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Cursos dos centros de referência da mulher brasileira ampliam oportunidades de geração de renda

Quase mil mulheres do Distrito Federal encontraram nos cursos profissionalizantes oferecidos pelos centros de referência da mulher brasileira (CRMBs) uma oportunidade para conquistar autonomia financeira e construir novos caminhos. Promovidas pela Secretaria da Mulher (SMDF), em parceria com a Ação Social Renascer, as capacitações já certificaram 989 alunas desde março de 2026. Segundo a coordenação das unidades, cerca de 70% delas passaram a trabalhar ou gerar renda após a conclusão dos cursos, principalmente nas áreas de tranças, design de sobrancelhas e crochê.  Nos centros de referência, cursos fazem parte da política de fortalecimento da autonomia feminina Mais do que ensinar uma profissão, os cursos fazem parte da política de fortalecimento da autonomia feminina desenvolvida pela Secretaria da Mulher. Nos centros de referência, as participantes encontram um espaço de acolhimento, orientação e atendimento especializado, reunindo serviços que contribuem para a reconstrução de trajetórias marcadas por situações de violência e vulnerabilidade.  "O curso de tranças me deu uma profissão e autonomia. Hoje pago minhas contas com meu próprio esforço. Esse trabalho devolveu minha autoestima e o controle da minha história" Mirian Marislania Serrano Nunes, trancista  "Os centros de referência da mulher brasileira são espaços de acolhimento, proteção e fortalecimento das mulheres. Além da qualificação profissional, elas encontram equipes preparadas para oferecer orientação, atendimento psicossocial e os encaminhamentos necessários para que possam reconstruir suas vidas com mais segurança, autonomia e dignidade", afirma a secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar. Além dos cursos profissionalizantes, os centros de referência oferecem atendimento psicossocial, orientação jurídica, assistência social, enfermagem e brinquedoteca. Desde a inauguração das quatro unidades, cerca de 2,8 mil mulheres já foram atendidas pelos equipamentos da SMDF. Os CRMBs têm capacidade para prestar até 3.864 atendimentos por mês e disponibilizam cerca de 500 vagas mensais em cursos de qualificação profissional, fortalecendo o acesso das mulheres às políticas públicas de proteção, autonomia e inclusão produtiva.  Um novo começo Curso de rranças e penteados afro marcou uma reviravolta na vida Mirian Nunes, após nove anos afastada do mercado de trabalho "Quando conquistam uma profissão, as mulheres ampliam as oportunidades de geração de renda, fortalecem sua autonomia e passam a construir novos projetos de vida" Fausta Maria de Matos, diretora-geral dos centros de referência da mulher brasileira Entre as mulheres que transformaram a capacitação em oportunidade de trabalho está Mirian Marislania Serrano Nunes, de 31 anos, moradora de Ceilândia Norte. Mãe de três filhos, ela permaneceu nove anos afastada do mercado de trabalho para se dedicar à maternidade. Após vivenciar uma situação de violência doméstica, foi encaminhada ao Centro de Referência da Mulher Brasileira do Sol Nascente, onde recebeu acolhimento e acompanhamento psicossocial. Foi durante esse processo que Mirian conheceu o curso de tranças e penteados afro. Mesmo insegura no início, decidiu se matricular. A formação marcou o começo de uma nova trajetória profissional. Hoje, trabalha em um salão de beleza e também realiza atendimentos em domicílio nos fins de semana. "O curso de tranças me deu uma profissão, e o trabalho me deu autonomia. Hoje pago minhas contas com meu próprio esforço. Esse trabalho devolveu minha autoestima e o controle da minha história", conta. [LEIA_TAMBEM]Para a diretora-geral do Centro de Referência da Mulher Brasileira, Fausta Maria de Matos, a autonomia financeira representa um passo importante para que as mulheres reconstruam suas vidas com mais segurança e independência. "Quando conquistam uma profissão, as mulheres ampliam as oportunidades de geração de renda, fortalecem sua autonomia e passam a construir novos projetos de vida", destaca. As mulheres interessadas podem procurar as unidades do Centro de Referência da Mulher Brasileira localizadas no Recanto das Emas, Sol Nascente, São Sebastião e Sobradinho II para obter informações sobre os cursos e os demais serviços oferecidos. As inscrições para o sexto ciclo de capacitações estão previstas para o fim de julho. *Com informações da Secretaria da Mulher

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Brasília Tech Hub impulsiona inovação e gera 13 mil empregos

Nesta quinta-feira (25), o Governo do Distrito Federal (GDF) lançou o Brasília Tech Hub — Distrito de Tecnologia e Inovação Antonio Fábio Ribeiro, localizado no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic). O projeto é uma das principais iniciativas voltadas para a inovação e o desenvolvimento do Distrito Federal e visa consolidar o DF como um polo tecnológico de referência no país. Durante o lançamento, a governadora Celina Leão exaltou a vocação do DF: “Não há outra cidade que tenha vocação, logística, água e energia como nós podemos disponibilizar para o setor” | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O Brasília Tech Hub tem o objetivo de ocupar o Biotic por meio da concentração de empresas de tecnologia, centros de inovação e iniciativas que fomentem o ecossistema de inovação local. O nome do projeto, Antonio Fábio Ribeiro, remete ao ex-presidente do Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), um dos grandes entusiastas da criação de um parque tecnológico em Brasília, falecido em 2012.     Durante a solenidade, a governadora Celina Leão anunciou que o local será o grande centro de tecnologia e inovação da América Latina dentro de anos. “Não há outra cidade que tenha vocação, logística, água e energia como nós podemos disponibilizar para o setor”, declarou. O Brasília Tech Hub ocupará uma área de mais de 100 mil metros quadrados dentro do BIOTIC. O novo empreendimento terá a capacidade de abrigar 65 empresas de tecnologia e gerar mais de 13 mil empregos no setor, com investimento previsto de mais de R$ 1 bilhão da iniciativa privada na construção de centros de inovação, startups, edifícios corporativos e centros de pesquisa e desenvolvimento.  Ocupação qualificada “Quando olhamos para países como Israel, China e Estados Unidos, vemos essa estrutura como peça central, e tenho certeza de que Brasília consolida esse movimento com o Biotic e com o Brasília Tech Hub” Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAP-DF “Não tem nenhum estado fazendo aquilo que o Distrito Federal pode fazer na vanguarda da tecnologia e da inovação tecnológica”, enfatizou Celina Leão. “Esse parque aqui é um marco para nossa economia.” O empreendimento, que vai ocupar uma área superior a 100 mil metros quadrados dentro do Biotic, foi concebido para acelerar a ocupação qualificada do parque, conectando empresas, universidades, centros de pesquisa e poder público em um mesmo ecossistema de inovação. O lançamento também simboliza a concretização de um projeto aguardado há mais de duas décadas pelo setor produtivo de tecnologia da capital federal, que historicamente defendia a implantação de um ambiente estruturado para inovação no Distrito Federal. “Todo ecossistema de inovação consolidado no mundo tem um parque tecnológico como motor desse desenvolvimento”, pontuou o diretor-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), Leonardo Reisman. “Quando olhamos para países como Israel, China e Estados Unidos, vemos essa estrutura como peça central, e tenho certeza de que Brasília consolida esse movimento com o Biotic e com o Brasília Tech Hub.” Aquecimento da economia Gustavo Dias Henrique, presidente do Biotic: “Este será um ambiente de academia, de mentes, de desenvolvimento de pensamentos e de prática para buscar solução para vida das pessoas” “Aqui serão gerados empregos, serão geradas rendas e produtos que vão diversificar a nossa matriz econômica” Júlio César Reis, presidente da Terracap De acordo com o presidente da Terracap, Júlio César Reis, o Biotic — definido por ele como o “braço operacional e executivo” da Terracap na área de tecnologia — representa uma evolução importante para a economia do Distrito Federal. “Aqui serão gerados empregos, serão geradas rendas e produtos que vão diversificar a nossa matriz econômica”, reforça. “Isso faz parte de uma política da Terracap de diversificação de seus produtos, de separar aquilo que é diferente e de dar um maior retorno à sociedade.” Na mesma linha, o presidente do Biotic, Gustavo Dias Henrique, afirmou que o Brasília Tech Hub tem a capacidade de revolucionar o Distrito Federal: “As pessoas vão ver aqui um lugar com muitas mentes criativas, com muitos jovens com ideias revolucionárias e disruptivas. Este será um ambiente de academia, de mentes, de desenvolvimento de pensamentos e de prática para buscar solução para vida das pessoas”. Capacidade ampliada [LEIA_TAMBEM]Além da atração de startups e empresas consolidadas do setor, o Brasília Tech Hub foi desenhado para fomentar pesquisa aplicada, desenvolvimento de soluções tecnológicas e transferência de conhecimento para diferentes áreas da administração pública e da iniciativa privada, ampliando a capacidade de inovação local. De acordo com o presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino Lima, o Distrito Federal tem grandes oportunidades na área de tecnologia para serem aproveitadas não apenas com a iniciativa privada, mas também na prestação de serviços à população. “Temos a chance de endereçar assuntos na área de segurança pública, educação, saúde, com o uso de inteligência artificial, computação, big data e blockchain, ferramentas que ampliam a potencialidade no atendimento ao cidadão”, explicou. A expectativa é que o empreendimento auxilie na retenção de mão de obra qualificada no Distrito Federal, criando oportunidades para profissionais formados em universidades locais e reduzindo a evasão de talentos para outros centros tecnológicos do país. Fixação de talentos Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, o Distrito Federal conta com mão de obra qualificada na área de tecnologia, mas, às vezes, perde pessoal para a oferta de outros estados. Com o Brasília Tech Hub e com a consolidação de empresas na cidade, avalia, haverá uma transformação desse cenário. “É mais emprego, mais eficiência, mais tecnologia chegando e mais desenvolvimento econômico para o Distrito Federal” Clemilton Oliveira, secretário de Governança Digital e Integração “Em Brasília, temos grandes empresas, temos uma academia forte e uma base para realmente transformar a cidade em um novo Vale do Silício”, comentou, enquanto citava a transição tecnológica de alguns órgãos do governo e da importância do desenvolvimento e integração tecnológicos das pastas. O secretário de Governança Digital e Integração do Distrito Federal, Clemilton Oliveira, destacou o compromisso do governo com o desenvolvimento tecnológico do DF, começando pela criação de uma pasta específica para tratar do tema. “Este é um momento muito especial para o setor produtivo e para o Distrito Federal, que vai ter um parque tecnológico que realmente vai influenciar esse país”, comentou. “É mais emprego, mais eficiência, mais tecnologia chegando e mais desenvolvimento econômico para o Distrito Federal.”  

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Circuito da Agroindústria mostra como transformar a produção de frutas em renda o ano inteiro

A Emater-DF vai apresentar na AgroBrasília 2026, que começa na terça-feira (19), um modelo em tamanho real de agroindústria de pequeno porte voltado para o processamento de frutas, capaz de transformar excedentes e produtos com menor valor comercial em novas oportunidades de renda para agricultores familiares. Mãos à obra: visitantes da AgroBrasília poderão ver de perto como funciona uma pequena fábrica de produtos à base de frutas | Foto: Divulgação/Emater-DF O Circuito Tecnológico da Agroindústria mostrará, na prática, como estruturar uma pequena fábrica para produção de polpas, geleias, doces, frutas desidratadas e outros derivados, aumentando o valor agregado da produção e ampliando o tempo de comercialização das frutas. O modelo apresentado possui capacidade para processar aproximadamente 100 quilos de frutas por dia e foi planejado para atender pequenos e médios produtores, com estrutura adequada para até quatro manipuladores. A proposta contempla desde a organização dos espaços até o fluxo produtivo e as exigências sanitárias necessárias para comercialização segura dos alimentos. Produtividade “De uns anos para cá, a produção de frutas no DF tem aumentado cada vez mais, e [são] frutas de qualidade”, afirma o extensionista rural Paulo Álvares, responsável pelo circuito deste ano. “Além disso, temos a rota das frutas incentivando a implantação de novos pomares. Nos próximos anos, teremos uma alta produção de frutas in natura, e essas frutas precisam ser colocadas no mercado.” Ele explica que muitas frutas produzidas no Distrito Federal possuem alta perecibilidade, o que reduz o tempo de venda e impacta diretamente a renda do produtor: “É possível comercializar essas frutas in natura? Sim, mas, por serem sensíveis, elas perdem qualidade rapidamente. Com isso, a produção precisa ser vendida muito rápido, muitas vezes a preços baixos, reduzindo a possibilidade de ganho do produtor”. “O ideal é ter essa estrutura mínima de beneficiamento para aproveitar o alto valor agregado dessas frutas, aumentar o tempo de prateleira e utilizar aquilo que não tem valor comercial para produzir polpas, geleias, sucos e outros derivados” Paulo Álvares, extensionista rural da Emater-DF Espécies como açaí e mirtilo estão entre os exemplos de frutas que exigem maior cuidado no pós-colheita e que podem ter melhor aproveitamento quando destinadas ao beneficiamento. O modelo  O modelo apresentado no circuito é baseado nos princípios de organização espacial e fluxo produtivo limpo descritos no manual Agroindústrias Rurais, da Emater-DF. A estrutura prevê áreas específicas para recepção, lavagem, processamento, armazenamento e expedição dos produtos, reduzindo riscos de contaminação e garantindo segurança alimentar. A proposta também contempla boas práticas de fabricação, controle higiênico-sanitário e separação entre áreas frias e quentes de processamento, além de orientações sobre armazenamento, rotulagem e conservação dos alimentos. O modelo inclui soluções sustentáveis para destinação de resíduos orgânicos e tratamento de efluentes. “O ideal é ter essa estrutura mínima de beneficiamento para aproveitar o alto valor agregado dessas frutas, aumentar o tempo de prateleira e utilizar aquilo que não tem valor comercial para produzir polpas, geleias, sucos e outros derivados”, explica Paulo Álvares. [LEIA_TAMBEM]A intenção da Emater-DF é mostrar que a agroindustrialização não é uma realidade distante da agricultura familiar, mas uma estratégia viável para aumentar a renda, reduzir desperdícios e ampliar mercados quando há planejamento e assistência técnica. A Emater-DF disponibiliza gratuitamente o manual Modelos de agroindústrias rurais: produtos de origem vegetal. A publicação reúne orientações técnicas sobre estrutura física, fluxo produtivo, organização dos ambientes, equipamentos e boas práticas de fabricação para agroindústrias de pequeno porte voltadas à agricultura familiar. Acesse gratuitamente o Manual Modelos de Agroindústrias Rurais – Produtos de Origem Vegetal. AgroBrasília 2026 → Data: terça-feira (19) a sábado (23), das 9h às 17h → Local: Parque Tecnológico Ivaldo Cenci — BR-251, Km 5, Brasília-DF.   *Com informações da Emater-DF

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Celina Leão participa do 4º Congresso Realize, no Parque da Cidade

A governadora Celina Leão participou, nesta terça-feira (31), do 4º Congresso Realize, no Parque da Cidade, em agenda voltada à autonomia econômica das mulheres no Distrito Federal. Promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria da Mulher (SMDF), o encontro ocorreu no Estacionamento 12 e reuniu cerca de 600 participantes. A governadora Celina Leão interage com a atleta de futevôlei Lana Miranda, que proferiu palestra durante o encontro | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Com o tema “Do fazer com as mãos ao florescer como negócio”, o congresso teve palestras sobre gestão de negócios, precificação, marketing, posicionamento de marca e acesso a oportunidades, além de atendimentos gratuitos de beleza, feirinha de artesanato, espaço kids, coffee break e almoço.   Para Celina, é preciso mostrar que a mulher pode e deve ocupar espaços de poder. “Elas precisam ser respeitadas, valorizadas, amadas, cuidadas, e é isso que nós queremos fazer todos os dias pelas nossas mulheres”, afirmou. “Quando eu me sento na cadeira de governadora, cada uma de vocês se senta comigo, mostrando que nós estamos em todos os lugares e que sabemos fazer e fazer bem-feito”. O público é formado por mulheres atendidas nas unidades da SMDF, participantes do programa Realize e beneficiárias dos cursos oferecidos pela pasta. A proposta é transformar habilidades e talentos em oportunidades concretas de geração de renda, com foco no protagonismo feminino e na independência financeira. Qualificação e renda Giselle Ferreira, secretária da Muher, lembrou que o programa é uma política pública efetiva: “Fazemos esse acompanhamento o ano todo e, neste congresso, reunimos mulheres que passaram por capacitação e tiveram acesso à informação nos nossos equipamentos públicos” O Realize desenvolve habilidades socioemocionais e competências voltadas à vida profissional, com ênfase no empreendedorismo e na autonomia econômica. A iniciativa também oferece ferramentas de planejamento profissional e mantém acompanhamento psicossocial das alunas após o fim dos cursos. Segundo a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, o programa é uma política pública efetiva. “Fazemos esse acompanhamento o ano todo e, neste congresso, reunimos mulheres que passaram por capacitação e tiveram acesso à informação nos nossos equipamentos públicos”, enfatizou. A artesã Djanira da Silva participa do congresso desde a edição anterior: “Aqui a gente recebe orientação, aprende mais e vai se capacitando. É importante que outras mulheres também venham participar”   “A motivação para a criação do Realize foi perceber que muitas mulheres, inclusive com excelentes currículos e formações, ficavam paralisadas em suas vidas por fragilidades e dificuldades emocionais” Renata D'Aguiar, subsecretária de Promoção das Mulheres A subsecretária de Promoção das Mulheres, Renata D’Aguiar, ressaltou que o programa nasceu da necessidade de fortalecer emocionalmente as participantes: “A motivação para a criação do Realize foi perceber que muitas mulheres, inclusive com excelentes currículos e formações, ficavam paralisadas em suas vidas por fragilidades e dificuldades emocionais. O Realize nasceu para fortalecer emocionalmente as mulheres, sejam elas donas de casa, sejam empreendedoras,  sejam trabalhadoras”. O congresso integra a programação do Março Mais Mulher, calendário de ações promovido pelo GDF ao longo de março para ampliar o acesso das mulheres à qualificação, ao acolhimento e a oportunidades de geração de renda. Exemplo que vem do esporte O evento contou com a palestra da atleta de futevôlei Lana Miranda. Com dez títulos mundiais, ela levou ao congresso um relato sobre superação no esporte e defesa da autonomia feminina. [LEIA_TAMBEM]Ao compartilhar a própria trajetória em uma modalidade marcada pelo machismo, a atleta incentivou as participantes a acreditarem no próprio potencial e a persistirem na busca pelos próprios sonhos. “Ver um evento como esse, levando autonomia para as mulheres, é motivo de alegria”, declarou. “Quero transmitir a energia que o esporte me deu para que elas possam florescer e realizar os sonhos delas”. Entre as participantes do congresso, a artesã Djanira Maria da Silva falou sobre a importância do programa para mulheres que querem transformar habilidades manuais em fonte de renda. Participando do evento pela segunda vez, ela contou que trabalha com artesanato e crochê e vê no Realize uma oportunidade de aprender como apresentar e comercializar melhor os próprios produtos. “Faço artesanato, crochê e outras peças, e quero aprender como levar isso para o público”, explicou. “Aqui a gente recebe orientação, aprende mais e vai se capacitando. É importante que outras mulheres também venham participar. Muitas fazem crochê, manicure e outros trabalhos, e aqui podem aprender para crescer e expandir isso lá fora.”    

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Congresso Realize celebra o empreendedorismo feminino e fortalece a capacitação no DF

Começa nesta terça (31), no Parque da Cidade, a 4ª edição do Congresso Realize, espaço de inspiração, troca de experiências e, principalmente, de capacitação para mulheres que desejam empreender e alcançar autonomia financeira. Com o tema “Do fazer com as mãos ao florescer como negócio”, a iniciativa, promovida pela Secretaria da Mulher (SMDF), foca a importância de transformar talentos em oportunidades concretas de geração de renda. Programação terá palestras sobre empreendedorismo feminino como ponto central |  Foto: Divulgação/SMDF “Essa iniciativa traz autonomia econômica, aumenta a autoestima e oferece capacitação profissional”, avalia a governadora Celina Leão. “Essa é uma forma de combater desigualdades sociais e fomentar o empreendedorismo feminino.” “Quando oferecemos conhecimento e ferramentas, damos às mulheres condições de crescer com autonomia e segurança” Giselle Ferreira, secretária da Mulher A programação foi estruturada para oferecer, além de acolhimento, conteúdo prático e estratégico. As palestras sobre empreendedorismo feminino vão abordar temas como gestão de negócios, precificação, marketing, posicionamento de marca e acesso a oportunidades, contribuindo para que as participantes desenvolvam habilidades essenciais para estruturar e expandir seus empreendimentos. Estímulo ao empreenderismo Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, o investimento em capacitação é fundamental para promover mudanças reais. “Quando oferecemos conhecimento e ferramentas, damos às mulheres condições de crescer com autonomia e segurança”, aponta. “O Congresso Realize é um espaço que estimula esse desenvolvimento e fortalece o empreendedorismo feminino no Distrito Federal”. Além disso, o congresso cria um ambiente favorável para networking, troca de vivências e acesso a orientações que podem fazer a diferença na consolidação de pequenos negócios. A proposta é fortalecer mulheres que já empreendem, mas também incentivar aquelas que estão dando os primeiros passos, mostrando caminhos possíveis para transformar habilidades manuais em fontes de renda sustentáveis. Ao longo do dia, o público também poderá aproveitar atendimentos gratuitos de beleza, feirinha de artesanato, espaço kids, coffee break e almoço, garantindo uma experiência completa que une aprendizado, bem-estar e valorização do trabalho feminino. [LEIA_TAMBEM]O evento conta com o apoio do Sebrae, que atua no suporte às mulheres empreendedoras, oferecendo orientação e fortalecendo iniciativas que contribuem para a sustentabilidade e o crescimento dos pequenos negócios. “Capacitar é abrir portas”, reforça a subsecretária de Promoção das Mulheres, Renata D’Aguiar. “Muitas mulheres têm talento e vontade de empreender, mas precisam de orientação para transformar isso em um negócio estruturado. Esse evento cumpre esse papel ao oferecer conhecimento acessível e oportunidades reais.” 4ª edição do Congresso Realize ⇒ Data: terça-feira (31) ⇒ Horário: das 9h às 17h ⇒ Local: Parque da Cidade (Estacionamento 12, ao lado do Nicolândia). *Com informações da Secretaria da Mulher

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Painel discute relação entre assistência social e educação

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) participou, nesta quarta-feira (4), da 2ª edição do Fórum Movimente, evento promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Sebrae-DF) que incentiva o empreendedorismo feminino e reúne lideranças comprometidas com o fortalecimento da autonomia das mulheres. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, integrou o painel “Assistência social e educação como garantias de direitos”, ao lado da primeira-dama Mayara Noronha Rocha e da secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. O debate evidenciou o papel estratégico das políticas públicas na ampliação da autonomia financeira feminina e na consolidação de oportunidades concretas para a transformação social.  Hélvia Paranaguá: "Firmamos essa parceria para ampliar a formação de mulheres que desejam atuar na área de vestuário. Elas terão acesso à capacitação, apoio para compra de máquinas, linha de crédito e acompanhamento do Sebrae" | Foto: André Amendoeira/SEEDF Durante o evento, realizado no Royal Tulip Brasília Alvorada, foi assinado um protocolo de intenções com o Sebrae, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) para ampliar ações de qualificação profissional e geração de renda. A iniciativa fortalece o Cartão Uniforme Escolar, previsto na Lei nº 7.745/2025, que garante a compra de uniformes para estudantes da rede pública de ensino. “Firmamos essa parceria para ampliar a formação de mulheres que desejam atuar na área de vestuário. Elas terão acesso à capacitação, apoio para compra de máquinas, linha de crédito e acompanhamento do Sebrae. É uma união de esforços para garantir oportunidade e autonomia”, afirmou Hélvia. Celina Leão: "É uma alegria saber que há costureiras faturando quase R$ 2 mil por semana. Isso significa mais emprego e renda no Distrito Federal" A vice-governadora Celina Leão também participou da assinatura e destacou a evolução do setor produtivo no atendimento à rede pública. “No início, havia receio de que o setor não conseguisse atender a rede pública. Hoje vemos o setor de vestuário preparado. É uma alegria saber que há costureiras faturando quase R$ 2 mil por semana. Isso significa mais emprego e renda no Distrito Federal”, ressaltou. Assistência social e educação Durante o painel, Mayara Noronha Rocha reforçou que o empreendedorismo precisa caminhar junto com políticas de proteção social, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade. Segundo ela, medidas como transporte gratuito para registrar ocorrência, buscar apoio jurídico ou participar de cursos de capacitação têm ampliado a dignidade e a independência feminina. "É importante ver tantas mulheres empreendedoras aqui, mas também precisamos apoiar aquelas que vivem em situação de vulnerabilidade. Temos ações como passagem gratuita e cursos com bolsa para garantir autonomia financeira" Mayara Noronha Rocha, primeira-dama do DF “É importante ver tantas mulheres empreendedoras aqui, mas também precisamos apoiar aquelas que vivem em situação de vulnerabilidade. Temos ações como passagem gratuita e cursos com bolsa para garantir autonomia financeira”, afirmou. Na mesma linha, Ana Paula Marra destacou que falar em empreendedorismo exige, antes, assegurar condições mínimas de sobrevivência. “É impossível falar de empreendedorismo para quem não tem o que comer em casa. O Estado precisa garantir o mínimo para que essa mulher tenha a oportunidade de sonhar”, disse. Educação e oportunidades O evento contou com a participação da primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha, e da secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra Ao abordar a conexão entre educação e oportunidades, Hélvia Paranaguá defendeu maior presença feminina nos espaços de decisão e lembrou que políticas educacionais também são instrumentos de emancipação. “Precisamos abrir mais espaço para as mulheres nos lugares de poder. E é importante lembrar: creche é educação. É um direito da criança e da mãe, seja para trabalhar ou estudar”, apontou. A secretária apresentou ainda dados sobre o Cartão Creche no Distrito Federal, que disponibiliza atualmente 6.300 vagas, com cerca de 4 mil crianças já em processo de encaminhamento. [LEIA_TAMBEM]Alunas na ciência O evento também foi marcado pelo reconhecimento internacional de estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 111, no Recanto das Emas. A escola está entre as três finalistas de uma premiação global realizada nos Emirados Árabes Unidos com um projeto voltado para o reaproveitamento de água e o uso de energia solar. “Mais de 8 mil escolas no mundo participaram, e uma escola pública do Distrito Federal está entre as finalistas. Isso mostra que, quando a política pública chega e há gestores comprometidos, o resultado aparece”, afirmou a secretária Hélvia Paranaguá. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)  

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Feira criativa movimenta a economia local do Cruzeiro

Iniciativa que tem movimentado o Cruzeiro, o projeto Chega Mais Brechó, elaborado pela administração da cidade, promove nesta quinta (5) mais uma sessão da feira de roupas organizada por mulheres empreendedoras da região. A ação se desenvolve das 8h às 18h, entre a Quadra 8 do Cruzeiro Velho e a Quadra 411 do Cruzeiro.  Mulheres expõem produtos artesanais, gerando renda e movimentando o comércio local | Foto: Divulgação/Administração Regional do Cruzeiro  As participantes do projeto expõem seus produtos de forma individual. Ao identificar que muitas mulheres não contam com estrutura para trabalhar, a Administração Regional do Cruzeiro criou o projeto, que oferece espaço, tendas e segurança para o empreendedorismo.  Faz parte do projeto registrar as feirantes como microempreendedoras e ofertar cursos de capacitação em gestão, marketing, influenciador digital, truques do Canva e precificação, entre outros. Atualmente, 64 empreendedoras locais já podem utilizar seus diplomas para ajudar nas vendas. [LEIA_TAMBEM]“Por meio de capacitação, participação e feira solidária, o Chega Mais Brechó movimenta o comércio, valoriza histórias e constrói um futuro mais sustentável para nossa cidade”, resume o administrador regional do Cruzeiro, Gustavo Aires. Os artigos vendidos às quintas-feiras são diversos, como roupas, sapatos, bolsas, peças de artesanato e quitutes, tudo por um preço acessível. Tudo passa pelo olhar criterioso das feirantes, que fazem jus a um dos objetivos principais: movimentar a economia local, gerando empregos e renda. “Ter o apoio da administração valoriza o trabalho da mulher, e estar em movimento fortalece a saúde mental, trazendo o sentimento de capacidade e ajudando nossas famílias”, afirma Rosileia Carvalho dos Santos, empreendedora de moda sustentável e participante do projeto desde o início.   *Com informações da Administração do Cruzeiro  

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GDF libera quase R$ 5 milhões em microcrédito para fortalecer pequenos negócios

O Governo do Distrito Federal (GDF) liberou quase R$ 5 milhões em microcrédito no primeiro semestre de 2025 para apoiar e impulsionar pequenos negócios nas regiões administrativas. Os recursos, repassados por meio do programa Prospera, beneficiaram 178 empresários, principalmente da zona urbana, que concentrou R$ 4,1 milhões do total. Na área rural, 28 contratos somaram mais de R$ 637 mil em financiamento. O programa busca fomentar a geração de renda e o fortalecimento de micro e pequenos empreendimentos em todo o DF. O empresário Bruno Rodrigues, do ramo odontológico, conseguiu adquirir novos equipamentos e repor insumos com o apoio do Prospera | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Atualmente, o Prospera movimenta cerca de R$ 1 milhão por mês em novos contratos, com recursos que são continuamente reinvestidos a partir dos pagamentos feitos por empreendedores que já utilizaram o crédito. Para o segundo semestre, a meta é dobrar o volume já emprestado, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do DF (Sedet-DF), Thales Mendes. “Rodamos cerca de R$ 5 milhões nesses primeiros seis meses. Nossa expectativa é ultrapassar esse valor nos próximos meses. Isso é possível porque o Prospera também é alimentado por recursos do Pró DF [Programa de Apoio ao Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal]. Quando empresas não cumprem as metas de geração de empregos, podem compensar com pagamentos diretos ao fundo, o que reforça nosso capital”, explica. O programa permite a aquisição de investimentos com condições acessíveis: carência de até seis meses e parcelamento em até 36 vezes. “É o crédito mais barato disponível hoje no DF, mais barato inclusive que o oferecido por bancos”, destacou o secretário.  Ele ressaltou ainda que há grande demanda por crédito no DF e que a secretaria está pronta para atender. “Esse recurso gera emprego, renda e movimenta a economia, especialmente para os pequenos empresários que não têm como oferecer garantias tradicionais. E isso faz diferença no empreendedorismo da cidade”. Para a empresária Adriana Cruz, o crédito do Prospera foi fundamental para transformar um sonho em realidade. Há quatro anos, ela e as duas sócias, Kenya Rabelo e Gabriela Campos, estavam desempregadas e decidiram empreender na área da beleza. “Começamos com um pequeno espaço, com o desejo de crescer. Como não tínhamos capital, fomos atrás de alternativas, e foi aí que conheci o Prospera”, contou. “Eles monitoram tudo: os pagamentos, os investimentos. Se está tudo certo, a gente ainda ganha desconto ao final. Com isso, temos a chance de conquistar novos créditos”, afirma Adriana Cruz Após conhecer o programa, Adriana conversou com os agentes de crédito, apresentou a documentação e teve a proposta aprovada. Com o primeiro crédito, no valor de R$ 4 mil, conseguiu investir no espaço. Após quitar o empréstimo em dia, teve acesso a um segundo crédito, desta vez no valor de R$ 8 mil. “Usei parte do recurso para capital de giro e outra parte para investir na melhoria da estrutura do salão”, explicou. Segundo ela, o diferencial do Prospera vai além do financiamento. “Eles vieram até o estabelecimento, entenderam nossas necessidades, explicaram como usar o dinheiro e, depois, acompanharam tudo com base nas notas fiscais e no andamento do negócio. Isso cria uma relação de confiança”, lembra. Esse acompanhamento, afirma Adriana, foi o que permitiu o acesso a um segundo empréstimo, com valor maior. “Eles monitoram tudo: os pagamentos, os investimentos. Se está tudo certo, a gente ainda ganha desconto ao final. Com isso, temos a chance de conquistar novos créditos. Hoje temos um espaço bonito, aconchegante, em Ceilândia, e conseguimos fidelizar clientes. Quem entra aqui se surpreende com o ambiente. Isso aumentou nossa renda, trouxe dignidade e nos deu a chance de crescer com o próprio negócio”, finalizou. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, destaca um diferencial do Prospera: “É o crédito mais barato disponível hoje no DF, mais barato inclusive que o oferecido por bancos” No ramo odontológico, o empresário Bruno Rodrigues conta que o principal desafio enfrentado antes de conseguir o crédito do Prospera foi a crise provocada pela pandemia de covid-19. “Os recursos ficaram mais escassos, e o movimento caiu bastante por conta do receio das pessoas de irem até um consultório, com medo da contaminação”, relembra. Foi nesse contexto que ele soube do programa por indicação de um colega. “Isso ajudou muito porque o programa oferece dois tipos de recursos: um para investimento e outro para capital de giro”, explicou. [LEIA_TAMBEM]Segundo ele, uma das principais vantagens do Prospera é o juro diferenciado. “É muito mais baixo do que o praticado pelos bancos”, apontou. Com o crédito, Bruno conseguiu adquirir novos equipamentos e repor insumos importantes para o funcionamento da clínica. “Tinha momentos em que não havia recurso para comprar os produtos com mais saída. O capital de giro foi essencial. No lado do investimento, também consegui comprar materiais que precisava com urgência”. Para Bruno, o impacto do Prospera na vida profissional foi imediato: “Como implantodontista, às vezes aparecem pacientes que precisam de soluções rápidas. Antes, eu comprava os materiais conforme a demanda, mas com o crédito, consegui manter um pequeno estoque de implantes e acessórios. Isso me ajudou a não perder pacientes e dar respostas mais ágeis”. Ele utilizou o primeiro recurso em 2022 e o segundo entre o final de 2023 e o início de 2024. “A gente paga em parcelas tranquilas, com juros baixos, e ao final de cada contrato já é possível solicitar uma nova linha. Agora faltam quatro parcelas, e assim que terminar, pretendo pegar mais”, contabiliza. Como adquirir A solicitação do microcrédito começa nas agências do trabalhador. Atualmente, são 14 unidades fixas e outras duas itinerantes em fase de implantação. Nessas agências, o interessado passa por uma simulação inicial com um agente de crédito. A partir desse primeiro contato, inicia-se um diálogo para entender a finalidade do recurso, que pode ser utilizado na compra de equipamentos, contratação de funcionários ou melhorias no produto ou serviço oferecido. A solicitação do microcrédito deve ser feita em uma das unidades da Agência do Trabalhador | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Não basta apenas liberar o dinheiro. Se não houver acompanhamento, o crédito pode se transformar em um problema. Por isso, cada solicitação é tratada como um pequeno plano de negócio”, explicou o secretário Thales Mendes. “O Prospera é um programa de crédito assistido: a secretaria não apenas empresta o recurso, mas também acompanha a execução do projeto, seja de expansão, criação ou estruturação de um novo negócio.” Outro diferencial do programa é a possibilidade de ampliação do crédito de acordo com o desempenho do empreendedor. Quem paga em dia tem a chance de dobrar o valor captado em um próximo financiamento. “Funciona como um banco: se o cliente tem bom histórico, pode pegar mais. E isso é ótimo para nós, porque o pagamento das parcelas retorna para a secretaria, permitindo novos empréstimos”, destacou o titular da Sedet-DF.

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Segunda edição da campanha Fazer o Bem Tá na Moda beneficiará mais 200 mulheres em situação de vulnerabilidade

A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) lança, nesta terça-feira (17), a segunda edição da campanha Fazer o Bem Tá na Moda. A iniciativa une solidariedade, incentivo ao empreendedorismo feminino e geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Na primeira edição, 200 mulheres foram beneficiadas com doações que ajudaram a transformar suas realidades. Agora, nesta nova etapa, outras 200 mulheres serão contempladas. As mulheres receberão bolsas com produtos que poderão ser usados para uso próprio ou como start de um negócio | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus [LEIA_TAMBEM]A campanha mobiliza 200 mulheres com independência financeira, que receberão, durante o evento desta terça, a bolsa personalizada da campanha. A missão delas será preenchê-la com roupas, sapatos e acessórios em ótimo estado. As bolsas devem ser entregues até o dia 30 de junho. Cada bolsa será destinada a uma das 200 mulheres atendidas pelo instituto Inclusão de Desenvolvimento e Promoção Social, entidade da sociedade civil parceira da campanha. As beneficiadas poderão dar um novo destino aos itens recebidos — seja o uso próprio, seja o ponto de partida para geração de renda e criação do próprio negócio. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania

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Produtores do DF conhecem modelo de propriedade leiteira sustentável durante AgroBrasília 2025

Governo do Distrito Federal · PRODUTORES DO DF CONHECEM MODELO DE PROPRIEDADE LEITEIRA SUSTENTÁVEL DURANTE AGROBRASÍLIA 2025 Como parte da programação da AgroBrasília 2025, o Governo do Distrito Federal (GDF) promoveu, nesta sexta-feira (23), uma visita guiada com produtores de leite e queijo que integram a Rota do Queijo Artesanal do DF. Focada em práticas sustentáveis e eficientes na pecuária leiteira, a ação foi conduzida pela Emater-DF com o objetivo de apresentar as principais características de uma propriedade leiteira ambientalmente responsável. Durante a visita técnica à AgroBrasília 2025, os queijos produzidos no DF foram o grande destaque | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília  Segundo o governador Ibaneis Rocha, a AgroBrasília tem se consolidado como vitrine para a produção agrícola do DF. “Diversas cadeias produtivas vêm se destacando ao longo dos anos”, apontou. “Temos a cadeia do vinho, que já alcança reconhecimento internacional, e agora estamos incentivando com força a cadeia do queijo, além de várias frutas que estão sendo introduzidas com sucesso na região”.  Cleison Duval, presidente da Emater-DF: “Estamos trabalhando com a missão de transformar o Distrito Federal em um grande polo da agroindústria e da agropecuária do país” O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ressaltou que a produção de queijos no Distrito Federal está em plena expansão e disse que a empresa garante assistência técnica completa aos produtores rurais, acompanhando todas as etapas do processo produtivo. “No espaço da bovinocultura, mostramos a alimentação adequada que os animais devem receber, com as melhores variedades de capim e as práticas corretas de manejo alimentar —  para búfalas, cabras ou vacas. Acompanhamos a produção do leite desde o início, inclusive, do melhoramento genético das raças, até o incentivo à fabricação de queijos”. Na avaliação de Duval, o investimento nesse setor representa turismo, geração de renda e emprego para o DF: “Estamos trabalhando com a missão de transformar o Distrito Federal em um grande polo da agroindústria e da agropecuária do país. É uma atividade produtiva ambientalmente sustentável, correta e dentro da legislação”. Ele lembrou que a Emater-DF atua em três frentes: econômica, social e ambiental. Participaram da visita técnica oito produtores de laticínios e criadores de cabras e ovelhas, representando Queijaria Rancharia, Sítio Vale das Cabras, Cabríssima, Queijaria Walkyria, Ateliê do Queijo, Malunga, Kero Mais e Ercoara. Assistência para os queijeiros A produtora de queijo artesanal Giovana Navarro também aposta no potencial do DF: “Muita gente vai se surpreender com a qualidade dos queijos produzidos aqui” Incentivo e apoio são as principais características que a produtora de queijo artesanal Giovana Navarro, 69 anos, observa em relação à parceria com a Emater. “Contamos com técnicos em diversas áreas — todos muito competentes e solícitos”, relata. “Sempre que precisamos, eles estão presentes. Essa parceria tem sido fundamental para o nosso sucesso”.  A produtora também integra o grupo de trabalho criado em janeiro deste ano por diferentes órgãos e secretarias do GDF para fomentar o setor queijeiro na região. Defensora da criação do circuito do queijo, ela vê potencial da capital federal para se destacar nacional e internacionalmente: “Acredito que esse setor ainda vai florescer mais. Brasília pode entrar no mapa dos roteiros gastronômicos, e muita gente vai se surpreender com a qualidade dos queijos produzidos aqui”. Maurício Bittencourt tem assistência da Emater-DF na produção de queijos: “São parceiros essenciais para quem, como nós, busca inovar sem perder as raízes” Vindo de uma família tradicional na produção de leite, com raízes no estado do Rio de Janeiro e descendência suíça, o produtor de queijo artesanal Mauricio Bittencourt, 66, hoje comanda, com a esposa Rosylana, uma pequena propriedade de dois hectares em Luziânia, com o apoio da Emater-DF. “É um verdadeiro vestibular da produção, e a Emater tem sido fundamental nesse processo”, pontuou. “Eles nos ajudaram desde o financiamento até a otimização da produção. São parceiros essenciais para quem, como nós, busca inovar sem perder as raízes”. De acordo com Bittencourt, a especialização foi essencial para alavancar a produção: “Começamos a buscar formas de agregar valor ao nosso produto. Em 2016, fizemos diversos cursos, inclusive no Rio de Janeiro, e iniciamos a produção de queijos finos — parmesão, camembert, brie… queijos diferenciados, que hoje são o nosso carro-chefe”. Um outro diferencial  surgiu ainda em 2003, contou: “Nosso filho mais novo desenvolveu uma intolerância severa à proteína do leite, e, a partir daí, passamos a selecionar todo o rebanho para produzir exclusivamente leite A2A2, que é mais digestível. Hoje, somos um dos poucos produtores no Brasil a fabricar queijos com esse tipo de leite”.    

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