Força feminina no campo marca o 9º Encontro Distrital de Mulheres Rurais
Mais de 500 mulheres de diversas comunidades rurais do Distrito Federal participaram, nesta quarta-feira (19), do 9º Encontro Distrital de Mulheres Rurais, promovido pela Emater-DF no auditório da Novacap. O evento reuniu agricultoras, trabalhadoras e lideranças femininas e ofereceu serviços como corte de cabelo, maquiagem, exame de vista, além de orientações sobre nutrição, plantas aromáticas e crédito rural. Pela manhã, as participantes entregaram à vice-governadora Celina Leão uma carta com propostas e demandas voltadas às mulheres e suas comunidades. A vice-governadora destacou o papel das mulheres rurais na construção de comunidades mais fortes e reforçou que políticas públicas eficazes começam pela educação e pelo cuidado com as famílias, áreas em que o governo tem ampliado investimentos, e que ouvir quem vive e produz no campo é essencial para garantir dignidade e inclusão. “É pensando nas famílias, especialmente nas mulheres, que estamos ampliando políticas públicas essenciais. Para mim, como mulher e mãe, esse compromisso tem um significado especial. Ver vocês aqui, unidas e fortalecidas, mostra a força das mulheres rurais do DF. Nosso trabalho é garantir que vocês tenham mais oportunidades, segurança e condições dignas para viver e produzir”, afirmou a vice-governadora. O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destacou que o encontro é resultado de um trabalho de muita mobilização, formações e atividades em 20 comunidades rurais. Ele ressaltou o papel das extensionistas e economistas domésticas da empresa, que atuam diretamente com as mulheres do campo, promovendo autonomia, protagonismo e desenvolvimento produtivo. Pela manhã, as participantes entregaram à vice-governadora Celina Leão uma carta com propostas e demandas voltadas às mulheres e suas comunidades | Fotos: Divulgação/Emater-DF “Todo esse movimento segue alinhado ao planejamento estratégico do GDF, às metas de combate à fome, geração de renda e qualidade de vida no campo. A Emater-DF não arreda o pé: estamos aqui para apoiar, fortalecer e acreditar no protagonismo das mulheres rurais”, afirmou o presidente. Para o secretário de Agricultura Rafael Bueno, o encontro demonstra a força da mulher rural e a união. Ele destacou que foi por meio de demandas apresentadas pelas mulheres durante esses eventos que surgiram as primeiras creches rurais, asfaltamento em algumas regiões e a implantação de unidades de saúde. “Este encontro é o espaço onde elas apresentam suas demandas reais, e isso gera resultados concretos. São necessidades que nos direcionam a oferecer dignidade e qualidade de vida às mulheres rurais. Parabenizo a Emater-DF pelo trabalho belíssimo”, enfatizou o secretário. A secretária da Mulher Giselle Ferreira reforçou a importância da presença ativa das políticas públicas nos territórios rurais. “As nossas políticas públicas precisam chegar até onde as mulheres estão. Estar perto, ouvir e agir é o que transforma a realidade de quem vive e produz no campo. Este encontro mostra que a pauta das mulheres é de todo o GDF, que tem atuado de forma conjunta para garantir segurança, qualidade de vida e assistência às mulheres do Cerrado”, afirmou. O evento contou ainda com a presença do presidente da Novacap, Fernando Leite; da deputada federal Bia Kicis; e do deputado distrital Tiago Manzoni, entre outros parceiros institucionais. Durante todo o dia as mulheres participaram de diversas atividades, mas a mais animada e esperada por elas foi a gincana Gincana e criatividade Durante todo o dia, as mulheres participaram de diversas atividades, mas a mais animada e esperada por elas foi a gincana. Divididas em grupos, as mulheres participaram de quatro atividades: concurso de receitas, apresentação musical, grito de torcida e exposição de artefatos produzidos pelas equipes. Os grupos foram organizados por escritório local da Emater-DF e, ao longo dos pré-encontros, receberam incentivo para criar as peças e preparações que concorreram na disputa. De acordo com a produtora Eliana Fontenele, de São Sebastião, as atividades e a convivência fortaleceram as trocas entre diferentes regiões do DF. “É muito bom conhecer cada mulher de cada região diferente. É muito importante para a gente aprender e se manter unida”, destacou. Durante o evento, ela ganhou uma atividade da gincana e conquistou pontos para a sua equipe, o que, para ela, reforçou o espírito de diversão e cooperação entre as mulheres. Laís Cristina Silva de Melo, do Núcleo Rural Rajadinha (Paranoá), disse que a experiência vai além da competição da gincana. “A gente não ganha em premiação, ganha em convivência”, resumiu. Já a produtora Noilde de Jesus, de Brazlândia, que participa desde a primeira edição, lembrou como esses encontros transformaram sua trajetória. “Acho que participo desde o primeiro encontro e cheguei sem nenhum conhecimento. Ao longo dos anos aprendi a me valorizar e a passar o que eu sei para outras mulheres. Hoje eu lidero mulheres." A economista doméstica da Emater-DF Selma Tavares, responsável pela organização do encontro na empresa, destacou o alto nível das produções culinárias apresentadas na gincana. “Frutos típicos do Cerrado, como pequi, baru e cagaita, foram incorporados a bolos, brigadeiros, licores e outros pratos tradicionais. Isso mostra o potencial das mulheres do campo na gestão do negócio rural e na elevação da renda das famílias”, observou. Na gincana, Brazlândia, Planaltina, Taquara, Paranoá e Ceilândia foram as regiões ganhadoras das primeiras colocações. *Com informações da Emater-DF
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Ações do GDF promovem protagonismo da mulher do campo
O empoderamento econômico das mulheres rurais como agricultoras, empresárias e líderes comunitárias contribui para reduzir a pobreza, aumentar a segurança alimentar e alcançar a igualdade de gênero. No Distrito Federal, das mais de 16 mil propriedades cadastradas na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), 5.379 são de mulheres proprietárias ou coproprietárias. [Olho texto=”“Uma de nossas missões é dar condições para o protagonismo feminino, assegurar a inclusão dos talentos, habilidades, experiências e energia das mulheres requer ações afirmativas e políticas públicas”” assinatura=”Selma Tavares, extensionista da Emater” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Neste Dia Internacional da Mulher, a representatividade feminina no campo e os desafios enfrentados por elas são temas a serem reforçados e discutidos. Responsável pela coordenação de atividades voltadas às mulheres, a extensionista da Emater Selma Tavares defende que é preciso reconhecer a importância da mulher na comunidade em que se encontra inserida, bem como o seu papel essencial na atividade agrícola, no sustento familiar ou na gestão dos recursos naturais. “Uma de nossas missões é dar condições para o protagonismo feminino, assegurar a inclusão dos talentos, habilidades, experiências e energia das mulheres requer ações afirmativas e políticas públicas”, afirma a gestora. Pensando nisso, a Emater criou o Projeto de Valorização da Mulher Rural, que inclui ações nas áreas social, produtiva e de inclusão em políticas públicas distritais e federais. Mulheres no campo Para a agricultora e presidente da Associação de Produtores Agroecológicos do Alto São Bartolomeu (Aprospera), Fátima Cabral, as conquistas da mulher do campo vêm a partir de conhecimentos vindos de muitos meios de comunicação, atividades compartilhadas e troca de experiências. “Esses momentos, muitas vezes organizados pela Emater, trazem uma ampliação de consciência sobre nossas vidas, das vivências no campo e sobre o que ainda se pode conquistar”, aponta ela. “A Emater é grande parceira, não só para o fortalecimento individual e coletivo das associações, mas também com a oferta de capacitações, encontros, seminários que resgatam a autoconfiança e aprimoram o trabalho da mulher no campo. Hoje temos mulheres na direção da associação, com participação muito forte nas decisões administrativas e financeiras”. Nesta data, a Emater destaca os principais serviços e políticas públicas especialmente destinadas às mulheres, proporcionando acesso a tecnologias de produção, mercado, capacitações em liderança e gestão e benefícios sociais. Entre 2019 e 2022, 8,6 mil mulheres foram atendidas pela empresa em atividades nos eixos social, econômico e ambiental. Dos 17 objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), a Emater desenvolve ações em 16 eixos. Dentre os vários temas, as mulheres são consideradas peças-chave para o alcance dos objetivos. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Confira, abaixo, algumas ações da Emater voltadas às mulheres rurais. ? Assistência técnica e acompanhamento em atividades agropecuárias, desde o planejamento à comercialização, nas áreas de bovinocultura, floricultura, avicultura, olericultura, agricultura orgânica e agroecologia ? Elaboração de projetos de crédito rural em atividades agropecuárias ? Qualificação, capacitação e inclusão em atividades voltadas ao desenvolvimento humano-social, como qualidade do alimento, alimentação adequada, cidadania e benefícios sociais, saúde, saneamento e habitação ? Capacitação, qualificação e acompanhamento nas atividades não agrícolas, como artesanato, turismo rural e agroindústria ? Inclusão em políticas públicas, como o CadÚnico, Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais e programas de compras institucionais ? Estímulo e apoio à organização social, grupos, associações e cooperativas ? Promoção de eventos voltados à saúde, bem-estar, lazer e troca de experiências ? Viabilização da participação de mulheres em espaços de comercialização, feiras, eventos e comunidades que sustentam a agricultura (CSAs). *Com informações da Emater
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Agricultoras contam como conciliaram lavoura e maternidade
Neste domingo especial de Dia das Mães, a Emater-DF conta a história de três mães agricultoras, que são exemplos de coragem, trabalho, fé, esperança e amor. Juntas, Noilde Maria de Jesus, Luzia Rodrigues e Maria Terezinha da Silva criaram 26 filhos ao mesmo tempo em que trabalhavam na lavoura. Noilde Natural de Juvenília (MG), Noilde Maria de Jesus está em Brasília há 30 anos. Na capital federal, nasceram seus nove filhos naturais e a caçula, adotada. A agricultora vive com oito deles em sua propriedade de cinco hectares no assentamento Betinho (região administrativa de Brazlândia), onde planta, principalmente, morangos, além de abóbora, vagem e outras hortaliças. “Tive que me educar para ser mãe. Hoje, consigo conciliar os dois trabalhos — a maternidade e a produção na lavoura. Todos ajudam, menos os dois mais velhos, que já casaram”, conta Noilde. Noilde de Jesus com quatro de seus dez filhos em sua chácara no assentamento Bentinho A agricultora diz que a dedicação aos meninos é tanta que um deles, com dificuldades no colégio, teve o incentivo da própria mãe. “Voltei a estudar para mostrar a ele como não era difícil. O resultado foi bom para nós dois: eu aprendi mais e ele se desenvolveu bem na escola”, diz. Com a crise sanitária, Noilde está plantando menos, pois a demanda diminuiu. “Todo mundo está enfrentando dificuldades, mas logo isso vai passar”, confia. Pelo menos, o Dia das Mães será junto com os filhos, já que todos moram na chácara. Luzia Com oito filhos — quatro homens e quatro mulheres —, Luzia Rodrigues vive no núcleo rural Contagem (região administrativa de Sobradinho II) e planta, principalmente, banana e mandioca. Todos os filhos são agricultores. “Batalhei muito pra educar os meninos. Hoje, estão todos grandes, criados”, se orgulha. Há 20 anos, Luzia deixou o Piauí e veio para Brasília, tentar a vida. “Aos poucos, fomos nos arrumando”, conta. Com apoio da Emater-DF, Luzia produz bananas. “O momento está um pouco difícil, com essa pandemia. Mas vamos resistindo. O amor, principalmente o dos filhos, ajuda a gente a suportar melhor a crise”, completa Luzia. Therezinha Maria Terezinha da Silva mora com o marido, Custódio da Silva, na Colônia Agrícola Rajadinha II (região administrativa de Planaltina). Na propriedade de dois hectares, o casal cultiva flores e plantas ornamentais. Terezinha tem oito filhos (cinco mulheres e três homens), todos já grandes. “Cada um cuida do seu trabalho, mas todos se ajudam”, diz Terezinha, que divide a propriedade com cinco filhos. O casal faz parte do Circuito Rajadinha — rota de turismo rural criada pelos produtores da região, que conta com o apoio da Emater-DF. O trabalho surgiu há seis anos e visa estimular a economia local por meio da venda de produtos agrícolas diretamente ao consumidor. “O circuito melhorou bastante a nossa venda, mas achamos que podemos crescer ainda mais”, vislumbra Terezinha, que vai passar o Dia das Mães com os filhos na chácara. “Essas histórias de amor e de superação só nos motiva ainda mais a continuar nosso trabalho junto aos agricultores e agricultoras do DF”, disse a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca. “São exemplos individuais de amor e dedicação, mas que representam todas as mães que trabalham no campo em busca de um futuro melhor para os filhos. Parabéns a todas as mamães agricultoras”, afirmou. A Emater-DF Empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF e Entorno. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas. *Com informações da Emater-DF
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