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Profissionais orientam pacientes sobre o uso racional de medicamentos

O que fazer quando você acaba de usar um medicamento que foi prescrito pelo médico? Joga a caixa fora? E se sobrar algum comprimido ou o resto de uma pomada, é possível armazená-los? Onde se deve guardar os medicamentos em casa? Estas foram algumas dúvidas respondidas pela farmacêutica Anna Giomo durante um evento realizado nesta terça-feira (5), na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Cruzeiro, em alusão ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos. Além da palestra informativa, a celebração contou com aula de dança, café da manhã coletivo, um momento de descontração com bingo e uma feirinha de artesanato, organizada pelas mulheres da comunidade. “O objetivo é fazer com que eles saiam daqui com conhecimento e que possam levar para as suas casas e suas famílias informações sobre a forma correta de usar e armazenar medicamentos”, explicou a servidora da UBS. Conscientização O evento faz parte de um trabalho de educação em saúde que já é realizado pelos profissionais da UBS 1 do Cruzeiro todos os meses, sempre com um tema diferente. Dessa vez, foi escolhido o uso de medicamentos devido à data nacional. Pacientes da UBS 1 do Cruzeiro aprenderam sobre como usar, armazenar e descartar medicamentos corretamente | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Para fomentar os ensinamentos, os profissionais também enviaram lembretes nos grupos de WhatsApp da unidade durante a semana anterior ao evento para que, assim, eles pudessem levar os medicamentos que não estavam em uso e descartá-los na unidade de saúde. Vicenildes Borges Cardozo, 66, que frequenta diversas atividades promovidas na unidade, como aulas de alongamento, crochê e caminhada, ressaltou a importância de promover momentos de acolhimento para a comunidade. “Os eventos que acontecem aqui são muito bons, deixa a gente feliz porque todos da UBS nos acolhem e nos deixam muito à vontade. É importante também falar sobre os medicamentos, que às vezes a gente não sabe, não tem muita noção, sobre esses cuidados que precisamos ter”, relata. Uso racional de medicamentos Uma pesquisa de 2019, realizada pelo Datafolha e encomendada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), mostrou que mais da metade dos brasileiros (57%) que usaram remédios nos últimos 6 meses — antes do levantamento — havia se automedicado. O estudo mostrou que, de forma geral, 77% da população brasileira têm esse tipo de hábito. Arte: Agência Saúde DF Os dados são ainda mais preocupantes quando combinados com um levantamento feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O estudo mostra que cerca de 30% das internações hospitalares no Brasil estão relacionadas a erros no uso de medicamentos.  Como pontuou a farmacêutica Anna Giomo, a ação educativa foi de suma importância para os pacientes da UBS 1 do Cruzeiro. “Ressaltamos que só pode usar medicamento quando, de fato, for prescrito, que é importante usar os remédios de forma correta e, se tiver dúvida, consultar um profissional de saúde. Além disso, pontuamos que, quando o medicamento não estiver mais em uso ou estiver vencido, é necessário fazer o descarte correto — em UBSs ou farmácias — para não contaminar o meio ambiente”, concluiu. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Descarte correto de medicamentos protege população e meio ambiente

Fortes aliados da saúde, os medicamentos exigem cuidados além do uso. O descarte apropriado de remédios é fundamental, e seu descumprimento acarreta riscos para a população e para o meio ambiente.  Especialmente os medicamentos devem ser descartados em locais específicos, para seus componentes não interagirem quimicamente com o resto do lixo | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF “Um fármaco jogado na privada ou no lixo comum, por exemplo, pode chegar ao esgoto e trazer sérios prejuízos ao meio ambiente, contaminando o solo e a água”, explica o farmacêutico Marcelo Martins, da Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Vila Planalto. Ele lembra que as substâncias químicas presentes nos medicamentos podem interagir com as do lixo comum.  “É importante que as seringas sejam descartadas sem as agulhas, pois trazem muitos riscos para quem maneja” Daniela Matias, enfermeira, responsável técnica pela UBS 3 da Vila Planalto Martins reforça que medicamentos vencidos não podem ser utilizados: “Todo remédio passa por uma série de estudos de estabilidade que determinam em quanto tempo vai produzir os efeitos desejados. A data estampada na embalagem, portanto, é a garantia que o laboratório dá ao consumidor sobre o funcionamento correto daquele fármaco”.  Onde descartar Atualmente, unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF), farmácias e drogarias recebem medicamentos vencidos ou fora de uso para o descarte correto. Diversos pontos de saúde no DF já instalaram o coletor de medicamentos em locais visíveis. “O coletor é um incremento às atividades que já realizamos aqui, como a arrecadação de pilhas e baterias”, detalha a enfermeira Daniela Matias, responsável técnica pela UBS 3, que já dispõe de um ponto de coleta. “Percebemos que a população aderiu muito bem a essas iniciativas.” A população, orienta ela, pode jogar tanto os medicamentos quanto as embalagens no coletor. A equipe da UBS separa os fármacos, quinzenalmente, para o descarte químico. O restante do material das embalagens passa pela coleta seletiva. “É importante que as seringas sejam descartadas sem as agulhas, pois trazem muitos riscos para quem maneja”, adverte Daniela. Responsabilidade ambiental [LEIA_TAMBEM]Dependendo da gravidade, o descarte incorreto de medicamentos pode ser enquadrado pela Lei nº 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais. Em 2025, foram feitas mais de 6,6 mil vistorias em locais de saúde geradores de resíduos, tendo sido autuados cinco estabelecimentos por descumprimento da norma.  “O papel da Vigilância Sanitária é fiscalizar o espaço, que deve descrever como separar, armazenar, transportar e descartar cada tipo de lixo — químico, infectante, perfurocortante e comum —, bem como [indicar] quais são as empresas licenciadas para a coleta”, reforça a diretora de Vigilância Sanitária da SES-DF, Márcia Olivé.  *Com informações da Secretaria de Saúde    

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