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Quase mil obras em sete anos transformam a infraestrutura urbana de Ceilândia

Desde 2019, Ceilândia passou a incorporar uma sequência contínua de intervenções que reorganizaram vias, ampliaram a acessibilidade, recuperaram espaços públicos e reforçaram a oferta de serviços essenciais. O conjunto de quase mil obras entregues pelo Governo do Distrito Federal (GDF) alterou o funcionamento urbano da cidade e passou a influenciar diretamente a circulação, o uso do espaço e a rotina da população. Ao todo, 990 obras já foram concluídas, com R$ 281,3 milhões executados. Considerando intervenções entregues, em andamento, em contratação e em licitação, os investimentos ultrapassam R$ 423 milhões, com novas frentes previstas até 2026. As ações alcançam áreas como mobilidade urbana, infraestrutura, saúde, educação, lazer, iluminação pública, habitação e desenvolvimento urbano. Para o administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende, o diferencial desse ciclo foi tratar a cidade a partir de problemas estruturais. “São obras de que Ceilândia precisava havia muito tempo, pensadas para resolver questões históricas da cidade”, afirma. A Avenida Hélio Prates passou por uma reorganização completa, com ações como implantação de vias laterais, ordenamento do trânsito, estacionamento de caminhões, calçadas acessíveis e substituição de pontos de ônibus | Foto: Arquivo/Agência Brasília Mobilidade, acessibilidade e circulação urbana A mobilidade concentrou uma das principais frentes de investimento. Mais de 100 km de calçadas foram construídos ou recuperados, garantindo acessibilidade em regiões onde pedestres antes circulavam nas vias dos carros. Ciclovias foram implantadas, e obras de pavimentação, drenagem e requalificação viária avançaram em diferentes setores da cidade. A Avenida Hélio Prates, principal eixo viário da região, passou por reorganização completa, com implantação de vias laterais, ordenamento do trânsito, áreas adequadas para estacionamento de caminhões e calçadas acessíveis. Pontos de ônibus também foram substituídos, oferecendo abrigo e mais conforto aos usuários do transporte público. Segundo Resende, parte das intervenções surgiu a partir de demandas diretas da população. “Quem vive a cidade é quem aponta onde o problema está. Governar ouvindo a comunidade foi decisivo para definir prioridades”, diz. "São obras de que Ceilândia precisava havia muito tempo, pensadas para resolver questões históricas da cidade”, afirma Dilson Resende, administrador regional de Ceilândia | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Um dos exemplos citados foi o pedido de uma cadeirante que não conseguia atravessar uma via movimentada por falta de rampa e passagem adequada. A demanda resultou na implantação de acessos e ajustes no entorno, ampliando a mobilidade e reduzindo riscos. Saúde, educação e habitação Na área da saúde, a entrega da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia e a ampliação do Hospital do Sol (HSol) reforçaram a rede de urgência e emergência. Unidades básicas foram modernizadas, aproximando o atendimento da população. Na educação, escolas com obras paralisadas foram retomadas e concluídas, além da entrega de creches. A Biblioteca Pública de Ceilândia foi reformada e voltou a funcionar como equipamento cultural e de incentivo à leitura. O programa habitacional da QNR avançou com a implantação de infraestrutura completa, incluindo pavimentação, drenagem e serviços urbanos, beneficiando milhares de famílias. A entrega da UPA de Ceilândia foi um dos investimentos em saúde na cidade | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Uso cotidiano da cidade A reconfiguração urbana também se refletiu na forma como a população passou a ocupar os espaços públicos. A recuperação de áreas de lazer e convivência alterou os fluxos, ampliou a circulação de pessoas e reforçou o uso cotidiano desses locais. No Parque Urbano do Setor O, esse movimento se traduz em presença constante. Segundo o gestor do parque, Wilson Almeida, nos fins de semana, o espaço recebe cerca de 6 mil pessoas, enquanto, durante a semana, a média varia entre 2 mil e 3 mil frequentadores por dia. O volume diário de usuários passou a funcionar como indicador direto da mudança na relação da cidade com o parque. A percepção também é compartilhada por quem vive no entorno. Morador da QNP 16, Sebastião Gomes Viana acompanhou de perto a mudança em sua região e relata como o espaço era utilizado antes das intervenções. “Aquilo ali era um transtorno. O pessoal jogava entulho, sofá velho, pneu, colocava fogo no lixo. Quando chovia, a água empossava, juntava mosquito, virava foco de dengue. Não tinha asfalto, não tinha calçada, não tinha nada. Era só buraco. A gente passava ali todo dia e via o problema, mas parecia que não tinha solução”, conta. A recuperação de áreas de lazer e convivência alterou os fluxos, ampliou a circulação de pessoas e reforçou o uso cotidiano de equipamentos públicos | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo ele, a situação começou a mudar com a implantação de equipamentos públicos e obras de infraestrutura. “Hoje é outra realidade. Fizeram a creche, que já está funcionando, estão concluindo a quadra poliesportiva, fizeram calçada, organizaram o espaço. Não tem mais lixo jogado, não tem mais água parada. As pessoas passaram a usar o lugar, a circular. Quem mora aqui sente a diferença no dia a dia”, afirma. A mudança no uso do espaço também é percebida por quem frequenta o parque com regularidade. Jean Oliveira, que caminha no local ao menos duas vezes por semana, afirma que a transformação ampliou o alcance do espaço para além do bairro. “Antes isso aqui era um descampado abandonado. Tinha muito entulho, mato alto, pouca iluminação e insegurança. Muita gente evitava passar por aqui. Hoje tem estrutura, iluminação, polícia por perto, famílias circulando o dia inteiro”, relata. Para ele, o movimento constante passou a ser parte da paisagem urbana. “Você vê criança, idoso, gente caminhando, praticando esporte. Tem gente de outras quadras, de outros bairros e até de outras cidades. O parque ficou movimentado o dia inteiro, e isso mostra que as pessoas se sentem seguras e querem estar aqui”, diz. Praças e parques receberam ações de urbanização e manutenção | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O mesmo padrão de ocupação passou a se repetir em outros pontos da cidade, como a Praça dos Eucaliptos e a Praça da Estação do Metrô, que receberam urbanização, equipamentos esportivos e melhorias no entorno. Espaços antes associados ao abandono passaram a integrar a rotina da população. Planejamento e continuidade Além das entregas já realizadas, Ceilândia entrou em uma nova etapa de planejamento, com o início da elaboração do projeto de drenagem pluvial, considerado essencial para intervenções de maior porte. Resende destaca que obras estruturantes exigem visão de longo prazo. “Planejar é parte da obra. Há intervenções que precisam ser pensadas agora para garantir segurança e continuidade no futuro”, afirma. Ao longo de sete anos, o conjunto de quase mil obras evidencia uma mudança progressiva na infraestrutura urbana de Ceilândia. Mais do que a soma de intervenções, os investimentos passaram a reorganizar fluxos, ampliar o uso dos espaços públicos e integrar serviços ao cotidiano da maior região administrativa do Distrito Federal.

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DF recebe ações de zeladoria e manutenção urbana ao longo da semana

Cuidar da cidade também é cuidar da rotina de quem vive nela. Durante esta semana (16 a 20 de março), as regiões administrativas do Distrito Federal receberam diversas ações de zeladoria urbana, executadas por meio da parceria entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). Com atuação da Diretoria de Cidades da Novacap, junto ao Departamento de Parques e Jardins, ao Departamento de Regionais da Novacap e ao Departamento de Equipamentos Públicos (DEP), foram realizados serviços de manutenção de áreas verdes, melhorias em espaços públicos e recuperação da malha viária em diferentes pontos do DF. O presidente da Novacap, Fernando Leite, destaca que o cronograma intensivo reflete o compromisso com o bem-estar da população. “Nossas equipes estão nas ruas diariamente para garantir que Brasília e as regiões administrativas ofereçam segurança e qualidade de vida. A zeladoria não é apenas estética; é cuidado com o patrimônio público e com o cidadão que utiliza esses espaços todos os dias”, pontua Leite. Em regiões como Plano Piloto, Cruzeiro, lagos Sul e Norte, Jardim Botânico, São Sebastião, Paranoá, Itapoã e Planaltina, os serviços incluíram poda de gramados, manutenção de canteiros, controle de pragas, poda e supressão de árvores, além do recolhimento de resíduos com uso de máquinas especiais. Outras regiões, como Sobradinho e Sobradinho II, Gama, Santa Maria, Guará, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia, Sol Nascente, Samambaia, Recanto das Emas, Park Way, Vicente Pires, Estrutural, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo e II e SIA, também foram contempladas. Nessas localidades, além da poda e limpeza, houve roçagem, coroamento e manejo da vegetação, contribuindo para a organização dos espaços urbanos e a prevenção de problemas, como o acúmulo de resíduos. Equipes realizaram manutenções em equipamentos públicos e reparos em vias em diversas regiões administrativas do DF | Foto: Divulgação/Novacap A semana também contou com manutenções em equipamentos públicos, impactando diretamente locais de convivência. Em Samambaia, Candangolândia, Cruzeiro e Núcleo Bandeirante, foram realizadas manutenções em quadras esportivas, além da instalação e recuperação de parquinhos. Outras regiões, como Lago Sul, Taguatinga, Guará, São Sebastião, Ceilândia, Sobradinho II, Lago Norte, Varjão, Gama e SIA, receberam intervenções como manutenção de banheiros, recuperação de parques, reformas de calçadas e instalação de alambrados — melhorias que fortalecem o uso dos espaços públicos e ampliam as possibilidades de lazer e convivência. Além das áreas verdes e dos espaços públicos, a manutenção das vias também avançou ao longo da semana. Regiões como Taguatinga, Ceilândia e Plano Piloto receberam serviços de manutenção asfáltica em vias principais e quadras residenciais, melhorando as condições de tráfego. As ações também chegaram ao SIA, São Sebastião, Planaltina, Samambaia, Riacho Fundo, Jardim Botânico, Lago Norte, Recanto das Emas, Guará e Paranoá. Com reparos em ruas, avenidas e conjuntos habitacionais, os serviços contribuem para deslocamentos mais seguros e confortáveis para motoristas, ciclistas e pedestres. *Com informações da Novacap

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RenovaDF certifica mais de 2 mil alunos no segundo ciclo deste ano

Agência Brasília · RENOVADF CERTIFICA MAIS DE 2 MIL ALUNOS NO SEGUNDO CICLO DESTE ANO A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) promoveu, nesta terça-feira (12), no Ginásio do Cruzeiro, a formatura do 2º Ciclo de 2025 do RenovaDF — considerado o maior programa de qualificação profissional do país. Nesta edição, 2.144 alunos concluíram o curso de auxiliar de manutenção, formação que combina aulas teóricas e práticas em áreas essenciais da construção civil, como segurança do trabalho, hidráulica, elétrica, pintura, jardinagem e alvenaria. “Cada formatura do RenovaDF amplia a nossa certeza de que estamos seguindo no caminho certo”, declarou a vice-governadora Celina Leão durante a cerimônia | Foto: Divulgação/Sedet-DF Durante a cerimônia, a vice-governadora do DF, Celina Leão, ressaltou o papel social do programa: “Cada formatura do RenovaDF amplia a nossa certeza de que estamos seguindo no caminho certo. Essa iniciativa abre portas para um futuro melhor a partir da qualificação profissional da população mais vulnerável que, alinhada aos cuidados com os espaços públicos da nossa cidade, amplia o círculo virtuoso de inclusão e geração de oportunidades de ingresso no mercado de trabalho. É o olhar especial da nossa gestão, que sabe da importância de cuidar de quem mais precisa”. “O RenovaDF é mais do que um curso; é uma oportunidade concreta de mudar vidas” Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda   As atividades deste ciclo foram desenvolvidas em Ceilândia, Plano Piloto, Planaltina, Guará e Recanto das Emas, resultando em ações de manutenção de 201 equipamentos públicos — entre praças, quadras, paradas de ônibus, parques infantis, pontos de encontro comunitário (PECs), pergolados, viadutos e áreas de lazer. Essas melhorias aumentam a segurança, a acessibilidade e a qualidade de vida da população, fortalecendo o sentimento de pertencimento nas comunidades. Modelo consolidado [LEIA_TAMBEM]Desde sua criação, em 2021, o RenovaDF já capacitou mais de 27 mil pessoas e reformou quase 3 mil espaços públicos, consolidando-se como um modelo eficaz de formação cidadã, qualificação profissional e desenvolvimento urbano. “O RenovaDF é mais do que um curso; é uma oportunidade concreta de mudar vidas”, declarou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, no fim da solenidade. “Aqui, o aprendizado se une à prática, e o resultado é duplo — formamos profissionais preparados para o mercado e, ao mesmo tempo, entregamos espaços públicos revitalizados para toda a comunidade.” O RenovaDF oferece aos participantes kit uniforme completo, equipamentos de proteção individual, lanche diário, bolsa-benefício no valor de um salário mínimo, auxílio-transporte e seguro contra acidentes pessoais. Voltado especialmente para pessoas em situação de desemprego e vulnerabilidade social, o programa devolve dignidade, autoestima e abre novas perspectivas profissionais e pessoais. O próximo ciclo terá início no dia 19 deste mês, com mais de 2 mil novas pessoas prontas para se capacitarem para o mercado de trabalho.  *Com informações da Sedet-DF

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