Selecionado para participar de programa na Suíça, professor de escola pública do DF é recepcionado com festa na volta
Famosa pelos Alpes, chocolates e relógios, a Suíça também é lar de muito conhecimento e tecnologia. É no pequeno país europeu que está o maior acelerador de partículas do planeta, o Grande Colisor de Hádrons (LHC), na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern). E um professor da rede pública do Distrito Federal teve a chance de conhecê-lo pessoalmente. Felipe Lemos, que leciona física no Centro Educacional do Lago (CEL), no Lago Sul, foi escolhido para representar o DF em um programa que levou docentes de todo o país para o Cern. Nesta quarta-feira (29), ele retornou à escola com uma recepção especial. "O Cern é um sonho dos físicos, é talvez o laboratório mais avançado do mundo. Eu me inscrevi, deu certo e foi muito interessante, porque a gente se aprofundou no funcionamento do acelerador de partículas. Então, eu tive a oportunidade de estudar mais a fundo um tema que é parte do currículo, física de partículas, mas que ainda é pouco divulgado no ensino médio, pouco discutido", contou Felipe Lemos. Felipe Lemos, que leciona física no Centro Educacional do Lago (CEL), no Lago Sul, foi escolhido para representar o DF em um programa que levou docentes de todo o país para a Suíça | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo o professor, a experiência vai contribuir para o dia a dia em sala de aula, não apenas nos conhecimentos sobre física, mas na ideia de que, estudando, é possível chegar longe. "Acho que fica como um exemplo de que o estudo e a ciência podem te levar a lugares que talvez você nem imaginou", afirmou. Os estudantes já captaram essa percepção. "Tenho aula com o professor Felipe desde o meu 1º ano, e ele sempre foi um professor que focou em nos ensinar algo muito além da física. Então, sempre foi algo que ajudou a nos formar como cidadãos, como alunos, e com certeza essa bagagem internacional vai agregar pontos inimagináveis para o CEL. Quando a gente volta do exterior, e eu sei por experiência própria, a gente volta muito mais evoluído", apontou Giovanna Borba, 17 anos, aluna do 3º ano, que participou da primeira edição do programa Pontes para o Mundo. "Saber que um professor foi [para o exterior] me motiva muito. Se ele foi, significa que a gente pode conseguir também. Ele pode explicar o que a gente precisa saber, porque tem muita gente que fica insegura sobre ir, mas ele nos traz essa segurança por já ter ido", emendou Ana Clara Rodrigues, 16, estudante do 1º ano que sonha participar do Pontes para o Mundo. Felipe Lemos: "Acho que fica como um exemplo de que o estudo, a ciência podem te levar a lugares que talvez você nem imaginou" E a experiência de Felipe Lemos pode ainda ser um estímulo para outros docentes. "A gente é uma escola bilíngue, então tem essa valorização de experiências internacionais, e dentro do Brasil também. Então, só a possibilidade de ele ir já foi uma coisa que inspirou os professores a ficarem de olho em programas, em editais", ressaltou o diretor do CEL, Vitor Rios. "Para nós, é motivo de muito orgulho, porque a gente vê um professor nosso, da rede pública, que está procurando, que está buscando se qualificar e ter experiências que aprofundem o seu conhecimento. É uma oportunidade, inclusive, para a gente estimular outros profissionais. Quando um professor se habilita, a gente tem certeza de que isso vai repercutir, que vai voltar nas nossas escolas", arrematou a secretária de Educação, Iêdes Braga.
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Professor da rede pública do DF visita maior acelerador de partículas do mundo na Suíça
Levar o nome da educação pública do Distrito Federal a um dos maiores centros de pesquisa científica do mundo é motivo de orgulho para o professor Felipe Lemos Cabral, do Centro Educacional (CED) do Lago Sul. Escolhido entre mais de 100 candidatos de todo o país, o docente de física participa, na Suíça, de um programa internacional no Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire (CERN), instituição que abriga o maior acelerador de partículas do planeta, o Grande Colisor de Hádrons (LHC). A programação começou dia 17 de abril e segue até 27, com sete dias de atividades presenciais. Nesse período, os participantes visitam instalações científicas, acompanham palestras, oficinas práticas e atividades culturais. O professor conheceu de perto o LHC e dois dos principais experimentos em funcionamento no local: o LHCb e o CMS, equipamentos que contribuíram para a descoberta do bóson de Higgs, em 2012, um dos marcos da física moderna. Felipe Lemos Cabral: "entendi a responsabilidade de representar o Brasil e o Distrito Federal, além de trazer esse conhecimento para a nossa realidade" | Foto: Arquivo Pessoal “Foi um momento de muita alegria e expectativa. Também entendi a responsabilidade de representar o Brasil e o Distrito Federal, além de trazer esse conhecimento para a nossa realidade. Acredito que a minha trajetória profissional contribuiu para a seleção, com destaque para a experiência em eventos científicos, atuação em sala de aula nas escolas públicas do DF, gestão escolar e participação no Programa de Escola Intercultural Bilíngue do DF (Pebi)”, afirma Felipe. Para explicar de forma simples o que acontece em um acelerador de partículas, o professor resume que o objetivo é estudar a matéria que forma o universo. “O acelerador de partículas busca entender do que tudo é feito e como funciona. Ele estuda estruturas menores que um átomo, usando altas energias e colisões entre partículas”, explicou. Detector de partículas do CERN, na fronteira entre Suíça e França, integra o Grande Colisor de Hádrons, maior acelerador de partículas do mundo e referência em pesquisas científicas | Foto: Divulgação/CERN Educação inovadora A estudante Sara Cerri, de 18 anos, do 3º ano do ensino médio do CED Lago Sul, falou sobre a importância do incentivo oferecido pelo professor Felipe e destacou a paixão dela pela física, área que pretende seguir no futuro. “Sou apaixonada pela disciplina e pretendo estudar essa área no futuro. Gosto de entender o que está acontecendo ao meu redor, como as coisas funcionam e os movimentos do mundo. Também quero agradecer ao professor Felipe, que sempre me incentiva, me ajuda muito e está ao meu lado sempre que preciso.” A aluna Giovanna Rosa, de 17 anos, acredita que a experiência internacional vivida pelo professor Felipe Lemos levará benefícios para toda a escola. Para ela, o contato com novas culturas, ideias e formas de ensino amplia a visão de mundo e fortalece a educação pública. “Essa experiência do professor Felipe vai agregar muito para a escola e para os estudantes, porque ele vai voltar com novos conhecimentos e novas formas de ensinar. Quando a gente tem contato com outras culturas e outras realidades, aprende coisas que talvez nunca conheceria aqui. Eu vivi isso no Reino Unido e sei o quanto essa troca amplia a nossa visão de mundo e inspira novas conquistas pessoais, acadêmicas e profissionais”, afirma ela, que participou da primeira edição do projeto Pontes pelo Mundo. Estudantes do CED do Lago Sul, ao lado do diretor Vitor Rios, celebram a participação de Felipe Lemos Cabral em programa internacional de Física na Suíça | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF. Para o diretor do CED do Lago Sul, Vitor Rios, a participação de Felipe Lemos Cabral no programa internacional reforça o compromisso da escola com uma educação inovadora e conectada com o mundo. Segundo ele, o professor atua na unidade desde 2024, tendo uma boa relação com os estudantes e abertura para novas práticas pedagógicas. “Felipe chegou à escola em 2024 e rapidamente se destacou pelo trabalho com os alunos e pela disposição em buscar novas possibilidades de ensino. Temos certeza de que essa vivência internacional, com contato com professores de vários países e com a Física de ponta, vai enriquecer ainda mais as suas aulas. Aqui, valorizamos metodologias ativas, projetos e o protagonismo estudantil, em que o aluno também pesquisa e constrói conhecimento com a orientação do professor.” Ao retornar ao Brasil, o professor pretende compartilhar o conhecimento com estudantes e colegas da rede pública. “Essa experiência é transformadora. Estou mais preparado para aproximar a pesquisa científica dos meus alunos e mostrar novas possibilidades de carreira e estudo”, disse. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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