Dengue e chikungunya: saiba diferenciar os sintomas
Febre, mal-estar e dores pelo corpo costumam ser os primeiros sinais de alerta para quem contrai dengue ou chikungunya. Apesar de apresentarem sintomas semelhantes nos primeiros dias, as duas doenças evoluem de maneiras diferentes. A principal forma de prevenir a dengue e a chikungunya é eliminar possíveis fontes de reprodução do mosquito transmissor | Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde DF “A chikungunya provoca um processo inflamatório mais intenso, principalmente em mãos, pés, punhos e tornozelos. Essa inflamação pode levar à dificuldade de movimentação e, em alguns casos, permanecer por meses” José David Urbaez, infectologista da Secretaria de Saúde (SES-DF) e referência técnica na área Embora sejam transmitidas pelo mesmo mosquito — Aedes aegypti —, ambas as doenças possuem algumas características distintas entre si. Na dengue, a febre alta e repentina (acima de 38°C) é um dos principais sintomas. Já na chikungunya, as fortes dores nas articulações marcam sua presença. “A chikungunya provoca um processo inflamatório mais intenso, principalmente em mãos, pés, punhos e tornozelos. Essa inflamação pode levar à dificuldade de movimentação e, em alguns casos, permanecer por meses”, explica o infectologista da Secretaria de Saúde (SES-DF) e referência técnica na área, José David Urbaez. Sinais em comum e diagnóstico A dengue é causada pelo vírus Denv, que possui quatro sorotipos diferentes: Denv-1, Denv-2, Denv-3 e Denv-4. Seus sintomas incluem, também, dores na cabeça, atrás dos olhos e nos músculos. Nos casos mais graves podem ocorrer sangramentos nas mucosas e o surgimento de manchas vermelhas na pele. Mal-estar, dores nas articulações e na cabeça e vermelhidão também aparecem em ocorrências de chikungunya. Além dos testes rápidos, a rede pública também realiza exames como RT-PCR e sorologia, que auxiliam na confirmação do diagnóstico das doenças | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF Mesmo com as diferenças visíveis, a forma mais segura de identificar a dengue ou a chikungunya é procurar atendimento médico, segundo Urbaez. As duas doenças podem ser identificadas por exames laboratoriais disponíveis na rede pública de saúde do DF. Além dos testes rápidos, também podem ser realizados exames como RT-PCR e sorologia, que auxiliam na confirmação do diagnóstico. Ao apresentar febre, dores no corpo ou nas articulações, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). “A maioria dos casos de dengue, por exemplo, pode ser totalmente gerenciada na atenção primária, com hidratação, repouso e medicamentos para aliviar os sintomas. Os casos graves são encaminhados aos hospitais regionais”, detalha o especialista da SES-DF. Combate diário A liberação dos chamados Wolbitos, mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia, é uma estratégia da SES-DF que ajuda a reduzir a transmissão de arboviroses. Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde DF [LEIA_TAMBEM]A principal forma de prevenir as arboviroses é eliminar pontos de acumulação de água parada, ambiente ideal para a reprodução do mosquito transmissor. Pneus, garrafas, calhas e caixas d’água sem proteção estão entre os recipientes que mais favorecem a proliferação do Aedes aegypti. Na capital federal, a SES-DF também mantém uma série de ações de enfrentamento, como: borrifação intradomiciliar, uso de drones para identificar possíveis criadouros, instalação de armadilhas e aplicação da vacina contra a dengue em públicos específicos. Outra estratégia adotada pela pasta é a liberação dos chamados Wolbitos, mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia. A tecnologia ajuda a reduzir a capacidade de transmissão de doenças pelo Aedes aegypti e reforça as ações de controle. *Com informações da SES-DF
Ler mais...
Médicos apresentam as melhores condutas nos cuidados paliativos
A tarde do segundo dia do Congresso Internacional da Criança com Condições Complexas de Saúde trouxe palestras sobre cuidados paliativos. Nesta terça-feira (25), médicos brasileiros e espanhóis contribuíram com inovadoras perspectivas para mudanças no modo em que se percebe a qualidade de vida dos pacientes com condições crônicas incuráveis e seus familiares. No segundo dia do evento, médicos brasileiros e espanhóis participaram de palestras sobre cuidados paliativos | Foto: Ascom/HCB Cuidado paliativo é uma abordagem médica que busca a máxima qualidade de vida para pacientes com casos graves, complexos, e que, inevitavelmente, levarão à morte do paciente. As medidas do cuidado buscam aliviar a dor da enfermidade, oferecendo sistemas de suporte para apoiar o paciente e ajudam a família a entender a situação enfrentada e o futuro processo de luto. Comunicação A abertura com a médica da equipe de cuidados paliativos do Hospital Sírio-Libanês (SP), Ana Cristina de Castro, pautou a necessidade de melhora do sistema de comunicação entre os profissionais envolvidos no atendimento multidisplinar do paciente de condições crônicas. Castro afirma que, ainda hoje, falta alinhamento nas muitas indicações e formas de cuidados passadas pelos diferentes profissionais no encargo do tratamento com a criança. As orientações são passadas por alguns desses médicos sem uma mediação prévia entre os mesmos, o que causa confusão nos cuidadores das crianças em condições paliativas. A médica afirma, ainda, que é importante respeitar o ritmo de cada família no entendimento da doença, e que é preciso se instrumentalizar para dialogar com essas pessoas. [Olho texto=”“Às vezes, temos um olhar paliativo, amplo e precoce, pois as crianças precisam ter socialização, qualidade de vida, assim como as famílias”” assinatura=”Sergi Navarro, médico do do Hospital de Barcelona Sant Joan de Déu” esquerda_direita_centro=”direita”] Pensando no tratamento humanizado, é necessário levar em conta a situação psicológica em que os cuidadores se encontram diante das responsabilidades frente à condição enfrentada pela criança. E, afim, de também incluir essas crianças no entendimento das suas respectivas condições e cuidados, Castro visa adequar como informar o diagnóstico a diferentes faixas etárias, para que possa haver um preparo e entendimento delas quanto ao quadro. “O nosso pilar precisa ser a criação de conexão e vínculo com essas pessoas”- observa a médica. Qualidade de vida A pediatra Andrea Nogueira de Araújo, do Hospital Regional da Ceilândia, trouxe à palestra questionamentos quanto a qualidade de vida das crianças que são afetadas pela paralisia cerebral grave, assim como as demais crianças acometidas por doenças crônicas. A médica afirma que muitas das intervenções médicas nos serviços de saúde privam as crianças do direito de liberdade e até mesmo lazer. Considerando a curta expectativa de vida das crianças em cuidados paliativos, Nogueira fala que é importante que a equipe de saúde esteja alinhada com os desejos da criança e da família dela – que podem comunicar o que é de interesse dos pacientes – afim de que estes tenham uma vida mais plena possível, ainda que curta. Ela concluiu a exposição dizendo que “memórias só existe se a gente tiver a oportunidade de viver”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Abordagens paliativas O médico Sergi Navarro, do Hospital de Barcelona Sant Joan de Déu, levou ao congresso uma experiência de um modelo de tratamento integral e multidisciplinar. Os profissionais se deslocam, por áreas distantes, rurais, na Catalunha. Onde vivem 7 milhões de pessoas e com frotas de veículos próprios, levando os serviços especializados a esses pacientes, em média, duas mil visitas ao ano. Até 40% das crianças apresentam doenças oncológicas; os demais são portadores de outras enfermidades. As equipes pediátricas buscam uma nova abordagem aos diferentes casos que precisam de cuidados paliativos que, inevitavelmente, terão as vidas ceifadas pelas doenças. “Às vezes, temos um olhar paliativo, amplo e precoce, pois as crianças precisam ter socialização, qualidade de vida, assim como as famílias”. Navarro reconhece que 25 mil crianças deveriam ter esses cuidados na Espanha. É por demandas como essa que foi criada a Casa de Sofia, com 15 leitos. Com ambientação lúdica na arquitetura, o espaço procura oferecer bem-estar aos pacientes muito vulneráveis e às famílias. “É um centro que se propõe dar as melhores respostas ao final da vida”, diz Sergi Navarro. O projeto conta com o apoio de três hospitais de casos agudos, mas a Casa de Sofia prepara as famílias para o tratamento de autocuidado, até mesmo quando é para as etapas finais da vida junto à família. *Com informações do HCB
Ler mais...
DF recebe as primeiras doses da vacina contra a gripe
[Olho texto=”“É importante que as pessoas venham no período em que há o chamamento pela Saúde porque é propício realizar a imunização antes que o clima mude. O público-alvo precisa comparecer, pois é o mais exposto ao vírus” – Divino Valero, subsecretário da Vigilância à Saúde” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A Secretaria de Saúde do DF recebeu, nesta terça-feira (22), o primeiro lote da vacina contra a gripe. São mais de 96 mil doses. A campanha nacional contemplará profissionais de saúde e idosos na primeira etapa. Após a notícia falsa que circulou sobre o início da campanha com a data errada, a pasta ressalta que a vacinação começa no dia 4 de abril, com encerramento em 3 de junho. Esse período é definido pelo Ministério da Saúde e acontece para que a população do público-alvo seja imunizada antes da época mais fria do ano. Divino Valero, subsecretário da Vigilância à Saúde, destaca a importância de realizar a vacinação na convocação feita pela pasta. “É importante que as pessoas venham no período em que há o chamamento pela Saúde porque é propício realizar a imunização antes que o clima mude. O público-alvo precisa comparecer, pois é o mais exposto ao vírus”, destacou. A vacina Influenza trivalente utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é produzida pelo Instituto Butantan e será eficaz contra as cepas H1N1, H3N2 e tipo B | Foto: Divulgação / Ascom SES-DF A campanha de vacinação contra a gripe ocorrerá em duas etapas e terá ainda o Dia D de mobilização nacional, previsto para 30 de abril. A ação é uma estratégia anual do governo federal para minimizar a carga do vírus e evitar os casos graves da doença. Sem a proteção, podem ocorrer o surgimento de complicações, óbitos e a sobrecarga dos serviços de saúde. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Vacina trivalente A vacina Influenza trivalente utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é produzida pelo Instituto Butantan. A formulação é constantemente atualizada para que a dose seja efetiva na proteção contra as novas cepas do vírus. A vacina será eficaz contra as cepas H1N1, H3N2 e tipo B. Serviço: – Primeira etapa: de 4/4 a 2/5 Público-alvo: idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde – Segunda etapa: de 3/5 a 3/6 Público-alvo: crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes e puérperas; povos indígenas; professores; pessoas com comorbidades; pessoas com deficiência permanente; integrantes das Forças Armadas, de Salvamento e Segurança; caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; e população privada de liberdade *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
Ler mais...