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Vai beber durante os jogos da Copa? Consumo exige atenção

As partidas da Copa do Mundo aproximam as pessoas. E, muitas vezes, esses encontros costumam vir acompanhados de bebidas alcoólicas. Apesar de facilitar a sociabilidade, o consumo exagerado traz riscos e pede atenção. É o que mostram os dados da Secretaria de Saúde (SES DF). Entre 2016 e 2025, o álcool foi responsável por mais da metade das ocorrências de intoxicação (52%) por abuso de substâncias no Distrito Federal. Esse cenário aponta uma outra camada: o aumento do consumo abusivo dessas bebidas entre os moradores da capital.    Álcool foi responsável por mais da metade das ocorrências de intoxicação por abuso de substâncias no Distrito Federal, entre 2016 e 2025 | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde O boletim epidemiológico da SES-DF sobre Consumo de Álcool em Adultos Residentes no DF de 2019 a 2023 mostra que, em 2023, o índice chegou a 25,7%, contra 23,5% registrado em 2019. O resultado coloca o DF como a segunda capital do Brasil com maior ingestão abusiva, ficando, em 2023, abaixo apenas de Salvador (28,9%).  “O Ministério da Saúde aponta, ainda, que dirigir sob a influência de álcool é fator de risco para 27% de todos os acidentes rodoviários, o que afeta não apenas a pessoa que ingeriu a bebida, mas também outros motoristas, passageiros e pedestres” Melquia da Cunha Lima, enfermeira da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde O excesso foi maior entre pessoas do sexo masculino, com menor índice em 2020 (30,8%) e 2021 (29,7%), período da pandemia, alcançando 31,9% em 2023. Entre o público feminino, o número de 2023 chegou a 20,5%. A média nacional é de 25,7%.  Impactos para a saúde O consumo excessivo de álcool traz diferentes prejuízos à saúde, atingindo desde o sistema digestivo até o circulatório. Os principais riscos são: inflamação do pâncreas, lesões no fígado, descontrole dos níveis de glicose no sangue e aumento da probabilidade de desenvolver hipertensão, arritmias, acidente vascular cerebral (AVC) e infarto.  De acordo com o Ministério da Saúde, não existe padrão de consumo de álcool seguro ou livre de riscos. Quando o uso dessas bebidas assume um papel de destaque na vida do indivíduo, pode-se estar diante de um quadro de alcoolismo. “O Ministério da Saúde aponta, ainda, que dirigir sob a influência de álcool é fator de risco para 27% de todos os acidentes rodoviários, o que afeta não apenas a pessoa que ingeriu a bebida, mas também outros motoristas, passageiros e pedestres”, reforça a enfermeira da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde (GVDANT), Melquia da Cunha Lima.  De acordo com o Ministério da Saúde, não existe padrão de consumo de álcool seguro ou livre de riscos Como diminuir os riscos [LEIA_TAMBEM]Embora a forma mais segura de evitar danos relacionados ao álcool seja não consumir a bebida, algumas medidas podem reduzir os efeitos imediatos para quem optar pelo consumo. “Quando falamos em uso moderado, a orientação é espaçar a ingestão e consumir o álcool em pequenas quantidades, sempre bebendo devagar e intercalando com água ou outras opções não alcoólicas. Hidratação e alimentação são fundamentais", explica a referência técnica de Medicina de Família e Comunidade da SES-DF, Camila Damasceno.  A especialista também alerta para os sinais que indicam necessidade de atendimento médico. “É preciso buscar ajuda quando a pessoa não conseguir parar de vomitar, perder ou apresentar episódios de rebaixamento do nível de consciência (prostração severa e dificuldade para responder a estímulos)."  *Com informações da SES-DF  

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Aferição regular ajuda em controle da hipertensão e prevenção de doenças cardiovasculares

A hipertensão arterial é uma doença silenciosa, pois, muitas vezes, não apresenta sintomas. Por isso, medir a pressão regularmente é fundamental não apenas para quem já recebeu o diagnóstico, mas também para pessoas sem histórico da enfermidade.  “Como a hipertensão é geralmente assintomática, aferir a pressão com frequência permite identificar alterações antes que ocorram danos estruturais ao organismo” Amabel Brito, cardiologista “Como a hipertensão é geralmente assintomática, aferir a pressão com frequência permite identificar alterações antes que ocorram danos estruturais ao organismo. Isso possibilita antecipar mudanças no estilo de vida e iniciar o tratamento de forma precoce”, explica Amabel Brito, referência técnica distrital (RTD) em cardiologia da Secretaria de Saúde (SES-DF). O acompanhamento contínuo da pressão arterial, em consultas ou em casa, auxilia no ajuste adequado de medicamentos, reduz períodos prolongados de pressão elevada e diminui a variabilidade pressórica. Além disso, possibilita intervenções antes do surgimento de complicações graves, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e insuficiência renal. “Monitorar a pressão arterial vai além de acompanhar números. É uma forma de prevenir doenças e promover qualidade de vida”, reforça a cardiologista. Destaca-se que uma única aferição não é suficiente para diagnosticar a hipertensão. Recomenda-se que a medição seja repetida em diferentes momentos, seguindo orientação profissional. Periodicidade A elevação da pressão arterial geralmente não provoca sintomas, mesmo quando atinge níveis perigosos | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), adultos com pressão considerada normal podem aferir a pressão ao menos uma vez por ano. Já aqueles com pressão limítrofe ou pré-hipertensão precisam realizar o acompanhamento com maior frequência, geralmente a cada seis meses. Em pacientes com hipertensão ou alto risco cardiovascular, o monitoramento deve ser regular, incluindo exames realizados fora do consultório, como a monitorização residencial da pressão arterial (MRPA) e a monitorização ambulatorial da pressão arterial (Mapa 24h). Como medir corretamente? A elevação da pressão arterial geralmente não provoca sintomas, mesmo quando atinge níveis perigosos. Em muitos casos, a descoberta ocorre apenas após o surgimento de complicações. Por isso, todo adulto deve medir a pressão pelo menos uma vez ao ano, mesmo sem apresentar sinais da doença. Para garantir um resultado confiável, é importante seguir algumas instruções antes de medir a pressão: evitar consumo de café, álcool e cigarro por pelo menos 30 minutos antes da aferição; descansar por cerca de cinco minutos antes da medição; permanecer sentado, com os pés apoiados no chão e o braço na altura do coração; evitar conversar durante o procedimento. Os medidores digitais utilizados em casa também são considerados ferramentas confiáveis para o acompanhamento dos níveis da pressão arterial. Segundo Brito, no momento da compra, orienta-se optar por aparelhos validados por protocolos reconhecidos, com medição no braço.  Valores repetidamente elevados, acima de 140/90 mmHG, mesmo sem sintomas, acendem o sinal de alerta para procurar uma avaliação com profissional de saúde As recomendações para a aferição domiciliar são as mesmas adotadas em outros ambientes, já que alguns fatores podem interferir no resultado. “Medir a pressão sentindo dor, em momentos de ansiedade ou com a bexiga cheia pode reduzir a confiabilidade da aferição”, alerta a médica.  [LEIA_TAMBEM]Quando buscar atendimento Valores repetidamente elevados, acima de 140/90 mmHG, mesmo sem sintomas, acendem o sinal de alerta para procurar uma avaliação com profissional de saúde. Essa análise pode ser realizada nas unidades básicas de saúde (UBSs), portas de entrada para tratamento de hipertensão e outras doenças. Além delas, a rede de saúde pública conta com centros especializados em hipertensão e diabetes. Neste ano, a Sociedade Brasileira de Hipertensão lançou a campanha Menos Pressão, cujo tema é “Controlando Juntos a Hipertensão”. O intuito é orientar a população sobre a medição da pressão arterial e, assim, identificar valores alterados e indicar medidas preventivas.  *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Movimente mais seu corpo, e a saúde agradece

Todo início de ano traz oportunidades para mudanças. Quando o assunto é saúde, as promessas tendem ao movimento do corpo e a largar de vez o sedentarismo. Tendo como foco que o estilo de vida tem impactos importantes nos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) — como hipertensão, diabetes e cânceres —, a Secretaria de Saúde (SES-DF) oferece atividades e orientações para quem quer reconhecer hábitos nocivos e tirar a meta do papel.  Atividades físicas altrernativas, como yoga, tai chi chuan, cirtuido muiltissensorial e ginástica coletiva, são oferecidas nas unidades básicas de saúde | Foto: Arquivo/Agência Saúde-DF “Se os compromissos são próximos de casa, vale programar-se para ir a pé ou de bicicleta” Helga Lins, fisioterapeuta do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh)   Nas unidades básicas de saúde (UBS), é possível encontrar ações que estimulam a atividade física. Nesses locais, há profissionais que lideram grupos de caminhada, ginástica coletiva, circuito multissensorial e práticas corporais (yoga, tai chi chuan, entre outras), variando de acordo com as necessidades da população local. Encontre aqui a sua unidade de referência, a partir do endereço de moradia. Parte da rotina Junto ao tabagismo, ao consumo excessivo de álcool e à alimentação não saudável, a inatividade física é um dos principais fatores de risco para o adoecimento por DCNT. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda para adultos entre 18 e 64 anos pelo menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada ao longo da semana. Atividades de fortalecimento muscular devem ser praticadas em dois ou mais dias. [LEIA_TAMBEM]A fisioterapeuta Helga Lins, que atua no Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh), alerta que, diferentemente do que se costuma pensar, o sedentarismo não é definido apenas pela falta de exercícios físicos, mas principalmente pelo excesso de tempo parado. Durante o expediente de trabalho, recomenda-se que as pessoas façam pausas de cinco ou dez minutos para ficar em pé, dar uma volta, subir e descer escadas. “Se os compromissos são próximos de casa, vale programar-se para ir a pé ou de bicicleta”, orienta Helga. “Caso utilizem transporte público, às vezes é possível descer algumas paradas antes para terminar o trajeto caminhando.” Segundo ela, até mesmo fazer faxina na própria casa ou dar banho no animal de estimação já são algumas opções. Uma outra dica é consultar o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, que traz as primeiras recomendações e informações do Ministério da Saúde sobre atividade física. É um documento para que a população tenha uma vida ativa, promovendo a saúde e a melhoria da qualidade de vida. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Festas de fim de ano pedem atenção especial de quem tem diabetes e hipertensão

Ceias, reencontros e celebrações fazem das festas de fim de ano um período esperado por muitas pessoas. Para quem convive com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão ou faz uso contínuo de medicamentos, porém, os excessos típicos dessa época podem representar riscos. A endocrinologista do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Tatiana Wanderley,  indica cuidados essenciais para que todos possam aproveitar as festividades com tranquilidade e responsabilidade. A especialista ressalta que o objetivo não é restringir, mas orientar escolhas seguras. “É totalmente possível curtir as festas, desde que a pessoa conheça suas necessidades e adote pequenos cuidados para evitar descompensações”, afirma. Tatiana Wanderley afirma que é possível curtir as festas desde que se tome certos cuidados com a alimentação | Foto: Bruno Henrique/IgesDF A aposentada Rita Salviano, 73 anos, convive com diabetes há mais de 15 anos e sempre apreciou os pratos tradicionais do Natal. Em 2023, um episódio de mal-estar durante a ceia serviu de alerta. “Eu não sabia que certos pratos podiam aumentar a glicose tão rápido. Fiquei tonta, suando frio, cheguei a cair no chão e precisei ser atendida na UPA”, relembra. Após o susto, Rita passou a seguir rigorosamente as orientações. “Hoje eu como de tudo, mas em quantidades pequenas. Também não saio sem tomar minhas medicações”, destaca. “As ceias concentram carboidratos simples, doces e bebidas alcoólicas. Para o diabético, isso pode provocar picos glicêmicos importantes” Tatiana Wanderley, endocrinologista Casos como o dela são frequentes nesta época do ano. “As ceias concentram carboidratos simples, doces e bebidas alcoólicas. Para o diabético, isso pode provocar picos glicêmicos importantes”, explica Tatiana. Composição do prato e cuidado com o álcool Para quem tem diabetes, o primeiro passo é montar o prato com equilíbrio. Tatiana orienta iniciar a refeição com proteínas, para aumentar a saciedade, fracionar as porções de carboidratos e evitar repetir alimentos ricos em açúcar. “Combinar proteínas magras com legumes e verduras ajuda a reduzir o impacto do açúcar na glicemia”, detalha. O consumo de álcool exige ainda mais cautela. “Não existe uma orientação de consumo seguro. O ideal é reduzir ao máximo e alternar com água para reforçar a hidratação”, alerta. Atenção ao sal escondido Para quem tem hipertensão, pratos muito salgados são os maiores vilões. Embutidos, salames, calabresa, queijos curados, bacalhau mal dessalgado e carnes com tempero excessivo podem elevar rapidamente a pressão arterial. “Alguns pratos parecem inofensivos, mas acumulam grandes quantidades de sal. Isso pode desencadear mal-estar e até crises hipertensivas”, orienta a endocrinologista. Imagem: IgesDF Obesidade e síndrome metabólica Pessoas com obesidade ou síndrome metabólica também devem redobrar os cuidados. Refeições muito calóricas podem causar desconfortos gastrointestinais, especialmente entre quem utiliza medicamentos injetáveis para controle de diabetes tipo 2 e perda de peso. “O ideal é evitar transformar toda a semana em um ciclo de excessos, manter boa hidratação e reforçar a ingestão proteica antes das ceias”, recomenda. Pacientes que utilizam anti-hipertensivos, ansiolíticos, diuréticos ou medicamentos para a tireoide precisam ter atenção redobrada. O álcool pode interagir com essas substâncias e causar reações adversas. “Nenhum remédio deve ser interrompido para que a pessoa possa consumir bebidas alcoólicas”, reforça Tatiana. Quedas e desidratação Entre os idosos, a combinação de cansaço, privação de sono e álcool aumenta o risco de quedas e desidratação. “O ideal é hidratar-se bem, evitar beber em jejum e descansar antes das festas”, orienta. Mesmo com cuidados, alguns sinais exigem busca imediata por atendimento Alterações glicêmicas persistentes Dor no peito, falta de ar ou palpitações Tontura intensa, desmaio ou confusão mental Vômitos repetidos, dor abdominal forte ou sinais de desidratação Inchaço repentino, dor de cabeça intensa ou visão borrada “Se o paciente sentir que algo está diferente do habitual, é melhor procurar ajuda em uma Unidade Básica de Saúde ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Vale lembrar que os hospitais são destinados a casos mais complexos e de risco de vida, como suspeita de  infarto, AVC, traumas graves, sangramentos intensos, perda da consciência e reações alérgicas graves”, explica a endocrinologista. *Com informações do IgesDF  

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Domingo de dor, segunda-feira de choque: como descobri que tive um AVC aos 22 anos

Eu tinha 22 anos. Era um domingo quando tudo começou com uma dor de cabeça fora do normal e a visão escurecendo aos poucos, uma sensação que jamais havia experimentado. Pensei que fosse apenas uma enxaqueca. Dormi mal e, na manhã seguinte, acordei com o lado esquerdo dormente, o olho avermelhado e a fala enrolada. Tentei seguir o dia normalmente, fui para o trabalho e, ao tentar conversar, percebi que a língua não obedecia. As palavras saíam confusas. Procurei socorro imediatamente. O diagnóstico veio rápido: Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, algo que jamais imaginaria viver tão jovem. Hoje, com o corpo reabilitado e a memória reconstruída pouco a pouco, entendo o quanto é importante reconhecer os sinais e agir rápido | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Nos dias seguintes, o impacto real apareceu. Perdi parte da memória, lembrava quem eu era, mas não o que havia vivido naquele período. Era como se pedaços da minha história tivessem sido apagados. Também perdi a fluência em idiomas que dominava, algo que os médicos explicaram ser possível devido à região do cérebro afetada. Fiquei com paralisia no lado esquerdo do rosto e no braço por cerca de seis meses. A fisioterapia, os exercícios diários e o apoio da família foram essenciais para a recuperação. Hoje, com o corpo reabilitado e a memória reconstruída pouco a pouco, entendo o quanto é importante reconhecer os sinais e agir rápido. Casos de AVC em jovens crescem no mundo O Dia Mundial de Combate ao AVC, celebrado nesta quarta-feira (29), reforça a importância da prevenção e do diagnóstico rápido dessa condição que continua entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo. A campanha global deste ano traz o lema “Cada minuto conta”, destacando a urgência de reconhecer os sinais precoces e agir imediatamente diante de qualquer suspeita. “Hábitos de vida pouco saudáveis e condições ambientais contribuem para esse aumento. Por isso, a prevenção e o diagnóstico rápido são fundamentais” Letícia Rebello, coordenadora do programa AVC no Quadrado Segundo a neurologista Letícia Rebello, referência nacional em AVC e coordenadora do programa AVC no Quadrado, da Secretaria de Saúde (SES-DF), o aumento de casos entre jovens está relacionado principalmente ao estilo de vida e à prevenção tardia.  “O que antes representava fatores de risco típicos de idosos, como hipertensão e diabetes, está aparecendo cada vez mais cedo”, pontua a médica. “Hábitos de vida pouco saudáveis e condições ambientais contribuem para esse aumento. Por isso, a prevenção e o diagnóstico rápido são fundamentais.” Nos últimos anos, o número de AVCs entre pessoas mais jovens tem aumentado de forma preocupante. Um estudo publicado pela revista científica The Lancet Neurology, em outubro de 2024, apontou um crescimento global de 14,8% nos casos de AVC em pessoas com menos de 70 anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a World Stroke Organization (WSO) alertam que o AVC já está entre as principais causas de morte e incapacidade em adultos entre 15 e 49 anos, com impacto crescente em países em desenvolvimento. O alerta é global, mas também está cada vez mais próximo de nós. No Brasil, dados da Rede Brasil AVC indicam que cerca de 18% dos casos registrados ocorrem em pessoas de 18 a 45 anos, um índice alto para uma faixa etária que tradicionalmente não se via em risco. A neurologista da SES-DF ressalta que o programa AVC no Quadrado ajuda a garantir que cada vez mais pessoas tenham acesso rápido ao diagnóstico e tratamento. “Além disso, o programa vem para organizar o atendimento intra-hospitalar para tratar mais pacientes, no menor tempo possível”, aponta. “Uma vez que o tempo é um grande inimigo do AVC, quanto mais cedo for o atendimento, e mais rápido o tratamento, maiores as chances de recuperação e menores as sequelas”. Tipos de AVC “Ser jovem não protege ninguém do AVC. A rotina sedentária, o estresse e os hábitos alimentares também têm peso importante” Carlos Uribe, neurologista do IgesDF O AVC acontece quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido ou comprometido, causando a morte de células nervosas na região afetada. Existem dois tipos principais: o AVC isquêmico, como o que tive, que ocorre quando um vaso sanguíneo é obstruído, e o AVC hemorrágico, causado pela ruptura de um vaso cerebral. Cada tipo apresenta riscos e sequelas diferentes, mas ambos exigem atenção imediata: quanto mais rápido o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de recuperação. Para o neurologista Carlos Uribe, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), é urgente desfazer a ideia de que o AVC é uma doença exclusiva da terceira idade. “Ser jovem não protege ninguém do AVC”, observa. A rotina sedentária, o estresse e os hábitos alimentares também têm peso importante”. [LEIA_TAMBEM]Veja abaixo os principais sintomas de AVC listados pelo médico. ⇒ Dormência ou fraqueza em um lado do corpo; ⇒ Boca torta; ⇒ Dificuldade para falar ou compreender; ⇒ Perda de visão, escurecimento ou visão dupla; ⇒ Tontura, perda de equilíbrio ou confusão mental; ⇒ Dor de cabeça súbita, intensa ou diferente do habitual. Por que meu alerta importa Eu vivi o que parecia improvável. Passei por meses de reabilitação, reaprendendo a movimentar o corpo e reorganizar a mente. Tive medo, dúvidas e, por um tempo, senti que havia perdido parte de quem eu era. Mas hoje, depois de 20 anos, ao contar minha história,  quero que outros reconheçam os sinais e ajam rápido. O meu AVC foi um divisor de águas. Hoje, com saúde e gratidão, transformo aquele episódio em propósito: alertar outros jovens para que reconheçam os sinais e não hesitem em buscar ajuda. Porque o AVC não tem idade, e, às vezes, o primeiro sintoma é acreditar  que ele nunca vai acontecer com você.      

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Moradores do Jardins Mangueiral se reúnem com médicos uma vez por semana para prevenir hipertensão e diabetes

Ágil, acolhedor e resolutivo. Assim funciona o Encontro HiperDIA, da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Jardins Mangueiral, criado para atender pacientes com hipertensão e diabetes de forma prática, próxima e eficiente. Entre os objetivos da iniciativa, está o de facilitar o controle das doenças crônicas, garantir o uso correto das medicações e fortalecer o vínculo entre a comunidade e a equipe de saúde. “A proposta é oferecer um encontro rápido, mas que mantenha o paciente acompanhado e seguro. Ele faz aferições, renova receitas e recebe orientações na hora. É um cuidado simples, mas essencial, que não substitui a consulta médica, e sim complementa o acompanhamento regular”, afirma o médico de família e comunidade, Sérgio Leuzzi. A cada semana os profissionais da UBS 1 do Jardins Mangueiral vão a um condomínio do bairro | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Encontros Os atendimentos do HiperDIA são realizados todas as terças-feiras, das 14h às 17h, em um condomínio por semana, nas quatro quadras da região: Quadra 1 (Jardins dos Muricis), Quadra 2 (Jardins dos Buritis), Quadra 3 (Jardins dos Ipês) e Quadra 4 (Jardins dos Jacarandás).  As datas dos encontros podem ser consultadas na UBS 1 do Jardins Mangueiral, nos grupos de WhatsApp dos condomínios ou diretamente com os síndicos de cada quadra. A ação é conduzida por uma equipe multiprofissional composta por médico, enfermeira, duas técnicas de enfermagem e dois agentes comunitários de saúde (ACS), que, juntos, realizam cerca de 100 atendimentos mensais. "Trazer o atendimento até aqui faz toda a diferença. É um gesto de acolhimento, mostra que a UBS realmente está cuidando da gente de forma próxima e atenciosa" Thaís Araújo Moradora da Quadra 1, Thais Araújo, 51 anos, participou do encontro junto com a mãe e elogia a iniciativa. “Conheci o grupo pelo WhatsApp do condomínio e achei a ideia maravilhosa. Minha mãe tem quase 80 anos e algumas limitações físicas. Trazer o atendimento até aqui faz toda a diferença. É um gesto de acolhimento, mostra que a UBS realmente está cuidando da gente de forma próxima e atenciosa”, disse. Região Localizado na Região Administrativa do Jardim Botânico, o Jardins Mangueiral é um bairro em crescimento, com população ativa e rotina acelerada. Pensando nesse perfil, a equipe Safira da UBS 1 implantou o Encontro HiperDIA com uma proposta inovadora que une educação em saúde, monitoramento clínico e aproximação comunitária.  Os resultados já são visíveis. “Temos conseguido alcançar pacientes que há tempos não procuravam o serviço de saúde, muitos com receitas vencidas ou exames atrasados. Além disso, o retorno da comunidade tem sido muito positivo, mostrando que essa estratégia realmente aproxima o cuidado da realidade dos moradores e fortalece o vínculo com a equipe”, aponta a enfermeira da equipe, Bruna Brasil.   *Com informações da Secretaria de Saúde do DF

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Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto e Infantil comemora sete anos de atuação

Há sete anos a população da Região Leste de Saúde do Distrito Federal (Paranoá, São Sebastião, Itapoã e Jardim Botânico) conta com os serviços do Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto e Infantil (Cadh/Cadhin). Profissionais e pacientes se reuniram para uma tarde de convivência fora do ambiente assistencial, na terça-feira (10), na tenda localizada ao lado do Centro de Atenção Psicossocial II, no estacionamento do Hospital da Região Leste (HRL). A comemoração de aniversário buscou oferecer o autocuidado de forma prática a crianças e adultos | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Como parte da programação, os adultos puderam usufruir de atividades de alongamento e relaxamento, receberam instruções e kits de higiene fornecidos por profissionais de saúde bucal. Para o público infantil, as orientações foram transmitidas por meio de teatro de fantoches e de oficina culinária, com o preparo de panquecas de banana levando em conta a quantidade de carboidratos. Para a endocrinologista da unidade Roberta Barros, o evento promove bem-estar. “Aproveitamos a oportunidade para oferecer uma experiência de autocuidado de forma prática, juntamente com a comemoração de aniversário do centro”, celebra. Acompanhada dos pais e dos irmãos, Thayna Nascimento da Conceição, 17, é assistida pela equipe do Cadh/Cadhin desde os 11 Thayna Nascimento da Conceição, 17, ficou contente com a ação. Desde os 11 ela é assistida pela equipe multiprofissional do Cadh/Cadhin, quando recebeu o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1. “Para a gente, foi um divisor de águas”, assegura o pai, Jovemário da Conceição. Sua família não dispunha de recursos para pagar os exames periódicos (anuais e mensais) da filha mais velha. Hoje, os procedimentos são realizados por meio do ambulatório especializado. “Tínhamos que ir até o Plano Piloto procurar pelo serviço”, lembra a mãe, Tamires Nascimento. Atenção especializada A jovem é parte dos quase 1,3 mil usuários em atendimento ativo pela unidade. Apenas no primeiro semestre deste ano, foram inseridos 358 novos usuários. O Cadh/Cadhin é um dos três centros especializados disponíveis no DF para pacientes com diabetes mellitus (tipo 1 ou 2) e hipertensão arterial sistêmica de alto ou muito alto risco, associados ou não. As outras unidades estão localizadas no Guará, Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic); e na Asa Norte, o Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh). A marcação da primeira consulta é feita pela rede de unidades básicas de saúde (UBSs). *Com informações da SES-DF  

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UBSs investem no diagnóstico precoce de hipertensão, fator de risco para diversas doenças

Nesta sexta-feira (26), o Brasil volta sua atenção para o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, um inimigo silencioso que atinge 50,7 milhões de pessoas, o equivalente a 45% da população brasileira, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A data busca ressaltar a importância do diagnóstico precoce e tratamento da doença, mas também destaca sua associação com condições graves como acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio e problemas renais. A hipertensão está associada a condições graves como acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio e problemas renais | Foto: Breno Esaki/ Agência Saúde-DF De acordo com a cardiologista Edna Maria Marques de Oliveira, da Secretaria de Saúde do Distrito federal (SES-DF), a hipertensão é um fator de risco significativo para diversas doenças, incluindo as cerebrocardiovasculares, responsáveis pela maioria das mortes em todo o mundo. “O controle da pressão arterial é fundamental, incluindo diagnóstico precoce, adesão ao tratamento e mudanças nos hábitos alimentares”, destaca. Ainda segundo a especialista, apesar de muitos não apresentarem sintomas, a condição pode ser fatal se não controlada. As 176 unidades básicas de saúde (UBSs) do DF contam com equipes de Saúde da Família (eSF) capazes de oferecer o diagnóstico e dar início ao tratamento. A rede disponibiliza ainda o Programa de Hipertensão Arterial e Diabetes (HiperDia), que permite gerar informação para aquisição, dispensação e distribuição de medicamentos de forma regular e sistemática a todos os pacientes portadores da doença assistidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A doméstica Maria Helena Martins sofria com dores de cabeça intensas até receber o diagnóstico de hipertensão: “O tratamento logo no início trouxe resultados significativos” | Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde-DF Diagnóstico precoce Depois de descobrir a hipertensão durante consulta para cirurgia bariátrica, a doméstica Maria Helena Martins, 45, faz acompanhamento no Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh). Ela ilustra a importância do diagnóstico e tratamento precoces – a paciente enfrentava quadros recorrentes de dor de cabeça intensa. “Eu estava em uma consulta rotineira, quando a médica pediu exames. Eles apontaram hipertensão”, conta. Com o diagnóstico nas mãos e recomendações, Maria adotou medidas drásticas em sua rotina, como a prática regular de exercícios físicos e a modificação dos hábitos alimentares. “O tratamento logo no início trouxe resultados significativos, como perda de peso e redução da necessidade de medicamentos para dor de cabeça.” Segundo o portal Cardiômetro, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, até o início do mês de abril ocorreram mais de 102 mil mortes em decorrência de doenças cardiovasculares no país. Os números chamam a atenção para a prevalência dessa condição entre os brasileiros, assim como ressaltam a importância da conscientização, prevenção e tratamento adequado para combater a doença, que ameaça a saúde de milhões em todo o mundo. Ainda de acordo com dados da OMS, a doença afeta 1,3 bilhão de pessoas globalmente, muitas das quais não estão cientes de sua condição. Segundo o relatório, o diagnóstico precoce e controle da doença são pilares essenciais da Atenção Primária à Saúde *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Alimentação equilibrada previne doenças crônicas como diabetes e hipertensão

Celebrado no domingo (31/3), o Dia Nacional da Saúde e Nutrição ressalta a importância de uma alimentação equilibrada para promover a saúde, contribuindo para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer.  Para desenvolver ações estratégicas de alimentação e de nutrição no DF, a Secretaria de Saúde (SES-DF) planeja as ações por meio dos planos distritais de Promoção da Saúde, de Segurança Alimentar e Nutricional e de Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis. Nas unidades básicas de saúde (UBSs), essas e outras ações são desenvolvidas por meio de grupos de hábitos de vida saudáveis. A Secretaria de Saúde recomenda consumir mais frutas, verduras e legumes para reduzir o risco de doenças cardiovasculares | Foto: Karinne Viana/Agência Saúde-DF “No contexto das UBSs, os nutricionistas ancoram suas atividades na educação alimentar e nutricional, incluindo atendimentos coletivos e individuais”, resume a gerente de Serviços de Nutrição da secretaria, Carolina Gama. “Além disso, há ações intersetoriais desenvolvidas em parceria com outras secretarias, a exemplo do Fórum Distrital de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nas Escolas da rede de ensino do DF.” Qualidade e quantidade são fatores que devem ser levados em consideração, atenta a nutricionista: “A nutrição é essencial para o funcionamento do corpo, e a segurança alimentar e nutricional, que envolve tanto o acesso a alimentos em quantidade suficiente quanto em qualidade adequada, é fundamental para a promoção da saúde”. “Perdi peso, me sinto mais disposta para fazer as coisas, durmo melhor e não sinto mais vontade de comer por impulso” Maysa Vieira, estudante de 15 anos, que reduziu o consumo de alimentos ultraprocessados Cuidados com a alimentação “Que teu alimento seja teu remédio e que teu remédio seja teu alimento”. Essa frase, proferida por Hipócrates, considerado o pai da medicina, reflete a importância da nutrição como um dos principais pilares da saúde. Uma alimentação equilibrada desempenha um papel fundamental na prevenção e tratamento de doenças, influenciando diretamente o bem-estar físico e mental. Contudo, pesquisas têm demonstrado que a população brasileira continua a fazer escolhas alimentares inadequadas, com um aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, especialmente entre os adolescentes, e uma diminuição no consumo de alimentos tradicionais da cultura alimentar do país, como arroz e feijão. “A nutrição é essencial para o funcionamento do corpo, e a segurança alimentar e nutricional, que envolve tanto o acesso a alimentos em quantidade suficiente quanto em qualidade adequada, é fundamental para a promoção da saúde”, afirma a gerente de Serviços de Nutrição da Secretaria de Saúde (SES-DF), Carolina Gama. Carolina Gama: “A nutrição é essencial para o funcionamento do corpo e a segurança alimentar e nutricional é fundamental para a promoção da saúde” | Foto: Arquivo Pessoal Segundo o boletim informativo da SES-DF sobre o perfil nutricional e de consumo alimentar da população assistida pela Atenção Primária à Saúde (APS) do DF, em 2022, 83% dos adolescentes acompanhados consumiram alimentos ultraprocessados, enquanto 68% consumiram bebidas adoçadas. Além disso, 41% ingeriram macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados, e 55% consumiram biscoitos recheados, doces ou guloseimas. Outra observação apurada é o percentual crescente de crianças que, a partir dos 2 anos até a adolescência, apresentaram excesso de peso. Com histórico familiar de obesidade, a estudante Maysa Vieira, 15, costumava se alimentar de frituras, doces e fast food, até que, há um ano, decidiu mudar seus hábitos. A jovem recebe acompanhamento nutricional na UBS 4 da Estrutural e, desde então, tem percebido benefícios.  “⁠Comecei a comer mais salada, arroz, feijão e legumes”, conta. “Perdi peso, me sinto mais disposta para fazer as coisas, durmo melhor e não sinto mais vontade de comer por impulso. Além disso, percebi muitas mudanças positivas no meu corpo e minha autoestima está melhor.” A nutricionista da SES-DF explica que uma alimentação é considerada saudável quando é composta por alimentos naturais ou minimamente processados. “A alimentação saudável inclui frutas, legumes, verduras, carnes, ovos, grãos e castanhas, livre de alimentos ultraprocessados e industrializados, que contêm corantes, conservantes e adoçantes, além de serem ricos em sódio, gordura e açúcar”. Veja abaixo recomendações da SES-DF e do Ministério da Saúde (MS) para ter uma alimentação equilibrada e hábitos saudáveis: • É essencial mudar o prato: menos alimentos industrializados e mais alimentos naturais; • Evitar o consumo de alimentos ricos em calorias, gordurosos e salgados; • Aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes, cereais integrais e feijões; • Beber bastante água; • Reduzir ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o uso do cigarro; • Fazer exames preventivos e consultar o médico periodicamente; • Praticar exercícios físicos regulares, diariamente ou pelo menos três vezes por semana após avaliação médica; • Dormir pelo menos 8 horas num período de 24 horas. *Com informações da SES-DF  

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Dia Mundial da Obesidade terá evento especial neste sábado

Na busca por uma sociedade mais saudável, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), em parceria com outras instituições, promoverá, neste sábado (9), uma conscientização pelo Dia Mundial da Obesidade. O encontro será no Estacionamento 13 do Parque da Cidade, ao lado da administração, a partir das 8h. A porta de entrada para os pacientes são as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). De acordo com o grau da doença, a pessoa é encaminhada para atendimento endocrinológico ou para os centros especializados em obesidade | Foto: Sandro Araújo/Agência Brasília A obesidade é uma doença que pode levar a inúmeras complicações de saúde como diabetes, doenças cardiovasculares e hipertensão. Pode também estar relacionada a alguns tipos de câncer, afetar o sono, causar problemas psicológicos, além de acarretar baixa na qualidade de vida ou, até mesmo, a morte. Relatório da Federação Mundial da Obesidade (WOF) preocupa especialistas e profissionais da saúde. A perspectiva da obesidade na população está na contramão do combate ao sedentarismo. Na atualidade, 22,4% da população brasileira adulta é obesa, mas o problema se intensifica a cada ano e a projeção é de que o Brasil terá 41% dos adultos brasileiros obesos até 2035. A perspectiva mundial é de que uma a cada 4 pessoas sofrerão com a doença, o que equivale a cerca de 2 bilhões de pessoas. “Atendemos pacientes com obesidade grau dois associado a algumas comorbidades como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, entre outros. Atendemos também obesidade grau três, independentemente de comorbidades” Flávia Franca, referência técnica distrital de endocrinologia da SES-DF A porta de entrada na rede pública de saúde do DF para pessoas com obesidade e sobrepeso é o sistema de Atenção Primária, iniciado nas unidades básicas de saúde (UBS). A SES-DF acolhe a população e, de acordo com o grau da doença, encaminha para os serviços de atendimento endocrinológicos ou para os centros especializados em obesidade. A referência técnica distrital (RTD) de endocrinologia da SES-DF, Flávia Franca, explica que os casos mais graves precisam de tratamento. “Atendemos pacientes com obesidade grau dois associado a algumas comorbidades como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, entre outros. Atendemos também obesidade grau três, independentemente de comorbidades”, explica. O Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh) é um dos locais de atendimento médico multiprofissional da rede pública. Desde de 2017, o Cedoh atua no tratamento das comorbidades para o atendimento de pessoas que foram diagnosticadas como de risco e de alto risco. A gerente do Cedoh, Alexandra Rubim, destaca que o trabalho é feito de forma interdisciplinar. “Temos endocrinologistas adulto e pediátrico, cardiologistas, nefrologistas, equipe de enfermagem, fisioterapia, nutrição e psicologia. Os pacientes são encaminhados pelo sistema de regulação de vagas e ficam conosco por dois anos”, explica. O processo inclui acolhimento, orientação e tratamentos, com atendimentos presenciais na unidade, a cada dois meses. O sucesso terapêutico é identificado quando o paciente consegue eliminar de 5 a 15% do peso corporal. O Cedoh já atendeu cerca de 930 adultos desde sua inauguração e, a partir de 2019, recebeu 431 crianças, adolescentes e suas famílias. A obesidade pode levar a inúmeras complicações de saúde como diabetes, doenças cardiovasculares e hipertensão | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Superação e consistência O sobrepeso, também conhecido como pré-obesidade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), está relacionado a índices de massa corporal (IMC) maiores ou iguais a 25 kg/m2. Na população brasileira, essa doença afeta cerca de 57% dos homens. Um dos grandes problemas é o aumento da circunferência abdominal, muito comum na comunidade masculina. Mensurado pelo índice de circunferência de cintura (CC), o indicador mostra o nível de gordura intra-abdominal ou visceral. A conhecida “barriguinha de chopp” pode esconder uma série de problemas de saúde ligados à obesidade. Foi o que descobriu o estudante de psicologia, Fábio Alves, de 43 anos. “Sempre fiz atividade física, mas sem ter uma consistência. Com o passar dos anos, comecei a ganhar peso, cheguei a pesar 115 kg.” Uma inflamação do nervo ciático e problemas de locomoção levaram o futuro psicólogo a procurar ajuda profissional. Após consultas médicas e com acompanhamento de nutricionista e educador físico, Fábio passou a ter intensidade e foco na alimentação e no treino. “Hoje estou treinando todos os dias, intercalando entre corrida, natação e academia. Já perdi quase 30 kg, sem tomar nenhum tipo de medicação. Mas tudo com o acompanhamento de profissionais de saúde”, afirma. Março de ativismo e conscientização  Desde 2015, o dia 4 de março foi escolhido como o Dia Mundial da Obesidade para mobilizar a sociedade em função da prevenção e do manejo da obesidade. Este ano o tema da campanha estimula a conversa interdisciplinar. Na medida em que a maior dificuldade no controle de peso é equilibrar a balança entre o consumo e o gasto calórico, a atividade física pode ser uma solução. É o que pensa a Organização Mundial da Saúde (OMS) ao instituir também o Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo, celebrado no próximo dia 10 de março. Saiba mais sobre a obesidade. *Com informações da SES-DF

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