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doenças respiratórias

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Como aproveitar as festas juninas sem parar na emergência

O cheiro de milho cozido, a canjica fumegante, as fogueiras acesas e o som do forró fazem parte das lembranças mais afetivas das festas juninas. Mas, para algumas pessoas, a celebração termina de forma bem diferente: em uma sala de emergência.  Olho maior que a barriga: tenha cuidado com alimentos ricos em açúcar, gordura e sódio | Fotos: Divulgação/IgesDF Queimaduras provocadas por fogueiras e fogos de artifício, intoxicações alimentares, crises hipertensivas, aumento da glicemia e agravamento de doenças respiratórias estão entre os problemas de saúde que costumam se tornar mais frequentes durante o período junino. A combinação entre temperaturas mais baixas, consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar, gordura e sódio, além do uso inadequado de artefatos com fogo, exige atenção redobrada.  “Sou diabética e não me colocava limites. Comia canjica, pamonha, bolo, cachorro-quente, sem pensar nas consequências. Até que passei mal durante um arraial e precisei procurar atendimento de emergência” Elenice Mendes, aposentada  Há dois anos, a aposentada Elenice Mendes, 71 anos, descobriu isso da pior maneira. Apaixonada pelas tradições juninas, ela aproveitava os arraiais sem se preocupar com os impactos da alimentação sobre a própria saúde.  “Sou diabética e, por muito tempo, não me colocava limites. Comia canjica, pamonha, bolo, cachorro-quente, sem pensar nas consequências. Até que passei mal durante um arraial. Fiquei enjoada, com a visão embaçada e muito tonta, e precisei procurar atendimento de emergência. Foi um susto que serviu de aprendizado. Hoje sei que preciso me controlar”, relata. De acordo com o médico clínico e gastroenterologista Álvaro Modesto, profissional que atua no Hospital Cidade do Sol (HSol), unidade gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), pessoas com doenças crônicas não devem encarar as festas juninas como um período de exceção. “Quem convive com diabetes, hipertensão ou outras doenças em que a alimentação faz parte do tratamento precisa manter os cuidados mesmo durante as comemorações. O diabético continua precisando controlar a ingestão de açúcares e carboidratos, enquanto o hipertenso deve evitar o excesso de alimentos ricos em sódio”, explica.  Cuidado com fogueiras e fogos de artifício: acidentes podem causar queimaduras profundas, lesões oculares e sequelas permanentes  Queimaduras ainda são um dos principais perigos Outro risco associado aos festejos juninos está relacionado ao uso de fogueiras e fogos de artifício. As crianças merecem atenção especial, já que acidentes podem causar queimaduras profundas, lesões oculares e sequelas permanentes.  “Com alguns cuidados simples, é possível aproveitar as tradições, saborear as comidas típicas e celebrar com a família sem colocar a saúde em risco” Álvaro Modesto, médico clínico e gastroenterologista A orientação é manter distância segura das chamas, não permitir brincadeiras próximas às fogueiras e nunca utilizar álcool ou outros líquidos inflamáveis para acender o fogo. Caso ocorra uma queimadura, o primeiro socorro deve ser feito apenas com água corrente em temperatura ambiente. “Não devem ser aplicados gelo, manteiga, pasta de dente, borra de café ou qualquer outro produto caseiro sobre a lesão. Essas práticas podem piorar a queimadura e dificultar o tratamento”, orienta Modesto. O frio também pode representar um risco Além das comidas típicas e das fogueiras, as baixas temperaturas características desta época do ano também merecem atenção. O frio favorece a circulação de vírus respiratórios e provoca alterações no funcionamento do organismo, aumentando os riscos para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, como hipertensão e problemas cardiovasculares. [LEIA_TAMBEM]Segundo o especialista, a queda da temperatura provoca uma contração natural dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão arterial e aumentar a chance de complicações em pacientes hipertensos. Outro fator que preocupa é a redução da ingestão de líquidos. “O frio não aumenta apenas os casos de gripes e resfriados. Ele também provoca alterações no funcionamento do organismo, favorecendo a elevação da pressão arterial e exigindo cuidados extras com a hidratação, principalmente entre pessoas mais vulneráveis.” Quando é hora de procurar ajuda? Em casos de urgência e emergência, a população pode procurar as unidades de pronto atendimento (UPAs) da rede ou os serviços hospitalares de referência. A recomendação é buscar atendimento médico diante de sinais como: → Falta de ar ou dificuldade para respirar; → febre persistente; → vômitos e diarreia intensos; → queimaduras extensas ou profundas; → dor no peito; → alterações importantes da pressão arterial; → sintomas de hiperglicemia, como visão turva, tontura e mal-estar. “Com alguns cuidados simples, é possível aproveitar as tradições, saborear as comidas típicas e celebrar com a família sem colocar a saúde em risco”, orienta o gastroenterologista.  *Com informações da IgesDF  

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Aleitamento materno é aliado na proteção contra doenças respiratórias

No Brasil, o período de sazonalidade dos vírus respiratórios (como influenza, vírus sincicial respiratório e coronavírus) ocorre majoritariamente entre março e agosto, período de outono e inverno. Essa é a época em que o tempo seco e a baixa umidade do ar no Distrito Federal contribuem com o ambiente ideal para a proliferação desses microorganismos. Bebês e crianças, por apresentarem sistema imunológico ainda imaturo e estarem expostos em maior frequência ao contato interpessoal, são os principais acometidos por essas doenças. Nesse contexto, o aleitamento materno reforça sua importância. O leite humano é reconhecidamente o melhor alimento que o bebê pode ter. Sua composição nutricional balanceada favorece a proteção imunológica contra doenças infecciosas, além de promover o desenvolvimento psicológico e afetivo.  Mesmo em crianças já acometidas por um quadro de doença respiratória, é recomendada a intensificação do aleitamento materno | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Durante os seis primeiros meses de vida, o leite materno é suficiente para atender, de forma exclusiva, as necessidades nutricionais da criança, inclusive em água. “É muito mais do que alimento. É a proteção básica, a primeira vacina do bebê”, destaca a médica pediatra do Hospital Materno Infantil (Hmib), Vanessa Macedo. “Quanto mais tempo esse bebê for amamentado, mais proteção ele vai desenvolver. Também nisso, é verdade que cada gota importa”, completa. Tratamento de doenças Mesmo em crianças já acometidas por um quadro de doença respiratória, é recomendada a intensificação do aleitamento materno. “A amamentação vai contribuir para uma boa hidratação, que é uma das principais medidas para o tratamento desses quadros respiratórios; além de ajudar na defesa do organismo e no tratamento da doença”, explica a pediatra. Interrupções e intervalos durante a amamentação são necessários e comuns enquanto o bebê estiver resfriado. Sinais de cansaço e fraqueza acentuados, entretanto, exigem a busca por assistência médica. Vanessa Macedo: "Quanto mais tempo esse bebê for amamentado, mais proteção ele vai desenvolver. É verdade que cada gota importa" No caso da mãe ou algum outro familiar em casa apresentarem sintomas de doença respiratória, a recomendação é praticar a reconhecida “etiqueta respiratória”, amplamente difundida durante a pandemia da covid-19. Medidas preventivas, como o uso de máscaras e a higienização das mãos, contribuem para a contenção da disseminação de gotículas respiratórias e para a inibição da contaminação. O vínculo entre mãe e filho, aliás, deve ser mantido, como reforça Vanessa Macedo: “Há evidências de que se a mãe teve contato com o vírus hoje, algumas horas depois ela já está produzindo anticorpos para esse bebê por meio do leite. Muitas vezes, isso ocorre antes mesmo dela perceber os principais sintomas da doenças”. [LEIA_TAMBEM]Saúde pública Como parte do rol de medidas preventivas, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) iniciou em dezembro a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em recém-nascidos. A imunização está sendo realizada nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF.  Para crianças com maior risco de desenvolver formas graves da doença, como bebês prematuros e com comorbidades, a SES-DF oferece o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal indicado para a prevenção de infecções respiratórias graves. Nas maternidades públicas do DF, os bebês que têm recomendação recebem a proteção após o nascimento, ainda durante a internação. A lista com outros locais e a indicação das comorbidades elegíveis está no site da SES-DF. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Máscara criada com apoio da FAPDF inativa vírus respiratórios

Diante de novas variantes e do aumento de casos de doenças respiratórias, um estudo desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB), com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), ganha ainda mais relevância ao propor uma máscara capaz de inativar não apenas o coronavírus, mas também outros vírus respiratórios. A máscara Vesta representa um avanço ao ir além da proteção física tradicional. Diferentemente dos modelos convencionais, que atuam apenas como barreira mecânica, a tecnologia incorpora nanotecnologia à base de quitosana — substância extraída da carapaça de crustáceos, como caranguejo, camarão e lagosta. Inserida entre as quatro camadas de tecido TNT, essa barreira atua diretamente sobre o vírus, envolvendo e degradando sua membrana, o que leva à inativação. Além disso, a estrutura do material contribui para impedir a passagem de micro-organismos. No modelo PFF2, a máscara recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e apresenta propriedades virucidas, bactericidas e fungicidas, sendo capaz de atuar contra vírus, bactérias e fungos. Além de atuar como barreira mecânica, a máscara Vesta incorpora uma nanotecnologia à base de quitosana que age sobre o vírus degradando sua membrana | Foto: Anastácia Vaz/UnB Impacto duradouro O projeto teve início em 2021, no contexto da pandemia de covid-19, período em que a comunidade científica foi mobilizada globalmente em busca de soluções para conter a disseminação do vírus. No entanto, os resultados da pesquisa ultrapassam esse momento. A tecnologia foi desenvolvida com potencial de atuação contra diferentes vírus respiratórios, o que amplia sua relevância em cenários atuais e futuros, como surtos sazonais de gripe e outras síndromes respiratórias. Com coordenação da professora Suélia de Siqueira Rodrigues Fleury Rosa, da UnB, o projeto também contou com a atuação de pesquisadoras como Graziella Anselmo Joanitti e Kelly Grace Magalhães. Da pesquisa à validação clínica A máscara apresenta propriedades virucidas, bactericidas e fungicidas | Foto: Divulgação/SES-DF A máscara Vesta percorreu diferentes etapas de desenvolvimento, desde testes laboratoriais até a validação em condições reais de uso. Em 2023, o projeto alcançou a fase final dos ensaios clínicos, etapa essencial para comprovar a eficácia e a segurança da tecnologia. Essa fase contou com a atuação do professor da UnB e coordenador do ensaio clínico, Rodrigo Luiz Carregaro, contribuindo para o avanço da solução rumo à aplicação prática. Com isso, a tecnologia se encontra em um estágio avançado de maturidade, compatível com fases de validação em ambiente real (TRL 7 a 8), aproximando-se da aplicação prática e da produção em escala. Ciência aplicada com apoio do DF O projeto contou com investimento de R$ 76.825, viabilizado por meio do convênio Transparência Covid (2020), em parceria entre a UnB, a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e a FAPDF, além de R$ 1 milhão provenientes do edital Demanda Induzida (2021), com fomento exclusivo da Fundação. [LEIA_TAMBEM]“A trajetória da máscara Vesta demonstra a capacidade do ecossistema de ciência e inovação do Distrito Federal de desenvolver soluções com alto nível de maturidade tecnológica. Trata-se de uma iniciativa que percorre todas as etapas da pesquisa aplicada, desde a concepção até a validação em ambiente real, o que reforça a importância de instrumentos de fomento contínuos e estruturados. A FAPDF tem atuado justamente nesse sentido, apoiando projetos que não apenas geram conhecimento, mas que se traduzem em inovação com potencial de transformação social”, destaca o presidente da Fundação, Leonardo Reisman. Além de impulsionar a inovação, o investimento contribui para o fortalecimento da infraestrutura científica e para a geração de soluções com potencial de impacto direto na sociedade. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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GDF conquista certificação no cuidado a doenças respiratórias

O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Saúde (SES-DF), recebeu, nesta quarta-feira (15), o selo Jade do programa Abraçar, iniciativa da farmacêutica Boehringer Ingelheim, que reconhece o fortalecimento da Atenção Primária no diagnóstico e no cuidado de pacientes com doenças respiratórias. A cerimônia de entrega da placa de reconhecimento foi realizada no auditório da sede da pasta. O DF é o primeiro do país a alcançar essa certificação, concedida a sistemas de saúde que cumprem mais de 80% dos critérios técnicos estabelecidos, como programa de vacinação estruturado para pacientes com doenças respiratórias e capacitação de 75% das equipes médicas da Atenção Primária. Também estão entre os critérios o fortalecimento de grupos de enfrentamento ao tabagismo, capacitação de agentes comunitários de saúde (ACSs) e ampliação da busca ativa de pacientes. “Ao definirmos a meta de conquistar esse selo até junho, a motivação nos impulsionou. Superar as expectativas demonstra o comprometimento das equipes e aponta o caminho para avançarmos ainda mais no cuidado com os pacientes”, afirmou o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda. “Acreditamos que o avanço na saúde se constrói com colaboração. Essa parceria fortalece o cuidado ao paciente em toda a sua jornada e gera impacto direto para a sociedade”, ressaltou a presidente da Boehringer Ingelheim no Brasil, Andrea Sambati. Secretaria de Saúde recebeu o selo do programa “Abraçar”, que reconhece o fortalecimento do diagnóstico e cuidado com doenças respiratórias | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Projetos ampliam atendimento e reduzem sequelas Durante o evento, também foram apresentadas iniciativas que transformam o atendimento na rede pública de saúde. Entre elas, os projetos AVC no Quadrado, que descentraliza o tratamento de acidente vascular cerebral (AVC), e o Sprint, voltado à linha de cuidado do infarto. Segundo a coordenadora do projeto Sprint, Edna Maria Marques, a iniciativa tornou o DF referência no tratamento de infarto agudo do miocárdio. “Esse projeto nasceu de um sonho de integrar toda a rede de emergência e promover educação continuada. Hoje, temos 100% de integração e somos referência no tratamento do infarto, com impacto direto na vida dos pacientes”, destacou. Com a reorganização da rede por meio do projeto AVC no Quadrado, hospitais regionais como o do Gama (HRG) e o de Sobradinho (HRS) passaram a realizar trombólise endovenosa, terapia estabelecida para o tratamento agudo, que possui alto impacto na redução de sequelas relacionados ao AVC. Já o Hospital de Base (HBDF) concentra procedimentos de maior complexidade, como a trombectomia mecânica, técnica avançada e de alta complexidade no tratamento agudo de casos selecionados.   *Com informações da SES-DF

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Dia D de vacinação protege brasilienses contra doenças respiratórias

Desde as 8h deste sábado (28), brasilienses foram atendidos por servidores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) no Dia D de Vacinação contra doenças respiratórias. São ofertados imunizantes contra gripe, covid-19 e bronquiolite, entre outros. O aposentado Carlos Roberto Pinheiro da Gama, de 69 anos, compareceu cedo à Unidade Básica de Saúde 16 de Ceilândia para receber as vacinas contra a gripe e a covid-19. “Minha mãe nos criou assim desde pequenininho. Assim que a vacina saía, corríamos para tomar. Por isso minha vacinação está sempre em dia”, contou. Carlos Roberto Pinheiro da Gama não deixa a carteira de vacina desatualizada: "Minha mãe nos criou assim desde pequenininho" | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Quem já passou dos 60 anos, como o Carlos Roberto, faz parte dos grupos prioritários para as vacinas contra a gripe (influenza) e covid-19. Também são esperados outros públicos prioritários, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com comorbidades e uma série de profissionais de áreas específicas, como membros das forças armadas e de forças de segurança, além de trabalhadores da saúde e professores. A professora Camila Cunha, de 37 anos, aproveitou que um local de atendimento foi montado na Feira do Guará e garantiu a proteção contra o vírus influenza, causador de quadros gripais. "Eu tive uma gripe muito severa e decidi que, a partir deste ano, todos os anos eu vou me vacinar. Tenho contato com muitas crianças todos os dias", disse. A professora Camila Cunha tem contato diário com crianças e se imunizou contra a influenza Ela está certa: a vacina contra a gripe precisa ser tomada anualmente, pois todos os anos é atualizada para ser eficaz contra novas cepas do vírus. A versão aplicada em 2026 é trivalente, protegendo contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria). Proteção para todos O coordenador da Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Afonso Mendes Júnior, destacou a importância da vacinação como principal estratégia de proteção da população. "Estamos falando de cuidado, de prevenção e, principalmente, de responsabilidade coletiva. Cada dose aplicada representa a redução de internações, de complicações graves e a proteção de vidas, especialmente entre os grupos mais vulneráveis’, afirmou. Ele também ressaltou o esforço das equipes de saúde para ampliar o acesso à vacinação. "Nossas equipes estão mobilizadas nas unidades e em ações estratégicas nos territórios, facilitando o acesso da população. A vacina é segura, eficaz e fundamental para reduzirmos a pressão sobre os serviços de saúde", completou. "A vacina é segura, eficaz e fundamental para reduzirmos a pressão sobre os serviços de saúde"  Afonso Mendes Júnior, coordenador da Atenção Primária à Saúde da SES-DF Para o Dia D, além das vacinas contra a gripe e a covid-19, a SES-DF disponibilizou a vacina VSR, que oferece proteção ao bebê nos primeiros meses de vida contra o Vírus Sincicial Respiratório, um dos principais causadores de bronquiolite e de pneumonia em crianças de até dois anos. Neste caso, a indicação é que a vacina seja aplicada em todas as mulheres com pelo menos 28 semanas de gestação.  Também houve a aplicação do nirsevimabe, um anticorpo que reforça a proteção natural contra o Vírus Sincicial Respiratório, sendo aplicado em bebês com menos de seis meses que tenham nascido prematuros ou de menos de 2 anos que apresentem comorbidades. "Foram distribuídas 150 mil doses somente da vacina contra a gripe e 200 mil doses das demais vacinas, para atualização de toda a caderneta de vacinação. O grande objetivo é proteger a população para o período de aumento do número de casos de doenças respiratórias, entre abril e maio", detalha a chefe da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. Vacinas contra doenças como sarampo, caxumba e febre amarela também foram aplicadas no dia D. No domingo (29), não haverá vacinação no DF. Na segunda-feira (30), mais de 100 salas de vacinação voltam a atender normalmente. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)  

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Sábado é Dia D de vacinação contra doenças respiratórias

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) prepara um Dia D especial de vacinação para este sábado (28). Haverá 113 locais de atendimento, incluindo um posto montado na Torre de TV de Brasília. O foco é a proteção contra os vírus causadores de doenças respiratórias, como gripe, bronquiolite e covid-19. Mais de um milhão de pessoas poderão se vacinar, pois fazem parte dos grupos prioritários, com destaque para gestantes, idosos a partir de 60 anos, bebês que nasceram prematuros e crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias. Para atendimento rápido no Dia D, a SES-DF orienta levar documento de identificação e a caderneta de vacinação. Caso tenha perdido a caderneta, a orientação é ainda assim comparecer, pois a equipe fará a análise vacinal da pessoa. Já quem fizer parte de grupos profissionais previstos para a vacinação contra a gripe — caso de professores, profissionais de saúde, membros das forças armadas e de forças de segurança e caminhoneiros, entre outros — deve levar algum documento que comprove o exercício da profissão, como crachá ou contracheque. Por fim, gestantes e pessoas com deficiências ou comorbidades previstas para a vacinação precisam levar exames, relatório médico ou outro tipo de comprovação.  É importante que a pessoa leve a caderneta de vacinação ou algum documento de identificação | Foto: Matheus Oliveira/Agência Brasília  Medida preventiva A médica pediatra Juliana Queiroz, referência distrital em pediatria da SES-DF, ressalta a importância desse dia D como uma das principais medidas para prevenir doenças respiratórias que, historicamente, têm aumento do número de casos entre abril e maio. “A adesão ao Dia D funciona como um acelerador para cobertura vacinal. Nesse período estamos lidando com vários vírus respiratórios ao mesmo tempo, então quanto mais pessoas vacinarem, maior o impacto coletivo”, afirma.  "A adesão ao Dia D funciona como um acelerador para cobertura vacinal" Juliana Queiroz, pediatra da SES-DF De acordo com a gerente da Rede de Frio Central, Tereza Luiza Pereira, as vacinas a serem aplicadas na data ajudam a reduzir as ocorrências de quadros graves das doenças respiratórias e os números de internações, além de prevenir óbitos. Ela destaca que são vacinas atualizadas; a da gripe, por exemplo, protege contra três cepas novas do vírus influenza. “Quem já se vacinou contra a gripe nos anos anteriores deve se vacinar mais uma vez este ano”, explica.  Quem deve tomar as vacinas? A vacina contra a gripe é indicada para mais de 1,1 milhão de moradores no DF, entre gestantes, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir dos 60 anos e pacientes com deficiências ou doenças crônicas, além de profissionais de áreas específicas. A campanha começou nesta quarta-feira (25), com a chegada das primeiras 80 mil doses.  Arte: Secretaria de Saúde Boa parte desses grupos prioritários também é elegível para a vacinação contra a covid-19, caso das crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes, idosos a partir dos 60 anos e trabalhadores de saúde. Quem não fizer parte desses grupos e nunca tiver recebido vacina contra a covid-19 pode receber uma dose. Os detalhes dos grupos prioritários estão disponíveis no site da Secretaria de Saúde.  No Dia D haverá um cuidado especial com as gestantes. Além de se vacinarem contra a gripe e covid-19, elas poderão receber a vacina VSR, que oferece proteção ao bebê nos primeiros meses de vida contra o vírus sincicial respiratório, um dos principais causadores da bronquiolite e da pneumonia em crianças de até 2 anos. Nesse caso, a indicação é que a vacina seja aplicada em todas as mulheres com pelo menos 28 semanas de gestação. Atualmente há um estoque disponível de mais de três mil doses.  As gestantes terão atenção especial no Dia D de vacinação, com a imunização contra o vírus sincicial respiratório | Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Também haverá a aplicação do nirsevimabe, um anticorpo que reforça as proteções naturais contra o VSR. O nirsevimabe é indicado para bebês com menos de 6 meses (até 5 meses e 29 dias) que tenham nascido prematuros, ou seja, com idade gestacional inferior a 36 semanas e seis dias. Também é indicada a aplicação em crianças de até 1 ano, 11 meses e 29 dias que apresente as comorbidades. Outras vacinas Com mais de cem salas de vacinação abertas no sábado, a Secretaria de Saúde também vai aproveitar para ofertar outras três vacinas: a de febre amarela, a tríplice viral e a que protege contra o vírus HPV. Em uma única visita a uma sala de vacina, é possível atualizar vários esquemas vacinais simultaneamente. A vacina contra a febre amarela tem um esquema padrão de uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Já os adultos até 59 anos, que nunca se vacinaram antes, tomam uma dose única. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos. [LEIA_TAMBEM]Por fim, a vacina que protege contra o papilomavírus humano (HPV, na sigla em inglês) e previne contra câncer de pênis, boca e colo de útero, estará disponível para crianças e adolescentes dos nove aos 19 anos. A imunização é feita em dose única e traz uma vantagem: a proteção é contra quatro tipos do vírus HPV, sendo dois deles considerados de baixo risco e dois de alto risco. Os de baixo risco estão presentes em cerca de 90% das verrugas genitais, enquanto os de alto risco estão associados a 70% dos casos de câncer de colo do útero. A vacinação contra o HPV é ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos e meninas de 9 a 14 anos. No entanto, a SES-DF iniciou, em março de 2025, uma ampliação temporária da faixa etária para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos, com o objetivo de garantir a proteção daqueles que não foram vacinados na idade recomendada. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Rede pública vai receber 41 novos pediatras para fortalecer assistência infantil no DF

Em meio à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) reforçou a linha de frente do atendimento infantil. Nesta terça-feira (3), 22 novos pediatras passam a integrar as equipes das unidades com assistência pediátrica da rede, ampliando a capacidade de resposta a essa fase de maior demanda, que tradicionalmente ocorre entre março e julho. Além do Hospital Regional de Santa Maria, várias unidades de pronto atendimento terão novos pediatras em seus quadros | Foto: Arquivo/Agência Brasília Outros 19 profissionais também foram aprovados e estão na fase de entrega de documentação. Os 41 pediatras vão atuar nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), que concentram parte significativa da demanda pediátrica da rede. Recém-contratada, a médica Karolina Moura celebra a nova etapa profissional. É a primeira experiência dela sob regime CLT. Vinda do Mato Grosso, escolheu o Distrito Federal para atuar no HRSM. “Estou muito feliz e motivada para contribuir com a equipe e com o atendimento às crianças”, afirma. “Não se trata apenas de admitir profissionais, mas de planejar com antecedência, analisar indicadores epidemiológicos, mapear o histórico de atendimentos e estruturar processos seletivos alinhados às necessidades assistenciais das unidades hospitalares e das UPAs” Elaine Silvestre, superintendente de Pessoas do IgesDF Já Ediana Pantoja trilhou um caminho diferente. Concursada como enfermeira na Secretaria de Saúde (SES-DF), ela foi aprovada no processo seletivo para pediatra no Instituto e agora inicia a atuação na UPA de São Sebastião. “É a realização de um projeto profissional; tenho boas expectativas para esse novo desafio”, destaca. Planejamento e integração Antes do início dos plantões, os profissionais passam por integração institucional, etapa considerada estratégica para alinhar protocolos assistenciais, fluxos internos e diretrizes de humanização. O processo inclui a apresentação de indicadores e orientações sobre o funcionamento das unidades. “Não se trata apenas de admitir profissionais, mas de planejar com antecedência, analisar indicadores epidemiológicos, mapear o histórico de atendimentos e estruturar processos seletivos alinhados às necessidades assistenciais das unidades hospitalares e das UPAs”, esclarece a superintendente de Pessoas do IgesDF, Elaine Silvestre. A Superintendência de Pessoas atua de forma integrada com a Diretoria de Atenção à Saúde e com as superintendências das unidades para dimensionar corretamente o quadro de pediatras, fortalecer o cadastro reserva e garantir agilidade nas reposições e ampliações temporárias. “É um trabalho silencioso, mas essencial para assegurar que as crianças atendidas pelo SUS [Sistema Único de Saúde] recebam assistência qualificada, humanizada e no tempo adequado”, explica Elaine. Foram 55 candidatos aprovados no processo seletivo, originalmente destinado a 41 vagas; assim, haverá um cadastro reserva  O processo seletivo, de 41 vagas, foi concluído com 55 candidatos aprovados. Com isso, há um cadastro reserva de 14 profissionais, o que possibilita novas convocações conforme a necessidade da rede. A expectativa é que os 19 pediatras restantes concluam a entrega da documentação nos próximos meses. Capacidade de resposta Além da contratação de novos pediatras, o IgesDF já iniciou o atendimento por teleconsulta pediátrica nas UPAs de Sobradinho e Recanto das Emas. A implantação desse sistema ocorre dentro de um planejamento discutido desde 2025. A estratégia está diretamente relacionada à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, que impactam principalmente o público infantil. Historicamente, o aumento dos casos ocorre entre março e julho. Futuramente, as UPAs de São Sebastião e Ceilândia I, que ofertam atendimento pediátrico, também passarão a contar com o atendimento por videochamada nessa especialidade. Ao ampliar o atendimento antes do período mais crítico, as unidades geridas pelo IgesDF se antecipam à alta demanda, garantindo organização, agilidade e segurança assistencial. A medida também enfrenta um desafio nacional: a escassez de pediatras, realidade que atinge tanto a rede pública quanto a privada. O modelo amplia o acesso ao especialista e fortalece a capacidade de resposta da rede. Alta de vírus respiratórios  [LEIA_TAMBEM]A circulação de vírus respiratórios atinge principalmente crianças, idosos e pessoas com imunidade mais baixa. Entre os quadros mais comuns está a bronquiolite viral aguda (BVA), infecção que compromete os bronquíolos — estruturas mais delicadas dos pulmões — e lidera as internações de crianças de até dois anos nesse período. O cenário reforça a importância da medida. Segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), em 2024, o aumento das síndromes respiratórias no Distrito Federal tornou-se mais expressivo a partir de abril, marcando o início do período de maior circulação dos vírus. Já em 2025, o cenário se mostrou ainda mais desafiador: até setembro, o DF registrou crescimento de 37% nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em comparação ao mesmo período do ano anterior. Pais e responsáveis devem ficar atentos a sinais como respiração acelerada, esforço para respirar (afundamento das costelas ou chiado intenso), recusa alimentar e sonolência excessiva. Diante desses sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. O IgesDF oferece atendimento pediátrico 24 horas no Hospital Regional de Santa Maria e nas Upas de Sobradinho, São Sebastião, Ceilândia I e Recanto das Emas. *Com informações do IgesDF  

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Saúde credencia hospitais para contratação de UTIs

A Secretaria de Saúde (SES-DF) publicou edital de credenciamento visando à contratação de serviços de terapia intensiva. Dos 365 leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) previstos, 116 vagas ainda não foram contratadas. Seguem disponíveis 63 leitos de UTI adulto, 40 leitos de UTI pediátrica e 13 de UTI neonatal para credenciamento da rede complementar. Contratação visa à garantia de acesso oportuno a procedimentos de terapia intensiva | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Segundo a gerente de serviços de terapia intensiva da SES-DF, Priscila Domingues, o credenciamento de novos prestadores privados tem como objetivo dar mais eficiência ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa contratação é essencial para garantir o acesso oportuno aos serviços de terapia intensiva, sobretudo nesse momento em que iniciamos a sazonalidade das doenças respiratórias”, afirma. [LEIA_TAMBEM]A expectativa é que o credenciamento contribua para a ampliação da rede de UTIs disponível para a população do DF. “Por meio de hospitais habilitados, queremos promover mais agilidade na assistência”, detalha a gerente. “O credenciamento permite a seleção contínua de prestadores de serviço, ampliando a competitividade e atendendo às demandas de forma dinâmica”. As empresas interessadas deverão encaminhar a documentação necessária para habilitação por meio do e-mail inexigibilidade.sesdf@saude.df.gov.br. O resultado do credenciamento será publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Confira o edital de credenciamento nº 5/2024.   *Com informações da Secretaria de Saúde   

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Temporada de chuvas no DF aumenta os casos de doenças respiratórias

Com a chegada das chuvas intensas no Distrito Federal, acende um alerta para os cuidados com a saúde nesta época do ano. A combinação entre calor e umidade cria o cenário ideal para o aumento de doenças respiratórias, viroses e alergias, exigindo atenção redobrada da população. Combinação de calor com umidade propicia o aumento de doenças respiratórias, viroses e alergias | Foto: Davidyson Damasceno/Arquivo IgesDF Para muitas pessoas, o problema começa dentro da própria casa. O aumento da umidade estimula o aparecimento de mofo, fungos e ácaros, principais responsáveis por crises alérgicas e respiratórias. A advogada Carolina Araújo, moradora de Sobradinho, conta que a filha de 7 anos precisou de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região após uma crise de falta de ar provocada pela umidade. “Depois das chuvas, o quarto dela amanheceu com cheiro forte de mofo. Em poucos dias, começou a tossir muito e ter dificuldade para respirar. Agora, estamos deixando as janelas abertas durante o dia e lavando as paredes com água sanitária”, relata. Aumento da umidade estimula o aparecimento de mofo, fungos e ácaros, principais responsáveis por crises alérgicas e respiratórias | Fotos: Divulgação/IgesDF  Prevenção De acordo com a pneumologista do Hospital de Base (HBDF), Nancilene Melo, nessa época de chuva é possível observar um aumento significativo de pessoas à procura de atendimento com sintomas gripais, crises de asma e rinite alérgica. “Com o aumento da umidade e da temperatura, há maior circulação de vírus respiratórios e fungos. Pessoas com histórico de asma, bronquite ou rinite precisam redobrar a atenção, evitando ambientes fechados e úmidos e mantendo as vacinas em dia”, orienta a especialista. [LEIA_TAMBEM]Ela explica que sintomas como tosse persistente, falta de ar, chiado no peito e febre não devem ser ignorados. “A automedicação pode mascarar sinais de agravamento. O ideal é procurar uma unidade de saúde para avaliação médica”, reforça. Dicas para cuidar da saúde A especialista reforça algumas recomendações simples que ajudam a prevenir doenças e manter o bem-estar durante o período de chuvas: • Mantenha ambientes ventilados para evitar mofo e fungos; • Lave roupas e lençóis com frequência e, se possível, seque-os ao sol; • Use máscaras durante a limpeza de locais com poeira ou mofo; • Mantenha a hidratação e a vacinação em dia, especialmente contra a gripe e a Covid-19; • Evite carpetes e cortinas pesadas que acumulam poeira. Arte: IgesDF Atenção redobrada Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas são os mais afetados pelas mudanças climáticas e pela umidade. Para a pneumologista Nancilene, a prevenção é o melhor caminho. “Nessa época, é comum que infecções leves evoluam rapidamente para bronquite ou pneumonia. Ao primeiro sinal de piora, é importante buscar atendimento médico”, reforça. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Saiba como se proteger de doenças respiratórias

Janelas fechadas, pouca ventilação e aglomerações em ambientes internos criam o cenário ideal para a circulação de vírus respiratórios no inverno. Com isso, aumentam os casos de gripe, resfriado, tosse persistente e até quadros graves que exigem internação. O alerta vale para todos, mas especialmente para bebês, crianças e idosos. Entre os vírus mais comuns neste período estão o influenza A H1N1 (da gripe), o vírus sincicial respiratório (VSR), o SARS-CoV-2 (causador da covid-19) e o rinovírus (do resfriado comum). A transmissão ocorre, principalmente, por gotículas de saliva liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Objetos e superfícies também podem atuar como vetores de infecção. Os vírus que mais circulam neste período são transmitidos, principalmente, por gotículas de saliva expelidas durante a fala, tosse ou espirros | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF “Essas gotículas podem atingir até um metro de distância e contaminar superfícies, o que facilita a transmissão. Também pode haver formação de aerossóis que permanecem no ar por longos períodos”, explica o infectologista José David Urbaez, referência técnica distrital (RTD) da Secretaria de Saúde (SES-DF). Segundo boletim da SES-DF divulgado neste mês, foram registrados 4.079 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) entre dezembro de 2024 e maio de 2025 no Distrito Federal. Desse total, 79% ocorreram em crianças de até 10 anos, com predominância do rinovírus e do VSR nas amostras analisadas. Sintomas [LEIA_TAMBEM]Coriza, tosse, espirros e dor de garganta são os sintomas mais leves e frequentes. Em casos de síndrome gripal, surgem febre alta, dores no corpo e cansaço. Crianças pequenas podem apresentar desconforto respiratório, inquietação e dificuldade para se alimentar ou dormir. Ao notar esses sinais, a orientação é procurar a unidade básica de saúde (UBS) de referência assim que os sintomas aparecerem. “É importante iniciar o acompanhamento desde o começo para detectar qualquer sinal de agravamento, especialmente em pessoas dos grupos de risco”, reforça Urbaez. Proteção coletiva A vacina contra a influenza segue como a forma mais eficaz de prevenir casos graves e óbitos. Deve ser priorizada a imunização de crianças menores de 5 anos, gestantes, idosos, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas. “É uma vacina com grande impacto, especialmente para quem tem maior risco de complicações”, destaca o médico. Além da vacinação, é essencial manter hábitos que ajudem a interromper a cadeia de transmissão dos vírus respiratórios. Confira: Arte: SES-DF *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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