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combate à violência e ao abuso contra crianças e adolescentes

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Encontro discute cuidados e proteção de jovens nas redes sociais

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) recebeu, na última quinta-feira (23), na sede da Pasta, o delegado da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (Dciber) da Polícia Federal (PF), Thiago Rodrigues, para uma palestra sobre o tema relacionado à violência sexual contra crianças e adolescentes. A ação faz parte do programa Guardiões da Infância, fruto da parceria firmada entre a SEEDF e a PF, que já alcançou 3,5 mil estudantes e cerca de mil professores da rede pública de ensino.  Organizado pela Assessoria Especial de Cultura de Paz nas Escolas da SEEDF, o evento lotou o auditório Neusa França com profissionais da educação que buscam capacitação sobre o assunto para estarem cada vez mais preparados para lidar com situações que envolvam bullying, cyberbullying, violência sexual, entre outros crimes cibernéticos ou não. Presente na abertura do evento, a secretária de Educação do DF interina, Iêdes Braga, destacou a importância da formação. “Nós precisamos estar atentos às condições do bullying, que não acontece só nas escolas, acontece em todos os espaços. A gente vive um momento em que o cyberbullying tem sido um grande vilão na vida dos nossos estudantes. Precisamos usar as redes sociais de forma consciente.” A secretária de Educação do Distrito Federal interina, Iêdes Braga, fala sobre a importância de abordar o tema com a comunidade escolar | Fotos: Felipe de Noronha/Ascom SEEDF Atenta à movimentação relacionada aos casos de bullying e cyberbullying nas escolas, a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz, Ana Beatriz Goldstein, reforça a importância de falar sobre o tema, principalmente no primeiro semestre.  “O bullying e o cyberbullying são os maiores casos de violência que nós temos dentro do ambiente escolar, especialmente quando se tem o abandono digital, no qual os estudantes ficam muito tempo nas redes sociais. Verificamos também um aumento dessas situações de violência no início do ano, em março e abril. Então, intensificamos nossas ações no semestre inteiro com a parceria da Polícia Federal, Secretaria de Segurança Pública, Batalhão Escolar e Anatel, para trabalhar segurança nas redes”, salientou.  Acompanhamento e identificação de sinais O abandono digital refere-se a uma forma de negligência dos responsáveis, marcada pela falta de cuidado, proteção e orientação dos filhos no ambiente online. Quando crianças e adolescentes têm acesso livre e excessivo aos conteúdos da internet, sem o devido acompanhamento dos pais nesse universo digital, podem ser expostos a situações de risco e vulnerabilidade.  Delegado da Polícia Federal Thiago Rodrigues concede palestra aos profissionais da educação sobre crimes cibernéticos Portanto, o intuito da palestra concedida pelo delegado da Polícia Federal, Thiago Rodrigues, é capacitar educadores em relação à temática da violência sexual infantojuvenil, perfis e sinais identificadores do abuso, bem como quanto à atuação em âmbito escolar e quais procedimentos a serem adotados no caso de suspeita de abuso sexual (abrangendo tópicos de segurança online e offline). Segundo dados oficiais do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, de 2024, a cada 100 mil habitantes, 41,2 já foram vítimas de estupro de vulnerável, e 80% dessas vítimas são menores de 18 anos. Um dos dados mais impressionantes é que 84,7% dessas pessoas foram abusadas por pessoas conhecidas ou familiares. Uma das espectadoras da palestra, a servidora da Unidade de Gestão Articuladora da Educação Básica (Unigaeb), Natalia Acioly, comentou: “A escola é um lugar onde tudo eclode, inclusive esses problemas sociais, de abuso infantil, tudo aparece dentro da escola, é o primeiro refúgio que a criança tem, depois do seu convívio mais direto com seus familiares, então, geralmente, ela procura um professor, alguém da escola para tentar ajudá-la a sair dessa situação”. O delegado Thiago salientou que não há um perfil definido de abusador, pode ser qualquer um. No entanto, ressaltou alguns pontos importantes que podem ajudar na identificação de casos.  A equipe da Assessoria Especial da Cultura de Paz nas Escolas organizou o encontro dos servidores com o delegado da Polícia Federal - Aspectos que favorecem a vitimização de crianças e adolescentes:  Grande quantidade de horas em redes sociais e pouca vigilância dos responsáveis; Crianças carentes emocionalmente (necessidade excessiva de afeto e atenção); Existência de alguma vulnerabilidade prévia (introspecção, deficiências, depressão, etc); Histórico de bullying; Ambiente familiar conflituoso. - Sinais identificadores físicos: Dor ou irritação na área anogenital ou alterações clínicas (hematomas, assaduras constantes, corrimentos, sangramento, infecção de repetição, infecções urinárias, etc); Dificuldades em urinar ou evacuar, escapes frequentes (diurnos ou noturnos); Doenças sexualmente transmissíveis; Gestação. - Sinais identificadores sociais: Mudanças comportamentais radicais, súbitas e incompreensíveis (oscilações de humor, agressividade, medo e/ou pânico); Tendência ao isolamento social, apresentando poucas relações com colegas e companheiros; Tristeza, abatimento profundo ou depressão crônica; Culpa e autolesão; Recusa de estabelecer contato físico; Medo de pessoas ou lugares específicos (casa, escola, etc); Comportamentos infantis repentinos (urinar nas calças, na cama, em público); Silêncio predominante; Dificuldade de concentração e queda de rendimento escolar; Curiosidade sexual, interesse ou conhecimento súbito e não usual para sua idade sobre questões sexuais. - Para os educadores terem melhores condições de identificar e acolher: Observar sempre seus alunos, criando vínculos com eles, principalmente com os “mais problemáticos" ou com os mais “tímidos”; Manter registros sobre o desempenho/histórico escolar do aluno; Conversar com o (a) aluno (a) quando perceber alterações no comportamento e humor; Demonstrar disponibilidade para conversar e buscar um ambiente acolhedor para a conversa; Ouvir atentamente, sem interromper, e não pressionar para obter informações; Utilizar linguagem acessível a criança/adolescentes; Evitar perguntas desnecessárias, perguntar somente o necessário para saber o que fazer em seguida; Levar a sério tudo o que ouvir, sem julgar, criticar ou duvidar do que a criança-adolescente diz; Manter-se calmo e tranquilo, sem reações extremadas ou passionais; Expressar apoio, solidariedade e respeito.   *Com informações da Secretaria de Educação do DF

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Foguetinho do Parque Ana Lídia será iluminado em apoio ao Maio Laranja

A emblemática estrutura do foguetinho, situada no Parque Ana Lídia, no Parque da Cidade, e conhecida como um dos cartões-postais de Brasília, recebe novamente uma iluminação especial em apoio ao Maio Laranja. Neste sábado (11), às 18h, as luzes do foguetinho serão acionadas, permanecendo acesas até o dia 31. Nesse período, o brinquedo estará envolto por uma luz laranja, simbolizando o compromisso de conscientizar a população sobre a proteção de crianças e adolescentes. Durante a noite, o icônico brinquedo do Parque Ana Lídia estará iluminado de forma especial, em referência ao Maio Laranja | Foto: Divulgação/SEL-DF O mês de maio é dedicado ao enfrentamento e prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, conforme estabelecido pela Lei n° 14.432, de 3 de agosto de 2022. O secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, destacou a relevância da iniciativa: “Ao iluminar o Castelinho com a cor laranja, estamos levando uma mensagem de esperança e conscientização. É fundamental que todos estejamos engajados nessa causa, protegendo nossas crianças e adolescentes e proporcionando um futuro mais seguro e digno para eles”. Em parceria com a Administração do Parque da Cidade, uma série de atividades será realizada ao longo do mês objetivo para promover essa conscientização em todo o país. Junto à iluminação do foguetinho, haverá a apresentação do coral da Associação Viver – Associação dos Voluntários Pró-Vida Estruturada da Cidade Estrutural, formado por crianças atendidas pela instituição.  “Estamos mais uma vez comprometidos em apoiar e promover essa iniciativa, que destaca a importância da proteção das crianças e adolescentes em nossa sociedade”, reforça o administrador do Parque da Cidade, Todi Moreno. Maio Laranja A campanha Maio Laranja tem origem em um crime que chocou o Brasil. Em 18 de maio de 1973, uma menina de oito anos de idade, chamada Araceli, foi sequestrada, drogada, violentada sexualmente e assassinada, em Vitória (ES). Em 1991, os três réus acusados de matar a menina – todos da alta sociedade capixaba –  foram absolvidos. Até hoje esse crime permanece impune. O apoio ao Maio Laranja representa o comprometimento do Governo do Distrito Federal (GDF) com a proteção das crianças e adolescentes, reforçando a importância de toda a sociedade na promoção de um ambiente seguro e saudável para a juventude. *Com informações da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF)

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