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Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do DF (Samu-DF)

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Curso aprimora o atendimento do Samu no DF e Entorno  

Integrantes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) finalizam, nesta quarta-feira (25), um curso voltado à qualificação de fluxos assistenciais, regulação do acesso, tomada de decisão e estratégias de cooperação entre os atendimentos de saúde.  Profissionais da Rede de Atenção às Urgências do DF e do Entorno participam do curso do Ministério da Saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde “Fortalecer a qualificação dessas equipes é investir em decisões ágeis, seguras e eficientes para quem precisa de atendimento de urgência. Esse alinhamento entre os serviços é fundamental para garantir uma assistência cada vez mais integrada e humanizada” Lorhana Morais, diretora do Samu-DF Durante três dias, a iniciativa do Ministério da Saúde (MS) reuniu profissionais e gestores que atuam na Rede de Atenção às Urgências da capital federal e do Entorno. Além de representantes do Samu-DF, participaram gestores das portas de urgência e emergência, como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e prontos-socorros, além de profissionais das centrais reguladoras da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride/GO).  “Fortalecer a qualificação dessas equipes é investir em decisões ágeis, seguras e eficientes para quem precisa de atendimento de urgência. Esse alinhamento entre os serviços é fundamental para garantir uma assistência cada vez mais integrada e humanizada”, avalia a diretora do Samu-DF, Lorhana Morais.  A programação incluiu apresentações, estudos de caso reais, oficinas práticas e rodas de conversa voltadas à análise de situações enfrentadas no cotidiano da rede de urgência e emergência. “Momentos como esse reforçam o diálogo entre os serviços e permitem alinhar práticas, fluxos e estratégias de atuação. Isso reflete diretamente na organização da rede e na qualidade do atendimento”, afirma a representante da Gerência de Apoio aos Serviços de Urgência e Emergência (Gasfure) da Secretaria de Saúde, Thaíse Braga.  Integração estratégica [LEIA_TAMBEM]A proposta integra a agenda nacional de fortalecimento da Rede de Atenção às Urgências (RUE), conduzida pelo Ministério da Saúde, e busca aprimorar a articulação entre os diferentes pontos da rede assistencial.  A integração entre DF e municípios do entorno mostra-se estratégica devido à intensa circulação de pacientes na região, realidade que exige cooperação permanente e alinhamento contínuo dos fluxos.  “Qualificar os profissionais e estimular a articulação entre os serviços é essencial para garantir uma assistência resolutiva, integrada e preparada para atender às necessidades da população”, endossa a consultora técnica da Coordenação-Geral de Urgência do Ministério da Saúde, Claudete Raimundo da Silva.  *Com informações da SES-DF

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Samu-DF prepara operação especial para encenação da Paixão de Cristo, no Morro da Capelinha

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) estará com esquema especial de atendimento durante a encenação da Paixão de Cristo, nesta sexta-feira (3), no Morro da Capelinha, em Planaltina. A ação tem como objetivo garantir assistência rápida e segura ao público, estimado em cerca de 100 mil pessoas. A operação começa às 13h e segue até o fim do evento, com equipes posicionadas em pontos estratégicos para facilitar o acesso às ocorrências. Ao todo, serão empregadas uma Unidade de Suporte Básico (USB), um Veículo de Intervenção Rápida (VIR), uma Unidade de Suporte a Múltiplas Vítimas (USMV) e duas duplas de motolâncias, ampliando a capacidade de resposta em situações de urgência. Os profissionais do Samu-DF — enfermeiros, técnicos de enfermagem, condutores e motociclistas — atuarão de forma integrada para prestar os primeiros atendimentos no local e, quando necessário, realizar o transporte de pacientes para unidades de saúde de referência. Além das viaturas, o evento contará com apoio de um posto médico fixo e estrutura organizada para o atendimento inicial das ocorrências, o que contribui para mais agilidade e segurança no cuidado à população. Operação começa às 13h e segue até o fim do evento, com equipes posicionadas em pontos estratégicos para facilitar o acesso às ocorrências | Foto: Arquivo/Agência Brasília  A enfermeira e gerente de Atendimento Pré-Hospitalar Móvel do Samu-DF, Thays Nadja de Oliveira, que coordenará as equipes no evento, destaca a importância do planejamento para garantir a segurança do público. “Nosso foco é estar próximo das pessoas e agir com rapidez sempre que necessário. Organizamos as equipes e os recursos de forma estratégica para dar uma resposta ágil e eficiente, contribuindo para que todos possam participar da celebração com mais tranquilidade”, afirma. Samu-DF O Samu-DF integra a Política Nacional de Atenção às Urgências e realiza o atendimento pré-hospitalar móvel em situações clínicas, traumáticas, cirúrgicas e psiquiátricas. O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia e pode ser acionado pelo telefone 192, que oferece orientações imediatas e o envio de equipes especializadas quando necessário. Vinculado à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o Samu-DF conta com ambulâncias, motocicletas e helicóptero aeromédico para garantir atendimento ágil e salvar vidas. *Com informações da SES-DF

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Dia Nacional da Criança Traqueostomizada reforça cuidados no tratamento pediátrico

A traqueostomia pode representar medo e incertezas para famílias, mas a compreensão sobre as melhores formas de cuidado reforça a importância do método vital para garantir que crianças com dificuldades respiratórias possam crescer e se desenvolver com segurança. Conhecida como um método terapêutico no qual um orifício é feito na traqueia com o objetivo de possibilitar a respiração, a traqueostomia pode ser necessária por causas variadas, sendo desde malformações congênitas, como laringomalácia (cartilagens da laringe moles que caem sobre a entrada das vias aéreas durante a respiração) e estenose (estreitamento da laringe ou traqueia), até complicações decorrentes de infecções virais, como a bronquiolite e a bronquite. A cirurgiã torácica do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), Maria Alice Cardozo, conta que, em muitos casos, uma intubação prolongada — ou mesmo curta, em bebês prematuros — pode lesionar a via aérea, tornando a traqueostomia necessária para garantir a segurança respiratória da criança. Uma grande preocupação das famílias de crianças traqueostomizadas é a obstrução da cânula. Por isso, embora o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) precise ser acionado, os pais e responsáveis acompanhados pelo HCB aprendem a realizar aspirações, nebulizações e até a agir em casos de emergência, como a decanulação acidental ou a própria obstrução da cânula. "Às vezes, o Samu não chega a tempo. Por isso, a família tem que ser orientada para retirar a cânula, posicionar, passar novamente e fixar a cânula na urgência", afirma Maria Alice Cardozo. O cuidado com o paciente traqueostomizado exige um atendimento multidisciplinar | Foto: Maria Clara Oliveira/HCB A cirurgiã também explica que a compreensão sobre o que é o procedimento precisa mudar logo no primeiro contato com os pais: "A primeira coisa que a gente precisa tomar cuidado no momento da conversa sobre uma traqueostomia é não colocar essa opção como se fosse definitiva. Isso assusta muito a família”. Ela reforça que “a traqueostomia não tem que ser vista como um problema, tem que ser vista como uma solução, uma ponte".  O cuidado com o paciente traqueostomizado exige um atendimento multidisciplinar. Maria Alice Cardozo destaca que os profissionais de enfermagem, fisioterapia e psicologia são essenciais no dia a dia da recuperação e a fonoaudiologia desempenha um papel crucial para a reabilitação da fala e da deglutição. "Com o trabalho da fono, conseguimos garantir que a criança vai falar. É uma coisa que preocupa muito a família”, conta. Já o apoio psicológico é indispensável para as mães, que muitas vezes abdicam de suas vidas profissionais e sociais para se dedicar integralmente ao cuidado dos filhos. "Esse dia serve tanto para troca entre as famílias, para elas entenderem que aquele processo pode ser adaptado, quanto para a gente conseguir melhorar a qualidade de vida dessas crianças" Maria Alice Cardozo, cirurgiã torácica do Hospital da Criança de Brasília Apesar dos cuidados necessários, a médica enfatiza que a criança traqueostomizada pode e deve ter uma vida ativa: “A recomendação que eu sempre faço com a questão de recreação é com a piscina, que a criança não pode entrar. A criança traqueostomizada que não tem nenhum comprometimento neurológico, que não tem nenhuma limitação de movimento, tem o mesmo cuidado da que não tem traqueostomia”. O final de todo esse suporte é a decanulação, o processo de retirada definitiva da cânula. Para que isso aconteça, a criança passa por avaliações como a broncoscopia, um exame endoscópico que permite ao médico visualizar as vias aéreas usando um tubo fino com câmera, e testes de tolerância com a cânula ocluída, que é a retirada da cânula e a aplicação de um curativo oclusivo.  A cirurgiã explica que o fechamento do canal no pescoço geralmente acontece de forma natural pelo próprio organismo, sem necessidade de pontos, em um processo chamado de “segunda intenção”. “Uma dúvida que a família sempre traz: ‘Doutora, quando retirar a cânula você faz um ponto?’ Não, o fechamento é por segunda intenção. O próprio corpo fecha”, relata Cardozo. Após a retirada, a criança fica em observação por 24 a 48 horas, com a equipe atenta, caso haja uma piora respiratória.  Por trás de cada cânula, existe uma criança pronta para descobrir o mundo; o Dia Nacional da Criança Traqueostomizada é um convite à empatia, um espaço para a troca de experiências e para a conscientização sobre os direitos e benefícios sociais dessas famílias. "Esse dia serve tanto para troca entre as famílias, para elas entenderem que aquele processo pode ser adaptado, quanto para a gente conseguir melhorar a qualidade de vida dessas crianças", conclui a cirurgiã do HCB.   *Com informações do HCB

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Samu-DF promove capacitação para urgências em saúde mental

Médicos e enfermeiros de oito estados brasileiros participaram, no Distrito Federal, nesta sexta-feira (1º), de um curso de formação de multiplicadores em urgências e emergências em saúde mental. O curso presencial reuniu 29 profissionais da área de assistência, treinados com o auxílio de servidores do Núcleo de Saúde Mental (Nusam), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do DF (Samu-DF). Essa foi a segunda capacitação dos profissionais e a primeira a ocorrer presencialmente. O treinamento em etapas contou com simulações de atendimento a pessoas com transtorno mental. O personagem de vermelho simula um homem com depressão que deixou de fazer o tratamento por medo de sair de casa durante a pandemia de covid-19 e teve um surto | Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde O treinamento é uma iniciativa do Ministério da Saúde e tem por objetivo melhorar a assistência aos pacientes com transtornos mentais em situação de urgência. Em 2020, foram mais de 7 mil diagnósticos em saúde mental realizados pelo Samu-DF. Surto psicótico, tentativa de suicídio e ansiedade são os que figuram nas primeiras posições. [Olho texto=”“Quero destacar a importância do que vocês estão fazendo hoje. Além de se capacitar, vocês devem ser uma ‘sementinha’ dentro dos seus próprios estados para replicar essa capacitação para seus colegas e pares”” assinatura=”Rodrigo Cruz, ministro substituto da Saúde” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O atendimento é prestado por profissionais do Nusam, criado em julho de 2016 para atender exclusivamente demandas relacionadas a transtornos psicológicos, como depressão e crises de ansiedade. Assistência à Saúde Em sua fala, o ministro substituto da Saúde, Rodrigo Cruz, destacou que o curso é extremamente importante no contexto da pandemia, tendo em vista a expectativa de aumento de crises psiquiátricas. “Quero destacar a importância do que vocês estão fazendo hoje. Além de se capacitar, vocês devem ser uma ‘sementinha’ dentro dos seus próprios estados para replicar essa capacitação para seus colegas e pares”, ressaltou. O diretor do Samu-DF, Victor Arimatea, pontuou que a realidade nacional é heterogênea, cada Samu tem seu próprio contexto e dificuldades, mas também muitos pontos em comum na prática diária. “Espero que essa iniciativa seja o início de algo muito maior, ao juntar experiências diferentes, ao reunir colegas de diferentes regiões para compartilhar soluções ou ideias. Nosso crescimento tem que ser conjunto”, avaliou. A mulher com uma vassoura simula uma pessoa em crise de abstinência alcoólica, com alucinações Ele alertou, ainda, que é preciso olhar para a saúde mental, área historicamente estigmatizada, e entender o que está acontecendo. “O componente pré-hospitalar é a linha de frente, primeiro contato com o paciente. Por isso, capacitações como essa são fundamentais”, afirmou. Participaram dessa primeira turma médicos e enfermeiros de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia, Curitiba, Manaus e Fortaleza. Capacitação A iniciativa da capacitação do Ministério da Saúde foi operacionalizada pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS), com o objetivo de qualificar os profissionais da saúde que atuam em emergências, em especial no componente pré-hospitalar. O curso é inédito e foi lançado no dia 1º de setembro, marcando o início das aulas virtuais e as ações do Ministério da Saúde para o Setembro Amarelo. O treinamento visa fornecer orientações técnicas para fortalecer a prática de condutas humanizadas e terapêuticas no âmbito da saúde mental e ampliar as competências dos profissionais que atuam nas emergências para qualificar o atendimento de pacientes em sofrimento psíquico, quadro agravado pela pandemia da covid-19. Uma das etapas do treinamento tem o personagem da mulher de amarelo, que trouxe uma crise de ansiedade e comportamento suicida Com isso, busca-se oferecer uma assistência cada vez mais adequada aos pacientes que utilizam o Samu e apresentam quadros de ansiedade, depressão, violência autoprovocada, ideação suicida e transtornos por uso de substâncias psicoativas, por exemplo. A expectativa é que 108 médicos e enfermeiros do Samu de todo o Brasil participem do curso e se tornem multiplicadores em seus estados. Estão previstas mais duas turmas. Os participantes dos estados são divididos entre as três turmas. A capacitação é ministrada por profissionais especialistas do Samu-DF. Metodologia O curso utiliza simulação realística para encenar situações de emergências atendidas pelo Samu. A técnica conta com cenários reais, que favorecem um ambiente participativo e de interatividade. Os instrutores simulam o atendimento desde a chamada realizada pelo paciente ou familiar até o devido encaminhamento às unidades de saúde. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Atores simulam as situações e colocam os profissionais à prova. Entre as situações simuladas estão surtos psicóticos, abuso de álcool, comportamento suicida, agitação psicomotora e comunicação de más notícias, como a morte de um familiar. Após a simulação, houve um momento de discussão com os participantes. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF

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