Projeto apoiado pela FAPDF fortalece cuidado e autonomia de pessoas idosas por meio de jogos
Em um cenário de envelhecimento populacional e de crescente demanda por estratégias de cuidado em saúde mental, uma tecnologia desenvolvida no Distrito Federal propõe uma nova forma de promover bem-estar, autonomia e conexão social entre pessoas idosas. O projeto Lady Health 3.0: Longevidade Conectada e Psico Sustentabilidade utiliza jogos digitais, recursos interativos e estratégias de autocuidado para apoiar a saúde mental e fortalecer o envelhecimento ativo. A iniciativa é desenvolvida no Centro Integrado de Ensino e Pesquisa UniSER, vinculado à Universidade de Brasília (UnB), sob coordenação da professora associada Margô Gomes de Oliveira Karnikowski. O projeto conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio do edital FAPDF Learning. “O envelhecimento deixa de ser visto como um processo de declínio e passa a ser compreendido como uma fase de potencial desenvolvimento, mediada por tecnologia, conexão e cuidado integral” Margô Gomes de Oliveira Karnikowski, professora Para Margô, o apoio da FAPDF foi essencial: “O apoio da FAPDF foi fundamental para viabilizar o projeto, permitindo o desenvolvimento tecnológico, a realização de testes de usabilidade e a validação científica da plataforma”. Segundo a pesquisadora, o fomento público cumpre papel estratégico ao propor soluções inovadoras voltadas a desafios sociais complexos, como o envelhecimento populacional e a saúde mental. “O envelhecimento deixa de ser visto como um processo de declínio e passa a ser compreendido como uma fase de potencial desenvolvimento, mediada por tecnologia, conexão e cuidado integral”, comenta. Testes finais A proposta do Lady Health 3.0: Longevidade Conectada e Psico Sustentabilidade dá continuidade ao desenvolvimento do Lady Health, agora em sua versão 3.0, com novos recursos digitais voltados para autocuidado, saúde mental, sustentabilidade e interação entre diferentes gerações. A tecnologia está classificada como TRL 8, sigla em inglês para Technology Readiness Level, indicador que mede o grau de maturidade de uma solução. Na prática, isso significa que o produto já está em fase de testes finais e transição para implementação no Distrito Federal, com potencial de aplicação em maior escala. A versão atualizada do Lady Health tem novos recursos digitais voltados para autocuidado, saúde mental, sustentabilidade e interação entre diferentes gerações | Fotos: Divulgação/FAPDF Segundo a coordenadora, o aumento da longevidade exige novas formas de cuidado, capazes de considerar não apenas os aspectos físicos do envelhecimento, mas também as dimensões emocionais, sociais e ambientais da vida. “Mais do que prolongar a vida, torna-se imperativo qualificar essa experiência, incorporando abordagens inovadoras que integrem tecnologia, saúde mental e engajamento social”, afirma Margô. Jogos digitais a serviço do cuidado O Lady Health 3.0 utiliza princípios dos chamados serious games, jogos digitais desenvolvidos com propósito educativo, terapêutico e social. A proposta é criar uma plataforma gamificada capaz de estimular funções cognitivas, promover regulação emocional, incentivar hábitos saudáveis e ampliar o acesso a conteúdos de autocuidado. As atividades são pensadas para serem intuitivas, acessíveis e adequadas ao ritmo das pessoas idosas, respeitando diferentes níveis de familiaridade com o ambiente digital. A plataforma também prevê o acompanhamento de indicadores de saúde, permitindo que o autocuidado seja trabalhado de forma mais personalizada. As atividades são pensadas para serem intuitivas, acessíveis e adequadas ao ritmo das pessoas idosas, respeitando diferentes níveis de familiaridade com o ambiente digital A criação do Lady Health 3.0 parte da preocupação com questões como solidão, ansiedade e depressão, que podem afetar diretamente a qualidade de vida, a autonomia e a participação social da pessoa idosa. “A ideia central é transformar experiências de isolamento em experiências de conexão significativa, mediadas por tecnologias acessíveis”, destaca Margô. Tecnologia construída com pessoas idosas Um dos diferenciais do projeto é a participação direta de pessoas idosas no desenvolvimento da solução. A metodologia utiliza abordagens de processo de criação colaborativa em que os próprios usuários participam da concepção, avaliação e aprimoramento da tecnologia, e design centrado no usuário, que busca desenvolver soluções a partir das necessidades reais de quem irá utilizá-las. Esse modelo colaborativo ajuda a garantir que a plataforma seja construída a partir das necessidades reais do público que irá utilizá-la. A participação ativa dos usuários fortalece a usabilidade, aumenta a adesão à ferramenta e contribui para que os participantes se reconheçam como parte do processo de inovação. “A tecnologia deve ser construída com, e não apenas para, a pessoa idosa. Isso aumenta a usabilidade, a aderência e a relevância social da solução, além de fortalecer o senso de pertencimento e autonomia dos participantes”, afirma Margô. O projeto promove a interação entre diferentes gerações, aproximando pesquisadores, estudantes, profissionais e usuários Além de envolver pessoas idosas, o projeto promove a interação entre diferentes gerações, aproximando pesquisadores, estudantes, profissionais e usuários em torno de uma construção coletiva. Essa troca de saberes é considerada uma das estratégias para combater o isolamento social, ampliar vínculos e reduzir o etarismo. A proposta valoriza também experiências lúdicas e presenciais, como jogos de tabuleiro, dinâmicas recreativas e práticas colaborativas. Essas atividades ajudam a criar ambientes mais acolhedores, estimulam habilidades cognitivas e sociais e fortalecem a interação entre pessoas idosas, estudantes, pesquisadores e profissionais envolvidos no projeto. Validação e impactos esperados O projeto está estruturado em etapas que incluem planejamento, desenvolvimento da plataforma, implementação e disseminação da tecnologia. Durante a execução, estão previstos testes de usabilidade e avaliações para medir a eficácia da solução como ferramenta de apoio ao cuidado e à educação em saúde. A plataforma deverá ser avaliada em ambientes educacionais e terapêuticos, com aplicação de instrumentos de pesquisa antes e depois da intervenção. A proposta prevê a análise de aspectos relacionados ao estado geral de saúde mental, bem-estar subjetivo, satisfação com a vida e experiência de uso da ferramenta. A iniciativa também prevê capacitações para profissionais das áreas de saúde e educação Entre os resultados esperados estão o fortalecimento da autonomia, a melhora da autoestima, o estímulo cognitivo, a ampliação da participação social e o apoio à promoção da saúde mental. A iniciativa também prevê capacitações para profissionais das áreas de saúde e educação, produção de um e-book sobre o desenvolvimento da ferramenta, submissão de artigo científico e criação de uma rede de profissionais interessados em saúde digital. [LEIA_TAMBEM]CITIG 2026 amplia disseminação do projeto Como desdobramento das ações de disseminação científica e tecnológica do Lady Health 3.0, o projeto se articula à realização do III Congresso Internacional de Tecnologia e Inovação em Gerontologia (CITIG 2026), entre os dias 17 e 19 deste mês, no Centro Universitário Unieuro. O evento é voltado à integração entre envelhecimento, ciência, tecnologia, inovação e cuidado. O congresso representa um espaço de consolidação e circulação do conhecimento produzido a partir de iniciativas apoiadas pela FAPDF na área de tecnologia e longevidade, ampliando o alcance do Lady Health 3.0 e aproximando pesquisadores, profissionais, instituições e pessoas idosas em torno de soluções voltadas à autonomia, à saúde mental e à qualidade de vida. Ao integrar jogos digitais, saúde mental, sustentabilidade e participação intergeracional, o Lady Health 3.0 aponta para uma forma mais ativa, conectada e inclusiva de pensar a longevidade. *Com informações da FAPDF
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Aumento de casos de síndrome gripal exige atenção redobrada com crianças e idosos
O mês de março marcou o início de um período que preocupa muitos pais e responsáveis: a sazonalidade das infecções respiratórias virais. Tosses, corizas, dores de garganta, catarro, febre e diversos outros sintomas começam a aparecer com mais frequência nos lares, exigindo atenção redobrada com a prevenção e o cuidado. Estação atual é marcada pelo aumento das síndromes gripais, que podem ser identificadas a partir de vários sintomas | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Esse período não está associado a uma única doença, mas ao aumento das chamadas síndromes gripais (SGs). Um indivíduo é classificado com SG se apresentar uma infecção respiratória, com início nos últimos sete dias, com pelo menos dois desses sintomas: tosse, coriza, dor de garganta, congestão nasal, febre, dor de cabeça, dor no corpo e calafrio. “É bom fazer uma avaliação se a pessoa tiver febre por mais de 72 horas seguidas. Se a febre já passou por mais de 48 horas, mas retornou, também cabe uma avaliação” Camila Damasceno, médica da Secretaria de Saúde Nos casos mais graves, pode haver a evolução para a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que ocorre quando o paciente hospitalizado com SG apresenta agravamento, como dispneia (dificuldade de respirar), taquipneia (respiração rápida) e baixa saturação de oxigênio. Sintomas Camila Damasceno, médica e referência técnica distrital (RTD) de família e comunidade da Secretaria de Saúde (SES-DF), aponta os principais sintomas aos quais a pessoa deve ficar atenta para procurar um serviço de emergência: “Se tiver alguma dificuldade para respirar, se a respiração está acelerada ou com chiado; se a pessoa estiver muito prostrada, se sentindo muito fraca, com sensação de desmaio”. A especialista orienta sobre o cuidado com as altas temperaturas do corpo: “É bom fazer uma avaliação se a pessoa tiver febre por mais de 72 horas seguidas. Se a febre já passou por mais de 48 horas, mas retornou, também cabe uma avaliação”. Sintomas como convulsões ou confusão mental também são sinais de alerta. “Em caso de sintomas leves, o ideal é que a pessoa procure a Unidade Básica de Saúde (UBS), para que o enfermeiro ou médico avalie e oriente direito como será o tratamento”, reforça a médica. “Na presença de sinais de gravidade, a pessoa deve procurar o serviço de emergência, como uma UPA ou pronto-socorro, principalmente nos períodos em que a UBS estiver fechada.” Aumento [LEIA_TAMBEM]O alerta se intensifica diante de dados recentes. Nos últimos anos, foram notificados mais de 21 mil casos de SRAG em residentes do DF. De 2024 para 2025, houve um aumento de 25%, após um período de queda, sinalizando uma retomada da circulação viral — foram 6,5 mil casos, em 2024, e 8 mil casos, em 2025. O crescimento dos casos entre março e julho se dá, principalmente, devido ao clima mais frio e seco, que facilita a circulação de vírus e resseca as vias respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável. Também é uma época em que as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação, facilitando a transmissão. Alguns vírus apresentam melhor sobrevivência em temperaturas mais baixas. Mudanças de temperatura e a menor exposição ao sol também podem afetar o sistema imunológico. As faixas etárias mais suscetíveis à evolução para formas graves de infecções respiratórias agudas incluem crianças menores de cinco anos e idosos, devido à imaturidade ou declínio da resposta imunológica. Prevenção e cuidados A vacinação segue como a principal estratégia para prevenir casos graves contra os vírus respiratórios e reduzir a incidência, gravidade e número de mortes. Hábitos cotidianos também são fundamentais para reduzir a transmissão, como higienizar as mãos, dar preferência a ambientes naturalmente ventilados, isolar-se em casos suspeitos, manter o ambiente limpo e evitar aglomerações em locais fechados. Veja, abaixo, as vacinas oferecidas na rede pública de saúde do Distrito Federal. Arte: SES-DF *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Sexta edição da Caderneta da Pessoa Idosa traz atualizações e conteúdo ampliado
A nova Caderneta da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde (MS) foi lançada com atualizações importantes, com avanços tanto na didática quanto no conteúdo do material. Em sua sexta edição, o documento passa a incluir informações sobre saúde mental, prevenção de violência, cuidados paliativos e seguridade social. Público idoso encontra, na nova versão da caderneta, recursos que facilitam o acesso a informações sobre educação em saúde | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “Essa versão recente representa um passo significativo para aprimorar a qualidade da assistência no SUS [Sistema Único de Saúde], especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS)”, afirma a gerente de Apoio à Saúde da Família da Secretaria de Saúde (SES-DF), Simone Lacerda. Dentre as inovações, a gestora destaca a inclusão do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20), que permite avaliar condições de fragilidade e necessidades específicas de cada indivíduo. O documento contempla, ainda, conteúdos com fontes maiores para aumentar a legibilidade, além de utilizar ilustrações e QR codes — recursos que facilitam o acesso rápido a materiais complementares de educação em saúde, tanto para os usuários quanto para os profissionais. Apoio essencial [LEIA_TAMBEM]Simone Lacerda vê na caderneta uma ferramenta fundamental aos serviços da APS, ao registrar aspectos como medicamentos em uso, avaliação ambiental do domicílio, suporte sociofamiliar e testes complementares. “Isso significa que, na UBS [Unidade Básica de Saúde], temos uma visão completa do perfil de cada pessoa idosa, facilitando a identificação precoce de riscos e a elaboração de planos de cuidados personalizados, alinhados às necessidades de cada um e com acompanhamento longitudinal”, detalha. A gestora defende que o diferencial da APS seja a chamada “capilaridade”, condição em que as UBSs e as equipes de Saúde da Família funcionam como elo entre o planejamento elaborado pelo MS e a garantia de cuidado integral ao maior número de usuários de saúde, em todos os territórios. “Essa estrutura é vital, especialmente porque a população idosa cresce significativamente a cada ano”, aponta. “No Distrito Federal, por exemplo, o Censo IBGE 2022 registra quase 365 mil indivíduos com 60 anos ou mais, o que corresponde a quase 13% da população total”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Policlínica de Taguatinga celebra talentos da terceira idade
Celebrar o envelhecimento ativo — com essa proposta, a equipe de gerontologia da Policlínica de Taguatinga promoveu o GerontoArte, encontro que reuniu pacientes, familiares, cuidadores e profissionais de saúde em uma programação voltada ao protagonismo dos idosos acompanhados pelo serviço. Carlos Pontes, que faz acompanhamento na policlínica, participou do encontro: “Foi uma experiência muito interessante poder me apresentar aqui hoje” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A programação da última semana teve homenagens, apresentações culturais e exposição de peças de artesanato produzidas pelos próprios pacientes. Ao fim de cada apresentação, foi entregue um certificado pela participação como forma de reconhecimento das habilidades individuais. Entre os participantes esteve o jornalista Carlos Pontes, de 79 anos, que fez um relato sobre suas vivências e a trajetória marcada por quase dez anos escrevendo artigos para um veículo de comunicação da cidade. “Foi uma experiência muito interessante poder me apresentar aqui hoje”, relatou ele, em acompanhamento na policlínica desde 2021. Idosos e cuidadores A gerente da Policlínica, Valéria Soares, destacou o impacto da iniciativa: “Esse momento demonstra a importância dos idosos na sociedade, bem como a necessidade de atenção integral à saúde e ao bem-estar. Consideramos também o cuidador, figura essencial nesse contexto”. “Alguns participantes redescobrem, na terceira idade, uma nova forma de protagonismo em suas próprias histórias” Thiara Café, terapeuta ocupacional A terapeuta ocupacional Thiara Café reforçou: “Muitas vezes as obras de arte refletem suas histórias de vida, por meio da escrita, da poesia ou de outras formas de expressão. Alguns participantes redescobrem, na terceira idade, uma nova forma de protagonismo em suas próprias histórias”. É o caso de Terezinha Lucas de Andrade, 81, que levou ao evento seus trabalhos em crochê e comemorou a oportunidade de participar: “É uma oportunidade valiosa que às vezes não temos. É muito bom estar aqui." Atendimento integral [LEIA_TAMBEM]A Policlínica de Taguatinga disponibiliza atendimento completo à pessoa idosa, oferecendo cuidado individual e coletivo. Há avaliações, reavaliações, encaminhamentos e contrarreferências à Atenção Primária. A unidade mantém, ainda, diferentes grupos de suporte. A terapia comunitária ocorre às quartas-feiras, às 8h, com rodas de bate-papo para fortalecer vínculos e lidar com desafios do cotidiano. O grupo de cuidadores se reúne às segundas-feiras, às 9h, com foco no manejo do estresse e nos impactos emocionais do cuidado contínuo. Já o grupo para homens funciona às quintas-feiras, às 15h, incentivando a participação masculina nas ações de saúde. O acesso aos grupos se dá por encaminhamento da equipe de gerontologia, conforme as necessidades identificadas em cada atendimento. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, com pausa entre as 12h e as 13h. As primeiras consultas são agendadas pelas unidades básicas de saúde (UBSs), via Sistema de Regulação. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Iniciativas de cultura, lazer, convivência e promoção da saúde beneficiarão mais de 9 mil idosos do DF
O extrato que formaliza a execução de um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da convivência social, da saúde e da participação cultural de pessoas idosas em diferentes regiões do DF foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (28). A iniciativa, fruto de parceria da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) com o Instituto Líderes do Brasil, atenderá 9.360 idosos ao longo de 12 meses. Estimular a interação comunitária e valorizar o envelhecimento ativo estão entre os principais objetivos do programa | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF [LEIA_TAMBEM]As atividades serão desenvolvidas no Plano Piloto, Ceilândia, Samambaia, São Sebastião, Recanto das Emas e Itapoã, levando à população oficinas culturais, práticas físicas orientadas, ações de lazer e socioeducativas. O objetivo é promover bem-estar, estimular a interação comunitária e valorizar o envelhecimento ativo. Programa Viver 60+ As ações anunciadas vão reforçar e ampliar as atividades já desenvolvidas pelo programa Viver 60+, da Sejus-DF, que atua na promoção do envelhecimento ativo em diversas regiões do Distrito Federal. O programa oferece ginástica, dança, alongamento, rodas de bate-papo, oficinas de memória, integração social e atividades culturais, estimulando autonomia, fortalecimento de vínculos e qualidade de vida entre idosos. A programação contempla iniciativas integrativas que fortalecem vínculos sociais, ampliam oportunidades de participação e contribuem para a qualidade de vida. Com ações contínuas e diversificadas, o projeto amplia espaços de convivência e engajamento para a população idosa do Distrito Federal. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania
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Cras Sobradinho I promove ação comunitária para pessoas idosas
O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Sobradinho I encerrou o mês de outubro com a 2ª edição da ação comunitária “Envelhe-SER compartilhando histórias de uma vida”. O objetivo foi informar sobre os direitos da pessoa idosa e favorecer oportunidades de convivência com a comunidade, proporcionando momentos de lazer e cultura. O evento, realizado no dia 31, contou com um café da manhã especial, momento interativo com o Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cecon) de Sobradinho e uma apresentação musical feita pelas idosas. “Nossa missão é promover o bem-estar e a valorização da pessoa idosa por meio de atividades que fortaleçam os vínculos sociais, incentivando sua autonomia e proporcionando qualidade de vida”, ressaltou a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. O Cras de Sobradinho I promoveu a 2ª edição da ação comunitária 'Envelhe-SER compartilhando histórias de uma vida' | Foto: Divulgação/Sedes-DF Além do clima de descontração e festa, o evento também foi marcado por momentos de aprendizado e orientação. A assistente social do Cras de Sobradinho, Fernanda Costa, realizou uma dinâmica sobre mitos e verdades, seguida por um bate-papo sobre proteção e direitos da pessoa idosa, mediada pela delegada Ângela Santos, da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin). [LEIA_TAMBEM]O evento, que reuniu mais de 80 pessoas, encerrou o mês de comemorações em alusão ao Dia Internacional da Pessoa Idosa. Ao fim da atividade, cada participante recebeu um kit contendo edredom, toalha e alguns produtos de autocuidado. O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) é um equipamento público que funciona como porta de entrada da assistência social no Brasil, para famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade e risco social. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)
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Projeto PIS Vida Saudável leva qualidade de vida a idosos
Com atividades como automassagem, alongamento e dança, a Unidade Básica de Saúde (UBS) 6 de Taguatinga tem reunido um público de idosos em torno do projeto PIS Vida Saudável. Além das atividades presenciais na UBS, o grupo participa de passeios culturais e turísticos pelo Distrito Federal. Visita ao Parque Nacional: grupo mantém atividades de socialização, interagindo com público de diferentes idades | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF A equipe do PIS Vida Saudável já visitou o Parque da Água Mineral, onde os idosos puderam contemplar a natureza, fazer caminhadas e aproveitar o banho de piscina. No final de outubro, houve um passeio ao Catetinho, primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek. O lanche foi organizado pelos próprios usuários, que aproveitaram o momento de convivência e valorização da história da cidade. [LEIA_TAMBEM]“Nós observamos um aumento na satisfação e na melhora nos relatos de dor entre os frequentadores”, relatou a enfermeira Margareth Diniz, coordenadora do grupo, ao qual algumas pessoas são encaminhadas por meio do Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Iniciado em 2013, o projeto tem como foco as Práticas Integrativas em Saúde (PIS), que fortalecem a prevenção e o bem-estar integral. Há dois anos, as ações passaram a ser desenvolvidas em parceria com a equipe de fisioterapia, ampliando o foco na reabilitação dos idosos. Durante os passeios, os grupos também interagem com público de outras idades. Além do estímulo físico, o grupo também trabalha o aspecto cognitivo e a interação social entre os participantes. As atividades buscam reduzir quadros de depressão, isolamento e ansiedade. “A equipe tem se dedicado à capacitação contínua, buscando aprimorar cada vez mais a qualidade do serviço oferecido”, afirma a médica da família Sara Viana, a UBS 6. *Com informações da Secretaria de Saúde
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População idosa amplia participação no mercado de trabalho do Distrito Federal
O número de idosos no Distrito Federal segue em crescimento e vem ganhando destaque na dinâmica do mercado de trabalho. Dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-DF), realizada pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicam que, no biênio 2023–2024, a população com 60 anos ou mais representava pouco mais de um quinto dos habitantes em idade ativa, cerca de 523 mil pessoas. Desse total, 20% estão inseridos no mercado de trabalho, o equivalente a aproximadamente 105 mil idosos. Aumento da relação com o trabalho é indicativo de maior longevidade e ampliação das oportunidades voltadas a idosos | Foto: Divulgação/IPEDF A proporção desse grupo na força de trabalho aumentou em relação ao período anterior, passando de 19,1% para 20%. O avanço ocorre em um contexto de maior longevidade e de ampliação das oportunidades voltadas a essa faixa etária. “A pesquisa retrata um aspecto bastante relevante da condição social brasileira e regional — os idosos permanecem na estrutura produtiva, seja pela necessidade de participação social, seja pela busca de renda” Lucia Garcia, economista do Dieese Segundo a pesquisa, os idosos ocupados concentram-se principalmente no setor de serviços, responsável por mais de dois terços das vagas dessa população, seguido do comércio e reparação (16,2%). A construção civil e a indústria de transformação também mantêm participação relevante, com cerca de 6% cada. Ocupações nos setores O levantamento mostra ainda que 47,6% dos idosos ocupados são assalariados, sendo 22,8% no setor público e 24,8% no privado. Outros 29,9% atuam como autônomos, e 7,8% são empregadores. O nível de ocupação dessa população cresceu 9% entre 2022 e 2024, impulsionado principalmente pelo comércio (alta de 23,1%) e pelos serviços (8,1%). [LEIA_TAMBEM]As mulheres representam 60,2% do total de idosos no DF, embora os homens predominem entre os economicamente ativos (57,4%). Entre os inativos, que somam 418 mil pessoas, a principal razão para não trabalhar é a aposentadoria (69,9%), seguida pelos afazeres domésticos (13,8%) e por outras atividades não laborais (15,5%). A maioria (85,9%) já teve experiência anterior de trabalho, e 72% deixaram o último emprego há mais de cinco anos. A jornada média semanal da população idosa ocupada é de 39 horas, com rendimento real mensal médio de R$ 5.778. Em relação à renda dos inativos, a PED-DF aponta que o valor médio das aposentadorias foi de R$ 5.476, enquanto o das pensões alcançou R$ 3.819. “A PED retrata um aspecto bastante relevante da condição social brasileira e regional — os idosos permanecem na estrutura produtiva, seja pela necessidade de participação social, seja pela busca de renda”, avalia Lucia Garcia, técnica e economista do Dieese. “A relevância que vemos deste segmento nas esferas política, artística e intelectual, portanto, reflete um movimento mais amplo, que demanda políticas públicas e adaptação dos espaços organizacionais.” Veja o boletim. *Com informações do IPEDF
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Rede de cuidados a idosos do Distrito Federal oferece atenção integral e foco em envelhecimento saudável
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem como prioridade a promoção do envelhecimento ativo e saudável. O primeiro ponto de contato para essa assistência é a Atenção Primária à Saúde (APS), oferecida nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) distribuídas por todas as regiões administrativas da capital. Para ampliar e qualificar o atendimento, a rede pública conta com dez Ambulatórios de Geriatria estrategicamente localizados. Nessas unidades, equipes multiprofissionais (eMulti) — formadas por geriatras, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos e outros especialistas — realizam acompanhamentos personalizados. Além das consultas, a rede oferece ações como Práticas Integrativas em Saúde (PIS), Circuito Multissensorial para prevenção de quedas, grupos contra o tabagismo, atividades de promoção de hábitos saudáveis e programas voltados a doenças crônicas. No Brasil, estima-se que mais de 1,8 milhão de pessoas vivam com algum tipo de demência, sendo o Alzheimer a forma mais comum. Isso representa cerca de 12% da população idosa | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A disponibilidade dessas atividades varia de acordo com cada UBS. “Embora todas as equipes possam desenvolver ações voltadas à saúde do idoso, as unidades que contam com eMulti tendem a oferecer um número maior de atividades coletivas e atendimentos individuais”, explica a gerente de Apoio à Saúde da Família (Gasf) da SES-DF, Simone Lacerda. Alzheimer No Brasil, estima-se que mais de 1,8 milhão de pessoas vivam com algum tipo de demência, sendo o Alzheimer a forma mais comum. Isso representa cerca de 12% da população idosa, embora haja variações regionais. Até 2050, a projeção é que 5,7 milhões de indivíduos sejam diagnosticados no país, segundo Relatório Nacional de Demência do Ministério da Saúde. Diante do cenário, Lacerda reforça que os cuidados devem começar antes mesmo dos 60 anos, com foco na manutenção da autonomia, independência e participação social. “Nossa abordagem não se limita ao tratamento da doença. Trabalhamos com um modelo de atenção em rede, com equipes interdisciplinares, para garantir um cuidado integral, colocando a pessoa idosa no centro do processo.” A SES-DF conta com dez Ambulatórios de Geriatria e oferece práticas integrativas, circuito multissensorial contra quedas, grupos de combate ao tabagismo, atividades de promoção de hábitos saudáveis e programas voltados a doenças crônicas Os primeiros sinais da doença podem ser sutis e facilmente confundidos com outros problemas de saúde mental. Mudanças de comportamento, dificuldade para realizar tarefas cotidianas — cozinhar, dirigir ou pagar contas — e esquecimentos frequentes, como conversas recentes, estão entre os indícios. Além da memória, o Alzheimer afeta a linguagem, a capacidade de planejamento, a noção espacial e a percepção visual. Para pacientes diagnosticados precocemente, a recomendação é estimular a autonomia e adaptar atividades prazerosas e significativas à nova realidade. O acesso aos ambulatórios especializados ocorre por encaminhamento das equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), via Central de Regulação, ainda nas UBSs. Clique aqui e veja qual é a UBS mais próxima da sua casa. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Aplicativo Ativa Mente une tecnologia e saúde para promover qualidade de vida aos idosos
Com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) estão desenvolvendo o aplicativo Ativa Mente, uma inovação em gerontotecnologia — área que integra envelhecimento humano e tecnologia para promover qualidade de vida na terceira idade. A proposta é voltada à promoção do autocuidado, da saúde cognitiva e do bem-estar de idosos com Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como diabetes e hipertensão. A iniciativa dá continuidade ao projeto Viva Bem, antes restrito ao acompanhamento de idosos com diabetes, e agora ampliado para um público mais diverso. O diferencial do Ativa Mente está na abordagem integral: além de funcionalidades já conhecidas, como lembretes de medicamentos e incentivo à prática de exercícios físicos, a nova versão incorpora estimulação cognitiva (memória, atenção e orientação), buscando preservar a autonomia do idoso e estimular corpo e mente de forma integrada. Do apoio à inovação O projeto foi contemplado pelo edital FAPDF Learning (2023), recebendo R$ 1 milhão em recursos. O investimento viabilizou a aquisição de equipamentos, o desenvolvimento tecnológico e a concessão de bolsas de pesquisa, assegurando condições para que a equipe multidisciplinar da UnB conduzisse o trabalho com rigor científico. Idoso participa das etapas de validação do aplicativo Ativa Mente, que estimula corpo e mente para promover qualidade de vida | Foto: Arquivo pessoal Participam do projeto docentes e discentes de diferentes áreas — enfermagem, ciência da computação, design, psicologia e educação física —, sob a coordenação da professora Silvana Schwerz Funghetto, especialista em envelhecimento humano e tecnologias educacionais. Segundo a pesquisadora, o aporte da FAPDF foi determinante: “O apoio da fundação permitiu estruturar todas as etapas do projeto, desde a análise inicial até a validação junto aos usuários. Trata-se de um investimento que não apenas fortalece a ciência local, mas também responde a uma demanda social urgente”. Rigor científico e validação tecnológica O desenvolvimento do aplicativo segue o método Design Instrucional Contextualizado (DIC), estruturado em cinco etapas (análise, design, desenvolvimento, implementação e avaliação). A validação envolve oficinas participativas e testes com idosos do Distrito Federal, assegurando que a tecnologia atenda às reais necessidades do público-alvo. Para garantir qualidade e confiabilidade, o projeto utiliza instrumentos reconhecidos internacionalmente: - SF-36, questionário de 36 itens que mede a qualidade de vida relacionada à saúde, avaliando aspectos como vitalidade, capacidade funcional, dor e saúde mental; - System Usability Scale (SUS), escala simples e consolidada que mensura a usabilidade de sistemas digitais a partir da experiência dos usuários; - Technology Acceptance Model (TAM), modelo que avalia a aceitação tecnológica considerando utilidade percebida e facilidade de uso. [LEIA_TAMBEM]O conceito de autocuidado — central no projeto — diz respeito à capacidade do idoso de gerir sua própria saúde de forma ativa, fortalecendo sua autonomia e reduzindo a dependência de serviços de alta complexidade. Impactos e relevância social A Ativa Mente deverá alcançar o nível máximo de maturidade tecnológica (TRL 9 — estágio que indica plena prontidão de uso), com registro de propriedade intelectual junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e disponibilização gratuita nas plataformas Google Play e Apple Store. Além de apoiar o autocuidado dos idosos, a ferramenta permitirá gerar relatórios analíticos que poderão subsidiar políticas públicas e estratégias de atenção primária em saúde, contribuindo para a redução de internações hospitalares e para a eficiência do Sistema Único de Saúde (SUS). O reconhecimento da inovação já começou. O projeto recebeu menção honrosa em 2º lugar no II Congresso Internacional de Tecnologia, Inovação e Gerontologia e no III Seminário Internacional de Inovação e Longevidade, realizados em São Paulo. Para a professora Silvana Schwerz Funghetto, a relevância da iniciativa vai além do desenvolvimento tecnológico: “O aplicativo não é apenas uma ferramenta de monitoramento, mas um aliado direto para que o idoso seja protagonista do seu cuidado, preservando sua independência e qualidade de vida por mais tempo”. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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