Pedal Cidadão promove inclusão e autonomia com passeio ciclístico em Taguatinga
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Cerca de 50 pessoas participaram, neste domingo (30/8), da 8º edição do Passeio Ciclístico do Projeto Pedal, do Centro de Referência Especializado para População de Rua (Centro Pop) Taguatinga. O passeio começou por volta das 9h, na entrada do Taguaparque, e foi até o Centro Pop, na QNF 24, em Taguatinga Norte, reunindo usuários atendidos na unidade da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), servidores e comunidade. Cada um com sua bicicleta, sejam elas próprias ou doadas pelo Centro Pop por meio desse projeto. O evento é realizado anualmente no mês de agosto em alusão ao Dia de Luta da População em Situação de Rua. “Neste ano, conseguimos reformar um número bom de bicicletas para doar a pessoas em situação rua. Em todas as edições, nós procuramos ao máximo contemplar aqueles que frequentaram a oficina do projeto. As bicicletas que sobraram, nós sorteamos na hora entre os que vieram para o passeio ciclístico. É um balanço bem positivo, a galera gostou muito do evento. Tivemos um apoio bem forte da Polícia Militar. Cada vez mais, Taguatinga está conhecendo o Projeto Pedal Cidadão e e o objetivo que ele tem”, explica o agente social Wendell Viana, coordenador do projeto. Mais do que um passeio ciclístico, o Pedal Cidadão promove capacitação profissional em mecânica de bicicletas e o reingresso de pessoas em situação de rua ao mercado de trabalho. Neste ano, foram doadas no passeio 32 bicicletas, todas reformadas na oficina que o Projeto Pedal Cidadão promove desde abril com frequentadores da unidade. Com a bicicleta, eles ganham autoestima para recomeçar a vida, autonomia e um meio de transporte para lazer, para se locomover pela cidade e para trabalho. Mais do que um passeio ciclístico, o Pedal Cidadão promove capacitação profissional em mecânica de bicicletas e o reingresso de pessoas em situação de rua ao mercado de trabalho | Foto: Divulgação/Sedes-DF Adriano Santana, de 45 anos, frequenta o Centro Pop Taguatinga há oito anos e participou pela primeira vez do Pedal Cidadão. Ele foi um dos contemplados com uma bicicleta revitalizada. “Para mim, foi uma maravilha poder ver todo mundo feliz, andando de bicicleta. E acho muito bom saber que estou aqui ajudando o próximo. Tava aqui no projeto, acabei saindo para um trabalho de carteira assinada. Então, eu sempre falo com a galera, só depende da gente querer mudança”, comemora. O Projeto Pedal Cidadão arrecada com a comunidade local bicicletas usadas, quebradas e peças para serem utilizadas nas oficinas voltadas para pessoas em situação de rua. Josafá Martins, de 65 anos, participou do Pedal Cidadão em 2023 e até hoje utiliza a bicicleta que ganhou no projeto há três anos. “Eu uso a bicicleta para tudo, dou uma voltinha, vou na praça, sempre a mesma bicicleta, até hoje não mexi em nada. Antes de fazer a oficina, tinha 30 anos que eu não andava de bicicleta, ficava com medo de cair no começo. Vir para o passeio andando com ela é maravilhoso”, conta bem humorado. Atendido pelo Centro Pop Taguatinga, Josafá faz atividade física regularmente e, além de gostar de pedalar pela cidade, pratica corrida. “Tem 22 anos que eu corro. Eu comecei a correr em 2004, pesava 94 quilos. Hoje eu tenho 65 anos e peso 67 quilos. Sempre correndo.” “Esse projeto mostra que a população em situação de rua tem potencial também para cuidar da saúde, participar do lazer da cidade. Foram doadas 300 bicicletas ao longo desses nove anos do Pedal Cidadão. Só o fato de as pessoas virem domingo para a unidade demonstra que, sim, elas acreditam no projeto e isso é um grande diferencial. Por meio dele, conseguimos mostrar para a cidade que a população em situação de rua também é ativa no lazer, gosta de participar das atividades culturais no final de semana. Então, é um projeto que tem resultados positivos, principalmente no convívio comunitário”, conclui o diretor de Atenção à População em Situação de Rua da Sedes-DF, Guilherme Pereira de Lima. *Com informações da Sedes-DF
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Abrigo contra o frio na Asa Sul faz mais de 2,2 mil acolhimentos em 20 dias com dignidade e conforto
Segurança e acolhimento são as palavras usadas por Ulisses Silva (nome fictício), 38 anos, para definir o abrigo provisório contra o frio, montado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) na Asa Sul, desde 22 de maio. “O abrigo está sendo uma mãe, ajudando bastante. Aqui temos a janta, o café da manhã, o banho, a dormida e apoio dos assistentes sociais”, afirma ele, que utiliza o serviço público há 11 dias consecutivos. “Aqui me sinto seguro, os funcionários acolhem a gente, são muito educados, nos tratam bem.” Mais de 2 mil atendimentos já foram feitos no abrigo provisório contra o frio, na 907 Sul, desde 22 de maio | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Ele e a esposa, a acolhida Luana Ribeiro (nome fictício), 42, souberam da iniciativa pelo Centro Pop da Asa Sul. Nascidos em São Paulo, eles estão em situação de rua desde que foram dispensados de um emprego na área rural do DF. “Na rua a gente ia passar frio, mas aqui eles dão tudo que precisamos, até roupa”, afirma ela, que recebeu um casaco da Campanha do Agasalho Solidário. O abrigo provisório contra o frio promoveu 2.224 atendimentos a pessoas em situação de rua em 20 dias de funcionamento - desde a abertura até a última quarta-feira (11). A estrutura é instalada diariamente no ginásio do Centro Integrado de Educação Física (Cief), na 907 Sul, com funcionamento das 19h30 às 6h. Do total de assistências, 337 são referentes às pessoas com deficiência (PcD), 67 a mulheres, 20 a mulheres transexuais, 12 a crianças e adolescentes e 67 a animais de estimação, enquanto o número de homens acolhidos chega a 1.337. Além disso, em 12 dias de atividade houve o preenchimento de todas as vagas disponíveis. O espaço é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), conforme previsto no Plano Distrital para População em Situação de Rua, coordenado pela Casa Civil. Outros locais serão abertos conforme a demanda. Em 2024, os abrigos temporários foram instalados no Plano Piloto, no Gama e em Ceilândia, com atendimento de mais de 8 mil pessoas. O inverno começa no DF, oficialmente, apenas no dia 20 deste mês. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, na última segunda-feira (9), um alerta amarelo de leve risco à saúde devido ao declínio de temperatura em 15 unidades da federação. No DF, a temperatura poderá variar e cair entre 3º C e 5º C, com registro de 21º C a 23º C nos próximos dias. “Abrir o abrigo provisório antes mesmo do início oficial do inverno foi uma medida necessária diante da queda brusca de temperatura. Essas mais de 2 mil pessoas em situação de rua foram acolhidas com segurança, alimentação, banho quente e estrutura adequada”, enfatiza o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. “Temos articulado esse esforço com os demais órgãos do GDF para garantir uma resposta rápida, eficiente e sensível às necessidades de quem mais precisa. É assim que reafirmamos o papel de um governo presente e comprometido com a dignidade de todos.” Bem-estar "O pernoite vem para a proteção social das pessoas que nesse momento se encontram em maior situação de vulnerabilidade", afirma Raqueline Neves No local, os abrigados têm acesso a duas refeições (café da manhã e jantar), colchões e cobertores limpos para dormir, banho quente, kit higiene e casacos fornecidos pela Campanha do Agasalho Solidário, iniciativa da Chefia-Executiva de Políticas Sociais idealizada pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. Também são oferecidos atendimentos socioassistenciais e foram montadas duas tendas da Defesa Civil para crianças e mulheres. A subsecretária substituta de Assistência Social da Sedes, Raqueline Neves, explica o processo de acolhimento: “As pessoas que chegam aqui são cadastradas no nosso sistema e, depois, recebem um kit de higiene para o banho quente. Também são oferecidos alimentação e agasalho, além de atendimento socioassistencial.” [LEIA_TAMBEM]Segundo Neves, o objetivo é oferecer, de fato, segurança e conforto à esta população. “O pernoite é uma meta do Plano de Ação para a População em Situação de Rua, que tem a oferta de diversas políticas, incluindo a assistência. Dentro disso, o pernoite vem para a proteção social das pessoas que nesse momento se encontram em maior situação de vulnerabilidade.” Agasalho Solidário Lançada em 8 de maio, a 6ª edição da Campanha do Agasalho Solidário segue até 17 de julho para reforçar o apoio a famílias em situação de vulnerabilidade social. Cerca de 4 mil itens já foram arrecadados até o momento, dos quais uma parte foi entregue em ações no Sol Nascente, Pôr do Sol, Estrutural e Santa Maria. Casacos, mantas, meias, toucas, gorros e calçados em bom estado, para todas as idades e públicos, podem ser entregues em pontos de coleta dos órgãos do GDF. O ideal é que os itens estejam em sacos plásticos transparentes, com identificação do tipo, tamanho e público da peça, para facilitar a triagem e distribuição. Os pontos de coleta estão distribuídos em locais estratégicos, como o Palácio do Buriti e o Anexo, secretarias, administrações regionais, órgãos e entidades públicas. Para mais informações, acesse as redes sociais da Chefia-Executiva de Políticas Sociais ou entre em contato pelo WhatsApp (61) 99195-4079.
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