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Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

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Chegada da influenza K reforça importância da vacinação

A confirmação da presença do vírus Influenza A (H3N2) subclado K no Distrito Federal não representou, até o momento, uma mudança no padrão dos casos de gripe no Distrito Federal. A morte de uma adolescente de 17 anos com a variante, porém, reforça a importância das vacinas para prevenir casos graves da doença e hospitalização.  Rede de unidades básicas de saúde — algumas funcionam no período noturno e também aos sábados — é a principal porta de entrada para atendimento a pacientes com sintomas gripais | Foto: Sandro Araújo | Agência Saúde-DF Na rede pública, a vacinação contra a influenza, iniciada em 25 de março, já alcançou mais de 100 mil pessoas — a meta é chegar a 1,1 milhão. A imunização é gratuita e está disponível em diversas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). Este ano, a vacina protege contra três variantes do vírus. A vacina é voltada a grupos prioritários e considerados mais vulneráveis pelo Ministério da Saúde. Entre os principais públicos estão crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; idosos a partir dos 60 anos; gestantes; puérperas até 45 dias após o parto; pessoas com comorbidades e deficiências; indígenas e quilombolas; população privada de liberdade; e uma série de profissões, como professores, caminhoneiros, policiais e militares das Forças Armadas.  Outros vírus e medicação A influenza não é a única causadora da chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Mulheres a partir das 28 semanas de gestação, por exemplo, devem vacinar-se contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite em recém-nascidos. Idosos a partir dos 60 anos fazem parte do grupo ao qual se destina a vacina contra covid-19 O VSR é foco, ainda, do nirsevimabe, um anticorpo oferecido a bebês de até seis meses e que tenham nascido prematuros, com menos de 37 semanas de idade gestacional. Também é aplicado em crianças menores de 24 meses com comorbidades. Já os bebês que receberam o palivizumabe em 2025 e que tenham menos de um ano devem tomar novas doses, com foco na proteção contra o VSR.  A vacinação em combate à covid-19, por sua vez, é destinada a uma série de grupos, incluindo todos os idosos a partir dos 60 anos e crianças de 6 meses a menores de 5 anos.  Mudança no clima Casos de síndrome respiratória no DF, de janeiro até agora, passam de 1.600 | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Entre janeiro e 14 de abril deste ano, o DF registrou 1.627 casos de SRAG, dos quais 67 foram causados pelo vírus influenza, 199 pelo VSR, 303 pelo metapneumovírus, 537 pelo rinovírus, 71 por outros vírus respiratórios e 33 por covid-19. Em 434 casos, não foi especificado o tipo de vírus, e, em dois, houve a presença de outro agente. Há ao menos 175 codetecções com vírus distintos identificados de maneira simultânea.  O crescimento dos casos de março a julho ocorre, principalmente, devido ao clima mais frio e seco, que facilita a circulação de vírus e resseca as vias respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável. Também é uma época em que as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação, facilitando a transmissão. [LEIA_TAMBEM]Por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES-DF acompanha o cenário na capital, incluindo o sequenciamento genético dos vírus em circulação. Até 15 de abril, a equipe laboratorial identificou o subtipo H3N2 (clado 3C.2a1b.2a.2a.3a.1 e subclado K) em 13 amostras de vírus influenza A.  Onde buscar atendimento Os sintomas da influenza K podem ser confundidos com aqueles causados por outros vírus respiratórios e até outras variantes. Em caso de sinais leves, a orientação da SES-DF é buscar uma das 183 unidades básicas de saúde (UBSs). Desse total, 66 UBSs abrem nas manhãs de sábado, das 7h às 12h, enquanto nove funcionam de segunda a sexta-feira até as 22h. Se houver sintomas mais graves, recomenda-se procurar uma das 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) ou os hospitais da rede SES-DF. O atendimento é feito por um protocolo de cores que define a gravidade do caso e o tempo de espera previsto.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

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DF reforça estratégias para proteção de bebês prematuros contra VSR

Desde o início deste mês, bebês prematuros com idade gestacional inferior a 37 semanas de gestação e crianças com comorbidades, como doenças cardíacas, pulmonares, neurológicas ou imunológicas, passaram a receber o Nirsevimabe, medicamento que protege bebês contra infecções graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O DF foi pioneiro na aplicação do imunizante, com bebês protegidos desde abril de 2025. A estratégia complementa a vacinação de gestantes, disponível a partir da 28ª semana de gestação, ampliando a proteção desde o nascimento. Com o início da aplicação da medicação, profissionais de saúde do DF participaram, na terça-feira (3), de uma capacitação no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). O curso, promovido pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), reuniu equipes das salas de vacinação, dos núcleos hospitalares de epidemiologia e outros profissionais da rede assistencial. O uso do Nirsevimabe no combate a infecções graves causadas pelo VSR no DF começou em abril do ano passado | Fotos: Divulgação/IgesDF O foco do encontro foi orientar profissionais sobre a aplicação segura do remédio, além de fortalecer as estratégias de prevenção de infecções respiratórias graves em recém-nascidos. O VSR é o principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida. Durante a programação, os profissionais aprofundaram conhecimentos sobre o impacto clínico da infecção, medidas de prevenção e controle da doença. Também foram abordadas as indicações, o preparo e a administração segura do Nirsevimabe. Além disso, foram contemplados temas como monitoramento de possíveis reações após a aplicação, e a importância do registro correto, monitoramento e qualidades das informações inseridas nos sistemas oficiais. Segundo a gerente substituta da Rede de Frio, Laís de Morais, o curso foi pensado para oferecer uma formação abrangente: “Nosso objetivo é alinhar conhecimento técnico, segurança na administração do imunobiológico e a importância do registro correto. Esse preparo é essencial para que a estratégia seja aplicada de forma qualificada no Distrito Federal.” Avanço na proteção infantil Somente no HRSM, nascem mais de mil prematuros por ano Segundo o Ministério da Saúde, 300 mil doses do imunizante já foram distribuídas em todo o país. O VSR é responsável por aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos. Para a chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do HRSM, Larysse Lima, a capacitação tem impacto direto na assistência prestada pela unidade. “Somente aqui, nascem mais de mil bebês prematuros por ano. E, esta estratégia, representa um avanço importante na proteção dos nossos bebês”, destaca. De acordo com a gestora, esse preparo das equipes já se traduz em ações concretas dentro do hospital. Na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais, setor de acompanhamento especializado, todos os bebês elegíveis já foram imunizados com o Nirsevimabe, fortalecendo a prevenção da bronquiolite e a segurança do cuidado neonatal no HRSM. [LEIA_TAMBEM]Público-alvo A aplicação do Nirsevimabe começou na última segunda-feira (2). Bebês nascidos de até 36 semanas e 6 dias de gestação, e crianças com até 24 meses de idade com comorbidades devem ser imunizados. A aplicação do medicamento é feita antes do pico da sazonalidade das infecções respiratórias em bebês, como medida preventiva para reduzir complicações e internações — o que tem impacto direto na ocupação de leitos de UTI neonatal. Confira a lista dos locais onde o remédio está disponível. *Com informações do IgesDF

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