Saiba os sintomas e como se prevenir da hantavirose, doença transmitida por roedores silvestres
Infecção transmitida principalmente pela inalação de partículas de poeira formadas a partir da urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados, a hantavirose é considerada rara e os casos costumam estar associados a ambientes rurais, galpões fechados, locais com acúmulo de entulho ou áreas com presença de roedores. A enfermidade é similar a outras doenças respiratórias e virais. Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça e dores no corpo. Em alguns casos, pode ocorrer evolução para tosse seca e cansaço extremo. Fatores ambientais estão relacionados ao aumento da circulação de roedores silvestres e, consequentemente, ao maior risco de exposição humana. Prevenção Fatores ambientais estão relacionados ao aumento da circulação de roedores silvestres e, consequentemente, ao maior risco de exposição humana | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF No caso da hantavirose, os roedores envolvidos são os silvestres. Portanto, não há intervenção com raticidas em função do impacto na cadeia alimentar. O uso pode matar os predadores naturais, como cobras e corujas. “Nós fazemos investigação a partir de casos humanos para identificar o local provável de infecção e, a partir da caracterização, entramos com educação em saúde, orientando a população como se proteger nos cenários rurais”, explica a bióloga da SES-DF, Gabriela Toledo. Em casos de acesso a galpões, o ideal é manter o espaço aberto por, no mínimo, quinze minutos. Também é preciso tomar cuidado em relação às atividades relacionadas ao turismo rural e evitar consumir e manusear frutos caídos. Em casos de suspeita da doença, a orientação é procurar o serviço de saúde mais próximo. Casos notificados no DF Arte: SES-DF Atualmente, três casos notificados de hantavirose estão sob investigação — sendo um deles, de morador da capital federal, com local provável de infecção em outro estado. Outros dois casos buscaram atendimento no Distrito Federal, porém residem e, possivelmente, foram infectados em seus estados de origem. Todos iniciaram os sintomas no mês de abril e as ocorrências não possuem relação com o surto ocorrido no navio proveniente da Argentina. Os últimos registros confirmados da doença no DF ocorreram em 2022. Os pacientes, inicialmente, foram investigados para outras doenças com sintomas semelhantes. No decorrer da investigação, a hantavirose passou a ser considerada por conta das características clínicas apresentadas pelo histórico de exposição de risco identificado. Todos os casos seguem com exames laboratoriais em análise no laboratório de referência nacional. Até o momento, não há confirmação laboratorial de hantavirose. “A Secretaria de Saúde já está realizando a investigação dos casos suspeitos da doença com análise clínica e epidemiológica, levantamento dos possíveis locais de exposição e articulação com os serviços de assistência, laboratório e vigilância ambiental. A investigação também contempla a avaliação de antecedentes ocupacionais e ambientais compatíveis com a hantavirose, além de monitorar informações que possam subsidiar medidas de prevenção e controle, reduzindo o risco de novos casos”, afirma a diretora de Vigilância Epidemiológica, Juliane Malta. *Com informações da SES-DF
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Iniciada a vacinação de gestantes contra vírus que causa bronquiolite
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) iniciou, nesta quarta-feira (3), a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em recém-nascidos. A imunização está sendo realizada nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF. Clique aqui e confira os locais de vacinação. Podem receber o imunizante mulheres a partir da 28ª semana de gravidez. Não há restrição de idade para a mãe. A recomendação é tomar a dose única a cada nova gestação. A meta é vacinar pelo menos 80% do público-alvo e prevenir a bronquiolite em bebês recém-nascidos. A gestante Stéphane Aparecida Ribeiro, 30 anos, foi imunizada assim que foi iniciada a vacinação na UBS 3 de Ceilândia. Para a gestante de 32 semanas, a chegada do imunizante ao Sistema Único de Saúde (SUS) foi muito aguardada. “Fiquei muito feliz, porque é uma vacina muito cara e eu estava ansiosa para chegar no SUS antes de o meu bebê nascer”, comentou. Gestante Stéphane Aparecida Ribeiro, 30, agradeceu a chegada da vacina: "É uma vacina muito cara a eu estava ansiosa para chegar no SUS". Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Grávida de 29 semanas, Jádia Barbosa, 27 anos, também demonstrou alívio pela chegada da vacina. “Eu já estava sofrendo, porque estava vendo os valores e eram muito altos. Ainda bem que chegou. É uma vacina muito boa, porque protege o bebê”, declarou. A referência técnica de vacinação da UBS 3, Letícia de Oliveira, explica que além do benefício financeiro para as gestantes e para a saúde dos recém-nascidos, a vacina cumpre um importante papel social. “Há toda uma questão emocional. Porque, para a mulher no puerpério, ter um bebê internado tem um peso psicológico muito forte, às vezes até por ela ter outras crianças em casa sem ter quem cuidar”, comentou. “É muito mais que dinheiro, é uma questão social”, completou. Nas UBSs, as equipes da Secretaria de Saúde também verificam e atualizam a situação vacinal das gestantes, incluindo influenza e covid-19. A vacina contra o VSR pode ser administrada simultaneamente a esses imunizantes. Foi o caso da gestante de 31 semanas Eduarda Mendes, 20 anos, que também recebeu doses da vacina de covid. “Quando vi pelas redes sociais que estava chegando ao SUS, fiquei feliz. Pensei: ‘Tomara que eu tome’, porque protege o bebê contra bronquite”, declarou. Eficácia De acordo com o Ministério da Saúde, a eficácia da estratégia foi comprovada em estudos clínicos que demonstraram que a vacinação materna tem efeito de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos bebês durante os primeiros três meses de nascimento. “A vacina materna contra o vírus sincicial respiratório é muito importante para prevenção da bronquiolite nos bebês. Quando a gestante toma a vacina, por meio da placenta é feita a transferência de anticorpos e o bebê já nasce imunizado”, explica a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. Imunizante pode ser aplicado em mulheres a partir da 28ª semana de gravidez e tem papel crucial na proteção contra a bronquiolite em bebês recém-nascidos O Distrito Federal foi o primeiro local a receber as vacinas adquiridas pelo Ministério da Saúde, que fechou a compra de 1,8 milhão de doses. Das 673 mil doses do primeiro lote, 9.465 vieram para o DF. A oferta da vacina no SUS, que na rede privada pode custar até R$ 1,5 mil, foi viabilizada por meio de acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório produtor, que assegurou a transferência de tecnologia ao Brasil. Com isso, o país passará a fabricar o imunizante, ampliando a autonomia e acesso da população a essa proteção. Vírus sincicial respiratório (VSR) O vírus sincicial respiratório (VSR) é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças com menos de 2 anos. A vacina oferece proteção imediata aos recém-nascidos, reduzindo hospitalizações. De acordo com o Ministério da Saúde, de janeiro a 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Desses casos, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de 2 anos de idade, totalizando mais de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% do total de casos de SARG por VSR no período. Como a maioria dos casos é decorrente de infecção viral, não existe um tratamento específico para a bronquiolite. O manejo é baseado apenas no tratamento dos sinais e sintomas que incluem: terapia de suporte, suplementação de oxigênio, hidratação e uso de broncodilatadores (substâncias que promovem a dilatação das pequenas vias aéreas nos pulmões). *Com informações da Secretaria de Segurança do Distrito Federal (SES-DF)
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