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Estudantes podem ter passe livre no sistema de transporte 

Quem estuda no Distrito Federal e mora ou trabalha a mais de um quilômetro da instituição de ensino pode ter direito ao Passe Livre Estudantil no sistema de transporte público. Há duas formas de requerer o benefício. Uma, no endereço online. A outra, presencialmente, comparecendo a posto de atendimento.  Têm direito ao cartão estudantil alunos dos ensinos fundamental, médio e superior, de cursos técnicos e profissionalizantes com carga horária igual ou superior a 200 horas-aula, e discentes de faculdades teológicas ou equivalentes.  Para solicitar o benefício, o estudante ou responsável legal deve efetuar o cadastro no sistema do Passe Livre. É necessário informar dados como nome completo, data de nascimento, CPF, endereço, sexo, número de telefone, nome da mãe ou responsável legal, CEP e e-mail.  Estudantes aguardam, em posto de atendimento, para receber o cartão do Passe Livre | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Até quatro acessos diários  Também são exigidos: foto 3x4 colorida de frente, recente e com fundo branco, sem uso de acessórios que dificultem a identificação do solicitante; comprovante de residência com no máximo de três meses de emissão; RG ou certidão de nascimento; CPF; e declaração escolar, devidamente carimbada e assinada pela instituição de ensino, com data de emissão recente (até 30 dias). No cadastro online, a lista é anexada no site. Se a solicitação for presencial, os documentos devem ser físicos. Por padrão, são concedidos até quatro acessos diários, limitados ao total de 54 no mês. Caso haja necessidade de mais acessos, o pedido deve ser feito por meio da página cadastral do Passe Livre Estudantil, utilizando o serviço "Extensão de Acesso". O estudante receberá resposta à solicitação por e-mail, estando disponível o acompanhamento na página do Passe Livre Estudantil. Para manter o benefício ativo, a instituição de ensino deve informar o período letivo — no início de cada semestre —, além de comprovar a matrícula e a presença escolar, mensalmente, por meio da lista de frequência. Acompanhamento e atualização do cadastro A situação do cadastro pode ser verificada a qualquer momento pelo sistema web do passe livre, utilizando CPF e senha. Assim que a solicitação é aprovada, o estudante recebe um e-mail informando a data e o local para retirada do cartão. Estudantes de 12 a 17 anos ou responsáveis legais podem retirar mediante apresentação de documento oficial com foto. Já no caso de estudantes maiores de 18 anos, somente o próprio titular do cartão pode retirá-lo, apresentando um documento oficial original com foto. Em caráter excepcional, a retirada por terceiro será permitida mediante procuração assinada digitalmente via gov.br. Se houver alguma pendência na solicitação do benefício, será encaminhada notificação por e-mail para que seja enviada a documentação pendente pelo login no sistema. Além disso, sempre que houver alteração dos dados, tais como troca de instituição de ensino, troca de endereço ou troca de nome civil, o estudante deve atualizar o cadastro. Serviço: ⇒ Para mais informações, acesse o site.  

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Nova Escola Classe 425 amplia oferta de vagas e transforma rotina escolar em Samambaia

Há três meses, a comunidade escolar de Samambaia comemorou a entrega da nova estrutura da Escola Classe (EC) 425. Com investimento de R$ 14 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF), a antiga “escola de lata” deu lugar a um prédio moderno, acessível e adequado às necessidades pedagógicas dos estudantes. A unidade, que funcionava em instalações provisórias desde 1991, agora atende 700 alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, um aumento em relação aos 600 que havia antes. Capacidade atual da escola é de aproximadamente 700 estudantes; direção manteve turmas reduzidas para garantir o atendimento a alunos atípicos | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Essa ampliação é muito significativa, porque muitas famílias antes não conseguiam matricular os filhos aqui e precisavam se deslocar para outras regiões; agora, com a nova estrutura, conseguimos atender mais crianças e facilitar a vida dessas famílias” Liliene de Souza, diretora da EC 425 Segundo a diretora da unidade, Liliene de Souza, a nova estrutura representa uma conquista esperada há mais de três décadas. Ela conta que a antiga escola havia sido construída de forma provisória, com blocos de madeira e apenas um pavimento térreo. “Se considerarmos turmas com 30 estudantes, poderíamos atender aproximadamente 1.100 crianças; entretanto, mantemos diversas turmas reduzidas para garantir o atendimento adequado aos nossos estudantes atípicos”, explica a gestora. “Por isso, neste momento, nossa capacidade é de cerca de 700 estudantes.” Estrutura reforçada A escola recebe estudantes da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, da faixa etária dos 4 aos 11 anos. O número de salas aumentou de 15 para 18, o que permitiu abrir cerca de 100 novas vagas. “Essa ampliação é muito significativa, porque muitas famílias antes não conseguiam matricular os filhos aqui e precisavam se deslocar para outras regiões; agora, com a nova estrutura, conseguimos atender mais crianças e facilitar a vida dessas famílias”, ressalta Liliene. Uma quadra de esportes coberta faz parte das novas aquisições da escola Além do aumento de salas de aula, a escola também recebeu quadra de esportes coberta, laboratórios, biblioteca, auditório e estacionamento. Uma das professoras do espaço, Lannuccia Borges, conta que a mudança estrutural da unidade representa uma verdadeira virada de página. Ela relata que trabalha na escola há quatro anos, mas apenas neste ano pôde lecionar em um prédio novo e adequado. Antes da reforma, a realidade era muito diferente.   “Tínhamos uma estrutura bastante precária, que dificultava o nosso trabalho pedagógico e também a aprendizagem das crianças”, afirma. “Não basta o professor planejar e querer fazer um bom trabalho se não houver condições adequadas para isso.” A docente lembra que o termo “escola de lata” surgiu pela precariedade da antiga construção: “Eram janelas quebradas, portas que não fechavam, tetos que caíam quando chovia. As crianças tinham medo, e nós, professores, também, mas precisávamos demonstrar coragem para acolhê-las da melhor forma possível”. Nova realidade Elisete Pereira, professora e mãe de ex-alunos da EC 425 de Samambaia: “A estrutura atual é excelente, até melhor do que muitas escolas particulares” Mãe de ex-alunos da EC 425 de Samambaia, a professora Elisete Pereira descreve o sentimento de impotência diante do cenário antigo. “Era muito triste ver meu filho estudando em um lugar sem segurança, sem conforto, sem uma quadra de esportes, sem espaços adequados”, lembra. “As salas eram quentes, pequenas e mal ventiladas. Como mãe, a gente quer o melhor para os filhos, e era doloroso saber que eles não tinham acesso a uma escola com estrutura digna. Muitas mães compartilhavam esse mesmo sentimento de tristeza e preocupação.” A professora Lannuccia Borges elogia a estrutura do novo prédio: “Quando uma criança é acolhida em um espaço apropriado, ela tem mais condições de aprender” Hoje, ela vive a realidade completamente diferente da nova EC 425, e com um vínculo ainda mais forte, agora como professora. “A estrutura atual é excelente, até melhor do que muitas escolas particulares”, comemora. “Temos acessibilidade para cadeirantes, refeitório, biblioteca, salas amplas e arejadas. É um ambiente acolhedor, bonito, pensado para o aprendizado e o bem-estar das crianças”. Impacto Segundo Lannuccia Borges, a nova estrutura interfere diretamente no aprendizado. “Quando uma criança é acolhida em um espaço apropriado, ela tem mais condições de aprender”, pontua. “Cada aluno tem seu tempo, mas se o ambiente oferece conforto e recursos, o desenvolvimento é muito mais significativo.” [LEIA_TAMBEM]Com a nova estrutura, os benefícios não se limitam aos alunos. “Estamos todos mais motivados, gestão, coordenação e docentes”, afirma a professora. “Hoje temos salas amplas, arejadas, com armários, televisões e espaços adequados para projetos. Antes, chegávamos e não conseguíamos abrir o armário porque estava estragado. Agora, tudo funciona. Isso nos dá vontade de planejar mais, de inovar nas aulas”. Com obras coordenadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), agora o novo espaço conta com uma área total construída de 4.464,82 metros quadrados, para oferecer mais conforto e qualidade no ensino das crianças. São 18 salas de aula, laboratórios de informática e artes, biblioteca, auditório, refeitório, cozinha, depósito, área de recreação, parquinho e sanitários. A escola tem ainda 30 vagas de estacionamento e uma quadra coberta de 768 metros quadrados. A aluna Beatriz Fonseca, de 10 anos, também comemora o novo espaço de aprendizagem. Entre os novos espaços, ela conta o que mais chama atenção: “A biblioteca, o refeitório e os banheiros. Dá mais gosto vir para uma escola assim, maravilhosa”.  

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