Equipes do Hospital da Criança se unem no controle de infecções
Garantir a segurança de uma criança que passa por tratamento de saúde envolve prevenir infecções e, caso elas aconteçam, agir em tempo hábil para combatê-las. Para aprimorar esse cuidado, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) implementou novo processo de vigilância, integrando a equipe de enfermagem ao monitoramento das infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras). Controle de infecção é rigoroso nos procedimentos adotados pelos profissionais do hospital | Fotos: Maria Clara Oliveira/HCB As Iras se dividem entre infecções primárias da corrente sanguínea (IPCS), pneumonia associada à ventilação e a infecções do trato urinário. Dos três tipos, o mais comum no HCB é o IPCS, devido ao perfil de pacientes atendidos: crianças imunossuprimidas, vários tipos de cateter e complexidade de acessos venosos. Periodicamente, os pacientes internados passam por visitas durante as quais se coletam os bundles, conjuntos de informações referentes ao controle de infecções. “Podemos ver os sinais precocemente e agir precocemente para evitar a infecção” Lorena Borges, enfermeira do HCB As visitas para verificação de cateteres das crianças internadas no Hospital são feitas pelas equipes do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do HCB e de enfermagem. Ao envolver mais profissionais na tarefa, o hospital consegue identificar sinais de infecção mais rapidamente. Análises aprimoradas “Sempre trabalhamos com os bundles de IPCS, mas as auditorias eram muito centradas no SCIH”, relata o gerente do Serviço, o infectologista Bruno Lima. “Tínhamos dificuldade em cobrir alguns turnos e de discussão de condutas entre as equipes.” Com o novo processo, a equipe orientou os enfermeiros sobre a melhor forma de analisar os cateteres e quais informações coletar com pacientes e acompanhantes. [LEIA_TAMBEM]Essa integração traz tempo de resposta mais rápido, avalia a enfermeira Lorena Borges, gerente da Linha de Cuidado do Paciente Onco-hematológico: “Podemos ver os sinais precocemente e agir precocemente para evitar a infecção”. A periodicidade das vistorias varia dependendo do perfil de atendimento de cada ala da internação do HCB, mas todos os pacientes são acompanhados no que se refere a vermelhidão, presença de sangue, fluidez do cateter e outras características relacionadas a um processo infeccioso. O HCB também adotou uma ferramenta para o registro das visitas, gerando um histórico de cada paciente. Com isso, em casos de infecção, é possível verificar outras informações relacionadas à causa ou ao manejo do quadro. “Hoje, o processo todo é registrado na plataforma RedCap e conseguimos rastrear todos os bundles nominalmente”, aponta Bruno Lima. “Se tivermos uma infecção e quisermos rastreá-los retroativamente, temos acesso a essas informações, o que foi um ganho muito grande”. O novo processo teve início em 2025, como um projeto-piloto, e alcançou toda a internação em janeiro deste ano. Ao longo das diferentes fases da implementação, o HCB tem mantido uma taxa de conformidade de 96%. A expectativa é que, ao final do primeiro semestre, os dados consolidados confirmem os bons resultados alcançados até o momento. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília
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Saúde cria linha de cuidado para pessoas em situação de violência
A fim de estabelecer um fluxo correto na hora de atender pessoas em situação de violência doméstica, familiar e sexual, a Secretaria de Saúde (SES) elaborou um documento que formaliza toda a linha de cuidado para com esse público. Após a finalização, o material será distribuído em toda a rede de Atenção da secretaria, além de delegacias e órgãos de assistência social. “O objetivo é organizar a rede de atenção à violência no âmbito da SES, com elaboração e definição de fluxos e protocolos padronizados em todos os níveis de atenção, possibilitando assim implementar ações de enfrentamento à violência no Distrito Federal”, explica a chefe do Núcleo de Estudos, Prevenção e Atenção à Violência (Nepav), Elizabeth Maulaz. Ação integrada Dentro dessa meta, a SES instituiu o Colegiado Gestor Técnico da Atenção Integral à Violência para estruturação da linha de cuidado às pessoas em situação de violência, em todos os ciclos de vida e em todos os níveis de atenção. “É muito importante a interação de todos nesse processo, para ampliar a discussão e contribuir para a formulação de políticas públicas”, frisa Elizabeth. Participam da ação os trabalhadores da saúde pública, nos diferentes níveis de Atenção à Saúde, representados pela Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde (Sais), Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS), pelas unidades do Núcleo de Prevenção e Assistência às Situações de Violência (Nupav) das sete regiões de Saúde e pelos centros de especialidades de atenção às pessoas em situação de violência sexual e doméstica (Cepavs). Consulta pública O material, que já tem uma versão preliminar, estará disponível para consulta pública por um mês, abrindo a participação da sociedade na finalização da linha de cuidado para pessoas em situação de violência. Opiniões, recomendações, críticas e sugestões poderão ser enviadas ao e-mail consultapublicaviolencia@gmail.com. “Esse é um documento muito importante, porque organiza todo o fluxo de atendimento às pessoas em situação de violência”, destaca a gerente da Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde da SES, Fernanda Falcomer. “Através dele, os profissionais da saúde terão conhecimento sobre como fazer o devido acolhimento e humanização.” * Com informações da SES
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