Novos critérios facilitam a doação de sangue no Distrito Federal
A partir de 30 de setembro, a portaria federal GM/MS nº 11.685/2026 altera os critérios para doação de sangue no Brasil. As mudanças ampliam a participação dos voluntários e englobam os prazos de impedimento após procedimentos estéticos e os limites de idade para doadores frequentes, além de novas orientações sobre condições de saúde específicas. É a atualização mais ampla nos critérios de doação dos últimos 10 anos. Até 29 de setembro, seguem valendo os critérios atuais. A atualização era esperada, já que o regulamento anterior estava em vigor desde 2016. De lá para cá, os testes laboratoriais que detectam doenças transmissíveis pelo sangue ficaram mais sensíveis e rápidos, o que permite avaliar cada candidato de forma individual em vez de excluir grupos inteiros por precaução. Os testes laboratoriais que detectam doenças transmissíveis pelo sangue ficaram mais sensíveis e rápidos, o que permite avaliar cada candidato de forma individual | Fotos: Divulgação Além das mudanças propostas pela portaria federal, a autoridade sanguínea de Brasília decidiu reduzir o peso mínimo exigido para o ato da doação, que passou de 51 kg para 50 kg no Distrito Federal. Principais alterações da portaria Idade — fim do limite máximo para doadores de repetição (hoje: até 69 anos, 11 meses e 29 dias); acima de 70 anos, a doação passa a depender de avaliação médica. Doadores de repetição são as pessoas com duas ou mais doações no período de 12 meses. Tatuagem, piercing ou procedimento estético — prazo de espera cai de 12 meses (ou seis meses com comprovação de vigilância sanitária) para quatro meses; com foto do registro do estúdio na vigilância sanitária e nota fiscal, o prazo cai para sete dias. Endoscopia ou colonoscopia — prazo de espera cai de seis para quatro meses. Gripe ou resfriado — prazo de espera cai de 15 para três dias após o fim dos sintomas, se sem febre. Diabetes tipo 1 ou tipo 2 insulinodependente — passa a constar formalmente como impedimento para doação. Cirurgia bariátrica — prazo cai de 1 ano (ou impedimento definitivo, nos casos de cirurgia disabsortiva ou mista) para seis meses, com peso estável, independentemente do tipo de cirurgia. Hipotireoidismo, hipertireoidismo, tireoidite de Hashimoto ou doença de graves — deixam de ser impedimento definitivo: quem está tratado, clinicamente estável e com a tireoide compensada pode doar. Etapas do atendimento O processo de doação permanece o mesmo e ocorre de forma estruturada e segura em cinco etapas: Registro: verificação dos dados pessoais do cidadão. Triagem hematológica: medição de peso, aferição da pressão arterial e exame de hemoglobina. Triagem clínica: entrevista confidencial com profissional de saúde para avaliação do histórico. Coleta: retirada de 40 ml a 470 ml de sangue com material estéril e descartável, em procedimento que dura cerca de 10 minutos. Lanche e recuperação: consumo de refeição leve e descanso sob monitoramento por cerca de 15 minutos. Requisitos e preparo O intervalo mínimo obrigatório entre doações é de 60 dias para homens e de 90 dias para mulheres | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Para doar sangue, o voluntário precisa estar em boas condições de saúde e apresentar documento oficial com foto, seja físico ou digital. O intervalo mínimo obrigatório entre doações é de 60 dias para homens (com limite de até 4 doações por ano) e de 90 dias para mulheres (até 3 doações por ano). No dia anterior, o doador deve ter tido ao menos seis horas de sono. Não há necessidade de jejum, mas é recomendável evitar alimentos gordurosos nas três horas anteriores à coleta. Além disso, exige-se a abstenção de bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores e a interrupção do fumo nas duas horas prévias. Níveis dos estoques e atendimento De acordo com o painel oficial de estoque atualizado na última quinta-feira (17), o tipo sanguíneo B negativo (B-) encontra-se em nível crítico e exige maior atenção. Os tipos O+, O-, A+ e A- apresentam estoques baixos. Já os tipos B+ e AB- estão em nível regular, enquanto o tipo AB+ possui quantidade adequada. O banco de sangue público funciona no Setor Médico Hospitalar Norte (SMHN), Quadra 3, Conjunto A, Bloco 3, na Asa Norte. O atendimento ocorre de segunda-feira a sábado, das 7h15 às 18h. O agendamento prévio pode ser feito por meio de plataforma digital oficial ou pelo telefone 160 (opção 2). Dúvidas podem ser sanadas aqui.
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Praça do Relógio, em Taguatinga, receberá unidade móvel de doação de sangue nesta quinta-feira (6)
Esta quinta-feira (6) será de doação de sangue na Praça do Relógio, em Taguatinga. Uma unidade móvel estará no local para a coleta, das 9h às 16h. O agendamento para os voluntários está disponível no site agenda.df.gov.br. A equipe também atenderá a doadores não agendados, conforme a capacidade máxima de atendimento no local. A depender da capacidade máxima de atendimento, quem não se cadastrar previamente também poderá doar sangue no local | Foto: Divulgação Para doar sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos — menores de idade precisam de autorização dos responsáveis —, pesar acima de 51 kg, estar alimentado e apresentar documento oficial com foto. Em caso de dúvidas ou para mais informações sobre os critérios de doação, a população pode enviar uma mensagem para o WhatsApp (61) 99136-2495.
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Ônibus do Hemocentro chega ao Riacho Fundo II
Nesta quinta-feira (25), o ônibus do Hemocentro estacionou no Riacho Fundo II. Assim, os moradores da região contam com a unidade móvel para doar sangue mais perto de casa, sem precisar se deslocar até o Plano Piloto. O ônibus está na administração regional e vai prestar atendimentos até as 16h. Os estoques de A-, O- e O+ estão críticos no DF. A previsão é que, nos próximos dias, o ônibus do Hemocentro esteja em Ceilândia e Águas Claras | Fotos: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília “A gente tem preferência por cidades mais distantes para que a doação seja viável para todos. Queremos estar mais perto do doador e também incentivar pessoas que nunca doaram a se cadastrarem e se tornarem doadores”, explicou o diretor-presidente do Hemocentro, Osnei Okumoto. Diretor-presidente do Hemocentro, Osnei Okumoto destaca que a preferência é levar o ônibus a cidades mais distantes para que a doação seja viável para todos: “Queremos estar mais perto do doador e também incentivar pessoas que nunca doaram a se cadastrarem e se tornarem doadores” Cleando Teixeira Rodrigues, 34 anos, mora no Riacho Fundo II e aproveitou a oportunidade para doar sangue. “Essa já é a sétima doação que faço. Eu moro aqui do lado e achei muito prático poder doar sem precisar me deslocar muito”, defendeu. “O atendimento foi muito bom e rápido. Os enfermeiros foram atenciosos e não houve nenhuma dificuldade”, concluiu. Morador do Riacho Fundo II, Cleando Teixeira Rodrigues, 34 anos, aproveitou a oportunidade para doar sangue: “Essa já é a sétima doação que faço. Eu moro aqui do lado e achei muito prático poder doar sem precisar me deslocar muito” De acordo com a administradora regional do Riacho Fundo II, Ana Maria da Silva, a iniciativa faz parte das ações de aniversário da cidade. “Nós estamos no mês do aniversário do Riacho Fundo II e pedimos essa oportunidade para atender a população que tem dificuldade para se deslocar até o Hemocentro. Fomos prontamente atendidos”, detalhou. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Neste ano, a unidade móvel já esteve no Parque da Cidade, Palácio do Buriti, Taguatinga, Gama, Guará, Planaltina e Ceilândia. Mais de 1.200 pacientes foram beneficiados com a solidariedade dos doadores que estiveram no ônibus do Hemocentro. Criada em fevereiro deste ano, a unidade tem como objetivo estimular novos doadores em regiões mais remotas do Plano Piloto. A previsão é que, nos próximos dias, o ônibus do Hemocentro esteja em Ceilândia e Águas Claras. As datas serão confirmadas nos canais oficiais da fundação. As administrações regionais interessadas em disponibilizar o serviço devem fazer a solicitação via ofício no Sistema Eletrônico de Informações e tramitar o processo para o Hemocentro.
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Servidores participam de doação de sangue no Maio Amarelo
A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) participou, nesta sexta-feira (28), de ação de doação de sangue da campanha Maio Amarelo, movimento que tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos em acidentes de trânsito. A ação é promovida pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF). Foram agendadas 15 doações para o período da manhã e 15 vagas para o turno da tarde. Para evitar aglomeração de pessoas, devido à pandemia de covid-19, os atendimentos na Fundação estão sendo feitos somente com horário marcado | Foto: Divulgação/DER-DF [Olho texto=”As doações são importantes, porque os estoques de sangue no Hemocentro são considerados muito baixos. Dos oito tipos de sangue, quatro estão em níveis críticos (O+, O-, B+ e A-)” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Foram agendadas 15 doações para o período da manhã e 15 vagas para o turno da tarde, na Fundação Hemocentro de Brasília (FHB). Para evitar aglomeração de pessoas, devido à pandemia de covid-19, os atendimentos na Fundação estão sendo feitos somente com horário marcado. As doações são importantes, porque os estoques de sangue no Hemocentro são considerados muito baixos. Dos oito tipos de sangue, quatro estão em níveis críticos (O+, O-, B+ e A-). O secretário Valter Casimiro foi um dos primeiros a chegar e foi selecionado para a doação de plaquetas, parte do sangue que ajuda a controlar os sangramentos. O procedimento é indicado para quem fez doação de sangue nos últimos 12 meses e é feito processo de separação das plaquetas do sangue no momento da coleta. O sangue retorna ao organismo do doador após a captação das plaquetas em quantidade que equivale a oito doações tradicionais de sangue. A doação de plaqueta é importante para o tratamento de pacientes com câncer e em transplantes. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] “A doação de sangue é um ato de amor ao próximo, sobretudo neste mês em que o DER realiza o Maio Amarelo com ações de valorização da vida no trânsito e respeito aos pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas”, disse o secretário Valter Casimiro. O diretor-geral do DER/DF, Fauzi Nacfur Junior, também esteve no local e falou sobre a tradição dos servidores doarem sangue na campanha do Maio Amarelo. “O Maio Amarelo é o mês em que lembramos a importância de todos estarem atentos às leis de trânsito. E, como tradição, todo ano neste mês nós doamos sangue para ajudar também na recuperação daqueles que sofrerem acidentes de trânsito. Todos, unidos, podemos fazer muito mais pela paz no trânsito”, disse Fauzi Nacfur Júnior. *Com informações da Semob
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