianças
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Manter as crianças hidratadas, o calendário de vacinação em dia e redobrar os cuidados com o preparo e a conservação dos alimentos estão entre as principais medidas para proteger a saúde infantil durante períodos de calor intenso e baixa umidade. Pais e responsáveis também devem ficar atentos aos sinais de desidratação e procurar atendimento caso a criança apresente sintomas de alerta. Uma das medidas mais eficazes para proteger o público infantil é manter o calendário de vacinação em dia. Exemplo disso é a vacina rotavírus humano (VRH), imunizante oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que previne formas graves de diarreia. O esquema é composto por duas doses: a primeira deve ser aplicada aos dois meses e a segunda aos quatro meses de idade. O cardápio das crianças também exige cuidados especiais, como detalha a referência técnica distrital (RTD) de pediatria da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Juliana Araújo. “Com o calor na faixa entre 20° C e 50° C, os alimentos entram em uma zona propícia para a rápida multiplicação de bactérias e vírus. Por isso, é fundamental atentar-se às condições de preparo, higiene e acondicionamento”, explica. Refeições e lanches deixados fora de refrigeração por mais de duas horas ou preparados com muita antecedência oferecem riscos de contaminação. A orientação é manter alimentos quentes acima de 60° C e refrigerados abaixo de 5° C. Também é recomendável evitar ambientes muito quentes ou com aglomeração de pessoas. Se for necessário frequentar esses locais, a orientação é reforçar continuamente a ingestão de água. Por que o cuidado deve ser redobrado O período de calor intenso e baixa umidade relativa do ar favorece o aumento de infecções por vírus gastrointestinais, como norovírus, adenovírus e rotavírus. O ressecamento do solo facilita a suspensão de poeira com esses agentes infecciosos no ar. Além disso, o tempo seco causa o ressecamento das mucosas nasais e inibe o mecanismo natural que varre as impurezas das vias aéreas, reduzindo a proteção contra microrganismos. Por estarem em desenvolvimento, os bebês e as crianças são impactados de maneira especial por essas condições. Outro problema crítico é a desidratação, que ocorre de forma muito mais rápida nos pequenos. Como eles têm uma taxa metabólica elevada, a perda de líquidos pela transpiração e por eventuais diarreias ou vômitos pode evoluir rapidamente para quadros mais graves. Sinais de alerta e atendimento Os pais e responsáveis devem observar atentamente os sinais de desidratação infantil. É preciso buscar assistência médica imediata caso a criança apresente: diminuição perceptível ou ausência de urina; febre; boca, lábios e mucosas ressecados; olhos fundos e ausência de lágrimas ao chorar; letargia, prostração ou sonolência excessiva. As unidades básicas de saúde (UBS) são a principal porta de entrada para essa assistência. Na UBS, as equipes de Saúde da Família realizam o acolhimento, a classificação de risco e iniciam os procedimentos de reidratação, que buscam favorecer a absorção intestinal de água e eletrólitos. Caso haja necessidade, o paciente é encaminhado a um serviço de emergência. Clique aqui e confira o horário de funcionamento da UBS mais próxima da sua residência ou veja a lista completa de UBS do DF. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
DF amplia capacidade de monitoramento de doenças
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Treze laboratórios da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) passam, ao longo de 2026, por uma capacitação conduzida pelo Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF) para ampliar a capacidade de monitoramento de doenças causadas por microrganismos. O objetivo é garantir maior precisão em diagnósticos de doenças como meningite, tuberculose e infecções bacterianas, com possibilidade de ampliação para quadros causados por vírus e fungos. A chefe do Núcleo de Bacteriologia da Gerência de Biologia Médica do Lacen-DF, Glaura Caldo, explica que o ganho da capacitação é duplo. “A qualificação foca na capacidade dessas unidades em entregarem diagnósticos cada vez mais adequados para o paciente e, ao mesmo tempo, também tenham a capacidade de triar as bactérias necessárias para a vigilância epidemiológica", explica. Isso significa que exames coletados de pacientes em qualquer unidade da SES-DF, seja um hospital, uma unidade básica de saúde (UBS) ou um ambulatório, podem resultar em alertas sobre a presença de um novo tipo de doença na população. Teste prático O treinamento envolve um teste prático. O Lacen-DF envia amostras-teste para serem analisadas como se fossem exames de pacientes. Em seguida, os laboratórios regionais, a maioria localizada nos hospitais da SES-DF, precisam entregar o resultado. São avaliados tanto o tempo para a liberação do resultado quanto a precisão dos diagnósticos. O objetivo da iniciativa é garantir maior precisão em diagnósticos de doenças como meningite, tuberculose e infecções bacterianas, com possibilidade de ampliação para quadros causados por vírus e fungos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Também entra no foco a capacidade de utilização de equipamentos disponíveis nos laboratórios regionais, como o MicroScan WalkAway, capaz de fazer a identificação de bactérias e seu perfil de sensibilidade aos antimicrobianos. "Fazemos um controle de qualidade com cepas bem diferentes, incluindo amostras raras. Podemos ter a certeza que a população está muito bem assistida em todos os laboratórios. Mas sempre queremos aprimorar", conta Glaura Caldo. Profissionais que passam pela avaliação também aprovam a metodologia. “É uma espécie de ensaio de proficiência. Além de treinar os profissionais que estão fazendo os exames, conseguimos padronizar os laboratórios da rede”, opina o biomédico do Núcleo de Patologia Clínica do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Samuel Araújo. O HRT tem o maior laboratório regional sob gestão direta da SES-DF, com 200 a 300 amostras para cultura microbiológica avaliadas por dia. A padronização é uma meta do Lacen-DF. Periodicamente, os resultados são discutidos com representantes dos 13 laboratórios para proposição de melhorias e troca de experiências. Um ganho mútuo de conhecimento. “Aprendemos com as melhores práticas. Incorporamos, por exemplo, conhecimentos sobre um processo para diferenciação de bactérias”, conta o biomédico do HRT. Além do HRT, também participam das capacitações servidores lotados nos setores de microbiologia dos laboratórios dos hospitais regionais de Planaltina (HRPl), Sobradinho (HRS), da Região Leste (HRL), Asa Norte (Hran), Guará (HRGu), Gama (HRG), Samambaia (HRSam), Ceilândia (HRC) e Brazlândia (HRBz), no Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib), no Laboratório Regional do Guará e no Laboratório Regional de Ceilândia. Juntos, esses laboratórios e o Lacen-DF integram uma rede que realiza mais de 15 milhões de exames ao ano. Novas tecnologias, mais serviços A diretora do Lacen-DF, Solange Fagundes, ressalta que, ao longo dos anos, houve avanços nas técnicas empregadas, o que permite aprimorar os serviços à população. “A entrega aumentou graças ao advento da automação e de equipamentos que produzem muitos exames por minuto”, conta. Novos serviços também foram adicionados à rede. Hoje, o Lacen-DF é capaz de fazer a vigilância genômica das amostras. "É um passo que permite detectar o tipo de bactéria ou de vírus e saber até se é o caso de uma nova cepa", explica a diretora. Essa capacidade é especialmente necessária para a dengue, que tem quatro tipos já identificados. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Grupo é criado para aprimorar gestão das Farmácias de Alto Custo
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) criou, nesta terça-feira (25), o Grupo de Intervenção e Apoio à Gestão das Farmácias de Alto Custo. A iniciativa tem como objetivo otimizar e padronizar os processos de atendimento nas unidades do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) da Asa Sul, de Ceilândia e do Gama. Instituído pela Ordem de Serviço nº 26/2026, o grupo vai atuar na identificação de gargalos e no acompanhamento de indicadores relacionados ao funcionamento das três unidades. Entre as prioridades estão a análise dos tempos de espera e da formação de filas, com identificação das causas de eventuais demoras no atendimento e na entrega de medicamentos. A equipe técnica também vai avaliar a força de trabalho, buscando adequar a distribuição dos profissionais às necessidades de cada unidade e acompanhar a produtividade. Na área de logística, serão monitorados o abastecimento e os níveis de estoque, com medidas preventivas para reduzir o risco de desabastecimento. Entre as prioridades das novas medidas estão a análise dos tempos de espera e da formação de filas | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF Outra frente de atuação será a padronização dos processos de trabalho, com a harmonização dos procedimentos adotados nas três Farmácias de Alto Custo do DF. Gestão baseada em indicadores O trabalho será orientado pelo acompanhamento sistemático de indicadores de desempenho. A proposta é identificar antecipadamente problemas assistenciais, administrativos ou logísticos e, a partir desse diagnóstico, estabelecer planos de ação específicos para cada situação. Vinculado à Assessoria de Gestão Estratégica da Subsecretaria de Assistência Farmacêutica e Logística (SAFLOG), o grupo terá caráter temporário e permanecerá em atividade pelo período necessário ao aprimoramento da gestão e do funcionamento das unidades. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Sábado tem vacinação urbana e rural
O Núcleo Rural Monjolo, no Recanto das Emas, recebe neste sábado (4) uma equipe de vacinação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) para facilitar o acesso da população local a vacinas que previnem doenças como sarampo, tétano e pólio. Já o Carro da Vacina leva vacinação itinerante ao trecho 3 do Sol Nascente. Também no sábado, 46 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em 20 Regiões Administrativas abrem as portas para atendimento à população. A lista completa com endereços e horários está disponível aqui. Salas de imunização contam com profissionais capacitados para tirar dúvidas a respeito da situação vacinal | Foto: Ualisson Noronha/Arquivo Agência Saúde DF É possível se vacinar independentemente do local de moradia, bastando levar um documento de identificação válido e com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. Estarão disponíveis vacinas para pessoas de todas as faixas etárias, sempre aplicadas conforme o indicado para cada idade e os grupos prioritários. Em cada local de atendimento, as equipes estão preparadas para identificar os imunizantes indicados para cada pessoa. No domingo (5), não haverá atendimento. As mais de cem salas de vacinação reabrem em horário normal na segunda-feira (6). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Horto agroflorestal é inaugurado no Complexo Penitenciário da Papuda
Há cinco anos, quando escolheu uma sala com janela voltada para o canteiro na Unidade Básica de Saúde Prisional (UBSP) 14 de São Sebastião, a enfermeira de Saúde da Família Renata Calorio imaginou um Horto Agroflorestal Medicinal Biodinâmico (Hamb) ali no lado de fora. Nesta semana, durante a cerimônia de inauguração, viu o sonho tornar-se realidade. A nova unidade passa a funcionar dentro da Penitenciária do Distrito Federal IV (PDF IV), onde também ocorreu a solenidade de lançamento. Estavam presentes profissionais e gestores da Secretaria de Saúde (SES-DF) e representantes de órgãos que contribuíram com a implantação — Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF) e Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Convívio social Aos internos, a proposta da Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhamb), além de relacionar-se com o próprio cuidado em saúde, é oferecer uma chance de trabalho — tanto para a capacitação profissional quanto para a remição de pena. Aos profissionais do sistema prisional, a área verde favorece a melhoria da ambiência. A juíza titular da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP-DF), Leila Cury, avalia que o projeto alinha-se à principal missão do sistema prisional: a ressocialização. "O reeducando irá, em algum momento, voltar para o convívio social. Atividades que trazem oportunidades de educação e trabalho ajudam a fazer com que ele saia daqui melhor do que quando entrou", afirma. Aos internos, a proposta da Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos, além de relacionar-se com o próprio cuidado em saúde, é oferecer uma chance de trabalho | Foto: Divulgação/Seape-DF Cuidado integral Neste semestre, a residência multiprofissional em Atenção Básica com ênfase em práticas integrativas em saúde (PIS) incorporou a UBSP como um dos cenários da formação. As equipes de Saúde da Família que atuam no Complexo Penitenciário da Papuda disponibilizam modalidades de práticas integrativas em saúde (PIS), como terapia comunitária integrativa (com foco em luto), auriculoterapia e lian gong. O titular da Seape-DF, Wenderson Teles, reconhece que as ações da Rhamb e das PIS representam importante estratégia de promoção do cuidado integral. "Sabemos que muitos do nosso público têm o primeiro contato com os serviços de saúde no sistema prisional", destaca. Práticas integrativas As PIS são entendidas como formas de cuidado que abordam a saúde do ser humano em sua multidimensionalidade, baseadas em teorias e experiências de diferentes culturas de cuidado. O monitoramento da Rhamb, conforme instituído na SES-DF pela Portaria n.º 137, de 15 de abril de 2025, também é responsabilidade da Gerência de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
Ler mais...
Lavagem nasal: técnica é usada no combate a gripes e resfriados
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem uma rede de unidades básicas de saúde (UBSs), unidades de pronto atendimento (UPAs) e de hospitais para atender os pacientes. Porém, em casa já é possível tomar uma atitude que reduz o agravamento de gripes, além de ajudar até a evitar a doença. A lavagem nasal, prática com mais de cinco mil anos de história, é recomendada por sociedades médicas nacionais e internacionais como medida de higiene e tratamento das vias aéreas e pode ser realizada desde os primeiros dias de vida do bebê até por adultos e idosos. "A lavagem nasal é uma das principais medidas para higienização e desobstrução das vias áreas superiores, evitando assim a proliferação e agravamento dos quadros respiratórios obstrutivos e auxiliando na recuperação de infecções de vias aéreas superiores como também de quadros alérgicos. Pode ser usada em quadro de rinites, infecções respiratórias de vias aéreas superiores e até sangramento nasal leve, neste último caso após orientação médica", afirma a médica pediatra Juliana Queiroz, que é referência distrital em pediatria da SES-DF. A lavagem nasal contribui para a limpeza mecânica de muco, crostas e contaminantes do ar. Os primeiros registros da limpeza nasal vêm da milenar medicina Ayurveda, originária da Índia, e há referências ao procedimento também na cultura greco-romana. No século XIX, a prática passou a ser difundida na medicina ocidental e, desde então, nunca mais saiu de cena. Como fazer? A posição correta muda conforme a idade da criança, e esse detalhe faz toda a diferença. Em bebês até seis meses, a criança pode ser posicionada deitada de costas com a cabeceira elevada acima de 30 graus e a cabeça virada para o lado, irrigando a narina de cima. Outra opção é mantê-la sentada no colo do adulto, com a cabeça levemente inclinada para frente, enquanto o adulto estabiliza a mandíbula do bebê e apoia a própria bochecha na da criança para evitar movimentação. A posição correta muda conforme a idade da criança, e esse detalhe faz toda a diferença. Para crianças entre seis meses e dois anos, a posição sentada no colo é a recomendada, com a cabeça levemente inclinada para frente e estabilizada pelo adulto | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Para crianças entre seis meses e dois anos, a posição sentada no colo é a recomendada, com a cabeça levemente inclinada para frente e estabilizada pelo adulto. Em crianças maiores de dois anos, também é possível realizar a lavagem em pé, com o tronco projetado para frente e a cabeça rotacionada, sempre irrigando a narina que estiver para cima. Um truque útil é pedir à criança que abra a boca o que eleva o palato mole, fecha a nasofaringe e evita que a solução escoe para a boca. Independentemente da faixa etária, o dispositivo deve sempre ser direcionado lateralmente à narina, evitando trauma no septo nasal. A pressão deve ser suave e contínua, nunca forçada, e o jato direcionado em ângulo de 45 graus para cima em relação ao plano do palato. O melhor momento para fazer a limpeza é antes das mamadas, antes de dormir ou após o banho, já que o vapor ajuda a fluidificar o muco e facilita o procedimento. Essas últimas regras também valem para a limpeza nasal de pessoas maiores. A frequência de duas a três vezes ao dia é a mais comum nas recomendações clínicas. Os dispositivos utilizados, sejam seringas, sprays, jato contínuo ou frascos de alto volume, devem ser higienizados após cada uso e substituídos a cada três meses. Água ou soro fisiológico? A resposta é direta: soro fisiológico. A solução isotônica a 0,9% é a mais indicada para uso em crianças. A solução hipertônica, a 2% ou 3%, pode causar ardor e irritação da mucosa e apresenta maior frequência de efeitos adversos em comparação à isotônica. O soro industrializado, disponível em qualquer farmácia, é a opção mais prática. Para quem preferir preparar em casa, a orientação é dissolver nove gramas de cloreto de sódio, o popular sal de cozinha, em um litro de água filtrada e fervida. A solução deve ser mantida na geladeira após o preparo e nunca aplicada gelada. O ideal é usá-la em temperatura ambiente ou levemente aquecida. Contraindicações A lavagem nasal é segura, mas há situações em que ela não deve ser feita. Todas as contraindicações em crianças devem ser conversadas com profissionais de saúde. São consideradas contraindicações a suspeita de corpo estranho, disfagia com risco de aspiração, fissura palatina, defeitos da base do crânio e fraturas de face. Sangramentos ou feridas na região também pedem pausa imediata e consulta ao pediatra. Fazer a lavagem em excesso também pode ser prejudicial, pois remove a camada de muco responsável pela adesão de partículas, comprometendo o transporte mucociliar. O ideal é manter a frequência máxima de três vezes ao dia, ou conforme a orientação de profissionais de saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Adolescentes de até 19 anos podem se vacinar contra o HPV no sábado (27)
Adolescentes de 15 a 19 anos, de ambos os sexos, que nunca se vacinaram contra o papilomavírus humano (HPV) podem garantir a proteção neste sábado (27). É o último final de semana para aproveitar a ampliação da faixa etária: em 1º de julho, essa vacina volta a ser ofertada apenas a jovens entre 9 e 14 anos. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) terá 48 locais de atendimento. A lista completa está disponível no site da pasta. Não haverá imunização no domingo (28) e, por conta do jogo do Brasil na segunda-feira (29), as salas de vacina reabrem apenas na terça-feira (30). No sábado, além da vacinação contra o HPV, haverá outras doses disponíveis para pessoas de todas as faixas etárias, aplicadas conforme diretrizes estabelecidas. Por exemplo: para gestantes, idosos a partir de 60 anos e outros grupos prioritários é oferecido o imunizante em combate à gripe. Já crianças e adolescentes de 10 a 14 anos podem receber a proteção contra a dengue. No sábado, além da vacinação contra o HPV, haverá outras doses disponíveis para pessoas de todas as faixas etárias, aplicadas conforme diretrizes estabelecidas | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Outra vacina da lista é a da febre amarela: o esquema padrão é de uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Já os adultos até 59 anos, que nunca se imunizaram antes, tomam uma dose única. Adultos também recebem a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola: é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos. Em todos os casos, a SES-DF orienta levar documento de identificação válido e com foto e a caderneta vacinal. Caso tenha perdido esta última, a pessoa ainda assim deve comparecer a um dos locais de atendimento para uma análise vacinal. Já quem fizer parte de grupos profissionais previstos para a vacinação contra a gripe, caso de professores, trabalhadores da saúde, caminhoneiros, dentre outros, precisa levar algum documento que comprove o exercício da ocupação, como crachá ou contracheque. Por fim, gestantes e pessoas com deficiências ou comorbidades previstas para a vacinação precisam levar exames, relatório médico ou outro tipo de comprovação. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...