Milhares de fiéis prestigiam Festa do Divino, em Planaltina
Símbolo da fé brasiliense, a Festa do Divino Espírito Santo, em Planaltina, reuniu milhares de devotos neste sábado (18). O festejo começou logo cedo com a tradicional cavalgada – os devotos partiram da área rural rumo à praça da Paróquia São Sebastião, no centro histórico da região administrativa. No local, houve o Encontro das Bandeiras, com a participação de todas as paróquias da cidade e a realização de um grande almoço. A Festa do Divino Espírito Santo de Planaltina é a segunda maior da região administrativa, atrás apenas da Via Sacra do Morro da Capelinha | Fotos: Joel Rodrigues/ Agência Brasília O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Turismo (Setur), investiu R$ 1,2 milhão nas festividades. “Planaltina é uma cidade que tem um sentimento religioso muito forte, e essa é uma festa tradicional da região e de grande relevância para o Distrito Federal. O que temos que fazer é colaborar com esse evento maravilhoso e estar junto com a nossa população”, disse o governador Ibaneis Rocha, durante o evento. O chefe do Executivo ressaltou o potencial turístico de Brasília, que foi anunciada como uma das sedes da Copa do Mundo Feminina de 2027 nesta sexta-feira (17). “Temos investido muito na área do turismo no Distrito Federal; é uma cidade maravilhosa, que tem um nível de segurança acima das demais cidades, e é a terceira cidade mais limpa do Brasil. Então, temos todo o carinho para receber esse público que vem para esses eventos”, ressaltou Ibaneis Rocha. O turismo religioso entrou para o escopo da política de turismo oficial em janeiro deste ano, junto ao esportivo. A Festa do Divino Espírito Santo de Planaltina relembra a descida do Espírito Santo sobre os 12 apóstolos de Jesus Cristo, em Pentecostes, sete semanas após a Páscoa. A celebração é a segunda maior da região administrativa, atrás apenas da Via Sacra do Morro da Capelinha, e foi instituída patrimônio cultural imaterial por meio do Decreto nº 34.370, de 17 de maio de 2013. A 142ª edição do evento religioso começou neste sábado (18) e segue com programação especial até domingo (19), quando é comemorado o Pentecostes | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília Comunhão Mais de 800 pessoas trabalharam na organização da 142ª edição do evento, que segue com uma programação especial até este domingo (19), dia em que é comemorado Pentecostes. Um dos envolvidos na logística é o aposentado Joaquim Luís de Sousa, 67 anos. Ele participa da folia como guia da cavalgada há mais de três décadas, orientando o percurso pelo qual os cavaleiros passarão em oito dias de trajeto, desde a cidade de Água Fria, Goiás, até o centro de Planaltina. “É a união de todas as bandeiras; e em seguida tem o almoço da folia de rua. Amanhã, será o almoço da folia da roça”, afirmou. Os festejos começaram com a tradicional cavalgada, que saiu da área rural e seguiu até a praça da Paróquia São Sebastião, no centro histórico de Planaltina | Foto: Matheus H. Souza/ Agência Brasília A aposentada Maria Helena da Silva, 76, faz parte da equipe que prepara o café da manhã para os cavaleiros. “Damos o lanche e tem uma oração também”, contou. “A Festa do Divino para a gente é a vida, né? O divino Espírito Santo que nos guia; sem ele, não somos nada”. O cardeal Dom Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília, explicou o simbolismo do festejo centenário. “O Espírito Santo, que é o dom de Deus, é o que nós celebramos no Pentecostes; Jesus que vai ao Pai e manda para nós o Espírito Santo”, afirmou. “O povo sente a ação do Espírito Santo no seu coração, na sua vida. O povo sente o Espírito Santo que vai sempre impulsionando a nossa vida para o bem, que vai sempre nos ajudando no dia a dia, nos conduzindo, ajudando a vencer as dificuldades, as tristezas, os desânimos”. O motorista Weuvizon Afonso Gratão esteve na festa com os filhos João Guilherme e Ana Júlia: “Participo da festa desde 1992”, disse o pai | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília Um dos fiéis que acompanhou o Encontro das Bandeiras foi o motorista Weuvizon Afonso Gratão, 58. O cortejo é um compromisso anual para ele e os filhos, João Guilherme, de 5 anos, e Ana Júlia, 16. “Moro em Planaltina desde 1973 e participo da festa desde 1992. Neste ano, fizemos a alvorada da folia de roça também”, revelou o pai. “Eu amo, é a melhor sensação da minha vida. Espero o ano todo por essa data, simboliza uma coisa muito grande pra minha família, desde pequena eu tenho essa tradição”, compartilhou Ana Júlia. A folia gera efeitos também para o comércio local. A empresária Lídia Monteiro, 36, disse estar animada com as vendas do final de semana. “Trabalho aqui já tem 15 anos e a festa nunca me deixou na mão. É uma maneira muito boa de melhorar a nossa economia, porque vem gente de várias cidades”, garantiu. Por conta da festa, a empresária Lídia Monteiro está animada com as vendas do final de semana | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília Apoio Diversos órgãos do GDF apoiaram a realização do festejo. Para secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, o suporte governamental demonstra o simbolismo da festa para os brasilienses. “É uma festa religiosa, mas que acaba sendo uma festa comunitária, em que todos participam e se sentem bem em participar. É bom unir as coisas, a vida é significativa quando você tem objetivos, quando você pode realizar as coisas e pode, nesse sentido da festa, pedir a bênção e iluminação do Espírito Santo”, disse. A Administração Regional de Planaltina executou serviços de manutenção, como recapeamento e fresagem das vias, roçagem e pintura de meios-fios, entre outros. Por sua vez, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), contribuiu com a instalação de 11 pontos de distribuição com capacidade de 5.500 litros de água, sendo três caixas d’água em viaturas especiais e oito em unidades fixas. O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) esteve presente com 170 servidores. Também apoiaram a Arquidiocese de Brasília, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e a Polícia Militar (PMDF).
Ler mais...
Fiéis comemoram o Espírito Santo em festa de Pentecostes no Taguaparque
Mais de um milhão é o total estimado de fiéis que se reuniram entre sexta (26) e domingo (28) para a celebração de Pentecostes, no Taguaparque. A preparação para a festividade ocorreu durante a festa do Divino, na qual os católicos passaram nove dias em oração e jejum para viver e celebrar a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo, sua mãe, Maria e outros seguidores. Momento de fé: celebração reuniu em torno de mil católicos do DF e do Entorno | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília [Olho texto=”“É uma festa maravilhosa que reúne os cristãos do Distrito Federal. Nós estamos aqui para louvar e agradecer a Deus pelas bênçãos em nossa cidade” ” assinatura=”Governador Ibaneis Rocha” esquerda_direita_centro=”direita”] A missa de Pentecostes, neste domingo (28), contou com a participação do governador Ibaneis Rocha e da primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. Durante essa celebração, estiveram presentes mais de 300 mil fiéis de Brasília e do Entorno. A festa de Pentecostes é o terceiro maior evento da Igreja Católica, ficando atrás apenas do Natal e da Páscoa. Cerca de 1,7 mil pessoas trabalharam na organização do evento. Para que a festa ocorresse com a tranquilidade que a data requer, os fiéis contaram com o reforço do Governo do Distrito Federal (GDF) em logística de trânsito, transporte e segurança, com o empenho de 127 bombeiros e equipes distribuídas em 17 viaturas. A aposentada Albiracy Soares frequenta a celebração há 23 anos: “Eu já recebi muitas bênçãos, e não perco esse evento por nada” O governador Ibaneis Rocha ressaltou a importância do evento para os fiéis de Brasília: “É uma festa maravilhosa que reúne os cristãos do Distrito Federal. Nós estamos aqui para louvar e agradecer a Deus pelas bênçãos em nossa cidade”. Tradição O coordenador-geral do evento, Luciano Miziara, lembra que a festa já é tradição no Distrito Federal: “Há 25 anos a gente comemora essa festa que atrai multidões”. É gente como a aposentada Albiracy Soares, que se emocionou ao relembrar a trajetória de milagres originários do Espírito Santo. “Já tem 23 anos que eu venho”, contou. “Isso aqui é maravilhoso, Deus está presente. Eu já recebi muitas bênçãos, e não perco esse evento por nada”. A analista de suporte Daniela Santos, 39, falou sobre a sensação de acompanhar de perto o movimento dos fiéis: “Esse é o segundo ano em que venho. É muito bonito ver a emoção do povo para pregar a palavra de Deus. Não deixo mais de vir”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Vacinação Equipes da Secretaria de Saúde (SES) também estiveram presentes na celebração de Pentecostes em Taguatinga. Cerca de 40 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, estiveram à disposição da população interessada em se vacinar contra a gripe. Aproximadamente mil pessoas se imunizaram. Para cobrir os três dias de Pentecostes, foram destacadas duas ambulâncias, duas motolâncias e recursos para atendimento de múltiplas vítimas. Com as 500 doses administradas até as 19h deste domingo (28), a SES registra a imunização de 1.120 pessoas, durante o período da celebração.
Ler mais...
Conheça a programação da 141ª Festa do Divino Espírito Santo de Planaltina
A 141ª Festa do Divino Espírito Santo de Planaltina será realizada entre os dias 19 e 28 deste mês. A programação completa já está disponível e conta com as tradicionais missas, novenas e cortejos da Coroa e da Bandeira do Divino. O evento é realizado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Turismo (Setur), com apoio de diversos órgãos públicos. Uma das principais celebrações católicas de Planaltina, a Festa do Divino Espírito Santo acontece entre os dias 19 e 28 deste mês | Foto: Renato Alves/Agência Brasília ?O titular da pasta de Turismo, Cristiano Araújo, lembra que a festa é a segunda maior celebração católica da cidade. A primeira é a Via-sacra do Morro da Capelinha, que ocorre em março. Além disso, a comemoração ao Divino Espírito Santo é considerada Patrimônio Cultural Imaterial do DF, por meio do Decreto nº 34.370, de 17 de maio de 2013. “Festejos como estes atraem visitantes dos mais diversos lugares do país e aquecem a economia do DF”, pontua Araújo. ?O administrador regional de Planaltina, Wesley Fonseca Fraga, afirma que há um empenho especial em fazer da celebração o mais especial possível. “Estamos trabalhando nisso há mais de um mês, com a organização da cidade, com limpezas, pinturas”, diz. “Queremos receber os moradores do DF e Entorno da melhor maneira. É uma festa que fomenta a economia local, no setor de hotelaria e de alimentação”, observa. Mais de 300 pessoas trabalham na organização do evento em Planaltina, que une as sete paróquias e cinco capelas da região ?Centenária, a celebração lembra a descida do Espírito Santo sobre os 12 apóstolos de Jesus Cristo, em Pentecostes, sete semanas após a Páscoa. A festa foi suspensa nos anos de 2020 e 2021, devido à pandemia do novo coronavírus, e retornou no ano passado, também com suporte do governo local. A expectativa é que mais de 15 mil pessoas participem da edição deste ano. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] ?O imperador da festa, Rômulo Nogueira, explica que, durante dez dias, todas as sete paróquias e cinco capelas da região se unem para comemorar a data. Mais de 300 pessoas trabalham na organização do evento. “O ponto alto da festa é o dia 27, em que todas as paróquias da cidade se encontram na Praça da Matriz para o Encontro das Bandeiras”, indica. ?Além da Setur e da administração regional de Planaltina, outras entidades apoiam a festa: Arquidiocese de Brasília, Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran), Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e 14º Batalhão de Polícia Militar de Planaltina. ?Para mais informações, acompanhe a rede social da celebração.
Ler mais...
Complexo Cultural é arte a céu aberto
Trabalho foi feito em etapas, dentro dos protocolos de saúde necessários perante a pandemia de Covid-19 | Fotos: Divulgação/Secec O Complexo Cultural de Planaltina (CCP) abre a semana de cara nova. Contando com o talento de 15 artistas do grafite do DF, as paredes externas do espaço estão cheias de cores vivas e do poder contagiante da arte urbana. Finalizado na tarde de domingo (4), o amplo painel de mais de 8 m de altura exalta a cultura e a importância histórica da centenária cidade, materializando, na prática, o resultado do edital Planaltina Arte Urbana, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), que destinou um total de R$ 22,5 mil ao segmento artístico. “Existe uma relação intensa entre as RAs [regiões administrativas] e as artes urbanas”, pontua o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. “Encher as paredes do Complexo Cultural de Planaltina, que completa dois anos de intensa existência neste domingo, é um presente cheio de afeto para a cidade e sua população.” A instituição encontra excelente receptividade por parte dos moradores, destaca o gerente do complexo, Júnior Ribeiro. “Muitos artistas usam o complexo para conseguir visibilidade e promover o intercâmbio cultural”, afirma. “É um lugar de fomento da cultura, e somos o mais democráticos possível no acesso à comunidade”. Grafite valorizado A ideia de promover uma grande intervenção na parte externa do Complexo Cultural da cidade, de 161 anos, teve duas finalidades. A primeira é evidenciar a importância do lugar como espaço de entretenimento para a comunidade local. A segunda, valorizar a arte do grafite por meio de jovens talentos do segmento espalhados em todo o DF. Ao todo, 45 artistas se inscreveram no edital. Os 15 selecionados desenvolveram trabalhos individuais que deram unidade conceitual ao projeto dentro do tema “Planaltina: Patrimônio, Cultura e Identidade de uma Cidade Centenária”. O resultado é um cartão-postal afetivo local. Assim, jatos de spray e muita criatividade deram contornos e poesia visual aos símbolos históricos da cidade, manifestações populares seculares locais e personagens que marcaram Planaltina. Personagens ligados à cidade histórica marcam presença na arte dos grafiteiros criada especialmente para o Complexo Cultural de Planaltina Foram lembradas, entre outras coisas, a Pedra Fundamental – primeiro marco simbólico da mudança da capital para o Planalto Central –, a mítica igrejinha de São Sebastião, a festa do Divino Espírito Santo e a lida dos primeiros moradores da região, além da trajetória dos pioneiros, como o astrônomo belga Luís Cruls (líder da equipe que delineou o quadrilátero do DF) e Tia Neiva (fundadora do Vale do Amanhecer). A pesquisa foi ferramenta fundamental no processo de criação dos artistas. Que o diga Alain Oliveira da Silva, 36 anos, o Onk. Formado em designer e turismo, o grafiteiro de Sobradinho viu, na experiência promovida pela Secec, uma oportunidade única de se aprofundar um pouco mais na herança patrimonial e história da RA mais antiga do DF. “Tive que pesquisar porque, até então, eu não conhecia a história de Planaltina, e foquei nos patrimônios históricos da cidade”, conta, referindo-se à Igreja São Sebastião, aos casarões do lugar e à Pedra Fundamental. “Espero que o nosso trabalho desperte atenção de todos que passam por aqui. Estamos resumindo na arte do grafite a história e tradições de Planaltina.” É exatamente essa a premissa do gerente do complexo. “São desenhos que resgatam a história da cidade, e esse painel servirá também para o estudo de educação patrimonial”, planeja Júnior Ribeiro. “A gente vai contar a história de Planaltina a todos que passam por aqui por meio desse trabalho de arte”. Trabalho em etapas Cada um dos artistas selecionados para o projeto da Secec recebeu R$ 1,5 mil de cachê. Para evitar aglomeração, os 15 contemplados foram divididos em grupos ao longo de quatro dias. Devidamente aparelhados com máscaras de proteção contra a Covid-19 e equipamentos de segurança de escalada como capacetes, cintos e mosquetão (ganchos), os grafiteiros trabalharam, literalmente, nas alturas, em cima de estruturas de andaimes montadas especialmente para este projeto. Afinal, eram 18,4 m² de espaço para eles esparramarem seus talentos, um paredão de 8 m de altura por 2,3 m de largura. Um desafio que todos encararam com tranquilidade. “Uma das grandes dificuldades que nós grafiteiros temos é de encontrar espaços adequados para esse tipo de manifestação artística, então foi uma aventura prazerosa”, relata Karek, pseudônimo de Leonardo Henrique Martins, 29 anos. “Só de estar participando aqui é uma honra, sobretudo por estar representando a Saída Norte de Brasília, que é Sobradinho, Planaltina”. Karek já foi pichador de rua, mas hoje tem orgulho de dizer que ganha a vida como grafiteiro. “Fazia pichação mais pela adrenalina, depois comecei a apostar mais no meu potencial como artista e virou profissão”, revela. Inspirado no Guará Há cinco anos grafitando pela cidade, Daniel Henrique de Oliveira Sinimbu, 33 anos, o DHOS, se considera um novato na arte urbana. Tomou gostou depois que voltou de uma viagem de um ano na Austrália, mas tem paixão pelo grafite desde criança, quando, no caminho da escola para casa e vice-versa, ficava admirando os traços pulsantes que via pelos muros do Guará. “Sempre desenhei, pintei; fazer grafite foi um sonho”, conta o alagoano de Maceió, desde os seis anos morador do DF. “Em 2015 fui selecionado para um evento de grafite e foi um fracasso, tive que me aperfeiçoar, melhorar, porque grafite é prática”, lembra. Cinco anos e muitas latas de tintas depois, o resultado de sua dedicação e esforço o levou a ser selecionado para o projeto de Planaltina da Secec. “Sou novato na galera do grafite, então participar de eventos como esse é importante, porque me faz conhecer a galera do meio, trocar experiência traz crescimento pessoal”, acredita o artista, que escolheu fazer o busto de Luís Cruls. “Escolhi desenhar o Luís Cruls porque era uma figura da história de Brasília que eu não conhecia, e fiquei fascinado”, conta. “Creio que a minha contribuição para esse projeto ajude outras pessoas a saber quem foi esse homem e sua importância para o nascimento da capital”, torce. Inclusão cultural [Numeralha titulo_grande=”R$ 277,5 mil” texto=”Total investido, de 2019 até agora, na arte dos grafiteiros do DF” esquerda_direita_centro=”direita”] Surgido na década de 1970, em Nova York, como manifestação genuinamente urbana, o grafite, associado ao movimento musical hip hop, remonta aos tempos do Império Romano. Hoje, no DF, por meio da Secec, a arte celebra parceria com o governo no combate às pichações e em prol do embelezamento de muros de escolas, fachadas de prédios e até parada de ônibus de algumas regiões administrativas. De 2019 até agora, a pasta já investiu R$ 277,5 mil para que artistas do segmento desenvolvam seu talento e imaginação nos equipamentos públicos da cidade. Nascida em São Paulo e vivendo há quase 20 anos no DF, a grafiteira Sabrina Falcão, 37 anos, a Nabrisa, é uma das cinco mulheres selecionadas no projeto do Complexo Cultural Planaltina. Assim como dezenas de milhares de artistas de Brasília e do Entorno, ela sofreu com as limitações impostas pela pandemia. Participar do edital da Secec a ajudou a retomar as atividades no setor. “Só de grafiteiras no DF, são cerca de 60 mulheres”, enumera Nabrisa, comemorando o fato de terem sido selecionadas cinco artistas do sexo feminino para esse projeto. “A gente fica muito feliz de ver esse avanço porque, antes, só eram convidados homens para eventos assim”. Ela escolheu como tema de seu tralho o Vale do Amanhecer, comunidade de espiritualistas próxima a Planaltina. “Busquei como tema do meu trabalho a representatividade feminina na história de Planaltina e assim cheguei a Tia Neiva”. Para o serralheiro Antônio dos Santos Pereira, 45 anos, iniciativas de embelezamento de espaços e locais públicos devem ser sempre incentivadas. “Passo por aqui várias vezes por dia e estava admirando o trabalho do pessoal”, diz. “É muito bonito, alegra o lugar, as pessoas, é uma coisa que o governo deve sempre apoiar”, elogia. * Com informações da Secec
Ler mais...