Hospital de Santa Maria realiza Teste do Olhinho em recém-nascidos
Antes mesmo de deixar a maternidade, todos os recém-nascidos do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) passam por um exame simples, rápido e essencial para a identificação precoce de doenças que podem comprometer a visão. Conhecido como Teste do Olhinho, o procedimento integra a rotina assistencial da unidade e reforça o cuidado com a saúde ocular dos bebês desde os primeiros dias de vida. Na unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), nenhum bebê recebe alta hospitalar sem passar pela avaliação. O exame é indolor, dura poucos minutos e permite detectar alterações oculares ainda no início da vida, aumentando as chances de tratamento adequado e do desenvolvimento saudável da visão. A pediatra Beatriz Nascimento explica que o procedimento consiste na observação do chamado reflexo vermelho, reação considerada normal quando uma luz é direcionada aos olhos do bebê. O exame é indolor: "O objetivo é detectar o mais cedo possível qualquer alteração que possa comprometer a visão da criança”, diz a pediatra Beatriz Nascimento | Foto: Divulgação/IgesDF “Quando a luz reflete de volta para a gente, significa que não existe nada bloqueando a passagem dentro do olho. O objetivo é detectar o mais cedo possível qualquer alteração que possa comprometer a visão da criança”, afirma. [LEIA_TAMBEM] O Teste do Olhinho pode identificar doenças como catarata congênita, glaucoma e até tumores oculares raros. Segundo a especialista, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações futuras e garantir mais qualidade de vida para a criança. Lorrane da Silva Souza deu à luz ao pequeno Ravy há poucos dias e conta que não conhecia o exame antes da internação. “Eu não sabia que existia esse teste e achei muito importante quando me explicaram. A gente fica mais tranquila sabendo que o bebê já sai daqui com esse cuidado e que, se tiver qualquer alteração, pode descobrir logo no começo”, relata. Além da avaliação realizada ainda na maternidade, a médica reforça a importância do acompanhamento oftalmológico ao longo da infância. “Mesmo quando o teste está normal, a recomendação é que o bebê seja avaliado por um oftalmologista pelo menos a cada seis meses, principalmente no primeiro ano de vida”, orienta. Atendimento especializado Quando o Teste do Olhinho apresenta alguma alteração ou quando o recém-nascido apresenta fatores de risco específicos, o HRSM oferece acompanhamento oftalmológico especializado. A oftalmopediatra Anna Kelly Fernandes é responsável pelos exames complementares realizados nos bebês encaminhados pela equipe pediátrica. “Eu realizo o mapeamento de retina, um exame mais aprofundado, feito com dilatação das pupilas, que permite avaliar estruturas importantes do olho, como retina, nervo óptico e vasos sanguíneos”, explica. O procedimento é indicado principalmente para recém-nascidos com suspeita de alterações no exame inicial ou filhos de mães diagnosticadas com infecções congênitas, como toxoplasmose, citomegalovírus, herpes, HIV e sífilis. Cuidado ampliado para prematuros O serviço oferecido pelo HRSM também contempla exames específicos para bebês prematuros internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Entre eles, está a avaliação para retinopatia da prematuridade, condição que pode comprometer o desenvolvimento da retina e levar à perda da visão quando não identificada precocemente. O exame é realizado em recém-nascidos com menos de 32 semanas de gestação, peso igual ou inferior a 1,5 kg ou que necessitaram de oxigenoterapia prolongada. Além disso, crianças diagnosticadas com síndromes genéticas também recebem acompanhamento oftalmológico especializado ainda durante a internação. O acompanhamento precoce da saúde ocular infantil é considerado essencial para garantir o desenvolvimento visual da criança e ampliar as chances de tratamento em casos de alterações identificadas ainda nos primeiros dias de vida. *Com informações do IgesDF
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Abril Marrom chama a atenção para cuidados com saúde ocular
Uma rotina de visitas anuais ao oftalmologista pode ser o diferencial entre enxergar ou não. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que, a cada dez casos de cegueira, oito poderiam ser tratados ou evitados se diagnosticados precocemente. Para garantir atendimento preventivo, a rede pública de saúde do Distrito Federal oferece cuidados oftalmológicos em grande parte dos hospitais de atenção secundária. Os oftalmologistas afirmam que entre as principais causas da cegueira em adultos no DF estão a retinopatia diabética, o glaucoma, a catarata e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Mas a perda da capacidade visual também pode estar relacionada a distúrbios como miopia, hipermetropia e astigmatismo | Fotos: Joel Rodrigues / Agência Brasília [Olho texto=”“Uma das maiores responsáveis pela cegueira reversível é a refração prescrita e não usada pelo paciente. O uso de óculos é tratamento, serve para ensinar o cérebro a enxergar corretamente” – Núbia Vanessa Lima, Referência Técnica Distrital (RTD) de Oftalmologia” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] De acordo com a médica Núbia Vanessa Lima, Referência Técnica Distrital (RTD) de Oftalmologia, apenas duas regiões administrativas não têm o serviço especializado. “Planaltina é atendida por Sobradinho e Samambaia fica a cargo de Taguatinga e Ceilândia”, detalha. “O DF conta também com clínicas particulares credenciadas pela Secretaria de Saúde para atender a população.” Entre as principais causas da cegueira em adultos no DF estão a retinopatia diabética, o glaucoma, a catarata e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Mas a perda da capacidade visual também pode estar relacionada a distúrbios como miopia, hipermetropia e astigmatismo. “Uma das maiores responsáveis pela cegueira reversível é a refração prescrita e não usada pelo paciente”, relata Núbia. “O uso de óculos é tratamento, serve para ensinar o cérebro a enxergar corretamente.” Público infantil também merece atenção A cegueira não acomete apenas os adultos. Levantamento da Agência Internacional de Prevenção à Cegueira (IAPB) aponta que, no Brasil, cerca de 33 mil crianças perderam a visão por conta de doenças oculares que poderiam ter sido tratadas precocemente. A rápida identificação dessas patologias tem no Teste do Reflexo Vermelho um grande aliado. Emilly Araújo (3) fez um Teste do Olhinho aos 2 meses de idade. A mãe, Edna, lembra dos momentos de agonia diante do diagnóstico, mas diz que, depois da cirurgia, aos 6 meses, a garotinha leva uma vida normal e brinca e estuda como qualquer criança Oftalmologista da Secretaria de Saúde, Adriana Sobral explica que o popularmente conhecido como Teste do Olhinho é realizado pelo pediatra ainda na sala de parto. “Só assim é possível identificar alterações na retina ou doenças como o glaucoma congênito e a catarata congênita”, avisa. O exame deve ser repetido outras três vezes ao longo do primeiro ano de vida da criança. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Foi um Teste do Olhinho realizado no Hospital Regional de Taguatinga que descobriu o glaucoma congênito da pequena Emilly Araújo, 3 anos. A mãe, Edna, lembra dos momentos de agonia diante do diagnóstico. “Ela tinha só 2 meses, fiquei muito assustada”, conta. “Sabia que ela poderia ficar cega se a doença não fosse tratada.” A menina passou por cirurgia no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) aos 6 meses de idade. Um mês depois, começou a usar óculos. “Hoje, ela leva uma vida normal. Brinca e estuda como qualquer criança”, conta Edna. “A única diferença é que precisamos fazer uma consulta de rotina a cada seis meses. Esse acompanhamento vai ser pela vida toda dela.”
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