Brasília lança primeira rota turística com ônibus movido a hidrogênio verde no país
O Governo do Distrito Federal (GDF) e a Neoenergia deram mais um passo rumo à transição energética em Brasília. Isso porque a capital federal passa a contar agora com a primeira rota turística do país operada por um ônibus 100% movido a hidrogênio verde. A chamada Rota Monumental une mobilidade sustentável e turismo cívico, com um veículo de emissão zero que percorre os principais pontos da capital. A iniciativa foi apresentada nesta quarta-feira (25), durante agenda do governador Ibaneis Rocha com o CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, no Palácio do Buriti. O projeto é fruto de uma parceria entre o GDF, a Neoenergia e a TVEX, e marca um avanço na adoção de tecnologias limpas no transporte público. O governador Ibaneis Rocha ressaltou a importância da parceria e o avanço na agenda ambiental do Distrito Federal. “A Neoenergia implantou uma planta de hidrogênio verde em Taguatinga e agora traz o primeiro ônibus movido a hidrogênio do Distrito Federal, que passa a atender a população e os visitantes na rota turística. Com um trabalho desse, a gente caminha cada vez mais no sentido da descarbonização. Esse é o futuro da energia para o Brasil e para o mundo”, disse o chefe do Executivo. O ônibus é abastecido por hidrogênio verde produzido a partir de uma planta instalada em Taguatinga, a primeira do tipo voltada à mobilidade urbana no Brasil. O combustível é gerado a partir de água e energia limpa, permitindo que o veículo opere sem emissão de gases poluentes. A iniciativa foi apresentada nesta quarta-feira (25), durante agenda do governador Ibaneis Rocha com o CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, no Palácio do Buriti | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Além de inovador do ponto de vista ambiental, o projeto também fortalece o turismo na capital. A Rota Monumental funcionará como um city tour gratuito, passando por alguns dos principais cartões-postais de Brasília. O CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, reforçou o caráter pioneiro da iniciativa e o potencial de expansão da tecnologia. “É a primeira planta de hidrogênio verde para mobilidade urbana no Brasil. O objetivo é mostrar que, utilizando água, se consegue movimentar um ônibus com emissão zero, totalmente sustentável. É um piloto desenvolvido no Distrito Federal, que já funciona em outros países. Este caminho é interessante para núcleos urbanos e espero que seja um exemplo para que se possa escalar muitas cidades do país”, afirmou. Para ele, o Distrito Federal serve de vitrine para o projeto. “Escolhemos o DF para amplificar esse projeto piloto e para que as pessoas vejam os ônibus circulando na capital da República”, destacou. Tecnologia e experiência Durante o lançamento, será possível conhecer de perto o funcionamento do veículo e o roteiro turístico. A programação inclui ainda visita ao primeiro posto de abastecimento veicular a hidrogênio verde do Brasil, também localizado em Taguatinga, onde será apresentado todo o processo de produção e uso da tecnologia. O secretário-executivo de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal, Alex Carreiro, destacou o caráter inovador da iniciativa para o sistema de transporte. “Esse é um marco para a mobilidade no Distrito Federal. Brasília, que já nasceu com uma visão futurista, agora incorpora ao roteiro turístico um ônibus com o que há de mais moderno, menos poluente e mais eficiente. É uma experiência tanto para a população quanto para quem visita a cidade, e que pode servir de modelo para outras capitais.” Para o secretário-executivo de Turismo do Distrito Federal, Bernardo Carvalho Antunes, o impacto da iniciativa se dá pelo posicionamento da capital no cenário internacional. O hidrogênio verde é um tipo de hidrogênio produzido sem emissão de carbono | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Essa é uma iniciativa excelente, que coloca Brasília entre os principais polos turísticos do mundo, aliando tecnologia e sustentabilidade. Isso fortalece o nosso posicionamento como destino inteligente e deve trazer muitos benefícios para a cidade, inclusive no turismo de eventos, permitindo que visitantes conheçam Brasília por outro ângulo.” Rota A partir do próximo sábado (28), o city tour vai receber turistas e brasilienses interessados em conhecer os principais pontos da capital federal. Com duração de cerca de 1h30, a rota tem como ponto de partida a Torre da TV. O ônibus vai passar, em seguida, pelo Estádio Nacional, Palácio do Buriti, Catedral Rainha da Paz, Memorial JK, Praça do Cruzeiro, Memorial dos Povos Indígenas, Parque da Cidade, Planetário, Complexo Cultural da República, Catedral Metropolitana, Palácio do Itamaraty, Congresso Nacional, Palácio do Planalto, Esplanada dos Ministérios e Teatro Nacional. Sustentabilidade O hidrogênio verde é um tipo de hidrogênio produzido sem emissão de carbono. Ele é obtido por meio da eletrólise da água — um processo que separa o hidrogênio do oxigênio usando eletricidade proveniente de fontes renováveis, como hidrelétrica, eólica ou solar. Por ser limpo desde a geração até o uso, o hidrogênio verde se torna uma alternativa para setores de difícil eletrificação com as tecnologias atuais. O projeto utilizará combustível produzido em planta piloto localizada em Taguatinga, construída com investimento de R$ 30 milhões da Neoenergia com recursos do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). * Colaboraram Karol Ribeiro, Jak Spies e Carlos Eduardo Bafutto
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Pesquisa da UnB apoiada pela FAPDF torna produção de hidrogênio verde mais próxima à realidade
Transformar água em combustível limpo pode parecer algo distante do cotidiano, mas é exatamente isso que um projeto desenvolvido no Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB) está tornando cada vez mais viável. Coordenada pelo professor Jorlandio F. Felix, doutor em física, bolsista de produtividade do CNPq e docente associado da UnB, a pesquisa produz e caracteriza filmes finos (camadas extremamente finas) baseados em materiais de Van der Waals (forças fracas) para aplicação como catalisadores na geração de hidrogênio e também em dispositivos eletrônicos. O projeto foi contemplado pelo edital Demanda Espontânea (2022), da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), com investimento de R$ 179 mil. Esse edital faz parte do Programa de Pesquisa Básica da FAPDF, direcionado a projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação que buscam validar hipóteses, desenvolver conceitos e consolidar bases experimentais, posicionando-se, assim, na esteira de níveis iniciais de maturidade tecnológica. Versão aprimorada do sistema AME, equipada com módulo de controle remoto | Fotos: Divulgação/FAPDF O apoio da FAPDF foi decisivo para estruturar toda a cadeia de pesquisa, desde a adaptação de equipamentos até a aquisição de materiais de alta pureza e a implementação de instrumentação especializada. Além dos resultados científicos, o projeto gera impactos estruturantes: formação de estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado; fortalecimento da infraestrutura científica da UnB; consolidação do DF como polo em nanotecnologia e hidrogênio verde; e potencial criação de um novo setor industrial voltado à produção de dispositivos energéticos de alto desempenho. Para o professor Jorlandio, “essa tecnologia não representa apenas um avanço científico; ela demonstra que é possível produzir energia limpa com menor custo e menor impacto ambiental, criando oportunidades econômicas e formando profissionais altamente qualificados no Distrito Federal”. O diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, destaca: “Apoiar projetos como esse significa investir em soberania tecnológica e em soluções concretas para os desafios da transição energética. Quando fomentamos pesquisas que unem ciência de ponta, sustentabilidade e potencial de aplicação industrial, estamos preparando o Distrito Federal para liderar a nova economia da energia limpa”. Do laboratório ao hidrogênio verde Raios gama atingindo o material bidimensional e criando vacâncias de enxofre O hidrogênio é considerado um dos pilares da transição energética porque pode substituir combustíveis fósseis em setores onde a eletrificação direta é mais difícil, como na indústria pesada e no transporte de cargas. Ele pode ser utilizado como combustível para ônibus, caminhões e trens, gerando apenas vapor d’água como resíduo; em processos industriais que exigem altas temperaturas, como a produção de aço; e como forma de armazenar energia solar e eólica, funcionando como uma espécie de “bateria química” de grande escala. Quando produzido a partir da eletrólise da água usando energia renovável — como solar ou eólica —, ele é chamado de hidrogênio verde, pois não gera emissões de carbono no processo. Sistema de deposição de filmes finos AME (do inglês, Automatic Mechanic Exfoliation), versão original protegida pela patente BR1020240157060 Para produzir esse hidrogênio, é necessário quebrar a molécula da água (H₂O) usando eletricidade. Essa reação, chamada eletrólise, só ocorre com eficiência quando há um catalisador — material que acelera a reação e reduz o gasto energético. Hoje, o catalisador mais eficiente é a platina, um metal raro e caro. É nesse cenário que a pesquisa da UnB apresenta uma alternativa promissora. O grupo trabalha com filmes finos produzidos a partir de materiais bidimensionais (2D). Filmes finos são camadas extremamente finas de material aplicadas sobre uma superfície. Elas podem ser milhares de vezes mais finas que um fio de cabelo e, mesmo quase invisíveis, conseguem conduzir eletricidade ou acelerar reações químicas. Filmes semelhantes já estão presentes no cotidiano — por exemplo, nas telas de celulares sensíveis ao toque, em espelhos e até em alguns tipos de painéis solares. “Ao utilizar materiais bidimensionais, trocamos um material escasso e caríssimo por componentes muito mais abundantes e baratos. Isso torna a tecnologia de energia limpa viável para ser instalada em larga escala, baixando o preço final da energia” Jorlandio F. Felix, professor e doutor em física Entre os materiais utilizados estão os chamados dicalcogenetos de metais de transição (TMDCs), como o dissulfeto de molibdênio (MoS₂) e o dissulfeto de tungstênio (WS₂). O MoS₂ já é utilizado há décadas como lubrificante industrial, reduzindo o atrito entre peças metálicas graças à estrutura em camadas. Na pesquisa da UnB, porém, esses mesmos materiais são aplicados em escala nanométrica — quase atômica — para acelerar reações químicas e produzir hidrogênio verde. “Ao utilizar materiais bidimensionais, trocamos um material escasso e caríssimo por componentes muito mais abundantes e baratos. Isso torna a tecnologia de energia limpa viável para ser instalada em larga escala, baixando o preço final da energia”, explica o professor Jorlandio. Automação e inovação Um dos grandes diferenciais do projeto é o desenvolvimento da técnica chamada Esfoliação Mecânica Automática (AME). De forma simplificada, trata-se de um sistema automatizado que deposita materiais bidimensionais, como MoS₂ e WS₂, sobre uma superfície com controle preciso de pressão e movimento. Esses materiais começam como um pó escuro comum, mas têm uma estrutura formada por camadas muito finas, unidas por forças fracas chamadas forças de van der Waals. Quando pressionadas contra uma superfície, essas camadas se desprendem e formam o filme fino. O sistema funciona como uma “caneta” de alta precisão, guiada por motores que controlam o movimento em diferentes direções e a força aplicada, garantindo uniformidade e padronização. [LEIA_TAMBEM]Essa automação resolve um dos principais desafios da nanotecnologia: a reprodutibilidade, ou seja, assegurar que o material seja produzido sempre com a mesma qualidade. “Na ciência, de nada adianta descobrir um material incrível se não conseguimos fabricá-lo sempre com a mesma qualidade. O sistema AME garante padronização e abre caminho para levar a tecnologia da bancada para a indústria”, afirma o coordenador. O mecanismo foi patenteado sob o número BR1020240157060, consolidando o avanço tecnológico desenvolvido no Distrito Federal. *Com informações da FAPDF
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Governador Ibaneis Rocha exalta democratização do transporte público e investimentos em mobilidade urbana no DF
Agência Brasília · GOVERNADOR IBANEIS ROCHA EXALTA DEMOCRATIZAÇÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO E INVESTIMENTOS EM MOBILIDADE O governador Ibaneis Rocha participou, na noite desta terça-feira (27), da apresentação da nova diretoria da Associação Nacional de Empresas de Transporte Urbano (NTU), em evento no Setor de Clubes Esportivos Sul. Na cerimônia, o chefe do Executivo exaltou a democratização do transporte público e os investimentos feitos na mobilidade urbana do Distrito Federal. O governador Ibaneis Rocha (à direita) compareceu, na noite desta terça (27), à posse da nova diretoria da NTU, que tem Edmundo Pinheiro (centro) como presidente do Conselho Diretor | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Brasília tem se mostrado um grande exemplo do transporte público democrático, a gente aqui tem transporte público gratuito para estudantes, para pessoas com deficiência e agora também o Vai de Graça, que as pessoas podem utilizar o sistema de transporte público, tanto de ônibus quanto do metrô, gratuitamente aos domingos e aos feriados, democratizando todos os espaços da cidade”, elencou o governador. “Isso tem um custo para o Estado, sem dúvida nenhuma, mas o que mais importa é a qualidade. E nós temos hoje, graças ao trabalho do Distrito Federal, do governo com as empresas, a maior frota de ônibus novos do Brasil. Temos a melhor frota atendendo, vamos modernizar, acho que temos muito a avançar nessa questão do transporte público, mas Brasília hoje está na vanguarda e a gente espera que isso continue”, acrescentou. O Governo do Distrito Federal (GDF) tem investido na renovação da frota de ônibus, no retorno dos zebrinhas e na expansão do metrô, entre outras ações, junto a obras que facilitam o trânsito de todos, como rodoviárias, passarelas e viadutos. Além da gratuidade aos domingos e feriados, a capital federal também teve as tarifas do transporte público congeladas em 2020 — e seguirão assim até o fim de 2026. "Brasília tem dado um exemplo importante pelo fato de ter uma política tarifária em que o subsídio garante a remuneração das empresas, ao mesmo tempo que possibilita uma tarifa módica", destacou o diretor executivo da NTU, Francisco Christovam No campo da mobilidade, o Distrito Federal caminha para ter uma frota de 90 ônibus elétricos, mais silenciosos e menos poluentes. O incentivo ao uso de veículos elétricos e híbridos também inclui isenção de IPVA e a instalação de 130 eletropostos em locais estratégicos da capital. Outra frente importante é a parceria entre o GDF e a Neoenergia para implantação de um posto de abastecimento de Hidrogênio Verde, consolidando Brasília como polo emergente em soluções energéticas sustentáveis. Diretoria A nova diretoria da NTU foi eleita para o biênio 2025/2027. O Conselho Diretor tem Edmundo Pinheiro como presidente e Mauro Artur Herszwicz como vice. Francisco Christovam e Marcos Bicalho, atuais diretor executivo (CEO) e diretor de gestão, respectivamente, foram reconduzidos aos cargos. Já o posto de diretor técnico será ocupado por Matteus Freitas, antes coordenador do Núcleo de Transporte da NTU. [LEIA_TAMBEM]“É um momento importante que o nosso setor passa. O transporte público, desde a pandemia, perdeu participação para o transporte individual e a gente viu reflexos disso nas cidades, com o trânsito cada vez mais complicado exatamente porque mais pessoas migraram para o carro. E Brasília é um exemplo para o Brasil, de como isso pode mudar. Brasília é a única cidade no Brasil em que a demanda de passageiros hoje é maior do que era antes da pandemia. Temos aqui hoje a frota mais nova, graças a uma política pública de promoção, de incentivo, de valorização do transporte público coletivo, e é isso que a gente quer levar para todo o Brasil”, ressaltou Edmundo Pinheiro. Fundada em 1987, a NTU é uma entidade de classe nacional, cujo objetivo é representar as operadoras de ônibus urbanos e metropolitanos junto ao poder público e à sociedade civil. “Eu costumo dizer que o transporte é o serviço público que viabiliza os demais serviços públicos. Sem o transporte, o doente não chega ao hospital, o estudante não chega à escola, o trabalhador não chega ao serviço e a própria população não pode usufruir do lazer, por exemplo, que a cidade oferece nos finais de semana. Então, o nosso serviço é um serviço essencial, ele é estratégico, não só porque está escrito na Constituição, mas porque, de fato, é um serviço que a população mais se identifica quando precisa realizar o seu deslocamento”, enfatizou Francisco Christovam. “E Brasília tem dado um exemplo importante pelo fato de ter uma política tarifária em que o subsídio garante a remuneração das empresas, ao mesmo tempo que possibilita uma tarifa módica. Quer dizer, a população paga um valor menor do que o valor do custo do serviço e isso é muito significativo”, arrematou o CEO.
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Neoenergia anuncia reforço de investimentos na rede elétrica do DF em reunião com Ibaneis Rocha
A Neoenergia apresentou ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, na terça-feira (8), a previsão de investimentos na casa de R$ 1,3 bilhão em expansão, modernização e infraestrutura da rede elétrica do Distrito Federal até 2029. Durante a reunião, realizada no Palácio do Buriti, a companhia fez um balanço dos avanços obtidos após o aporte de mais de R$ 1 bilhão desde que assumiu a distribuição de energia na capital, em março de 2021. Esse valor investido em quatro anos representa o equivalente a 15 anos de investimentos feitos pela CEB anteriormente. Participaram da reunião o presidente da CEB IPes,Edison Garcia; o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo; o diretor-presidente da Neoenergia Brasília, Frederico Candian; o governador Ibaneis Rocha; a superintendente de Relações Institucionais e Governamentais da Neoenergia, Juliana Pimentel; o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Neoenergia, João Paulo Baptista Rodrigues; e a vice-presidente de Regulação, Institucional e Sustentabilidade da Neoenergia, Solange Ribeiro | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Com todos os investimentos na área de concessão, após assumir o controle acionário, foi registrada redução de 45% na quantidade de interrupções da energia e 43% na redução do tempo das interrupções, em comparação ao mesmo período. Isso mostra que a redução do indicador conhecido como DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) posicionou o DF como a capital que possui o restabelecimento de energia mais rápido do país. Todos os indicadores são públicos, apurados e auditados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e estão disponíveis no site da agência reguladora. Setor produtivo Com relação ao atendimento aos clientes, a Neoenergia tem investido em executivos dedicados exclusivamente ao suporte individualizado e personalizado ao setor produtivo e ao poder público, reduzindo as reclamações e melhorando a satisfação. A distribuidora vai aumentar em mais de 50% a força de trabalho para a execução de obras com o objetivo de atender o crescimento e desenvolvimento do DF. Programa Energia Cidadã A pauta de regularização de clientes é uma das prioridades da Neoenergia Brasília. Por meio do programa Energia Cidadã – alinhado ao programa Energia Legal do GDF, a Neoenergia regularizou a energia para mais de 40 mil famílias, levando desenvolvimento econômico, social e mais dignidade para essa parcela da população. Até 2029, a previsão da distribuidora é ter regularizado mais de 82 mil famílias em todo o Distrito Federal. Para isso será necessário um investimento de aproximadamente R$ 150 milhões. Desenvolvimento sustentável Promover o desenvolvimento social, cultural e ambiental no Distrito Federal é um dos compromissos da Neoenergia Brasília. Por meio do Instituto Neoenergia, a distribuidora investiu, nos últimos três anos, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC/DF), R$ 9,43 milhões em 33 projetos voltados para a inclusão social de crianças, de jovens e de mulheres em vulnerabilidade social, além da valorização da cultura local. Só no ano passado, por exemplo, foram quase R$ 4 milhões investidos em projetos de cultura e esporte. H2V Protagonista da transição energética no Brasil, a Neoenergia segue investindo cerca de R$ 38 milhões, do programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na instalação pioneira de uma usina de hidrogênio verde, em Brasília, que funcionará como posto de abastecimento para veículos. O projeto pioneiro tem previsão para ser inaugurado no segundo semestre deste ano. *Com informações da Neoenergia
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Concessionária de automóveis vai investir R$ 45 milhões no DF em 2025
O grupo de concessionária de automóveis Primavia vai investir R$ 45 milhões e abrir cinco novas operações no Distrito Federal em 2025. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (7) pelo presidente do grupo, José Carlos Dourado, que convidou o governador Ibaneis Rocha para o lançamento das montadoras chinesas Omoda & Jaecoo, do grupo Chery, em Brasília. “A vinda dessas montadoras chinesas, com a aposta nos veículos elétricos, vai ao encontro da nossa aposta na sustentabilidade”, afirmou o governador Ibaneis Rocha, ao lado do presidente do grupo Primavia, José Carlos Dourado | Foto: Renato Alves/Agência Brasília A infraestrutura e as condições da capital para carros elétricos motivou o grupo Primavia a apostar ainda mais na região. O GDF incentiva o uso de veículos elétricos e híbridos, oferecendo isenção de IPVA para os proprietários desses automóveis, além de já disponibilizar 130 pontos de recarga (eletropostos) em pontos estratégicos da capital. O governo também firmou acordo com a Neoenergia para a instalação de um posto de abastecimento de hidrogênio verde em Brasília, ampliando as opções de soluções sustentáveis. “Esse é um setor que investe muito na nossa cidade e gera muitos empregos, que colabora muito para a economia. A vinda dessas montadoras chinesas, com a aposta nos veículos elétricos, vai ao encontro da nossa aposta na sustentabilidade. Temos o objetivo de tornar Brasília a capital da sustentabilidade”, destacou o governador Ibaneis Rocha. A Omoda & Jaecoo vai iniciar as operações em todo o país a partir de 15 de abril. No DF, a Primavia vai representá-los com três lojas. “Aqui em Brasília nós empregamos em torno de 220 colaboradores. E temos um investimento previsto para 2025 no Distrito Federal de R$ 45 milhões”, afirma o presidente da Primavia, José Carlos Dourado, que se mostra otimista com as condições ofertadas na capital para o setor. “A isenção do IPVA colabora para Brasília ser a capital dos veículos eletrificados. É um investimento que traz retorno de médio e longo prazo, mas com a infraestrutura que Brasília possui, tantos pontos de recarga em órgãos públicos e a facilidade dentro de novos bairros já nascerem com potencial de eletrificação, a gente acredita que esse conjunto faz com que Brasília se destaque nesse cenário nacional”, disse José Carlos Dourado.
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Em Zurique, governador do DF reforça compromisso com a transição energética e uso de energia limpa em prédios públicos
O governador Ibaneis Rocha afirmou, durante o evento Brazil Economic Forum – Zurich 2025, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) em Zurique, na Suíça, que pretende instalar sistemas de energia solar em 80% dos prédios públicos e que dez escolas públicas terão sua energia fornecida por painéis solares. Em seu discurso, ele reforçou o compromisso com a transição energética e a busca por fontes renováveis de energia. Durante o encontro, o governador reforçou a importância das políticas ambientais: “Estamos vendo efeitos climáticos graves em várias partes do mundo. O Brasil tem sofrido as consequências dessas mudanças e precisa agir, inclusive no campo da descarbonização” | Foto: Divulgação/Lide O chefe do Executivo local falou sobre a importância do encontro em um momento global de discussões sobre mudanças climáticas e sustentabilidade e analisou o cenário internacional, destacando o papel crucial da transição energética, especialmente diante das recentes mudanças políticas e climáticas no mundo. “Estamos vendo efeitos climáticos graves em várias partes do mundo, como as chuvas excessivas no Rio Grande do Sul e as secas no Mato Grosso e na região da Amazônia”, apontou. “O Brasil tem sofrido as consequências dessas mudanças e precisa agir, inclusive no campo da descarbonização.” Iniciativas no DF No Distrito Federal, diversas ações estão sendo implementadas no caminho da sustentabilidade. Em 2021, foi sancionada a lei distrital nº 6.891, a Lei de Renováveis, para posicionar o DF como líder na adoção de fontes renováveis de energia. “Acho que o Brasil já é uma das maiores potências verdes. Nós temos 85% da energia produzida do Brasil a partir de energia limpa” Governador Ibaneis Rocha Outras medidas incluem o projeto CITinova, uma parceria com a ONU que visa a promover a energia solar e boas práticas ambientais nas bacias do Rio Descoberto e do Paranoá. A substituição das luminárias de vapor de sódio por luminárias de LED reduzirá o consumo de energia e as emissões de CO², com a missão de trocar todo o parque de iluminação do DF nos próximos anos. No campo da mobilidade, destaca-se a implementação de uma frota de 90 ônibus elétricos até junho de 2025 – uma opção mais silenciosa, climatizada, mais confortável, segura e, claro, eficaz para reduzir a emissão de poluentes. Além disso, o GDF incentiva o uso de veículos elétricos e híbridos, com isenção de IPVA, e já conta com 130 pontos de recarga (eletropostos) em locais estratégicos. Energia limpa Outro ponto relevante é a modernização da Companhia de Saneamento do Distrito Federal (Caesb), que agora inclui a geração de energia elétrica como parte de suas atividades. Com um financiamento de R$ 312 milhões do banco alemão KFW, a empresa investirá não só em saneamento, mas também na produção de energia limpa a partir do biogás. O GDF e a Neoenergia também acordaram a instalação de um posto de abastecimento de hidrogênio verde em Brasília, adotando mais uma opção de solução sustentável. O governador concluiu sua participação no evento em Zurique destacando que a COP30, que será realizada no Brasil neste ano, será um marco importante para o país e para a conscientização global sobre o papel do Brasil na redução das emissões de carbono. “Acho que o Brasil já é uma das maiores potências verdes”, concluiu Ibaneis Rocha. “Nós temos 85% da energia produzida do Brasil a partir de energia limpa. Nós temos o segundo maior potencial hidrelétrico do mundo, só perdendo para a China. Essa posição nossa é de destaque e precisa ser mais valorizada pelo restante do mundo. A COP 30 será um momento muito importante para mostrar todo esse nosso potencial. Tenho certeza de que nós vamos nos consolidar cada vez mais o Brasil e cada um dos seus estados com uma maior contribuição para a diminuição da emissão de carbono no mundo.” *Colaboraram Thaís Umbelino e Mayara da Paz
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GDF e Neoenergia assinam acordo para instalação de posto de abastecimento com hidrogênio verde
O Governo do Distrito Federal (GDF) e a Neoenergia assinaram, nessa quarta-feira (21), um acordo para a instalação de uma usina de hidrogênio verde (H2 verde) que funcionará como posto de abastecimento para veículos movidos a hidrogênio. O projeto é pioneiro e prevê o investimento de aproximadamente R$ 30 milhões por parte da empresa de energia elétrica, sem qualquer repasse do governo. Durante a assinatura do memorando, o governador Ibaneis Rocha lembrou que o acordo é importante para a construção de um futuro sustentável | Foto: Renato Alves/Agência Brasília “Iniciativas que trabalham a redução de emissões de gases de efeito estufa são bem-vindas” Governador Ibaneis Rocha Os recursos são referentes ao Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O memorando foi assinado pelo governador Ibaneis Rocha e pelos gestores da Neoenergia, durante reunião no Palácio do Buriti. A previsão é que o posto de abastecimento seja inaugurado em 2025, em um terreno da Neoenergia no Pistão Norte, em Taguatinga. Segundo o governador Ibaneis Rocha, o acordo é de grande importância para o Distrito Federal no trabalho de transição energética e a construção de um futuro mais sustentável. “Iniciativas que trabalham a redução de emissões de gases de efeito estufa são bem-vindas”, afirmou. “É o caso dessa usina que vai ser instalada no Distrito Federal. Com ela, atuamos na sustentabilidade ambiental e trabalhamos a descarbonização do transporte. É um projeto grandioso e pioneiro para a cidade”. Energia renovável O ponto de abastecimento receberá energia renovável que, proveniente de uma usina fotovoltaica de 150 kWp, poderá abastecer veículos leves, industriais e comerciais, além de pesados, como ônibus e caminhões. O abastecimento diário da usina poderá atender, por exemplo, um ônibus com 100% da capacidade (400 km de autonomia) mais um empilhadeira ou oito veículos leves e uma empilhadeira. Segundo a Neoenergia, a escolha por Brasília se deu pelo fato de a capital ser um polo econômico-político relevante no cenário nacional e ter uma história forte atrelada ao transporte automotivo. Novo mercado “O Brasil já conta com a infraestrutura necessária para viabilizar novos projetos que contam com fontes de energia renovável, como o hidrogênio verde”, lembrou o CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui. “O país caminha para o estabelecimento de um ambiente jurídico e regulatório seguro para que as empresas possam avançar em seus planos de investimento e desenvolver este mercado no país.” A Neoenergia explicou também que processos industriais podem ser descarbonizados pela eletrificação direta – porém, em setores como transporte pesado, siderurgia, indústria química, alimentícia e de fertilizantes, a descarbonização precisa ser intermediada pelo uso de vetores energéticos, como o hidrogênio verde e seus derivados. Além do projeto de Brasília, a Neoenergia conta com cinco acordos de cooperação com governos e empresas para projetos de hidrogênio verde no Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. *Com informações da Neoenergia
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