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A trajetória vitoriosa de uma merendeira que hoje é gestora de uma escola pública do DF

A educação pública do Distrito Federal transformou a vida de Mírian Fiuza Braga. Ex-merendeira e atualmente vice-diretora do Centro de Ensino Médio (CEM) 01 do Gama, a servidora construiu toda a trajetória profissional na Secretaria de Educação (SEEDF), unindo dedicação, estudo e vínculo com a comunidade escolar. Ex-aluna da rede pública de ensino, Mírian já foi auxiliar de cozinha, distribuidora de medicamentos, secretária e técnica em contabilidade | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF “Eu só sabia fazer comida de casa, mas depois que escutei minha mãe, fiz um cursinho e passei no concurso” Mírian Fiuza, gestora educacional A história começou em 2005, quando Mírian ingressou na carreira de assistência à educação após aprovação em concurso público. Moradora do Gama e estudante da rede pública de ensino do DF durante toda a vida, ela atuava como auxiliar de cozinha no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 15 do Gama, onde ajudava diariamente na preparação da alimentação escolar para 1.050 estudantes. Antes de chegar à rede pública de ensino, ela trabalhou como auxiliar de dentista, distribuidora de medicamentos, secretária e técnica em contabilidade. Anos depois, em 2012, foi aprovada em um novo concurso, desta vez para a carreira do magistério da SEEDF.  “Eu só sabia fazer comida de casa, mas depois que escutei minha mãe, fiz um cursinho e passei no concurso”, relata. “Ela me deu esse ensinamento de que a gente pode começar por baixo. Nós precisamos aos poucos ir ocupando nossos espaços. Quando eu fui chamada, fiquei muito feliz! Sempre tive uma rede de apoio familiar muito importante na minha vida.” “Quando eu era da merenda, buscava ser a melhor merendeira”, lembra ela “A maneira como ela me fazia sentir capaz de aprender e de ser o que eu quisesse fez com que eu desejasse levar isso para outras pessoas” Brenda Geovana Rocha, professora de inglês do CEM 01 do Gama  Mírian lembra que o cuidado com os estudantes sempre esteve presente em sua atuação profissional, independentemente da função exercida dentro da escola. “Quando eu era da merenda, buscava ser a melhor merendeira”, lembra. “Colocava amor e respeito no que eu fazia”, conta. “Se eu fizesse um café para os professores, eu fazia com amor e respeito. Sempre atendi bem os alunos, sempre tive uma relação amistosa com eles. Os alunos se apegaram muito a mim, desde a época em que eu era da merenda.”  Da cozinha à sala de aula Bolsista do Programa Universidade para Todos (ProUni), Mírian cursou letras português/inglês e posteriormente se especializou em coordenação pedagógica pela Universidade de Brasília (UnB). Em 2018, passou a atuar como professora no CEM 01 do Gama, escola onde estudou na juventude. Já em 2023, assumiu a vice-direção da unidade escolar. Hoje, divide o ambiente de trabalho com ex-alunos que tiveram sua trajetória inspirada por ela. “Eu a tinha como um exemplo de profissional que eu queria me tornar, pois a maneira como ela me fazia sentir capaz de aprender e de ser o que eu quisesse fez com que eu desejasse levar isso para outras pessoas”, conta Brenda Geovana Rocha, atualmente professora de inglês da escola.  [LEIA_TAMBEM]“Sempre soube da história dela, e é muito inspirador ouvir um testemunho de alguém que tinha a mesma realidade que a minha enquanto estudante”, enfatiza Brenda. “A empatia e a maneira como ela sempre acreditava no potencial das pessoas era o que eu mais gostava, então trabalhar ao lado da professora que me inspirou é um privilégio inenarrável.” Além das funções na gestão escolar, Mírian lidera um grupo sobre comunicação não violenta. Atualmente, cursa psicologia para ampliar a atuação no acolhimento e no apoio emocional aos estudantes. “Já passei por diversas situações de alunos que precisavam de apoio emocional, e eu, mesmo sendo professora, consegui dar um apoio”, afirma. “Já recebi tanta coisa… presentes, cartinhas de alunos, terço. Essa escola tem mais de 2.400 alunos, mais de 100 professores. Não é uma gestão fácil, a gente precisa resolver conflitos, ser proativo. Tem que ter iniciativa.” A trajetória da servidora representa o papel transformador da educação pública e demonstra como a rede da SEEDF possibilita oportunidades de crescimento profissional, formação continuada e construção de vínculos dentro da própria comunidade escolar. Tags: Gama, merendeira, gestão escolar, inspiração, trajetória, educação pública.   *Com informações da Secretaria de Educação

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Dia do Pediatra: Dedicação e carinho em prol da saúde das crianças

Um dia dedicado aos profissionais que trabalham com tanto amor, carinho e dedicação em prol da saúde e bem-estar das crianças. O Dia do Pediatra é celebrado em 27 de julho e enaltece o trabalho dos médicos que se dedicam a cuidar dos pequeninos, desde recém-nascidos até a adolescência. O déficit de pediatras no Brasil é uma preocupação constante na área médica, pois a especialidade tem sido cada vez menos procurada pelos estudantes de medicina. E isso afeta tanto os atendimentos em hospitais públicos quanto privados | Fotos: Davidyson Damasceno/IgesDF Ao escolher a pediatria, o médico acolhe não somente o pequeno paciente, mas a angústia dos pais ao se sentirem impotentes por verem seus filhos doentes. Em meio a tantos desafios e responsabilidades, os pediatras dedicam-se incansavelmente para garantir que a infância seja uma fase saudável e feliz para cada paciente. “Hoje, nossa linha de cuidados do paciente é composta pelos setores principais da Pediatria. Agora, estamos lutando e sonhando para termos uma UTI Pediátrica, completando assim toda a linha de cuidados da criança, desde o nascimento até sua alta” Débora Cruvinel, chefe do Serviço de Pediatria do HRSM Hoje, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) é responsável pelo atendimento pediátrico do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e das unidades de pronto atendimento (UPAs) de Ceilândia, Recanto das Emas e São Sebastião. Ao todo, são 160 médicos pediatras distribuídos nesses locais. Dentre as unidade geridas pelo instituto, o Hospital Regional de Santa Maria é o que possui a maior linha de cuidados pediátricos. Além do Pronto-Socorro Infantil (PSI), tem a Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos (UCPPed), a Enfermaria Pediátrica, a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN) e os Alojamentos Conjuntos (Alcon), que são os leitos junto com as mamães, na maternidade. Todos os setores são compostos por pediatras e, onde há recém-nascidos, os responsáveis são os pediatras com especialidade em neonatologia. Atualmente, são 43 médicos neonatologistas no HRSM. O Dia do Pediatra é celebrado em 27 de julho e enaltece o trabalho dos médicos que se dedicam a cuidar dos pequeninos, desde recém-nascidos até a adolescência “Hoje, nossa linha de cuidados do paciente é composta pelos setores principais da Pediatria. Agora, estamos lutando e sonhando para termos uma UTI Pediátrica, completando assim toda a linha de cuidados da criança, desde o nascimento até sua alta”, explica a pediatra e chefe do Serviço de Pediatria do HRSM, Débora Cruvinel. Desafios Atualmente, o déficit de pediatras no Brasil é uma preocupação constante na área médica, pois a especialidade tem sido cada vez menos procurada pelos estudantes de medicina. E isso afeta tanto os atendimentos em hospitais públicos quanto privados. “A UTI pediátrica é fundamental para garantir cuidados específicos e avançados em crianças vítimas de trauma e de patologias complexas que, muitas vezes, pela especificidade, são somente atendidas neste Hospital” Abdias Aires, chefe da UTI pediátrica do HBDF “Hoje, nossa maior dificuldade, além do déficit de mercado que existe, é o olhar crítico e o planejamento anual das autoridades para o período de sazonalidade, que ocorre de março a junho. As crianças sofrem muito com a sazonalidade dos vírus respiratórios e demanda muito da nossa área”, destaca Débora. Segundo ela, hoje o HRSM possui um dos maiores serviços de Pediatria do Distrito Federal e abarcar a demanda de todo o Entorno Sul é o maior desafio para a especialidade, porque mais de 50% dos atendimentos são crianças do Entorno. “Essas crianças geralmente chegam em estados muito graves na nossa porta, o que demanda alta expertise do serviço de pediatria. No nosso box de emergência temos uma equipe médica e multidisciplinar altamente capacitada. Nosso sonho do corpo clínico é ter um hospital com a linha materno-infantil completa, porque temos capacidade técnica pra isso. Salvamos muitas vidas aqui dentro, é nobre, glorioso, honroso. É sinônimo de amor”, afirma a chefe do Serviço de Pediatria do HRSM. Na percepção de Débora, ser médico é ter um sacerdócio inegociável. “Mas a Pediatria é o maior sacerdócio de todos na medicina, pois é cuidar, zelar, proteger e nunca desistir de salvar aqueles pequenos que chegam em nossa porta em um momento de fragilidade”, avalia. UTI Pediátrica Hoje, a unidade que conta com UTI Pediátrica é o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). O chefe da UTI pediátrica do HBDF, Abdias Aires, enfatizou a relevância crucial de uma unidade de terapia intensiva de referência em um hospital terciário. “A UTI pediátrica é fundamental para garantir cuidados específicos e avançados em crianças vítimas de trauma e de patologias complexas que, muitas vezes, pela especificidade, são somente atendidas neste Hospital.” Celebração No dia 27 de julho é comemorado, no Brasil, o Dia do Pediatra. A data foi escolhida por ter sido o dia da fundação da Sociedade Brasileira de Pediatria, em 1910. *Com informações do IgesDF

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Carreiras dedicadas a salvar vidas no Hospital de Base

O Hospital de Base (HB) é a maior, a mais antiga unidade de saúde pública do Distrito Federal e uma das mais importantes do Brasil. Fundado em 1960, o HB ocupa 54 mil metros quadrados de área construída, formada por 12 andares, onde estão distribuídos 634 leitos e cerca de 30 tipos de serviços médico-hospitalares, inclusive transplantes de alta complexidade. Mais de 10 mil pessoas são atendidas diariamente ali. Para recebê-las, o hospital conta com 4 mil colaboradores. À frente desse exército de profissionais, há um batalhão de médicos renomados e conceituados internacionalmente. Entre eles, destacam-se doutores cuja trajetória profissional se confunde com a própria história do Hospital de Base. É o caso dos médicos José Carlos Quinaglia e Silva, 68 anos; Osório Luís Rangel de Almeida, 74, e Julival Ribeiro, 67. São profissionais que, há mais de três décadas, se dedicam a salvar vidas no HB, uma das oito unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). Acompanhe, abaixo, a história desses heróis da saúde. JOSÉ CARLOS QUINAGLIA Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF O cardiologista José Carlos Quinaglia e Silva atua no Hospital de Base desde 1982. São 39 anos dedicados à instituição. Sua trajetória começou em 1977, quando o garoto vindo do interior de São Paulo conseguiu se formar em medicina pela Universidade de Brasília (UnB). Especializou-se em cardiologia em homenagem ao pai, que sofria da doença de Chagas. “A enfermidade do meu pai expôs para mim as dificuldades que pessoas com doenças cardíacas enfrentam”, relata. [Olho texto=”“O contato com os alunos é importante porque nos permite, além da pesquisa, ensinar a importância de um trato humanizado com o paciente” ” assinatura=”José Carlos Quinaglia e Silva, cardiologista” esquerda_direita_centro=”direita”] Em 1998, José Carlos ajudou a fundar a Associação dos Amigos do Hospital de Base, atualmente extinta. Formado por servidores e pessoas da comunidade, o grupo conseguiu arrecadar dinheiro para comprar equipamentos caros, que seriam usados em cirurgias complexas. “Era um serviço importante para a comunidade, que hoje foi substituído pelas instituições de caridade que trabalham no Base”, explica. Ensino e pesquisa A dedicação à cardiologia o fez assumir cargos estratégicos no HB. Entre 2001 e 2002, foi chefe da Unidade de Cardiologia. Depois, entre 2003 e 2005, ocupou os cargos de vice-diretor e diretor da instituição. Mais tarde, entre 2011 e 2012, comandou a Unidade Coronariana do hospital. “O HB é minha verdadeira paixão”, declara-se. “O nosso hospital é essencial para os atendimentos de média e alta complexidade, uma verdadeira referência para a saúde”. Defensor do ensino e da pesquisa, o médico também se destacou como pesquisador-chefe do Brazilian Heart Study, iniciação científica voltada para estudantes da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), da UnB, da Universidade Católica de Brasília (UCB) e do Centro Universitário de Brasília (Ceub).  “O contato com os alunos é importante porque nos permite, além da pesquisa, ensinar a importância de um trato humanizado com o paciente”, defende. “Temos essa responsabilidade com os novos médicos e o compromisso irrefutável com a medicina”. Em 2004, o profissional assumiu a direção geral do HB, e um dos projetos implementados foram as visitas itinerantes e semanais nas unidades do hospital para ouvir servidores e gestores sobre as suas principais necessidades. “A partir dessa visita, um plano de ação programava as melhorias por setores”, lembra. OSÓRIO LUÍS RANGEL DE ALMEIDA Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF O capixaba Osório Luís Rangel de Almeida chegou a Brasília em 1962, dois anos após a inauguração da capital. Formando em medicina pela quarta turma da Universidade de Brasília (UnB), o cardiologista ingressou no Hospital de Base em 1986, ao ser convidado para integrar a Unidade Coronariana, área de cuidados intensivos para pacientes com problemas cardíacos que necessitam de monitoramento 24 horas. Em 35 anos de dedicação, Osório acumula inúmeras conquistas e recordações. Em 1983, foi responsável pela implantação da telemedicina no hospital. Era um dos médicos que, por telefone, prestavam consultoria a diversos colegas que trabalhavam em outras regiões administrativas do DF. “A orientação era por meio dos sons de eletroencefalograma e de eletrocardiograma dos pacientes em atendimento”, recorda. [Olho texto=”“Muito mais que pela estrutura física, o HB se define principalmente pela qualificação do seu pessoal” Osório ” assinatura=”Luís Rangel de Almeida, cardiologista” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Osório lembra-se de um paciente especial: o presidente Tancredo Neves. Em 15 de janeiro de 1985, Tancredo foi eleito presidente do Brasil por meio de voto indireto do Congresso Nacional. Em 14 de março daquele ano, um dia antes de tomar posse, foi internado às pressas no HB, após ter sido diagnosticado com apendicite aguda. Osório fez parte da equipe médica que atendeu o chefe do Executivo. Tancredo depois seria transferido para o Instituto do Coração, em São Paulo, onde faleceu em 21 de abril, aos 75 anos. Acompanhamento direto Mas o que mais orgulha o cardiologista é salvar vidas. Osório perdeu as contas de quantas vezes dormiu ao lado de pacientes, na UTI, para acompanhar a evolução clínica dos doentes. Quando conseguia liberá-los, comemorava. “Nossa maior satisfação é ver a alta de um internado”, afirma. “O paciente sempre tem razão e merece o melhor atendimento”. O médico se orgulha também de continuar fazendo parte da equipe de profissionais no HB, referência no atendimento de traumas e de procedimentos de alta complexidade. Esse reconhecimento, avalia ele, foi conquistado por causa da dedicação dos médicos aos pacientes. “O HB sempre foi um hospital de vanguarda, com as mais altas competências e com profissionais de ponta, vindo de todos os lugares do país e do mundo”, ressalta. “Muito mais que pela estrutura física, o HB se define principalmente pela qualificação do seu pessoal.” Defensor do ensino e da pesquisa como um dos tripés essenciais para o desenvolvimento da ciência, atualmente o cardiologista dedica parte de sua carga horária a ensinar aspirantes a médicos. “Esse também é um dos nossos compromissos éticos: transmitir o conhecimento adquirido”, diz. JULIVAL RIBEIRO Foto: Arquivo pessoal Outro jaleco conhecido nos corredores do HB é o do infectologista Julival Ribeiro, 67 anos. A caminhada do baiano em Brasília começou em 1980, por escolha do destino, como define. “Após me formar em medicina em Salvador, fiz concurso de residência em vários locais, um deles o Distrito Federal”, conta. E aqui ficou. O amor pela capital se deu à primeira vista, e foi aqui que ele concretizou o sonho de atuar na profissão escolhida. “Amo esta cidade, onde tive a oportunidade de crescer”, declara Julival. “Deus também me iluminou de ter vindo para o Base, lugar de referência na saúde”. [Olho texto=”“O nosso objetivo é melhorar, sempre, qualquer educação contínua, visando sobretudo à alta performance do serviço” ” assinatura=”Julival Ribeiro, infectologista” esquerda_direita_centro=”direita”] Há 30 anos ele trabalha no hospital, atualmente à frente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Em 2011, foi diretor-geral do HB. No cargo, desenvolveu em equipe um trabalho com foco no cuidado ao paciente. “Criamos a Unidade Neurocardiovascular, reestruturamos totalmente o Trauma e atuamos na Comissão de Ensino e Pesquisa”, relembra. Compromisso com o paciente Defensor do Sistema Único de Saúde (SUS), acredita que a assistência ao cidadão sempre deve ser o ponto de partida na medicina.  “Atender é a nossa razão de ser médico”, afirma. Atrelado ao compromisso com o paciente, Julival enumera o ensino e a pesquisa: “O Base forma há muitos anos médicos residentes. O nosso objetivo é melhorar, sempre, qualquer educação contínua, visando sobretudo à alta performance do serviço”. Foram muitos os casos marcantes durante a trajetória do médico, mas uma história ele considera como a mais marcante e especial. Em 2008, durante uma ronda na UTI Pediátrica, ele conheceu um menino que havia sido atropelado por um caminhão. “O transporte passou por cima do abdômen dele, e foram necessárias várias cirurgias para restabelecer a criança”, lembra. No dia em que conheceu o paciente, ele encontrou o pequeno intubado, mas algo lhe chamou a atenção. “Ao me aproximar, eu senti que ele me pedia ajuda. Então, a partir daquele momento, passei a dedicar todos os dias a resolver o problema daquela criança, junto à equipe da cirurgia pediátrica”, conta. Depois de dois meses, o paciente recebeu alta. Mas a história do menino continuou na vida de Julival, em forma de arte. Isso porque, tempos depois, um quadro pintado pelo garoto chegou às mãos do médico. “Um belo dia, houve uma exposição na área administrativa do HB, organizada pelo pessoal da pediatria”, relata. “Nesse dia, eu virei para a professora de arte e pedi um quadro que tivesse felicidade e alegria. Ela me entregou justamente a obra pintada pela criança que eu tinha atendido. Eu comprei e tenho até hoje na minha casa. É uma imagem de vida, de esperança. Nem por um milhão de dólares eu vendo esse quadro”. *Com informações do Iges-DF

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