Frescor em meio à seca: os cuidados do Zoológico de Brasília com os animais
Em meio a um clima seco com altas temperaturas e quase 150 dias sem chuva no Distrito Federal, um banho frio e alguns picolés caem muito bem. E quem ganha esse tratamento refrescante são os animais do Zoológico de Brasília, como parte do enriquecimento de ambiente promovido nesta terça-feira (17). Com apoio de um caminhão-pipa de 15 mil litros de água, o elefante Chocolate tomou um banho de mangueira e chuva artificial. Em seguida, os micos do zoo receberam picolés de fruta para hidratar e ajudar a refrescar. “Queria estar no lugar dele, com esse calor”, afirmou a estudante Fernanda Ribeiro, 17 anos, ao passear perto do recinto do elefante. Ela comentou a relevância da ação em um dia tão quente. “Assim como a gente, os animais sofrem com esse calor e poluição, então é muito importante. Na hora em que estão jogando água, vem um refresco muito bom”, completa. Comportamento natural dos animais O diretor-presidente da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, Wallison Couto, destacou que há uma equipe voltada ao bem-estar dos animais que os acompanha no dia a dia, realizando treinamentos e condicionamentos — um trabalho que se intensifica no período de clima mais hostil. “Esse condicionamento serve também para quando precisamos pegar o animal para realizar retirada de sangue ou algum tratamento, de forma que não cause um estresse maior, que pode exigir sedação. Principalmente nessa época seca, temos o banho, os tanques cheios de água ou lama, e eles gostam bastante”, afirma. Os animais herbívoros recebem frutas congeladas para aliviar o calor | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Ele acrescenta ainda que, nos próximos meses, o cronograma dessas ações com os animais poderá ser acompanhado pelo público, com os horários dos banhos marcados e também oportunidades para presenciar os enriquecimentos. Segundo a bióloga do Zoológico de Brasília Andressa Teles, além dos banhos para os animais que gostam, os condicionamentos também levam em consideração a dieta de cada espécie. Para os animais herbívoros, frutas congeladas; para os carnívoros, picolés de carne. “A gente procura simular o que os animais encontrariam na natureza. Então, oferecemos situações ou objetos que vão aliviar um pouco esse calor e também ajudar a diminuir o estresse dos animais. Assim como nós, quando estamos com calor, queremos um local para nos refrescar ou um alimento mais geladinho”, observa.
Ler mais...
Zoológico de Brasília celebra o aniversário do elefante Chocolate
O elefante Chocolate chegou ao Zoológico de Brasília em 2008, após ser resgatado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) de um circo onde sofria maus-tratos. Desde então, tornou-se um símbolo do zoológico, destacando a importância da proteção dos elefantes e sensibilizando o público sobre os desafios enfrentados por esses animais em circos ao redor do mundo. Além do bolo, Chocolate ganhou um banho de mangueira | Foto: Divulgação/Jardim Zoológico Para celebrar o aniversário de 32 anos de Chocolate, a equipe do zoológico preparou um bolo especial de melancia, uma das frutas favoritas do elefante. A celebração incluiu a tradicional cantoria de parabéns, envolvendo visitantes, funcionários e a imprensa. Além disso, o elefante também tomou um banho de mangueira, uma de suas atividades preferidas. O sabor do bolo era de melancia, fruta preferida do elefante O animal, que enfrentou um passado traumático de abusos, é agora cuidado com carinho pela equipe do zoológico. Ele consome mais de 250 kg de comida diariamente e tem uma relação de respeito e amizade com os tratadores que cuidam dele. “A história de Chocolate é um lembrete sobre a importância da proteção dos animais em circos e em outras formas de entretenimento. A presença dele no zoológico é uma oportunidade para educar o público sobre os cuidados necessários para garantir o bem-estar desses gigantes gentis”, explicou o diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto. *Com informações do Zoológico de Brasília
Ler mais...
Novo mascote do Zoo de Brasília será conhecido nesta quarta (6)
Depois de ter contabilizado mais de 1,7 mil votos, a Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB) divulgará qual foi o animal escolhido para ser o mascote da instituição. O anúncio será feito na rede social do zoo, nesta quarta-feira (6), pela manhã. Votação durou 24 horas, e nome do animal escolhido entre os quatro selecionados será divulgado nesta quarta-feira | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília [Olho texto=”Zoológico comemora 66 anos nesta quarta-feira, com festividades que incluem até uma sessão na Câmara Legislativa” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Durante uma votação de 24 horas, o público pôde escolher – entre a loba-guará Atena, o elefante Chocolate, o rinoceronte Thor e a girafa Yasa – qual seria o representante do zoo em campanhas publicitárias, programas educativos e eventos institucionais. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “A maioria dos zoológicos tem um mascote, e nós, não”, observa o diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto. “A gente pensou que seria interessante ter um animal que pudesse nos representar. Então, selecionamos aqueles indivíduos que são mais aclamados nas redes sociais pelos visitantes, para que as pessoas pudessem escolher com qual se identificam mais.” A divulgação do animal vencedor – que recebeu 783 votos – será feita durante evento comemorativo de aniversário do zoo, que existe antes mesmo da capital federal e terá seus 66 anos celebrados nesta quarta (6). Durante as comemorações, haverá uma sessão solene da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e a assinatura de um termo de cooperação técnica com a Secretaria de Turismo do DF (Setur) para incluir o zoológico na rota turística de Brasília.
Ler mais...
Refresco para os animais do zoológico de Brasília
Chocolate, o elefante-africano, toma banho de mangueira de caminhão-pipa: alívio em dia de umidade baixa | Fotos: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília Temperaturas altas e umidade relativa do ar na casa dos 10%. Esse é um cenário típico com que moradores do DF precisam lidar nos períodos de seca. Apesar de os animais do Zoológico de Brasília terem à disposição recintos bem-ambientados para qualquer estação do ano, a equipe técnica da instituição intensifica as atividades de bem-estar da população local durante o período de estiagem no Cerrado. Assista ao vídeo: Banho de caminhão-pipa, picolé, piscina com temperatura ambiente e frutas geladas são alguns dos cuidados extras durante esse período. Na tarde desta quarta-feira (7), foi a vez de um personagem ilustre ganhar um banho amigo: o elefante-africano (Loxodonta africana) Chocolate. Apesar das altas temperaturas, essa espécie é adaptada à temperatura alta e sobrevive bem ao clima seco. “Lá [na África], eles estão acostumados com o calor”, explica o biólogo Thiago Marques. “O que a gente faz aqui é uma atividade diferente da rotina dele, para oferecer algo de novo e melhorar a qualidade de vida e o bem-estar do animal.” Essa espécie é bem-adaptada a altas temperaturas, mas água extra sempre cai bem Tratamento diferenciado Os cuidados com os animais ocorrem nas épocas de picos de temperatura, mas podem ser intensificados, a depender de cada espécie. De acordo com a bióloga supervisora de condicionamento animal Fernanda Vasconcelos, cada animal do Zoológico tem um cronograma de atividades para manter a saúde. “No calor, a maioria dos animais recebe picolés de frutas, de acordo com a dieta de cada um, justamente para amenizar a temperatura alta”, relata. “Já no frio, cobertores são colocados nos recintos para que os animais possam ter estabilidade na temperatura corporal – mas vale lembrar que os recintos já são projetados tanto para proteger os animais do frio, com casinhas de madeira, quanto do calor, com áreas sombreadas, aspersores de água e piscinas.” * Com informações do Zoológico de Brasília
Ler mais...
Zoo de Brasília é a grande atração do Dia das Crianças
Se Dandy e Maya deixaram saudades aos admiradores dos tigres-de-bengala, o resto da turma fez sua parte ao alegrar a meninada no Zoológico de Brasília neste 12 de outubro. No feriado da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, quando também é comemorado o Dia das Crianças, foram elas quem tiraram proveito das atividades promovidas pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Eram 12h quando o público que passava por ali batia a casa dos 5 mil. A expectativa de visitação – que se encerra às 17h – é de 8 mil pessoas, o que a superintendência da Fundação Zoo acreditava ser facilmente alcançada. Os animais eram os protagonistas, mas as atrações paralelas com palhaços, malabares, recreadores infantis e educadores ao ar livre ou no teatro de arena, seguiram como coadjuvantes no entretenimento familiar tarde adentro. Foto: Lúcio Bernardo Jr. /Agência Brasília Logo de cara, bem na entrada do zoo, Belinha se expunha na grande e chamava atenção. Do alto dos seus mais de 3 metros de altura, 4 toneladas e disposição para comer 170 quilos de feno e frutas todos os dias, a elefanta de 26 anos que veio da África ainda recém-nascida fez a festa – e muitas poses para as fotos. Resgatada de um abate seletivo de animais do Parque Nacional Kruger, na África do Sul, ela é uma das maiores atrações do zoológico. Caixa d’água O Zoo de Brasília fez questão de cuidar das sinalizações e preparar o parque para o grande número de visitantes. Até a caixa d’água que estava enferrujada e precisava de reparos ganhou pintura nova – com grafite. Pelas mãos do grafiteiro Douglas Cordial, que doou sua arte para estampar a caixa, um lobo guará, símbolo da instituição, foi pintado, assim como placas indicativas de alguns animais. A arte completa será concluída ao longo da semana. Foto: Lúcio Bernardo Jr. /Agência Brasília Os estacionamentos estavam lotados e a fila de carros para entrar seguia pelo acostamento da Avenida das Nações, a L4. A de pedestres também exigia paciência e espera, mas nada que parecia tirar a disposição de meninos e meninas acompanhados dos pais. A disputa para ver as borboletas no borboletários e as cobras também era grande, mas a organização não deixava os visitantes desanimados. Estudante de enfermagem e mãe de quatro filhos, Juceli Ramos, de 36 anos, decidiu passar o dia com a família no Zoológico de Brasília. A última vez que saiu de Santa Maria, onde mora, para visitar o lugar foi há dois anos, quando o achou descuidado. A impressão agora foi outra. “Tá bem mais organizado e bonito”, diz, satisfeita pela escolha do programa. “Aqui eles podem ficar livres, ver os animais, brincar, e eu não tenho que me preocupar com carros passando.” Descontraído e posando para fotos tiradas pelo pai, Cauã Artur da Silva, de 9 anos, foi ver o bicho que mais gosta: o rinoceronte. Morador do Riacho Fundo I, estava acompanhado da irmã Maria Júlia, de 2. “Já vi o rinoceronte, macacos e cobras. Aqui está muito legal”, resumiu, daquele jeito de criança que não quer papo nem outra coisa a não ser brincar.
Ler mais...