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Diabetes gestacional exige diagnóstico precoce para proteger mãe e bebê

Encerrando a série de orientações em alusão ao Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho, especialistas chamam atenção para um tipo da doença que exige acompanhamento ainda mais cuidadoso: o diabetes gestacional. A condição pode surgir durante a gravidez, muitas vezes sem provocar sintomas, e aumenta o risco de complicações para a mãe e o bebê quando não é identificada e tratada precocemente. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito durante o pré-natal, por meio dos exames de rotina realizados ao longo da gestação. Por isso, manter o acompanhamento médico e realizar todos os exames recomendados é fundamental para identificar precocemente alterações nos níveis de glicose e iniciar o tratamento quando necessário. Embora muitas gestantes não apresentem sintomas, algumas podem perceber sinais como sede excessiva, aumento da frequência urinária, cansaço intenso, visão embaçada, tonturas e inchaço. Ana Caroline da Silva faz parte dessa estatística. Na quarta gestação, foi a primeira vez que recebeu o diagnóstico, aos sete meses de gravidez. "Comecei a inchar muito e sentir tonturas. Procurei atendimento médico e, no exame da curva glicêmica, o resultado veio alterado", relata. Moradora do Pedregal, no Novo Gama (GO), Ana Caroline está internada no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), referência no atendimento a gestantes de alto risco da região Sul do Distrito Federal e Entorno. Ela permanece sob os cuidados da equipe médica, que avalia a melhor conduta para o caso. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito durante o pré-natal, por meio dos exames de rotina realizados ao longo da gestação | Foto: Divulgação/IgesDF A ginecologista e obstetra do pré-natal de alto risco da unidade, Ana Carolina Ramiro, alerta que manter os níveis de glicose elevados durante a gestação pode comprometer a saúde da mãe e do bebê. "Os bebês podem sofrer com a redução da oxigenação ainda dentro do útero. Em situações mais graves, infelizmente, há risco de morte fetal. Além disso, essas mulheres têm maior chance de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida", explica. Segundo a especialista, o diabetes gestacional ocorre principalmente devido à ação de hormônios produzidos pela placenta, que aumentam a resistência à insulina durante a gravidez. Como consequência, o pâncreas precisa trabalhar mais para manter o equilíbrio da glicose no organismo. Em algumas mulheres, porém, essa compensação não acontece de forma suficiente, provocando o aumento do açúcar no sangue. O diagnóstico pode ser realizado por meio da glicemia de jejum ainda no primeiro trimestre da gestação ou entre a 24ª e a 28ª semana, com a realização do teste oral de tolerância à glicose, conhecido como exame da curva glicêmica. Hábitos saudáveis ajudam na prevenção Embora possa acometer qualquer gestante, algumas mulheres apresentam maior predisposição para desenvolver diabetes gestacional. Entre os principais fatores de risco estão idade materna avançada, excesso de peso, histórico familiar de diabetes, hipertensão durante a gravidez, síndrome dos ovários policísticos e gestação múltipla. Adotar hábitos saudáveis ajuda a reduzir os riscos e contribui para uma gravidez mais segura. "Atividades como caminhada, hidroginástica ou dança podem fazer toda a diferença durante a gestação. Também é importante manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de açúcar, dormir bem, controlar o estresse e comparecer a todas as consultas do pré-natal. São cuidados simples que ajudam a proteger a saúde da mãe e do bebê", orienta Ana Carolina. Atendimento especializado para gestantes de alto risco Para garantir esse cuidado, o ambulatório do HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realiza diariamente atendimentos voltados ao pré-natal de alto risco. O acesso ao serviço tem início nas unidades básicas de saúde (UBSs), responsáveis pelas avaliações iniciais e pelos encaminhamentos para consultas e exames especializados. Após essa etapa, as solicitações são inseridas no Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), que organiza o acesso às vagas disponíveis. Segundo a ginecologista e obstetra Ana Carolina Ramiro, o diabetes gestacional costuma regredir após o parto. "Mesmo assim, essas mulheres devem manter acompanhamento médico, porque apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida. O seguimento no pós-parto é fundamental para monitorar a glicemia, identificar precocemente possíveis alterações e adotar medidas que contribuam para a manutenção da saúde da mãe", orienta. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Diabetes é a principal causa de amputações no Brasil

O diabetes mellitus é uma doença causada por problemas na produção ou resistência à absorção de insulina, hormônio que regula a glicose (açúcar) no sangue e garante energia para o organismo. Essa deficiência pode resultar em uma série de complicações de saúde, que vão de disfunções cardiovasculares — afetando coração e vasos sanguíneos — a neuropatias diabéticas — problemas no sistema nervoso periférico, danificando nervos sensitivos e motores. As consequências do quadro podem ser graves. “O diabetes é a principal causa de amputações no Brasil, provocadas pela síndrome do pé diabético, uma complicação crônica da doença”, afirma a enfermeira Samaya Ribeiro, responsável pelo Ambulatório do Pé Diabético do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh), da Secretaria de Saúde (SES-DF). De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 85% das amputações de membros inferiores são feitas em pacientes com pé diabético. A síndrome é caracterizada pelo aparecimento de feridas de difícil cicatrização, que gradativamente evoluem para úlceras e infecções mais graves, resultado dos níveis elevados de açúcar no sangue ou da circulação sanguínea deficiente nas extremidades do corpo. “Em geral, o usuário que chega ao Cedoh já sofreu vários níveis de acometimento. Nos pés, além do dano vascular, também há o comprometimento nervoso. O paciente descompensado apresenta uma irrigação sanguínea cada vez mais deficiente e, ao mesmo tempo, a alteração neurológica: ele perde completamente a sensibilidade dos membros. Esse é um processo gradativo. Muitas vezes ele só percebe uma lesão quando o trauma já evoluiu e a área já está necrosando. Com esse grau de comprometimento, infelizmente, nossa intervenção acaba por ficar bastante limitada”, comenta Samaya. O diabetes pode provocar disfunções cardiovasculares e neuropatias, originando a síndrome do pé diabético | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Diabetes tipo 2 e primeiros sintomas A enfermeira do Cedoh ressalta que a maioria dos pacientes com complicações nos pés enfrentam o diabetes tipo 2, ocasionado a partir de condições como sobrepeso, sedentarismo, alimentação inadequada e hipertensão. “Essa é uma doença que se desenvolve ao longo de muitos anos. Se o usuário é diagnosticado na idade adulta, geralmente já idoso, é porque ele já desenvolve a doença há, no mínimo, cinco anos”, afirma. Dos primeiros sinais até a necessidade de amputação do membro, decorre um longo caminho. Por parecer inofensivo, o primeiro sintoma costuma ser ignorado: o ressecamento dos pés. “O nome disso é ‘xerodermia’ e, nesse caso, significa que já existe um comprometimento das fibras nervosas que estimulam a produção de suor e sebo no pé. Então, o paciente vai ter sempre os pés ressecados independentemente de hidratá-los com creme. O ressecamento evolui rapidamente para fissuras; às vezes pegamos pacientes que chegam praticamente sem andar, porque há verdadeiras ‘crateras’ nos pés”, conta Samaya. Outro sintoma simultâneo é a diminuição do tato em mãos e pés, afetando a chamada sensibilidade protetora, que é uma sensibilidade extremamente fina, sutil. Esse sentido avisa — ao se calçar um sapato, por exemplo — se há a presença de alguma pedrinha ou se a palmilha está dobrada, se há algo de estranho. Em seguida o paciente perde a sensibilidade à dor, à pressão, à vibração — enfim, a pessoa perde a capacidade de discernir a temperatura. “Temos casos de pacientes que quiseram fazer um escalda-pés em casa, mas como não sentiam que a água estava quente demais, chegam aqui com queimaduras de segundo grau, porque enfiaram os pés em água fervente”, relata a enfermeira.  É nesse estágio do pé diabético que as lesões têm mais chances de se agravar, ao ponto de haver necrose no local. Mesmo a retirada de calos, se feita sem a devida higienização ou por alguém que não seja profissional de saúde, pode levar a infecções graves, tornando necessária a amputação do membro. Arte: Agência Saúde DF Acompanhamento contínuo A aposentada Maura Aleixo, de 77 anos, conhece bem essa história. Em tratamento no Ambulatório do Pé Diabético do Cedoh, ela relata sofrer com os efeitos do diabetes há mais de 40 anos. “Acho que estava com uns 30 anos quando começou. Surgiu um problema aqui no meu pé esquerdo, parecendo um calo. Fui num médico da minha cidade, em Unaí [MG], e ele me mandou fazer um exame de glicose no sangue. Deu 380 miligramas por decilitro, muito alto”, lembra. Embora o diagnóstico já tenha mais de quatro décadas, a síndrome do pé diabético é uma condição que não tem cura, apenas tratamento. “Desde lá venho tratando, e não sara. É assim: o pé melhora, mas quando fica bom torna a inchar, o ferimento abre de novo”, conta. A situação foi ainda pior na perna direita, em que Maura precisa utilizar hoje uma prótese ortopédica abaixo do joelho. “Tudo começou por causa de um bicho-de-pé. Foi minha filha que tirou, daí esse pé foi inchando, foi apodrecendo, no fim tive que amputar a perna. Isso foi em 1996, tudo por causa do diabetes”. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Planificação do cuidado aprimora atenção a pacientes com diabetes

No Distrito Federal, quem convive com o diabetes mellitus tem acesso a uma ampla rede de cuidados da Secretaria de Saúde (SES-DF), com serviços que vão da atenção básica ao atendimento especializado. Esse ordenamento é possível graças ao processo de Planificação da Atenção à Saúde (PAS), permitindo que o paciente receba assistência multidisciplinar em uma mesma unidade e em um só turno, de manhã ou à tarde. Paciente mostra o registro de consulta no Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic): análises são feitas por vários especialistas | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “Diante de condições crônicas como o diabetes, é necessário que a rede de atenção se organize para que o fluxo dos pacientes seja contínuo e integrado, com estratificação de risco, cuidado compartilhado e estímulo ao autocuidado apoiado” Yesca Oliveira, médica de família e comunidade “A PAS representa uma mudança no modelo de gestão e de organização no âmbito da Secretaria de Saúde desenvolvida pelo Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde]”, explica a médica de família e comunidade Yesca Oliveira, da Região de Saúde Centro-Sul. “O objetivo central é tirar o sistema de saúde do ‘modo reativo’, em que se espera a crise acontecer, e colocá-lo no ‘modo preventivo e resolutivo’.” No cuidado planificado, há maior grau de integração entre a Atenção Primária — refletida pela Unidade Básica de Saúde (UBS), porta de entrada preferencial da população aos serviços da rede pública no DF —  e a Atenção Especializada. O resultado é uma gama ampla de especialistas que, composta por endocrinologista, cardiologista, enfermeiro, psicólogo, fisioterapeuta, assistente social, nutricionista e um gestor do cuidado como ponto de apoio, permanece no mesmo nível de atendimento, analisando o paciente simultaneamente. [LEIA_TAMBEM]É o que ocorre, exemplifica Yesca, quando um paciente com diabetes é encaminhado de uma UBS planificada para o Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic). “Diante de condições crônicas como o diabetes, é necessário que a rede de atenção se organize para que o fluxo dos pacientes seja contínuo e integrado, com estratificação de risco, cuidado compartilhado e estímulo ao autocuidado apoiado”, detalha. Região Centro-Sul A Região de Saúde Centro-Sul compreende as regiões administrativas de Candangolândia, Cidade Estrutural, Guará, Park Way, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA). Há, ao todo, oito UBSs planificadas na Região Centro-Sul. Atualmente, essas unidades prestam 116 atendimentos mensais, com 36 pacientes acessando as UBSs pela primeira vez e 80 fazendo consultas de retorno, isso é, após terem sido atendidos no Cedhic. A expectativa é que, até o fim deste ano, a planificação na região chegue a 18 unidades. *Com informações da Secretaria de Saúde      

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Vai curtir o Carnaval? Saiba como evitar bolhas e calos nos pés

A temporada de Carnaval de 2026 começa nesta sexta-feira (13), e muita gente já está com fantasia pronta e glitter na bolsa. Mas, no meio da animação, um problema comum pode fazer a festa terminar antes do esperado: dor nos pés, bolhas, calos e feridas causadas pelo excesso de caminhada e pelo uso de calçados inadequados. Recomendação de especialistas é que, em meio às festividades, foliões atentem à importância da proteção do corpo | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Sandálias e chinelos deixam os pés expostos e não oferecem amortecimento suficiente. Além disso, existe o risco de alguém pisar ou chutar seus dedos, por isso um calçado fechado oferece mais proteção” Glênio Minoru, ortopedista do Hospital de Base Durante os dias de folia, é comum que os foliões andem longas distâncias, enfrentem sol forte, chuva e passem horas em pé. E, nesse cenário, os pés acabam sendo os primeiros a sofrer. Para evitar desconforto e conseguir aproveitar os blocos até o fim, alguns cuidados simples podem fazer toda a diferença. O ortopedista Glênio Minoru, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), lembra que a escolha do calçado é um dos pontos mais importantes para quem quer curtir o Carnaval com segurança. “Sandálias e chinelos deixam os pés expostos e não oferecem amortecimento suficiente” orienta. “Além disso, existe o risco de alguém pisar ou chutar seus dedos, por isso um calçado fechado oferece mais proteção”. Conforto dos pés De acordo com o médico, o ideal é usar tênis confortável, firme no pé, que não aperte e que já esteja amaciado. “Tênis novo costuma causar mais atrito e aumenta o risco de bolhas”, alerta. Ele compara o esforço do Carnaval a uma maratona, já que muitas pessoas passam horas caminhando e dançando sem descanso. “O tênis reduz o risco de imprevistos, como correias arrebentadas e solado quebrado”, reforça. “Já saltos altos não são recomendados, porque aumentam muito o risco de torções em terrenos irregulares.” Além do sapato certo, a recomendação é preparar o corpo antes da festa. Alongamentos e aquecimento ajudam a reduzir dores musculares e diminuir o risco de lesões. “Um aquecimento simples e alongamento das articulações já é um bom preparo; uma compressa morna antes de sair também pode ajudar”, indica Minoru. Hidratação A hidratação e a alimentação igualmente não devem ser esquecidas. Beber água regularmente e comer bem antes de sair são atitudes que ajudam a manter o corpo firme e evitam queda de pressão, cansaço extremo e mal-estar. Depois da folia, algumas medidas podem aliviar o desconforto nos pés. Caso estejam inchados, a recomendação é mantê-los elevados e, se possível, fazer compressa com gelo. Isso ajuda a reduzir o inchaço e melhora a circulação. Quando surgem bolhas, o alerta é claro: não as estoure. Isso porque a bolha funciona como uma proteção natural do corpo e, ao romper a pele, aumenta o risco de infecção. “O importante é proteger a região e eliminar a causa do problema, que normalmente é o atrito do calçado”, orienta o ortopedista. “O ideal é corrigir o sapato e cobrir a área”. Atenção aos sinais [LEIA_TAMBEM]Em geral, bolhas e calos não evoluem para algo grave, explica o especialista; contudo, se houver vermelhidão intensa, escurecimento ou sinais de pus, é importante procurar orientação médica. Esse cuidado deve ser ainda maior em pessoas com doenças como diabetes ou varizes.  “Essas pessoas são mais suscetíveis a desenvolver lesões que podem evoluir para quadros mais graves, então precisam redobrar os cuidados e não exagerar”, explica o ortopedista Wladimir Querubino, do Hospital de Base do DF. Segundo ele, o ideal é não ficar muitas horas seguidas com as pernas para baixo. “Depois de dançar, sente-se um pouco, descanse e alongue as pernas”, indica. Se houver dor intensa, inchaço persistente ou sinais de infecção, como vermelhidão forte, aumento da temperatura no local, presença de secreção ou feridas que não cicatrizam, principalmente em pessoas com diabetes ou varizes, a recomendação é buscar atendimento médico o quanto antes. Durante o Carnaval, a orientação é procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou um hospital, caso os sintomas sejam mais graves. Fora do período de feriado, a população também pode buscar orientação na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. *Com informações do IgesDF

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Movimente mais seu corpo, e a saúde agradece

Todo início de ano traz oportunidades para mudanças. Quando o assunto é saúde, as promessas tendem ao movimento do corpo e a largar de vez o sedentarismo. Tendo como foco que o estilo de vida tem impactos importantes nos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) — como hipertensão, diabetes e cânceres —, a Secretaria de Saúde (SES-DF) oferece atividades e orientações para quem quer reconhecer hábitos nocivos e tirar a meta do papel.  Atividades físicas altrernativas, como yoga, tai chi chuan, cirtuido muiltissensorial e ginástica coletiva, são oferecidas nas unidades básicas de saúde | Foto: Arquivo/Agência Saúde-DF “Se os compromissos são próximos de casa, vale programar-se para ir a pé ou de bicicleta” Helga Lins, fisioterapeuta do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh)   Nas unidades básicas de saúde (UBS), é possível encontrar ações que estimulam a atividade física. Nesses locais, há profissionais que lideram grupos de caminhada, ginástica coletiva, circuito multissensorial e práticas corporais (yoga, tai chi chuan, entre outras), variando de acordo com as necessidades da população local. Encontre aqui a sua unidade de referência, a partir do endereço de moradia. Parte da rotina Junto ao tabagismo, ao consumo excessivo de álcool e à alimentação não saudável, a inatividade física é um dos principais fatores de risco para o adoecimento por DCNT. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda para adultos entre 18 e 64 anos pelo menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada ao longo da semana. Atividades de fortalecimento muscular devem ser praticadas em dois ou mais dias. [LEIA_TAMBEM]A fisioterapeuta Helga Lins, que atua no Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh), alerta que, diferentemente do que se costuma pensar, o sedentarismo não é definido apenas pela falta de exercícios físicos, mas principalmente pelo excesso de tempo parado. Durante o expediente de trabalho, recomenda-se que as pessoas façam pausas de cinco ou dez minutos para ficar em pé, dar uma volta, subir e descer escadas. “Se os compromissos são próximos de casa, vale programar-se para ir a pé ou de bicicleta”, orienta Helga. “Caso utilizem transporte público, às vezes é possível descer algumas paradas antes para terminar o trajeto caminhando.” Segundo ela, até mesmo fazer faxina na própria casa ou dar banho no animal de estimação já são algumas opções. Uma outra dica é consultar o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, que traz as primeiras recomendações e informações do Ministério da Saúde sobre atividade física. É um documento para que a população tenha uma vida ativa, promovendo a saúde e a melhoria da qualidade de vida. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Festas de fim de ano pedem atenção especial de quem tem diabetes e hipertensão

Ceias, reencontros e celebrações fazem das festas de fim de ano um período esperado por muitas pessoas. Para quem convive com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão ou faz uso contínuo de medicamentos, porém, os excessos típicos dessa época podem representar riscos. A endocrinologista do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Tatiana Wanderley,  indica cuidados essenciais para que todos possam aproveitar as festividades com tranquilidade e responsabilidade. A especialista ressalta que o objetivo não é restringir, mas orientar escolhas seguras. “É totalmente possível curtir as festas, desde que a pessoa conheça suas necessidades e adote pequenos cuidados para evitar descompensações”, afirma. Tatiana Wanderley afirma que é possível curtir as festas desde que se tome certos cuidados com a alimentação | Foto: Bruno Henrique/IgesDF A aposentada Rita Salviano, 73 anos, convive com diabetes há mais de 15 anos e sempre apreciou os pratos tradicionais do Natal. Em 2023, um episódio de mal-estar durante a ceia serviu de alerta. “Eu não sabia que certos pratos podiam aumentar a glicose tão rápido. Fiquei tonta, suando frio, cheguei a cair no chão e precisei ser atendida na UPA”, relembra. Após o susto, Rita passou a seguir rigorosamente as orientações. “Hoje eu como de tudo, mas em quantidades pequenas. Também não saio sem tomar minhas medicações”, destaca. “As ceias concentram carboidratos simples, doces e bebidas alcoólicas. Para o diabético, isso pode provocar picos glicêmicos importantes” Tatiana Wanderley, endocrinologista Casos como o dela são frequentes nesta época do ano. “As ceias concentram carboidratos simples, doces e bebidas alcoólicas. Para o diabético, isso pode provocar picos glicêmicos importantes”, explica Tatiana. Composição do prato e cuidado com o álcool Para quem tem diabetes, o primeiro passo é montar o prato com equilíbrio. Tatiana orienta iniciar a refeição com proteínas, para aumentar a saciedade, fracionar as porções de carboidratos e evitar repetir alimentos ricos em açúcar. “Combinar proteínas magras com legumes e verduras ajuda a reduzir o impacto do açúcar na glicemia”, detalha. O consumo de álcool exige ainda mais cautela. “Não existe uma orientação de consumo seguro. O ideal é reduzir ao máximo e alternar com água para reforçar a hidratação”, alerta. Atenção ao sal escondido Para quem tem hipertensão, pratos muito salgados são os maiores vilões. Embutidos, salames, calabresa, queijos curados, bacalhau mal dessalgado e carnes com tempero excessivo podem elevar rapidamente a pressão arterial. “Alguns pratos parecem inofensivos, mas acumulam grandes quantidades de sal. Isso pode desencadear mal-estar e até crises hipertensivas”, orienta a endocrinologista. Imagem: IgesDF Obesidade e síndrome metabólica Pessoas com obesidade ou síndrome metabólica também devem redobrar os cuidados. Refeições muito calóricas podem causar desconfortos gastrointestinais, especialmente entre quem utiliza medicamentos injetáveis para controle de diabetes tipo 2 e perda de peso. “O ideal é evitar transformar toda a semana em um ciclo de excessos, manter boa hidratação e reforçar a ingestão proteica antes das ceias”, recomenda. Pacientes que utilizam anti-hipertensivos, ansiolíticos, diuréticos ou medicamentos para a tireoide precisam ter atenção redobrada. O álcool pode interagir com essas substâncias e causar reações adversas. “Nenhum remédio deve ser interrompido para que a pessoa possa consumir bebidas alcoólicas”, reforça Tatiana. Quedas e desidratação Entre os idosos, a combinação de cansaço, privação de sono e álcool aumenta o risco de quedas e desidratação. “O ideal é hidratar-se bem, evitar beber em jejum e descansar antes das festas”, orienta. Mesmo com cuidados, alguns sinais exigem busca imediata por atendimento Alterações glicêmicas persistentes Dor no peito, falta de ar ou palpitações Tontura intensa, desmaio ou confusão mental Vômitos repetidos, dor abdominal forte ou sinais de desidratação Inchaço repentino, dor de cabeça intensa ou visão borrada “Se o paciente sentir que algo está diferente do habitual, é melhor procurar ajuda em uma Unidade Básica de Saúde ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Vale lembrar que os hospitais são destinados a casos mais complexos e de risco de vida, como suspeita de  infarto, AVC, traumas graves, sangramentos intensos, perda da consciência e reações alérgicas graves”, explica a endocrinologista. *Com informações do IgesDF  

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GDF investirá R$ 7,2 milhões em novos sensores de monitoramento de glicose para pacientes diabéticos

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) divulgou o edital de pregão eletrônico, por meio de Sistema de Registro de Preços (SRP), para a aquisição de sensores e leitores de monitoramento contínuo de glicose intersticial. O objetivo é manter o abastecimento regular da rede pública e garantir a assistência contínua aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que dependem da tecnologia para o controle do diabetes. A publicação consta no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (10). O valor da contratação é de R$ 7.241.482,83, destinados a assegurar o monitoramento adequado de pacientes que necessitam acompanhamento glicêmico constante, incluindo crianças, gestantes e adultos. O sensor medidor contínuo de glicose é implantado na pele para o monitoramento constante dos níveis de glicose no sangue, o que elimina a necessidade de picadas diárias nos dedos e garante precisão e conforto na gestão do diabetes. O aparelho realiza de 10 a 15 medições por dia (sendo uma após cada refeição), e de 3h às 6h, durante a madrugada. As medições ocorrem a cada cinco minutos para permitir que seja traçada uma curva de tendências glicêmicas. O valor da contratação é de R$ 7.241.482,83, destinados a assegurar o monitoramento adequado de pacientes que necessitam acompanhamento glicêmico constante, incluindo crianças, gestantes e adultos | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF O cadastro das propostas está disponível a partir desta segunda-feira (10). A abertura das propostas está prevista para 24 de novembro de 2025, às 8h30, no portal Comprasnet. Diabetes O diabetes ocorre quando o pâncreas não produz insulina (hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue) ou quando não usa de forma eficaz a que produz. É uma doença caracterizada pelo comprometimento do metabolismo da glicose. O de tipo 1 ocorre quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina e, geralmente, surge na infância ou na adolescência, mas pode ser diagnosticado na fase adulta. Seu tratamento é feito com insulina, medicamentos, alimentação saudável, fracionada e adequada, regular e regrada, e com exercícios físicos para auxiliar no controle do nível da glicose. O Brasil é o sexto país com maior número de pessoas com diabetes no mundo com cerca de 21 milhões de brasileiros. E muitos ainda não sabem que têm a doença. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Domingo de dor, segunda-feira de choque: como descobri que tive um AVC aos 22 anos

Eu tinha 22 anos. Era um domingo quando tudo começou com uma dor de cabeça fora do normal e a visão escurecendo aos poucos, uma sensação que jamais havia experimentado. Pensei que fosse apenas uma enxaqueca. Dormi mal e, na manhã seguinte, acordei com o lado esquerdo dormente, o olho avermelhado e a fala enrolada. Tentei seguir o dia normalmente, fui para o trabalho e, ao tentar conversar, percebi que a língua não obedecia. As palavras saíam confusas. Procurei socorro imediatamente. O diagnóstico veio rápido: Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, algo que jamais imaginaria viver tão jovem. Hoje, com o corpo reabilitado e a memória reconstruída pouco a pouco, entendo o quanto é importante reconhecer os sinais e agir rápido | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Nos dias seguintes, o impacto real apareceu. Perdi parte da memória, lembrava quem eu era, mas não o que havia vivido naquele período. Era como se pedaços da minha história tivessem sido apagados. Também perdi a fluência em idiomas que dominava, algo que os médicos explicaram ser possível devido à região do cérebro afetada. Fiquei com paralisia no lado esquerdo do rosto e no braço por cerca de seis meses. A fisioterapia, os exercícios diários e o apoio da família foram essenciais para a recuperação. Hoje, com o corpo reabilitado e a memória reconstruída pouco a pouco, entendo o quanto é importante reconhecer os sinais e agir rápido. Casos de AVC em jovens crescem no mundo O Dia Mundial de Combate ao AVC, celebrado nesta quarta-feira (29), reforça a importância da prevenção e do diagnóstico rápido dessa condição que continua entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo. A campanha global deste ano traz o lema “Cada minuto conta”, destacando a urgência de reconhecer os sinais precoces e agir imediatamente diante de qualquer suspeita. “Hábitos de vida pouco saudáveis e condições ambientais contribuem para esse aumento. Por isso, a prevenção e o diagnóstico rápido são fundamentais” Letícia Rebello, coordenadora do programa AVC no Quadrado Segundo a neurologista Letícia Rebello, referência nacional em AVC e coordenadora do programa AVC no Quadrado, da Secretaria de Saúde (SES-DF), o aumento de casos entre jovens está relacionado principalmente ao estilo de vida e à prevenção tardia.  “O que antes representava fatores de risco típicos de idosos, como hipertensão e diabetes, está aparecendo cada vez mais cedo”, pontua a médica. “Hábitos de vida pouco saudáveis e condições ambientais contribuem para esse aumento. Por isso, a prevenção e o diagnóstico rápido são fundamentais.” Nos últimos anos, o número de AVCs entre pessoas mais jovens tem aumentado de forma preocupante. Um estudo publicado pela revista científica The Lancet Neurology, em outubro de 2024, apontou um crescimento global de 14,8% nos casos de AVC em pessoas com menos de 70 anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a World Stroke Organization (WSO) alertam que o AVC já está entre as principais causas de morte e incapacidade em adultos entre 15 e 49 anos, com impacto crescente em países em desenvolvimento. O alerta é global, mas também está cada vez mais próximo de nós. No Brasil, dados da Rede Brasil AVC indicam que cerca de 18% dos casos registrados ocorrem em pessoas de 18 a 45 anos, um índice alto para uma faixa etária que tradicionalmente não se via em risco. A neurologista da SES-DF ressalta que o programa AVC no Quadrado ajuda a garantir que cada vez mais pessoas tenham acesso rápido ao diagnóstico e tratamento. “Além disso, o programa vem para organizar o atendimento intra-hospitalar para tratar mais pacientes, no menor tempo possível”, aponta. “Uma vez que o tempo é um grande inimigo do AVC, quanto mais cedo for o atendimento, e mais rápido o tratamento, maiores as chances de recuperação e menores as sequelas”. Tipos de AVC “Ser jovem não protege ninguém do AVC. A rotina sedentária, o estresse e os hábitos alimentares também têm peso importante” Carlos Uribe, neurologista do IgesDF O AVC acontece quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido ou comprometido, causando a morte de células nervosas na região afetada. Existem dois tipos principais: o AVC isquêmico, como o que tive, que ocorre quando um vaso sanguíneo é obstruído, e o AVC hemorrágico, causado pela ruptura de um vaso cerebral. Cada tipo apresenta riscos e sequelas diferentes, mas ambos exigem atenção imediata: quanto mais rápido o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de recuperação. Para o neurologista Carlos Uribe, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), é urgente desfazer a ideia de que o AVC é uma doença exclusiva da terceira idade. “Ser jovem não protege ninguém do AVC”, observa. A rotina sedentária, o estresse e os hábitos alimentares também têm peso importante”. [LEIA_TAMBEM]Veja abaixo os principais sintomas de AVC listados pelo médico. ⇒ Dormência ou fraqueza em um lado do corpo; ⇒ Boca torta; ⇒ Dificuldade para falar ou compreender; ⇒ Perda de visão, escurecimento ou visão dupla; ⇒ Tontura, perda de equilíbrio ou confusão mental; ⇒ Dor de cabeça súbita, intensa ou diferente do habitual. Por que meu alerta importa Eu vivi o que parecia improvável. Passei por meses de reabilitação, reaprendendo a movimentar o corpo e reorganizar a mente. Tive medo, dúvidas e, por um tempo, senti que havia perdido parte de quem eu era. Mas hoje, depois de 20 anos, ao contar minha história,  quero que outros reconheçam os sinais e ajam rápido. O meu AVC foi um divisor de águas. Hoje, com saúde e gratidão, transformo aquele episódio em propósito: alertar outros jovens para que reconheçam os sinais e não hesitem em buscar ajuda. Porque o AVC não tem idade, e, às vezes, o primeiro sintoma é acreditar  que ele nunca vai acontecer com você.      

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Moradores do Jardins Mangueiral se reúnem com médicos uma vez por semana para prevenir hipertensão e diabetes

Ágil, acolhedor e resolutivo. Assim funciona o Encontro HiperDIA, da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Jardins Mangueiral, criado para atender pacientes com hipertensão e diabetes de forma prática, próxima e eficiente. Entre os objetivos da iniciativa, está o de facilitar o controle das doenças crônicas, garantir o uso correto das medicações e fortalecer o vínculo entre a comunidade e a equipe de saúde. “A proposta é oferecer um encontro rápido, mas que mantenha o paciente acompanhado e seguro. Ele faz aferições, renova receitas e recebe orientações na hora. É um cuidado simples, mas essencial, que não substitui a consulta médica, e sim complementa o acompanhamento regular”, afirma o médico de família e comunidade, Sérgio Leuzzi. A cada semana os profissionais da UBS 1 do Jardins Mangueiral vão a um condomínio do bairro | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Encontros Os atendimentos do HiperDIA são realizados todas as terças-feiras, das 14h às 17h, em um condomínio por semana, nas quatro quadras da região: Quadra 1 (Jardins dos Muricis), Quadra 2 (Jardins dos Buritis), Quadra 3 (Jardins dos Ipês) e Quadra 4 (Jardins dos Jacarandás).  As datas dos encontros podem ser consultadas na UBS 1 do Jardins Mangueiral, nos grupos de WhatsApp dos condomínios ou diretamente com os síndicos de cada quadra. A ação é conduzida por uma equipe multiprofissional composta por médico, enfermeira, duas técnicas de enfermagem e dois agentes comunitários de saúde (ACS), que, juntos, realizam cerca de 100 atendimentos mensais. "Trazer o atendimento até aqui faz toda a diferença. É um gesto de acolhimento, mostra que a UBS realmente está cuidando da gente de forma próxima e atenciosa" Thaís Araújo Moradora da Quadra 1, Thais Araújo, 51 anos, participou do encontro junto com a mãe e elogia a iniciativa. “Conheci o grupo pelo WhatsApp do condomínio e achei a ideia maravilhosa. Minha mãe tem quase 80 anos e algumas limitações físicas. Trazer o atendimento até aqui faz toda a diferença. É um gesto de acolhimento, mostra que a UBS realmente está cuidando da gente de forma próxima e atenciosa”, disse. Região Localizado na Região Administrativa do Jardim Botânico, o Jardins Mangueiral é um bairro em crescimento, com população ativa e rotina acelerada. Pensando nesse perfil, a equipe Safira da UBS 1 implantou o Encontro HiperDIA com uma proposta inovadora que une educação em saúde, monitoramento clínico e aproximação comunitária.  Os resultados já são visíveis. “Temos conseguido alcançar pacientes que há tempos não procuravam o serviço de saúde, muitos com receitas vencidas ou exames atrasados. Além disso, o retorno da comunidade tem sido muito positivo, mostrando que essa estratégia realmente aproxima o cuidado da realidade dos moradores e fortalece o vínculo com a equipe”, aponta a enfermeira da equipe, Bruna Brasil.   *Com informações da Secretaria de Saúde do DF

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Endocrinologia do HRT é representante do Centro-Oeste em estudo multinacional

A Unidade de Endocrinologia do Hospital Regional de Taguatinga (Uendo/HRT) é o novo polo de coleta de informações em pesquisa científica multinacional, no âmbito da Região Centro-Oeste. O projeto Prevalência de Retinopatia e Doença Renal do Diabetes (Retrend) no Brasil busca dimensionar as complicações em pacientes crônicos, a fim de orientar políticas públicas e estratégias que priorizem o diagnóstico e o tratamento correto.   O método propõe a realização de exames de rastreamento durante a consulta médica; resultados ficam prontos em pouco tempo | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF O método propõe a realização de exames de rastreamento durante a consulta médica. Os resultados de mapeamento da retina (fundo de olho) e os realizados com amostras de urina e de sangue, por exemplo, ficam prontos em poucos minutos. As medidas são importantes para a prevenção de complicações, explica a pesquisadora responsável pelo "Retrend Brasil" na Uendo/HRT, Flaviene Romani. "Percebemos a dificuldade dos pacientes de retornarem com os exames e de comparecerem a consultas com outros especialistas. Essas são coisas que normalmente atrasam e aumentam os custos do diagnóstico precoce", afirma a médica.  O projeto Retrend Brasil é um estudo multinacional, com o objetivo de dimensionar as complicações do diabetes e orientar políticas públicas que priorizem o diagnóstico e o tratamento correto Até o fim deste ano, apoiado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), 172 pacientes com diagnóstico de diabetes mellitus serão submetidos a esses exames como parte da avaliação - sendo 80% de usuários acompanhados por equipes das unidades básicas de saúde (UBSs).  [LEIA_TAMBEM]No total, mais de 1,5 mil pessoas com diabetes mellitus de diversos estados brasileiros já participaram da avaliação. Os dados preliminares já foram apresentados no encontro anual da Endocrine Society (Endo 2024) e no Congresso Mundial de Diabetes (IDF 2025). Referência em pesquisa e assistência A unidade ambulatorial do HRT é centro de pesquisa e de residência multiprofissional. Diariamente, cerca de oito estudantes de cursos superiores da área de saúde são inseridos na dinâmica do setor, além de residentes de enfermagem, psicologia, nutrição e endocrinologia.  A indicação para o fornecimento de dados ao Retrend Brasil reforça, segundo Romani, o compromisso da Uendo-HRT com a ciência e com a busca por melhoria da assistência. "Acreditamos que o serviço público é o espaço onde pode-se transformar a realidade. Isso é extremamente relevante para nós." *Com informações da Secretaria de Saúde do DF  

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