HCB alerta para agilidade nos cuidados com a febre em crianças com câncer
O tratamento oncológico, crucial para o sucesso no combate ao câncer, faz com que as crianças fiquem imunossuprimidas. Por isso, casos de infecções precisam ser tratados com agilidade: quando a criança apresenta febre, o atendimento hospitalar deve ser iniciado em até uma hora. Para conscientizar pais e responsáveis sobre essa necessidade, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) realizou a campanha Hora Dourada, com atividades lúdicas e orientações. Campanha Hora Dourada conscientiza pais e responsáveis sobre essa necessidade de tratar com agilidade infecções em crianças com câncer | Foto: Maria Clara Oliveira/HCB Durante as ações da campanha, foram distribuídos termômetros e calendários para o registro da temperatura, garantindo o monitoramento correto dos pacientes. As crianças também receberam orientações por meio de um teatro: na peça, escrita e encenada por profissionais do HCB, um menino buscava atendimento logo no início da febre, o que garantia o tratamento adequado e o retorno a atividades como brincar com o cachorro e jogar futebol. Shalma Araújo é mãe de Manuela Araújo, de 8 anos, e reconhece a relevância da campanha. Ela conta que a filha teve poucas infecções ao longo do tratamento, mas que sempre seguiu as orientações da equipe para manter a saúde da menina. “Todas as vezes que eu senti que ela estava febril ou que ia dar febre, já trouxe correndo para o hospital, porque podia ser uma pneumonia silenciosa ou um agravamento posterior”, explica. [LEIA_TAMBEM]A equipe do HCB também visitou a Casa de Apoio da Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace) para levar o teatro e as orientações às famílias assistidas. Rayana Ursulino, mãe de Richard Ursulino, de 4 anos, foi uma das participantes da atividade. Por já saber da importância da Hora Dourada, sempre que encontra outra família que acabou de receber o diagnóstico de câncer, ela alerta sobre os cuidados com a febre. “A gente sempre se ajuda. Quando sei que outra criança está mais quentinha, já falo para a mãe levar logo para o hospital, não ficar esperando.” O Hospital da Criança de Brasília realiza a campanha Hora Dourada anualmente, como reforço aos alertas feitos durante as consultas. O protocolo de neutropenia febril do HCB, que orienta a equipe da onco-hematologia no tratamento de crianças que apresentam febre, também é mantido atualizado para garantir que toda a estrutura do hospital assegure o início do atendimento na primeira hora. Como o HCB não dispõe de serviço de emergência, esses pacientes contam com o “cartão vermelho”, metodologia de sinalização de condições de risco e controle de acesso à assistência especializada em saúde, que permite o atendimento em qualquer dia ou horário. Ao perceber febre em casa, a criança em uso de quimioterapia deve comparecer ao HCB com o cartão vermelho para dar início ao protocolo. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília (HCB)
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Chuvas acendem alerta para riscos de contaminação por leptospirose
O grande volume de chuvas deste início de ano não provoca apenas apreensão quanto a alagamentos e enxurradas, mas também acende o alerta para o aumento dos riscos de transmissão de doenças como a leptospirose. Isso porque a combinação entre aumento das precipitações e de áreas inundadas oferece um cenário propício para a propagação da bactéria leptospira, que é vetor da enfermidade. Arte: Divulgação/Agência Saúde “A leptospira é uma bactéria que precisa da umidade para sobreviver; então, nesses períodos chuvosos, é normal termos aumento da transmissão e, consequentemente, de infecções”, detalha o veterinário Frederico Tôrres Braz, da Secretaria de Saúde (SES-DF). Em 2023, o Distrito Federal notificou 111 casos suspeitos de leptospirose, dos quais nove se confirmaram como infecções causadas pela bactéria leptospira. Do total de conformações, uma resultou em óbito. Neste ano, a pasta registrou duas infecções suspeitas, e ambas estão sob investigação. O contágio Segundo o veterinário, boa parte das infecções decorre do contato humano com a urina de animais contaminados e em pontos de alagamento. “Geralmente, os grandes vetores da doença são roedores, que frequentam áreas urbanas, especialmente as redes de esgoto e de drenagem”, aponta Frederico. “Esses animais contaminam, através da urina, poças de água da chuva e áreas alagadas. É muito comum vermos pessoas infectadas após contato com enxurradas e alagamentos”. Roedores são os maiores transmissores de doenças; em contato com a água, sua urina provoca várias infecções | Foto: Divulgação/SES-DF “Orientamos que a população evite ter contato com poças próximas a áreas de descarte de lixo, onde há foco de roedores, e que acondicione o lixo de maneira correta para evitar que esses animais sejam atraídos por restos de alimentos”, recomenda Braz. “Quem precisa manejar áreas possivelmente contaminadas deve usar luvas e botas de borracha, e o mesmo vale para quem trabalha com manuseio de redes de esgoto”, prossegue o veterinário. “Esses aparatos são impermeáveis e blindam a pessoa de ter contato com a água infectada. Quem mora em residência também deve ter atenção redobrada com as caixas de gordura e esgoto, e mantê-las bem-vedadas é imprescindível.” Sintomas Os principais sintomas da leptospirose são febre, dores de cabeça e no corpo, principalmente na região lombar e nas panturrilhas. Pessoas infectadas com a bactéria também podem sofrer alterações respiratórias e urinárias, sangramentos, hipotensão, alterações do nível de consciência, vômitos frequentes, arritmias cardíacas e icterícia. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Em caso de suspeita de infecção, é recomendado procurar atendimento na unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de sua residência. É imprescindível que, no ato da consulta, o paciente descreva de maneira detalhada os sintomas e a atividade que possivelmente o levou até a unidade médica. A SES-DF faz inspeções rotineiras em áreas com grande acúmulo de focos de roedores, bem como promove ações de conscientização sobre os riscos da leptospirose. A população também pode denunciar um eventual foco de vetores da doença na ouvidoria, pelo telefone 162.
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Controle de infecção e segurança são temas de debate
O encontro debaterá às ações de controle de infecções relacionadas à assistência à saúde e à segurança do paciente | Foto: Breno Esaki / SES A Gerência de Risco em Serviços de Saúde da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS) promove, nesta sexta-feira (29), o VIII Encontro Distrital de Segurança do Paciente e Controle de Infecção. Além de fazer uma reflexão sobre as ações desenvolvidas neste ano em busca de melhorias e de qualidade na assistência, o encontro tem a meta de estimular o planejamento para 2020. A iniciativa é voltada aos profissionais responsáveis pela promoção da segurança do paciente e ao controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Iras). Durante o evento, que terá uma exposição, serão premiadas as experiências exitosas desenvolvidas pelos serviços de saúde do DF. “A segurança do paciente é um componente essencial da qualidade do cuidado e tem adquirido, em todo o mundo, relevância cada vez maior para os pacientes e suas famílias, para os gestores e os profissionais de saúde, no sentido de oferecer uma assistência segura”, destaca o diretor da Vigilância Sanitária do DF, Manoel Silva Neto. Monitoramento Entre as atribuições da Gerência de Risco em Serviços de Saúde, destacam-se fiscalizar o cumprimento da regulamentação sanitária, orientar e monitorar os serviços de saúde do DF quanto às ações de controle de infecções relacionadas à assistência à saúde e à segurança do paciente, bem como monitorar os processos de identificação, análise e investigação de eventos adversos. “Acompanhamos de perto as ações desenvolvidas pelos hospitais do DF para a promoção da segurança do paciente”, resume a gerente de Risco em Serviços de Saúde, Fabiana Rodrigues. “Estar mensalmente com esses serviços nos permite, além de promover a educação sanitária, estimular as ações de melhoria.” Para o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero Martins, “sensibilizar a comunidade hospitalar quanto ao impacto da adoção de medidas simples para promover a segurança do paciente resulta na transformação positiva dos processos de trabalho, na proteção do paciente e de seus familiares, dos profissionais e da instituição de saúde”. VIII Encontro Distrital de Segurança do Paciente e Controle de Infecção * Data: 29 (sexta-feira), das 8h30 às 12h. * Local: Auditório da Anvisa – SIA, Trecho 5, Área Especial 57. * Com informações da Secretaria de Saúde
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