Ação integrada do GDF com o governo federal aposta na recuperação de nascentes
Em mais uma etapa do Plano de Recomposição Vegetal elaborado pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), 22 mil mudas nativas do Cerrado foram plantadas na região da Serrinha do Paranoá. Foco do plantio é a recuperação ambiental, visando à preservação das nascentes e garantindo desenvolvimento sustentável | Foto: Divulgação/Seagri-DF “A recuperação dessas áreas é fundamental para a preservação das nascentes e para a segurança hídrica, garantindo benefícios diretos para a população e para os produtores rurais”, afirma o titular da pasta, Rafael Bueno. [LEIA_TAMBEM]“Este projeto da Serrinha do Paranoá se tornou um grande desafio para a Seagri-DF, que vem cada vez mais consolidando a sustentabilidade ambiental na agropecuária de Brasília”, ressaltou o subsecretário de Políticas Econômicas Agropecuárias, Antônio Queiroz Barreto. “Em 2026, plantamos uma muda nativa de Cerrado por minuto.” As mudas foram plantadas em áreas com alta relevância para o ciclo hidrológico e biodiversidade, contribuindo para a conservação do solo e o desenvolvimento sustentável das atividades rurais. *Com informações da Seagri-DF
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DF inicia plantio de 22 mil mudas na região da Serrinha do Paranoá
O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou, nesta quarta-feira (21), a execução do Plano de Recomposição Vegetal da Serrinha do Paranoá. A iniciativa contempla o plantio, a manutenção e o monitoramento de 22 mil mudas de espécies nativas do Cerrado, com o objetivo de proteger as 119 nascentes mapeadas na região, além de recuperar a vegetação local e fortalecer a segurança hídrica do Distrito Federal. A ação faz parte de um convênio firmado entre o GDF — por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) —, o Instituto Oca do Sol e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). A parceria foi estruturada em duas etapas, sendo a primeira voltada ao diagnóstico das condições ambientais das nascentes da Serrinha do Paranoá e a segunda dedicada ao plantio de mudas. As árvores escolhidas foram produzidas pela Seagri-DF na Granja do Ipê, e serão acompanhadas pelo período de dois anos para garantir a fixação e o êxito do projeto. Rafael Bueno: "Essa é uma ação extremamente importante para o Distrito Federal. No diagnóstico pudemos observar a qualidade das nascentes e como estava o processo de degradação e conservação" | Foto: Divulgação/Seagri “Essa é uma ação extremamente importante para o Distrito Federal. No diagnóstico pudemos observar a qualidade das nascentes e como estava o processo de degradação e conservação. Em cima desse diagnóstico, entramos com a segunda etapa”, explicou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. De acordo com o secretário, a ação visa a aumentar a produção de água e conservação do solo. “Isso é contributivo tanto para o produtor rural que está na Serrinha do Paranoá como também para o Lago Paranoá, que compõe o abastecimento hídrico do Distrito Federal. Lá na frente, vai contribuir com a parte de água para os produtores abaixo da Barragem do Paranoá. É um projeto que contempla a parte ambiental e produtiva”, acrescentou. Por conta das nascentes, a região da Serrinha é de extrema importância para o abastecimento de água do DF Com dez núcleos rurais, a região da Serrinha do Paranoá é considerada essencial para o Distrito Federal. “Essas nascentes são muito importantes para o abastecimento do Lago Paranoá. Então é um trabalho muito importante de preservação ambiental”, destacou o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Cleison Duval. A entidade tem atuado junto aos produtores na conservação ambiental da área. Mapeamento A Serrinha do Paranoá é uma região que abriga núcleos rurais e áreas ambientalmente sensíveis, como zonas de recarga hídrica e escarpas com elevada concentração de nascentes. A partir do estudo foram identificadas 119 nascentes, das quais 78 delas necessitam de ações diretas de recuperação. [LEIA_TAMBEM]“É um trabalho transversal que é fundamental para a preservação do meio ambiente. Houve um estudo em parceria com a sociedade civil em que detectamos algumas nascentes precisando de uma regeneração, então estamos plantando árvores do Cerrado do viveiro da Seagri para preservar as nascentes da Serrinha e, consequentemente, o Lago Paranoá”, definiu o secretário de Meio Ambiente, Gutemberg Gomes. Além do plantio, a iniciativa consiste no cercamento de áreas, controle de formigas, adubação e implantação de aceiros para prevenção de incêndios. “Esse trabalho técnico é de fundamental importância para que essas nascentes não desapareçam com a erosão e superurbanização. É relevante manter, recuperar e acelerar a identidade dessa região como produtora de água”, defendeu a presidente do Instituto Oca do Sol, Sol Udry.
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GDF firma contrato para o plantio de 22 mil mudas na Serrinha do Paranoá
Atendendo a uma demanda antiga da população do Lago Norte por ações efetivas de recuperação ambiental, a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) vai recuperar a Serrinha do Paranoá, área localizada na região administrativa. O Contrato de Prestação de Serviços nº 014/2025 foi celebrado com a empresa Geoeletric Serviços em Geologia, Engenharia e Meio Ambiente Ltda. O contrato inclui, entre outros benefícios, a manutenção e o monitoramento das áreas recuperadas | Foto: Valmor Pazos Filho/Divulgação “Estamos investindo na recuperação de áreas sensíveis, com foco na proteção das nascentes e na recomposição da vegetação nativa do Cerrado” Rafael Bueno, secretário de Agricultura A iniciativa prevê o transporte, a distribuição e o plantio de 22 mil mudas de espécies nativas do Cerrado, além da manutenção e do monitoramento das áreas recuperadas por um período de 24 meses. As ações de manutenção serão executadas sob demanda, conforme a necessidade identificada durante o acompanhamento técnico. “Estamos investindo na recuperação de áreas sensíveis, com foco na proteção das nascentes e na recomposição da vegetação nativa do Cerrado”, explica o titular da Seagri-DF, Rafael Bueno. “É uma ação estruturante, que alia técnica, sustentabilidade e compromisso com o futuro ambiental do DF.” O valor total do contrato é de R$ 248 mil, com empenho integral do mesmo montante. Os recursos são oriundos da Fonte 332, vinculados à Unidade Orçamentária 14101, no âmbito do programa de trabalho Fomento à Defesa Agropecuária. A vigência é de 24 meses, podendo ser prorrogada por meio de termo aditivo. Mobilização comunitária [LEIA_TAMBEM]A recuperação ambiental da Serrinha do Paranoá é resultado de uma mobilização histórica da comunidade local, que há anos atua em defesa das nascentes, da vegetação nativa e da qualidade ambiental da região. Essa articulação foi fundamental para dar visibilidade às demandas do território e viabilizar, junto ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o convênio atualmente executado pela Seagri-DF. A partir desse processo participativo, foi possível estruturar ações integradas de diagnóstico ambiental, educação ambiental, produção de mudas nativas e recomposição vegetal de áreas degradadas, alinhadas às prioridades apontadas pela própria comunidade. “A participação social é decisiva para o sucesso das políticas públicas”, ressalta o subsecretário de Políticas Econômicas Agropecuárias da Seagri-DF, Antônio Barreto. “Esse contrato simboliza a transformação de uma reivindicação histórica em ações concretas de preservação do Cerrado e de proteção dos recursos hídricos.” *Com informações da Seagri-DF
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