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Vigilância Ambiental

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Acidentes com lagartas podem ocasionar danos graves e até mortes

Há quem as chame de lagarta-de-fogo, taturana e mandruvá, mas há diferenças entre cada um desses insetos. Nesta fase larval de mariposas, comum durante o período de chuvas, existe uma semelhança importante: a presença de pelos (cerdas) é sinal de perigo e pode causar muitos danos. Informar-se sobre esses riscos é importante para prevenir os acidentes e para contribuir com o trabalho da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) da Secretaria de Saúde (SES-DF). De acordo com o biólogo Israel Moreira, que atua na área, o Distrito Federal é um local com muita incidência desses tipos de lagartas.  As chamadas lagartas-de-fogo não costumam ser encontradas dentro de casas, mas é bom prestar atenção ao encostar em troncos ou cipós, por exemplo | Foto: Arquivo/Agência Brasília “Embora não tenhamos muitos registros de acidentes, até mesmo pela peculiaridade do animal, que não vive dentro das casas, é importante contarmos com o apoio da população para que sejam feitas coletas do inseto, pois servem à produção de antídoto”, explica. O Brasil é o único país produtor do Soro Antilonômico (SALon), específico para o tratamento dos envenenamentos causados por lagartas Lonomia.  Espécies Existem lagartas cujas cerdas longas e sedosas lembram cachorrinhos peludos e, por isso mesmo, são chamadas de lagartas-cachorrinho. Apesar da aparência fofa, escondem "espinhos" urticantes que, em contato com a pele, liberam um veneno que pode provocar reações severas, como inchaços, vermelhidão, dor e sensação de queimação. Arte: SES-DF Há, ainda, as lagartas com cerdas ramificadas, como pequenas árvores pinheiros. Essas são todas venenosas. Nesse grupo, encontra-se também a lagarta do gênero Lonomia, de maior relevância para a saúde pública. A inoculação do seu veneno em pessoas pode ocasionar acidentes graves com hemorragias e até óbitos. Acidentes As primeiras ocorrências de lagartas Lonomia no DF foram registradas em diferentes regiões administrativas no ano de 2018. Em 2024, de acordo com o boletim epidemiológico dos acidentes causados por animais peçonhentos, os registros somam 1% de todas as mais de quatro mil ocorrências. Em apenas três desses acidentes, houve a necessidade de soroterapia. Os acidentes com lagartas ocorrem pelo contato do indivíduo com o animal, que geralmente ocupa árvores ou vegetação próxima. Ao coletar frutas no pomar, encostar-se em troncos para descansar ou realizar quaisquer outras atividades em ambiente silvestre, é recomendado observar bem o local, os gravetos e as folhas antes de manuseá-las. O uso de luvas ajuda a minimizar os riscos de acidente. "As lagartas que não oferecem risco precisam permanecer no meio ambiente. Elas cumprem um papel fundamental no equilíbrio ecológico" Israel Moreira, biólogo Riscos a seres humanos As demais fases de mariposas e borboletas (pupa, ovo e adulto), de modo geral, são inofensivas aos seres humanos. A Dival não aplica inseticida para o controle do inseto; sua atuação se dá pelo recolhimento dos tipos perigosos. “As lagartas que não oferecem risco precisam permanecer no meio ambiente. Elas cumprem um papel fundamental no equilíbrio ecológico”, alerta o biólogo Israel Moreira. Para a identificação de qualquer espécie, é de suma importância entrar em contato com algum dos núcleos regionais de Vigilância Ambiental em Saúde. Em caso de acidente, o paciente deve ser levado ao serviço de saúde mais próximo, além de acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox).  *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)  

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Ação combate a dengue e fiscaliza higiene em quiosques em ponto de apoio a taxistas no Aeroporto

Equipes de Vigilância Ambiental e de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SES-DF) encontraram focos de dengue e alimentos irregulares durante ação conjunta realizada nesta quarta-feira (18) no ponto de apoio a taxistas próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília.  A demanda surgiu a partir de denúncia registrada na Ouvidoria do Governo do Distrito Federal (GDF). Entre os frequentadores do local houve registro de casos de dengue. Assim, agentes de Vigilância Ambiental foram enviados para analisar e eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue e de outras arboviroses. Agentes encontraram ambiente propício ao aparecimento do Aedes aegypti e à proliferação de animais peçonhetos | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Durante a visita, os profissionais também identificaram um ambiente favorável à proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, além de moscas, baratas e roedores. Nesse cenário, não escapou aos agentes o funcionamento de quiosques com o comércio de alimentos. “Nós fomos atrás de um vetor de doenças específico, mas encontramos outros fatores ambientais que interferem na saúde humana”, afirma o biólogo Israel Moreira, da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival).  “O trabalho integrado entre as vigilâncias fortalece a proteção do bem-estar público. Os agentes sanitários exercem poder de polícia administrativa. Ou seja, eles possuem autoridade para assegurar o cumprimento das normas relacionadas à comercialização de alimentos e também aos fatores ambientais de risco à saúde”, explica o biólogo.  Trabalho integrado Algumas irregularidades constatadas em fiscalização em fevereiro foram corrigidas A ação foi a segunda vistoria realizada em conjunto no local. Desta vez, as irregularidades apontadas na primeira vistoria, realizada em 27 de fevereiro, foram corrigidas pelos administradores e comerciantes.  O telhado de um dos quiosques foi refeito: agora apresenta caimento adequado e não acumula águas de chuva. As tubulações de fossas que estavam expostas estão tapadas com telas e, agora, evitam acesso, abrigo e proliferação de insetos.  Riscos à saúde [LEIA_TAMBEM]As atividades realizadas pela Dival têm a finalidade de recomendar e adotar medidas de prevenção e controle dos fatores ambientais relacionados a doenças ou agravos. Já a Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa) atua para eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde da população, intervindo em problemas sanitários decorrentes da prestação de serviços. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 162 ou pelo site ParticipaDF. É possível também acionar o serviço de vigilância ambiental por meio do número (61) 3449-4427 ou pelo Disque-Saúde 160. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Bloco de Carnaval infantil de Brasília terá microchipagem e vacinação gratuita para cães

A Secretaria de Saúde (SES-DF) vai fazer microchipagem de animais durante o Carnapatinhas — Patinhas na Folia, no domingo (15), das 14h às 18h, no Setor Comercial Sul, ao lado da Estação Galeria do Metrô. A ação é voltada à proteção animal, com vacinação gratuita, identificação animal e feira de adoção responsável. Para participar dos serviços de microchipagem e vacinação, é obrigatório que o tutor realize previamente o cadastro do cão no Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas). Para participar dos serviços de microchipagem e vacinação, é necessário realizar previamente o cadastro do cão no SinPatinhas | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Serão disponibilizadas vacinas e microchips, implantados gratuitamente de acordo com a procura dos tutores. O microchip funciona como uma identidade permanente do animal, permitindo a rápida identificação em clínicas veterinárias e abrigos, facilitando a devolução em casos de perda e contribuindo para o combate ao abandono. A iniciativa será realizada exclusivamente para cães, considerando que gatos podem fugir com facilidade em ambientes abertos. Adoção responsável Além dos serviços, o Carnapatinhas contará com feira de adoção, com animais previamente vacinados e castrados por ONGs parceiras e ações educativas, voltadas especialmente às crianças. A proposta é reforçar a mensagem de que animal não é brinquedo, mas um ser vivo que exige cuidado, respeito e responsabilidade. Toda a programação foi pensada com atenção ao bem-estar dos animais, com volume de som moderado, evitando estresse e promovendo a convivência responsável nos espaços públicos. Na ocasião, serão arrecadadas rações para doações às ONGs participantes da feira de adoção. O bloco infantil é organizado pelo grupo Teatro Mapati e terá apoio da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) da SES-DF. A ação conta também com apoio da Universidade de Brasília (UnB) e do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.  Carnapatinhas → Data: domingo (15) → Horário: 14h às 18h → Local: Setor Comercial Sul, ao lado da Estação Galeria do Metrô → Entrada gratuita. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Com uso de drones, Saúde reforça combate ao mosquito da dengue

A Secretaria de Saúde (SES-DF) incorporou uma nova tecnologia para auxiliar no combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Drones estão sendo utilizados contra o mosquito, fazendo um mapeamento das regiões mais afetadas e permitindo respostas pontuais e estratégicas.  Equipamentos são utilizados para mapear os pontos do DF que têm apresentado casos de dengue, zika e chikungunya | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF O uso dos drones é recente e pode levantar dúvidas entre a população. Veja, abaixo, como funciona a tecnologia. O que os drones fazem? ⇒ Primeiro, os drones fazem um mapeamento de território nas localidades que, nos últimos anos, apresentaram mais casos de dengue, chikungunya e zika. Em seguida, a tecnologia analisa e identifica os recipientes com potencial de virar criadouros. Isso é feito por meio de uma câmera que tira milhares de pequenas fotos de alta qualidade, imagens que são reunidas em um panorama de maior visualização — a ortofoto.  ⇒ A segunda função dos aparelhos é tratar água parada com inseticida em criadouros de difícil acesso. O drone sobrevoa o imóvel, levando o larvicida necessário para o tratamento, conforme o volume do recipiente. Nesse processo, o larvicida é protegido por um invólucro solúvel em água.  O que é feito com as imagens? [LEIA_TAMBEM]As ortofotos — dados dos criadouros — são enviadas às equipes de Vigilância Ambiental em Saúde da SES-DF, que fazem o planejamento estratégico de visitas aos locais indicados como mais críticos. Será feito mapeamento em todo o Distrito Federal? Atualmente, os critérios utilizados para o uso do drone são a incidência das doenças, o índice de infestação da região, como os dados apanhados pelo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e pela quantidade de ovos recolhidos pelas ovitrampas. Quem pode solicitar o serviço? O drone é uma ferramenta auxiliar cujo uso segue um planejamento da equipe de técnicos da Vigilância Ambiental, formada por biólogos.  O que mais tem sido feito para combater a dengue? Além dos drones, a SES-DF investiu em diversas estratégias, como o reforço da instalação de estações disseminadoras de larvicidas (EDLs) nas residências, a soltura de wolbitos — mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya — e a instalação de mais armadilhas ovitrampas, entre outras medidas. *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Núcleo de Controle Químico e Biológico é estratégico no combate à dengue

Estratégico para o combate às zoonoses, doenças infecciosas transmitidas entre animais e seres humanos, o Núcleo de Controle Químico e Biológico da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) é o coração das operações contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O equipamento funciona como hub de controle vetorial, reunindo o núcleo de produção dos mosquitos com Wolbachia, inaugurado neste mês, a central de controle dos fumacês e a base de distribuição de larvicidas, inseticidas e outros insumos. “A proposta é trabalhar na promoção da saúde e na antecipação de riscos, antes que o cenário crítico de epidemia se instale" Fabiano dos Anjos, subsecretário de Vigilância à Saúde De acordo com o subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos, o espaço concentra a inteligência logística e operacional das ações de campo, articulando diferentes métodos de combate e prevenção. “Tudo passa por aqui. É considerado um centro de armazenamento, distribuição e articulação das ações de combate ao mosquito da dengue”, resume. “A proposta é trabalhar na promoção da saúde e na antecipação de riscos, antes que o cenário crítico de epidemia se instale.” Com o Núcleo Regional de Produção Oswaldo Paulo Forattini — Método Wolbachia, estruturado com investimento de R$ 400 mil, a capital federal chega à vanguarda do controle biológico. A biofábrica reúne 22 servidores que trabalham diariamente na reprodução dos mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia, capaz de impedir o desenvolvimento dos vírus de dengue, zika, chikungunya e febre amarela, para liberação em áreas de vulnerabilidade. A primeira distribuição ocorreu na data de inauguração, em 9 de setembro, e mais uma foi registrada na última quarta-feira (24). “É um método 100% natural, não afeta as pessoas, não afeta os animais, não afeta o meio ambiente. A ideia é que haja uma substituição natural dos mosquitos que não tem a bactéria por aqueles que têm, diminuindo a incidência de doenças transmitidas pelo mosquito”, explica o subsecretário. A distribuição está prevista para dez regiões administrativas — Planaltina, Brazlândia, Sobradinho II, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Arapoanga, Paranoá e Itapoã — e dois municípios goianos — Luziânia e Valparaíso. O combate à dengue com os wolbitos é um metódo natural que não agride o meio ambiente | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília O processo de reprodução segue uma série de etapas minuciosas até que haja a soltura dos insetos. Em julho, as equipes iniciaram a organização do espaço com a higienização dos potes, a montagem das estruturas e a organização das salas que compõem o ciclo de desenvolvimento dos insetos. Após a soltura dos mosquitos, os frascos retornam para o núcleo e passam por um processo de higienização para retirar qualquer resquício de matéria orgânica. Em seguida, os recipientes são preparados para uma nova leva de wolbitos, como os insetos são apelidados. “Cada detalhe conta para garantir que os mosquitos estejam prontos para a expedição”, ressalta a agente de Vigilância Ambiental Débora Morais, 31 anos, que acompanha de perto a rotina da biofábrica. Segundo ela, o processo de criação controlada leva de 12 a 15 dias. As etapas envolvem desde a montagem dos potes com as cápsulas dos insetos e ração, passando pela fase de larva — em que o pote fica em ambiente aquecido a 30°C — até a sala do adulto, onde os insetos completam o desenvolvimento. “Pode parecer estranho produzir e soltar mosquitos, mas na prática estamos prevenindo casos de dengue e, consequentemente, evitando internações e óbitos" Débora Morais, agente de Vigilância Ambiental “Pode parecer estranho produzir e soltar mosquitos, mas na prática estamos prevenindo casos de dengue e, consequentemente, evitando internações e óbitos. O que fazemos aqui é promover saúde e garantir que a população esteja mais protegida”, enfatiza Débora, que é profissional da saúde há dez anos. A previsão é que sejam produzidos mais de 600 milhões de mosquitos com a bactéria somente em setembro. Prevenção O Núcleo de Controle Químico e Biológico coordena as estratégias integradas com os 15 núcleos locais espalhados pelo DF. No espaço, há o estoque e distribuição de larvicidas e bombas costais, além da base dos 33 veículos de Ultra Baixo Volume (UBV), conhecidos como fumacês, que promovem a aplicação de inseticida nas áreas críticas, de acordo com o cenário epidemiológico de cada região. [LEIA_TAMBEM]Segundo o chefe do Núcleo, Anderson de Morais Leocádio, a integração entre métodos tradicionais e novas tecnologias é o que garante a efetividade das ações. “As estratégias começam com a prevenção e avançam conforme a gravidade. A ideia é usar todos os recursos disponíveis de forma articulada, sempre buscando proteger a população”, reforça. Outras ferramentas complementam as operações: as ovitrampas, que já recolheram 1,5 milhão de ovos de mosquito até junho; as estações disseminadoras de larvicida, que utilizam o próprio inseto para espalhar o produto em criadouros; a borrifação residual intradomiciliar, que mantém efeito por até 60 dias em locais de grande circulação; e o uso de drones, que está em fase de contratação, para monitoramento de 18 mil hectares para identificar depósitos de água.

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Reunião com agentes de Vigilância Ambiental aborda combate a arboviroses

Organizada pela Secretaria de Saúde (SES-DF), uma reunião intersetorial nesta terça (26) teve como foco o enfrentamento das arboviroses, como dengue, febre amarela, zika e chikungunya. O objetivo foi apresentar estratégias já executadas pela pasta e discutir os próximos passos de forma integrada. Participaram militares do Corpo de Bombeiros (CBMDF), agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas), gestores das regiões administrativas, lideranças comunitárias e servidores de diversas secretarias distritais. Profissionais que atuam na linha de frente de combate às arboviroses debateram formas de intensificar o trabalho nesta temporada | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF "Embora o desafio seja grande, podemos afirmar que os resultados demonstram avanços importantes, especialmente nas áreas de maior vulnerabilidade” Kenia Oliveira, diretora de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde   “Esse é um espaço fundamental para alinhar resultados, identificar pontos fortes e desafios, além de fortalecer o compromisso do monitoramento epidemiológico na preparação para a próxima sazonalidade”, avaliou a diretora de Vigilância Ambiental da SES-DF, Kenia de Oliveira. A sazonalidade das arboviroses coincide com o ciclo de reprodução do mosquito transmissor — o Aedes Aegypti —, mais prevalente no período chuvoso, entre os meses de outubro de um ano e maio do ano seguinte. A reunião também chamou a atenção para os profissionais da linha de frente no combate à dengue. “Foram essas pessoas que enfrentaram o sol do Cerrado, o tempo seco, a chuva repentina e as resistências nas casas para proteger a população”, enfatizou o subsecretário de Vigilância à Saúde da SES-DF, Fabiano Martins.  Atuação constante [LEIA_TAMBEM]Os esforços da Vigilância em Saúde englobam a integração de novas tecnologias, a distribuição de insumos e a intensificação das ações de campo. “Ampliamos a cobertura das atividades de controle vetorial, investimos em capacitação das equipes e adotamos ferramentas para aumentar a eficácia da resposta” enumerou Kenia Oliveira. "Embora o desafio seja grande, podemos afirmar que os resultados demonstram avanços importantes, especialmente nas áreas de maior vulnerabilidade”. O último grande surto de casos de dengue no Brasil, entre 2023 e 2024, motivou a criação de novos mecanismos de combate ao mosquito no âmbito da rede pública. “Elaboramos o Plano de Enfrentamento da Dengue e Outras Arboviroses 2024/2025, aprovado pela SES-DF e alinhado à Organização Mundial da Saúde [OMS], à Organização Pan-Americana de Saúde [Opas] e ao Ministério da Saúde”, lembrou Fabiano Martins. O plano de enfrentamento estabelece objetivos claros: reduzir a morbimortalidade (incidência de doenças e óbitos em uma população específica durante determinado tempo), fortalecer a mobilização intersetorial, integrar vigilância, assistência e comunicação e incorporar inovações como a bactéria Wolbachia, drones, estações disseminadoras de larvicidas (EDLs), ovitrampas e novas tecnologias laboratoriais, além da vacinação contra a dengue.  *Com informações da Secretaria de Saúde      

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GDF leva vacinação antirrábica itinerante a sete pontos do DF neste sábado (16)

Neste sábado (16), a Secretaria de Saúde (SES-DF) promove mais uma ação itinerante de vacinação antirrábica para cães e gatos. A iniciativa integra a campanha anual realizada em setembro, período em que as ações de mobilização são intensificadas. Ao longo de todo o ano, no entanto, o imunizante está disponível nos 15 núcleos regionais de vigilância ambiental em saúde e na Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde. Essencial para a saúde pública, a vacina previne a doença em animais e humanos. Recomendação do Ministério da Saúde é que cães e gatos sejam vacinados anualmente contra a raiva | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF  Transmitida aos humanos principalmente por meio da mordida de animais infectados, a raiva pode levar à morte se não for prevenida. Segundo a veterinária Marcelle Farias, da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses da SES-DF, a estratégia de ampliar a cobertura vacinal surgiu a partir das demandas identificadas pelos núcleos nos próprios territórios. “Muitas vezes, parte da população não consegue participar da campanha anual, o que levou a Vigilância Ambiental a estabelecer postos fixos e a ampliar a vacinação por meio de ações itinerantes, voltadas para situações específicas”, explica. A vacina antirrábica deve ser aplicada anualmente nos animais, conforme recomendação do Ministério da Saúde e do fabricante do imunizante. Esse intervalo de 12 meses vale também para a primeira dose, sendo obrigatória a revacinação um ano após a aplicação inicial. Não é necessário agendamento, nem para os postos fixos nem para as ações itinerantes -  basta comparecer com o animal no horário e local previstos. Já para solicitar vacinação itinerante, é preciso procurar o núcleo regional ou a gerência responsável, que avaliará a viabilidade da ação com base em critérios pré-estabelecidos. De acordo com Marcelle Farias, esse tipo de atendimento é indicado para situações em que não seja possível levar os animais até um posto fixo, especialmente em áreas rurais que ficaram descobertas durante a campanha anual, ou em casos específicos identificados pelo núcleo, sempre após avaliação de necessidade e possibilidade. Vacinação preventiva Veja, abaixo, os locais em que equipes dos núcleos de vigilância ambiental da SES-DF aplicarão o imunizante em cães e gatos.  ⇒ Condomínio Total Ville - Santa Maria Endereço: Comércio Local, Loja 17 Horário: das 9h às 12h ⇒ Agro Veterinária Mundo Animal - Vicente Pires Endereço: Quadra 3 Conjunto 9 Trecho 3 Loja 1 Horário: das 8h às 14h ⇒ Feira do Produtor - Vicente Pires Endereço: Rua 4A, quiosques 3 e 4 - Agro Pet Vivendas Horário: das 8h às 14h ⇒ Agrofort Pet - Vicente Pires Endereço: Rua 5, Chácara 114, Lote 10, Loja 1 Horário: das 8h às 14h ⇒ Animal Park Clínica Veterinária - Vicente Pires Endereço: Quadra 10, Conjunto 2, Lote 1, Loja 3 - Colônia Agrícola Samambaia Horário: das 8h às 14h ⇒ Vila Pet - Sobradinho Endereço: Quadra 1 Horário: 9h às 17h ⇒ Feirinha do Condomínio RK - Sobradinho Horário: 9h às 17h. Para receber a vacina, o animal deve estar saudável e ter mais de três meses de idade. O tutor precisa ser maior de idade, apresentar documento de identidade e conduzir o pet com coleira, focinheira ou caixa de transporte, conforme o porte. Fêmeas prenhas ou em período de amamentação também podem ser imunizadas. [LEIA_TAMBEM]A veterinária explica que, como em qualquer imunização, existe risco de reação vacinal, sendo esperadas reações leves. Nesses casos, o animal pode apresentar falta de apetite, ficar prostrado ou sentir dor no local da aplicação. Há também a possibilidade de reações alérgicas, que exigem maior atenção do tutor: o pet pode apresentar coceira, inchaço no corpo e no rosto, dificuldade para respirar e, nos casos mais graves, evoluir para uma parada respiratória. Diante de sinais desse tipo, o tutor não deve esperar, e precisa procurar imediatamente o núcleo responsável pela ação ou um posto fixo de vacinação para que sejam tomadas as providências. Os postos de vacinação itinerantes terão locais e datas definidos ao longo do ano pelos próprios núcleos, que avaliam a demanda nas regiões e têm autonomia para organizar a logística. A programação é divulgada e constantemente atualizada no site da Secretaria de Saúde, na página de pontos de vacinação. Vacina antirrábica humana Em situações de risco, como ataques de animais sem imunização contra a raiva, a população deve procurar imediatamente um posto de saúde para receber a vacina antirrábica, seguindo as orientações da equipe de atendimento para prevenção da doença. Para mais informações, acesse este link.     

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Raiva: população deve tomar cuidado ao lidar com animais silvestres

No mês dedicado à conscientização das zoonoses - o Julho Dourado -, a Secretaria de Saúde (SES-DF) chama a atenção da população para os cuidados necessários ao lidar com animais que possam transmitir doenças, como os morcegos. Até junho deste ano, o DF diagnosticou dois desses mamíferos com raiva. Morcegos, normalmente, se alimentam de frutos; mesmo assim, caso haja contato com humanos, é preciso acionar a Zoonoses | Imagens: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Da espécie Artibeus lituratus, os morcegos observados são conhecidos por se adaptarem facilmente às áreas urbanas e possuírem hábitos frugívoros - ou seja, se alimentam de frutos. Nos casos identificados, os morcegos não tiveram contato direto com humanos, apenas com cachorros.   “Os morcegos são animais silvestres, protegidos por lei e possuem uma importante função ecológica, porém é preciso estar atento quando se encontra um animal fora do comportamento habitual dele, como durante o dia, caído no chão ou adentrado nas residências”, orienta a gerente da Zoonoses, Camila Cibeli Soares. “Nesses casos, é preciso um pouco mais de cautela.” Cuidados essenciais Arte: Divulgação/SES-DF A raiva é uma zoonose grave, que pode ser transmitida pela mordedura, lambedura ou arranhadura de algum animal infectado. “Às vezes, no contato, o animal pode morder para se defender, mesmo sendo frugívoro”, lembra a gerente de Zoonoses. Nesses casos, a recomendação é isolar o morcego com segurança - cobrindo-o com um balde e colocando um peso em cima - até que a equipe técnica possa recolhê-lo. Caso ocorra contato com o animal, a orientação é lavar imediatamente as mãos com água e sabão. “De qualquer forma, é importante acionar a gerência de vigilância ambiental para realizar o recolhimento do morcego e o encaminhar para o diagnóstico”, reforça Camila Soares. “Também é importante avisar se o animal doméstico teve contato com os morcegos, para que seja feita a observação quanto ao risco de raiva, e iniciar o protocolo pós-exposição do animal.” Protocolo Quando animais domésticos, como cães e gatos, entram em contato com morcegos, é aplicado o protocolo de pós-exposição para raiva, em que o animal é vacinado outra vez contra a doença e segue em observação. Na rede pública, a vacina é gratuita e está disponível em diversos pontos do DF. Casos Entre 2019 e 2025, o Laboratório de Diagnóstico de Raiva recebeu 3.454 amostras, sendo 27 positivas, diagnosticadas em 22 morcegos, quatro bovinos e um equino. Já os casos de raiva humana no Distrito Federal foram apenas dois: um em 1971 e outro em 2022.  Como acionar o serviço A população pode acionar a Vigilância Ambiental pelos números (61) 3449-4432 e 3449-4434 (WhatsApp) ou pelo e-mail zoonosesdf@gmail.com. O atendimento via telefone está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. É importante informar a localização, o tipo de animal e, se possível, enviar fotos para auxiliar no atendimento. *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Caramujo africano: conheça riscos e saiba como combater

Dezenas de caramujos africanos infestaram o jardim de Ana Paula da Silva, 43 anos, moradora do Sol Nascente. “Plantei uma horta com coentro e cebolinha, mas desisti. Eles comem e matam tudo. Em uma única limpeza, recolhi mais de 50 deles e piora na época da chuva”, relata, acrescentando que orienta as crianças da residência a não tocarem no molusco. A preocupação da dona de casa é justificada, pois a espécie de caramujo oferece riscos a humanos e animais.   O molusco conhecido popularmente como caramujo africano, cujo nome correto é caracol africano (Achatina fulica), é considerado uma espécie exótica e invasora no Brasil. Foi introduzido ilegalmente no país no final da década de 1980 como um substituto para o escargot e já é encontrado em quase todos os estados brasileiros. Hermafroditas, os animais procriam a cada dois ou três meses com fecundação cruzada, podendo colocar em média 200 ovos por postura e se reproduzir mais de uma vez por ano. Estes ovos são parecidos com a semente de mamão, branco-amarelados e ficam parcialmente enterrados. A estimativa média de vida do caracol é de 5 a 6 anos. O caramujo africano pode provocar meningite eosinofílica e enterite eosinofílica | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Quando infectado por vermes, o caracol africano pode transmiti-los e provocar doenças, como a meningite eosinofílica ou a enterite eosinofílica. A infecção ocorre quando há a ingestão acidental de larvas do verme presentes nas frutas e hortaliças contaminadas com o muco (gosma) que o caracol libera quando se locomove. Por isso, é importante fazer a correta higienização de verduras, legumes, hortaliças e frutas antes do consumo. Recomenda-se deixar esses alimentos mergulhados em uma mistura contendo uma colher de sopa de água sanitária para um litro de água durante 30 minutos e, em seguida, enxaguar bem. Como agir Caso perceba a presença do caracol na residência, o próprio morador pode realizar a catação do molusco, sempre com as mãos protegidas. Também pode acionar a Vigilância Ambiental (Dival) do Distrito Federal pelo telefone (61) 3449-4427 ou pelo Disque-Saúde 160. Os profissionais vão identificar se o caracol é africano ou nativo e orientará o manejo. Artes: Secretária de Saúde [LEIA_TAMBEM]Ana Paula foi orientada pela equipe da Vigilância Ambiental a realizar o descarte correto. “Com o uso de luvas de limpeza, a pessoa faz a coleta dos caracóis e dos ovos e os coloca em um balde ou lata metálica. Também é preciso esmagar a concha com martelo ou alguma peça de madeira ou similar. Adicionar ao balde um litro de cloro e três litros de água e tampar. O material deverá ficar de molho por 24 horas”, ensina o biólogo da Dival, Israel Martins. Após esse período, os caracóis e ovos esmagados devem ser drenados e colocados em saco de lixo resistente. Outra forma de descarte é enterrar, longe de lençóis freáticos, cisternas ou poços artesianos. “O material pode ser colocado em valas com profundidades de ao menos 80 cm revestidas por uma camada de cal virgem, que possui a função de impermeabilizar o solo e evitar que outros animais sejam atraídos. Esses procedimentos devem ser feitos periodicamente, enquanto durar a infestação”, acrescenta. A concha do caramujo africano deve ser quebrada para evitar o acúmulo de água e a proliferação do mosquito da dengue A quebra das conchas é necessária para que elas não acumulem água e se transformem em focos de mosquitos Aedes aegypti, vetor do vírus da dengue, febre chikungunya e zika. “É importante coletar e quebrar porque quando o caracol morre, a concha pode acumular água e é muito comum a gente encontrar larvas de mosquito da dengue. Também é preciso manter o quintal sem esconderijos, como materiais de construção armazenados e vegetação alta, por exemplo. E pensar nos ambientes úmidos onde poderão se abrigar”, explica o agente de vigilância ambiental em saúde, Rogério Alves de Andrades. Diferença entre espécie nativa e africana   A concha do caracol africano é diferente da espécie nativa no Brasil. Com cor marrom escuro, o africano pode chegar a ter 15 cm de comprimento. O contorno da abertura da concha é cortante, afiada, diferente da espécie da nossa fauna (Megalobulimus), que é bem espesso. Além disso, o caracol africano apresenta traseira da casca pontuda. Caso encontre algum caramujo, entre em contato com a Vigilância Ambiental do DF: (61) 3449-4427 ou pelo Disque-Saúde 160. *Com informações da Secretaria da Saúde

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Saúde capacita servidores em vigilância da qualidade da água para consumo humano

Quase cem servidores de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF) foram treinados para monitorar a qualidade da água para consumo humano. Nesta semana, por três dias (3 a 5 de junho), os profissionais responsáveis pelas atividades de campo da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) se revezaram entre atividades teóricas e práticas.  A capacitação busca padronizar a captação de amostras hídricas em locais como escolas, unidades de saúde e áreas com grande aglomeração. O objetivo é possibilitar que o material coletado seja corretamente analisado e os patógenos em potencial, combatidos. Nesta semana, por três dias (3 a 5 de junho), os profissionais responsáveis pelas atividades de campo da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) se revezaram entre atividades teóricas e práticas | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “O conhecimento atualizado e nivelado garante que os profissionais estejam preparados e contribuam diretamente para a proteção da população. Além disso, o treinamento reforça o papel da Vigilância Ambiental na promoção da saúde pública e no cumprimento dos parâmetros legais e normativos estabelecidos pelo Ministério da Saúde”, informa a gerente de Vigilância Ambiental de Fatores Não Biológicos (GVAFNB) da SES-DF, Andressa Cassiano. Prevenção de doenças O currículo da qualificação abordou diversos temas relativos à vigilância, como doenças de veiculação hídrica, monitoramento ambiental da cólera, utilização do hipoclorito de sódio e equipamentos de proteção individual (EPI). [LEIA_TAMBEM]Uma das instrutoras do curso, a agente de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas), Jéssia Silveira, explica que um dos principais meios de transmissão de doenças se dá pela contaminação da água: “Elas são conhecidas como ‘doenças de transmissão hídrica e alimentar’. Geralmente os sintomas são diarreia, náuseas e vômitos. Se não forem tratadas adequadamente, podem levar a uma desidratação severa”, alerta.  Nesse sentido, a atuação dos agentes da Dival tem, segundo a instrutora, se mostrado crucial na prevenção de surtos dessas doenças, sendo a qualificação rotineira dos servidores – tanto dos novos quanto dos de maior tempo na carreira – uma das bases para a prestação dos serviços da SES-DF. “Ao assegurar o acesso à água potável, conseguimos romper essa cadeia de transmissão e manter a população saudável”, reforça. Vigiágua A capacitação desta semana se insere no Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiágua), de iniciativa do Ministério da Saúde. O programa consiste em um conjunto de ações adotadas continuamente pelas diversas autoridades de saúde pública do país, de forma a garantir à população o acesso à água em quantidade suficiente e qualidade compatível com os padrões de potabilidade. Um ponto-chave desse controle é o Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Siságua). Trata-se de um instrumento do programa Vigiágua que auxilia o gerenciamento de riscos à saúde, a partir dos dados gerados rotineiramente pelos profissionais de Vigilância Ambiental e responsáveis pelos serviços de abastecimento de água. Essa atuação possibilita a geração de informações em tempo hábil para planejamento e tomada de decisão.  *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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