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Som alto

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Som alto no Carnaval pode causar perda auditiva

O zumbido após um ou mais dias de folia não deve ser encarado como algo normal se persistir. A sensação de ouvido tampado, audição abafada ou dificuldade para entender o que as pessoas falam pode indicar que houve agressão às partes internas do ouvido responsáveis pela audição. Durante o Carnaval, trios elétricos e caixas de som podem ultrapassar níveis seguros de ruído, com risco de danos temporários ou permanentes. Médico otorrinolaringologista do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), João Henrique Zanotelli explica que existem dois tipos principais de lesão relacionados ao excesso de ruído. “O trauma acústico agudo acontece após uma exposição intensa em curto período, como ficar muito próximo a uma caixa de som. A pessoa pode perceber a audição ‘abafada’ e apresentar chiado ou zumbido. Em alguns casos é temporário, mas nem sempre. Já a exposição repetida e prolongada pode levar à perda auditiva progressiva e irreversível, porque as células da audição não se regeneram”, explica. Segundo o especialista, uma orientação simples para saber se o volume está perigoso é observar se é preciso gritar para conversar com alguém ao lado. “Se você precisa elevar muito a voz para ser ouvido, o ambiente provavelmente está acima do nível seguro. Como referência, exposições a 90 decibéis não deveriam ultrapassar quatro horas por dia. Já a 100 decibéis, o tempo seguro cai para cerca de uma hora, e perto de trios elétricos o volume pode ser ainda maior”, alerta. “Quanto maior a intensidade do som, menor é o tempo seguro de exposição.” Durante o Carnaval, trios elétricos e caixas de som podem ultrapassar níveis seguros de ruído, com risco de danos temporários ou permanentes | Foto: Divulgação/IgesDF Medidas simples fazem diferença A fonoaudióloga do HBDF Thaynara dos Santos, profissional que atua diretamente na prevenção e no cuidado com a audição, reforça que os sintomas iniciais não devem ser banalizados. “Zumbido, sensação de ouvido tampado, sensibilidade aumentada aos sons e dificuldade para entender a fala indicam que as células auditivas sofreram fadiga. Exposições frequentes podem causar perda auditiva causada pelo ruído excessivo, além de zumbido crônico e dificuldade permanente para compreender fala, principalmente em ambientes ruidosos”, afirma. Ela orienta que atitudes simples podem reduzir os riscos, como manter distância das caixas de som e dos trios elétricos, evitar permanecer por muitas horas seguidas no mesmo ponto e fazer pausas em ambientes silenciosos. Alternar dias de maior exposição com períodos de descanso também é recomendado. O advogado Paullo Inácio, de 36 anos, admite que nunca deu muita atenção ao tema. “Não costumo me preocupar com os riscos do som alto durante o Carnaval. O único cuidado que tomo é ficar longe das caixas de som”, conta. Ele relata que já sentiu zumbido após eventos e que, nesses casos, procura apenas um local silencioso até melhorar. Descansar os ouvidos ajuda, mas especialistas alertam que a repetição dessas situações aumenta o risco de dano definitivo. Uma das formas mais eficazes de prevenção é o uso de protetores auriculares, que são acessíveis, discretos e não impedem a diversão. “Os protetores podem reduzir o som que chega ao ouvido entre 15 e 35 decibéis, dependendo do modelo. Há opções simples vendidas em farmácias e lojas de material de construção. A pessoa continua curtindo a música, mas com menor risco de lesão”, orienta Thaynara. Crianças, idosos e pessoas que já apresentam perda auditiva precisam de cuidado especial. O sistema auditivo infantil ainda está em desenvolvimento, o que aumenta a vulnerabilidade ao dano. A recomendação é evitar proximidade das caixas de som e utilizar protetores adequados para a idade. Já idosos e pessoas com queixas auditivas devem limitar o tempo de exposição e reforçar a proteção. Quando procurar atendimento médico? O otorrinolaringologista João Henrique Zanotelli alerta que alguns sintomas indicam necessidade de avaliação, principalmente se não houver melhora após ficar em um local silencioso e dar um descanso para os ouvidos. É importante buscar atendimento se houver: - zumbido persistente por mais de 24 a 48 horas; - dor no ouvido; - sensação contínua de ouvido tampado ou audição reduzida; - tontura ou outros sintomas associados. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Som alto e gritaria é perturbação do sossego

O som alto de música, no apartamento ao lado, não dá trégua e está bem longe dos ponteiros do relógio marcarem 22h. Então, você pensa que não pode reclamar. Não é bem assim. Perturbar o sossego alheio não é somente colocar o som alto tarde da noite – pode ser em qualquer horário, assegura a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). E mais: o comportamento inadequado é uma contravenção penal passível de prisão, de 15 dias a três meses, de acordo com artigo 42 do Decreto-Lei Nº 3.688/41 (Lei de Contravenções Penais). [Olho texto=”“As chamadas perturbações do sossego começam, em geral, a partir da noite de quinta-feira e vão até a tarde do domingo. Frequentemente, recebemos mais de 200 chamados em um único dia”” assinatura=”Alex Paulino, chefe do Centro de Operações da Polícia Militar” esquerda_direita_centro=”direita”] Para orientar a população sobre quais são as situações de perturbação do sossego e sobre como as pessoas devem agir caso se sintam incomodadas, a PMDF lançou a “Cartilha de Cidadania”. O tema tem sido recorrente na cidade nesse momento de isolamento social por causa da pandemia da covid-19, contribuindo para disparar as estatísticas de atendimentos da corporação. Somente neste ano, de janeiro até a primeira quinzena de abril, a PMDF registrou 588 ocorrências de perturbação do sossego. No mesmo período, no ano passado, o número de registros totalizou 293 ocorrências. Tipificação Essa é somente uma ponta do problema. Isso porque, quando uma pessoa se sente em situação de perturbação do sossego e aciona o 190, o número de emergência da PMDF, a corporação tipifica a reclamação em outros quatro grupos, além de perturbação do sossego e trabalho alheios: perturbação da tranquilidade; som alto – automotivo; som alto – residencial; e, som alto – comercial. Os números de chamadas registradas no Centro de Operações da Polícia Militar são de tirar o sossego de qualquer gestor. Som alto em residências teve 21.976 chamadas em 2020. Nesse ano, até a primeira quinzena deste mês, era o tema de 6.130 chamadas. A perturbação da tranquilidade teve 17.016 chamadas em 2020. De janeiro a 14 de abril desse ano, já contabiliza 5.327 chamadas. “As chamadas perturbações do sossego começam, em geral, a partir da noite de quinta-feira e vão até a tarde do domingo. Frequentemente, recebemos mais de 200 chamados em um único dia”, explica o chefe do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), tenente-coronel Alex Paulino. Quando a Polícia Militar é chamada, os policiais registram a ocorrência em flagrante e lavram o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) no próprio local, desde que o solicitante esteja presente para assinar o documento. O reclamante, no entanto, deverá comparecer à delegacia de Polícia Civil a qualquer momento, oferecer “notícia sobre o crime” e o delegado tomará as providências. Bom senso Em se tratando de situações de perturbação do sossego, bom senso nunca é demais. Afinal, não dá para perder a serenidade por causa da aula de violão do vizinho, mesmo que os acordes lembrem, permanentemente, que ele é um aluno iniciante. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Antes de acionar o número 190, é aconselhável que a pessoa tente conversar amigavelmente com quem está lhe causando os transtornos. Muitas vezes, as pessoas não têm noção do quanto estão incomodando. “Se o som vier do lado de fora, próximo a sua residência, procure avaliar se fechar as janelas seria suficiente para abafar os sons”, ensina a Cartilha da PMDF. Respeito é a palavra de ordem para se evitar situações de estresse. “Cada um tem o seu espaço e todos devem respeitar os espaços e os limites dos outros”, enfatiza o tenente-coronel Paulino. Acesse aqui a cartilha

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