Podas e galhadas podem ser descartadas gratuitamente nos papa-entulhos
Neste mês, o Distrito Federal enfrenta o período de seca, época em que é comum que moradores de residências com áreas verdes façam podas de árvores e plantas, além de limpar os espaços e retirar folhas secas acumuladas. Mas o que fazer com esses resíduos? No Distrito Federal, há 28 papa-entulhos que, distribuídos por diferentes regiões, devem ser utilizados como locais de descarte de resíduos de poda e galhadas provenientes de pequenas intervenções realizadas pelos moradores. Os equipamentos estão em Samambaia (dois), Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Asa Sul, Águas Claras, Granja do Torto, Paranoá, Santa Maria (dois), Recanto das Emas, Taguatinga, Planaltina, São Sebastião (dois), Brazlândia (dois), Guará (dois), Gama (dois), Ceilândia (três), Sobradinho II (dois), Sobradinho e Núcleo Bandeirante. Papa-entulhos estão disponíveis em várias regiões do Distrito Federal | Foto: Divulgação É o caso do Park Way, região predominantemente verde e que, por isso, registra uma demanda significativa por serviços de poda. É comum encontrar sacos contendo resíduos de jardinagem dispostos irregularmente em vias públicas. No entanto, a legislação determina que o prestador responsável pelo serviço de poda deve também recolher os resíduos gerados e dar a destinação ambientalmente adequada. Os moradores que contratarem um serviço de poda devem exigir que o prestador faça a retirada e a destinação adequada dos resíduos. Não é correto simplesmente colocar o material em sacos e descartá-lo em vias públicas. O prestador do serviço deve recolher os resíduos e garantir a destinação ambientalmente adequada do material gerado. Quando esse serviço é feito pelo próprio cidadão, existe a opção de descartar no papa-entulho: a pessoa pode levar para o equipamento até um metro cúbico de resíduos de poda e galhadas por dia, volume equivalente à capacidade de uma caixa-d’água de mil litros. Caso esse volume seja maior, é preciso contratar um transportador de resíduos para o descarte correto na Unidade de Recebimento de Entulho (URE). Para saber o endereço mais próximo da sua residência, basta acessar este site.
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Programa de reflorestamento do Cerrado vai reforçar a segurança hídrica do DF
O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou nesta segunda-feira (22) o edital de seleção do programa Reflorestar. Com investimento previsto de mais de R$ 3 milhões, a iniciativa é fruto de uma parceria entre o Instituto Brasília Ambiental e a Fundação Banco do Brasil. O valor, originário de recursos de compensação florestal, será destinado à recuperação de áreas degradadas e ao fortalecimento da regularização ambiental de propriedades rurais em todo o DF. O edital vai selecionar uma organização da sociedade civil (OSC) para executar as ações. A governadora Celina Leão já havia assinado o decreto de regulamentação do programa Reflorestar; agora, ações vão sair do papel e consolidar a iniciativa de investir na conservação ambiental aliada à geração de renda para produtores rurais | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A assinatura ocorreu no Palácio do Buriti, durante o lançamento do GDF na Sua Porta no Plano Piloto. A governadora Celina Leão ressaltou o papel da atual gestão em tirar as medidas do papel: “Isso é cuidar, é ouvir e ter coragem para tomar decisão. Todos os dias, tomamos decisões naquilo que a população tem anseio, e muitas delas a gente tem que ter coragem para tomar”. “Nós estamos aqui trabalhando para que tenhamos uma cidade resiliente com segurança hídrica” Gutemberg Gomes, presidente do Brasília Ambiental O programa Reflorestar integra ações de recuperação de áreas degradadas, proteção de nascentes e implantação de sistemas produtivos sustentáveis, ao aliar conservação ambiental à geração de renda para produtores rurais. Atualmente, a iniciativa trabalha com cerca de 30 espécies nativas e de interesse ambiental e econômico, entre elas, braúna, aroeira, peroba, ipês e buriti, o que contribui para a preservação da biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas locais. Reflorestamento [LEIA_TAMBEM]Esta edição prevê um grande esforço de reflorestamento, que engloba a produção, o plantio e a manutenção de 130 mil mudas de espécies nativas do Cerrado — das quais 100 mil serão destinadas ao plantio e 30 mil à produção contínua. A ação vai beneficiar diretamente pequenos produtores rurais e agricultores familiares, com prioridade de atendimento para as regiões do Gama, São Sebastião, Brazlândia, Sobradinho e Santa Maria. O programa também abrange o monitoramento por até 24 meses de terras recuperadas, incluídas áreas de preservação permanente (APPs) e reservas legais. Durante a solenidade, o presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, ressaltou o esforço conjunto do governo para tornar a ação real. “É uma parceria com a Seagri [Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural] e a Fundação Banco do Brasil”, lembrou. “Nós vamos usar o viveiro da Seagri para que, de fato, a gente produza as mudas. Nós temos a capacidade de plantio de mais ou menos 130 mil mudas nas áreas rurais. Ou seja, estamos cuidando dos recursos hídricos. Nós estamos aqui trabalhando para que tenhamos uma cidade resiliente com segurança hídrica”. O decreto de regulamentação do Reflorestar foi assinado pela governadora Celina Leão em maio deste ano, durante a feira AgroBrasília. Desde então, o programa passou a ter normatização oficial após mais de 20 anos de atuação. A medida trouxe segurança jurídica, ampliou a capacidade de execução e fortaleceu as políticas públicas voltadas para a preservação ambiental e para o desenvolvimento sustentável no campo.
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Aberta consulta pública sobre política de prevenção de acidentes elétricos com animais silvestres
A Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) abriu consulta pública para receber contribuições sobre a criação da Política Distrital de Prevenção de Acidentes Elétricos com Animais Silvestres. O aviso foi publicado nesta quarta-feira (17), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), e integra o processo de construção de um marco normativo voltado à proteção da fauna silvestre afetada pela infraestrutura de transmissão e distribuição de energia elétrica. Lobo-guará é solto na natureza: meta da Sema-DF é aprimorar prevenção de acidentes com animais que se aproximam de ambientes urbanos | Foto: Arquivo/Agência Brasília A proposta busca estabelecer diretrizes para prevenir acidentes envolvendo animais silvestres e reduzir os impactos causados por redes, postes e demais equipamentos do sistema elétrico. A iniciativa também pretende fortalecer mecanismos de monitoramento, prevenção e mitigação de ocorrências que resultem em ferimentos ou mortes de espécies presentes no território do Distrito Federal. “Estamos construindo uma política pública que une proteção ambiental, conhecimento técnico e participação social”, aponta o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana. “O objetivo é reduzir os impactos sobre a fauna silvestre e ampliar as medidas de prevenção em áreas onde a infraestrutura elétrica representa risco para os animais.” Desenvolvimento sustentável [LEIA_TAMBEM]A consulta pública permanecerá aberta até 11 de julho, período em que cidadãos, pesquisadores, representantes do setor elétrico e organizações da sociedade civil poderão encaminhar sugestões ao texto em discussão. As contribuições recebidas servirão de subsídio para o aperfeiçoamento da proposta antes das próximas etapas de tramitação. “O desenvolvimento sustentável exige planejamento e responsabilidade”, enfatiza a governadora Celina Leão. “Estamos trabalhando para construir soluções que conciliem o crescimento da infraestrutura com a conservação dos recursos naturais e da fauna do Distrito Federal.” Os documentos submetidos à consulta estão disponíveis no portal da Secretaria do Meio Ambiente. As manifestações poderão ser encaminhadas aos endereços eletrônicos asbio@sema.df.gov.br e gedoc@sema.df.gov.br até as 23h59 de 11 de julho. Após o encerramento da consulta, as contribuições serão analisadas pela equipe técnica da secretaria. A expectativa é que as sugestões auxiliem na consolidação de uma política pública capaz de ampliar a proteção dos animais silvestres e reduzir os riscos associados à operação da rede elétrica no Distrito Federal. *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente
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Reciclotech se torna lei no Distrito Federal e fortalece a inclusão digital e a sustentabilidade
O Distrito Federal deu mais um passo importante na construção de uma cidade mais sustentável e conectada. O Reciclotech, programa desenvolvido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), foi transformado em lei, consolidando uma política pública voltada para a logística reversa, o reaproveitamento de equipamentos eletrônicos e a inclusão digital. A iniciativa estabelece diretrizes para recolhimento, recondicionamento e destinação adequada de computadores e outros dispositivos eletrônicos, ampliando o alcance de uma ação que já vem gerando resultados concretos. Programa já capacitou cerca de 3 mil pessoas em todo o DF, com registro de 5,9 mil computadores recondicionados e doados | Foto: Divulgação/Secti-DF “Transformar o Reciclotech em lei significa garantir que uma política pública que já entrega resultados possa continuar crescendo e alcançando mais pessoas” Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação Criado para enfrentar dois grandes desafios da sociedade atual — o descarte incorreto de resíduos eletrônicos e a desigualdade no acesso à tecnologia —, o Reciclotech transforma equipamentos que poderiam ser descartados em ferramentas de aprendizado, capacitação e novas oportunidades. O programa une sustentabilidade e inovação ao recuperar computadores, formar profissionais e levar tecnologia para quem mais precisa. [LEIA_TAMBEM]Os números mostram a dimensão do impacto. Desde o início da iniciativa, mais de 5,9 mil computadores foram recondicionados e doados, quase 3 mil pessoas foram capacitadas e mais de 3 mil toneladas de resíduos eletrônicos tiveram destinação correta no DF. Além disso, o projeto conta com uma rede de pontos de entrega voluntária (PEVs), fortalecendo a participação da população no processo de descarte consciente. Com a transformação em lei, o Reciclotech ganha continuidade e segurança para ampliar suas ações, fortalecendo uma política de economia circular em que os resíduos deixam de ser apenas um problema ambiental e passam a gerar benefícios sociais. “Transformar o Reciclotech em lei significa garantir que uma política pública que já entrega resultados possa continuar crescendo e alcançando mais pessoas”, reforça o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. “Estamos falando de um projeto que une sustentabilidade, formação profissional e inclusão digital, mostrando que a inovação tem valor quando melhora a vida das pessoas.” *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF)
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Parque de Águas Claras ganha quadra, poço artesiano e reforço na segurança
Neste domingo (14), o Governo do Distrito Federal (GDF) fez uma série de entregas no Parque Ecológico de Águas Claras, ampliando a infraestrutura esportiva e aprimorando as condições de uso da unidade de conservação. Foram entregues uma quadra de grama sintética e um novo sistema de abastecimento de água por poço artesiano, além da assinatura de uma ordem de serviço para a reforma da academia ao ar livre do parque. Além do campo sintético, Parque Ecológico de Águas Claras será beneficiado com vários investimentos do GDF, que prevê reforço na preservação ambiental em outras unidades de conservação situadas no Distrito Federal | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Decretos e acordos de cooperação voltados à preservação ambiental e segurança dos parques também foram assinados na ocasião pela governadora Celina Leão, visando ao fortalecimento das políticas ambientais da capital. Os documentos preveem a instalação de câmeras de segurança em quatro parques, a formalização de parceria para conservação e educação ambiental e a assinatura de decretos que regulamentam a pesca no Lago Paranoá e o manejo do pirarucu no DF. “Cuidar do meio ambiente não é só cuidar do futuro, é cuidar também do nosso presente”, declarou a governadora, ao assinar as entregas A chefe do Executivo destacou que as entregas e medidas, anunciadas durante a programação do Mês do Meio Ambiente, reforçam o compromisso do governo com a preservação ambiental, a recuperação dos recursos hídricos e a ampliação da infraestrutura dos parques públicos. “Cuidar do meio ambiente não é só cuidar do futuro, é cuidar também do nosso presente”, declarou. “Cuidar das águas e preservar o Cerrado é uma obrigação nossa e uma política que não tem retrocesso” Governadora Celina Leão Além dessas medidas, ela elencou outras iniciativas do GDF: “Também instituímos o Dia da Caminhada nas Trilhas Ecológicas e seguimos ampliando as áreas protegidas do Distrito Federal. Já criamos novos parques, estamos investindo na recuperação de nascentes, no plantio de mudas e na recuperação do Rio Melchior. Um parque garante que aquela área será preservada e continuará sendo um pulmão ecológico para a cidade. Cuidar das águas e preservar o Cerrado é uma obrigação nossa e uma política que não tem retrocesso”. Investimentos no parque Com investimento de cerca de R$ 570 mil, a quadra de grama sintética do Parque Ecológico de Águas Claras possui aproximadamente 20 metros por 35 metros e passou por uma reforma. O poço artesiano, por sua vez, foi instalado com recursos de compensação ambiental, em investimento aproximado de R$ 130 mil. O engenheiro florestal Irving Silveira comemorou as medidas: “Aqui conseguimos juntar uma coisa com a outra: conhecer a natureza, fazer uma prática esportiva e se integrar com a comunidade” A nova estrutura auxiliará no abastecimento dos viveiros, irrigação das quadras de areia, acionamento das duchas e outras atividades operacionais da unidade de conservação. A expectativa é que o novo sistema contribua para reduzir os gastos com água, que chegam a quase R$ 20 mil durante os períodos de estiagem, além de garantir melhores condições para a manutenção das atividades esportivas e ambientais desenvolvidas no local. “A comemoração do meio ambiente acontece dia 5 de junho, mas hoje reunimos, com apoio de todo o sistema ambiental, uma série de entregas importantes, para o meio ambiente e para a população” Rafael Santana, secretário do Meio Ambiente Também foi assinada a ordem de serviço para reforma da academia ao ar livre localizada ao lado da quadra sintética, um projeto que prevê a substituição do piso, pintura das estruturas metálicas e avaliação técnica para implantação de pergolado ou outro tipo de cobertura, ampliando o conforto dos frequentadores. “É muito importante a entrega de obras de infraestrutura para as pessoas irem mais ao parque, conhecerem a natureza e aproveitar”, ressaltou o engenheiro florestal Irving Martins Silveira, frequentador do Parque Ecológico de Águas Claras. “Aqui conseguimos juntar uma coisa com a outra: conhecer a natureza, fazer uma prática esportiva e se integrar com a comunidade. São equipamentos que trazem outras modalidades esportivas e só agregam mais atrativos para o parque receber a população.” Mais segurança Durante a cerimônia de entrega, a governadora também assinou a ordem de serviço para aquisição de câmeras de segurança 360 graus, destinadas aos parques ecológicos de Águas Claras, Setor O, Cortado e Ezechias Heringer, com o objetivo de reforçar a proteção dos espaços públicos e dos visitantes. Também foram assinados os decretos relacionados à pesca no Lago Paranoá e à pesca do pirarucu, iniciativas voltadas para a regulamentação e o ordenamento dessas atividades no DF. “A ideia é aproximar a população desses espaços e fortalecer esse sentimento de pertencimento” Gutemberg Gomes, presidente do Instituto Brasília Ambiental “É um dia muito especial”, comemorou o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana. “A comemoração do meio ambiente acontece dia 5 de junho, mas hoje reunimos, com apoio de todo o sistema ambiental, uma série de entregas importantes, como o decreto que trata da pesca do pirarucu, que é uma espécie sem predador natural no lago. Foi um conjunto de ações muito importantes para o meio ambiente e para a população.” Trilhas ecológicas Outra medida formalizada foi o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Jardim Botânico de Brasília (JBB) e o movimento de trilheiros Caminhos do Planalto Central, uma parceria que busca fortalecer ações integradas de conservação ambiental, educação ambiental e gestão das áreas protegidas do Distrito Federal, com mais de 100 trilhas ecológicas mapeadas. A programação contou, ainda, com caminhada ecológica e com o autógrafo da placa simbólica que marca a instituição do Dia da Caminhada nas Trilhas Ecológicas do Distrito Federal e permanecerá instalada na sede do Parque Ecológico de Águas Claras. O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, enfatizou que as ações combinam preservação ambiental, uso sustentável dos recursos naturais e ampliação dos espaços de lazer para a população. A psicanalista Cosette Castro participou da caminhada: “A gente está vivendo mudanças climáticas, e muitos estão vivendo com solidão, então essa é uma forma de encontrar pessoas, estar em grupo e preservar a natureza” [LEIA_TAMBEM]“Estamos fazendo entregas consolidadas aqui”, lembrou. “A principal delas talvez seja o poço artesiano, porque estamos otimizando o recurso hídrico. Essa água será usada nas duchas, no viveiro e nas atividades do parque. Além disso, com a instituição do Dia da Caminhada nas Trilhas Ecológicas, os caminhantes ajudam a cuidar das unidades de conservação, na fiscalização e na preservação. A ideia é aproximar a população desses espaços e fortalecer esse sentimento de pertencimento.” Participante da caminhada ecológica no parque de Águas Claras, a psicanalista Cosette Castro avaliou: “A caminhada é importante, porque precisamos de espaços verdes na cidade. A gente está vivendo mudanças climáticas, e muitos estão vivendo com solidão, então essa é uma forma de encontrar pessoas, estar em grupo e preservar a natureza. Quanto mais renovações o parque recebe, mais as pessoas vêm para cá e passam a aproveitar esses espaços”. Além das novas entregas, o Parque Ecológico de Águas Claras recebeu recentemente a substituição completa do cercamento por estruturas mais resistentes. A unidade também conta com duas quadras poliesportivas reformadas e um parquinho infantil acessível, implantados com recursos de compensação ambiental há menos de dois anos.
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Coleta seletiva de lixo cresce 70% no Distrito Federal
A coleta seletiva de lixo no Distrito Federal cresceu cerca de 70% entre 2021 e 2025 e passou de 36,3 mil para 61,3 mil toneladas de resíduos recicláveis. Atualmente, mais de 90% da população é atendida pelo serviço. Nos últimos cinco anos, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 94 milhões em cooperativas e associações de catadores, e a receita com os recicláveis chega a R$ 180 milhões. “O GDF tem atuado de forma permanente e sensível às demandas do SLU [Serviço de Limpeza Urbana], promovendo importantes avanços na limpeza pública e na gestão de resíduos do DF”, ressalta o presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho. “Entre as principais iniciativas estão a implantação e ampliação de equipamentos de limpeza urbana, como os papa-entulhos, que já somam 28 unidades entregues à população, além da instalação de mais de 20 mil lixeiras e papeleiras em todo o Distrito Federal, equipamentos que havia mais de uma década não eram substituídos.” A ampliação de contratos de coleta seletiva por parte do GDF tem reflexos econômicos e sociais | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Segundo ele, o GDF também ampliou os contratos de coleta seletiva e triagem de materiais recicláveis, para fortalecer o trabalho das cooperativas de catadores e promover inclusão social, que contribui diretamente para a preservação ambiental. “Além dos serviços rotineiros de coleta convencional, coleta seletiva, varrição, lavagem de áreas públicas e manutenção de pontos de descarte irregular, o SLU tem investido continuamente em ações de educação ambiental e mobilização social”, afirma Luiz Felipe Carvalho. Os dados mostram crescimento contínuo da coleta seletiva nos últimos anos. Em 2021, foram recolhidas cerca de 36,3 mil toneladas de resíduos, com aproveitamento de 98,6%; em 2022, o volume subiu para 42,5 mil toneladas, com índice de 86,4%; em 2023, foram 53,2 mil toneladas coletadas e 74,7% de aproveitamento; já em 2024, o total chegou a 58,8 mil toneladas, com 70,1% de reaproveitamento. Em 2025, o DF registrou o maior volume da série histórica, com 61,3 mil toneladas coletadas seletivamente. Desse total, 35,3 mil toneladas foram comercializadas, o que representa um índice de aproveitamento de 57,6%. O DF tem 15 instalações de recuperação de resíduos, onde atuam cooperativas e associações de catadores Para avaliar a qualidade da gestão de resíduos sólidos em uma cidade, são considerados indicadores relacionados à eficiência operacional, sustentabilidade ambiental e inclusão social. Entre eles estão a cobertura da coleta convencional e seletiva, o percentual da população atendida, o volume de resíduos reciclados e aproveitados, os índices de triagem, a destinação adequada dos rejeitos, a redução do descarte irregular e o reaproveitamento de resíduos orgânicos. Também entram na análise a infraestrutura disponível, como pontos de encontro voluntário (PEVs) e centros de triagem, além da participação da população e da inclusão de cooperativas de catadores. Centros de triagem Atualmente, o Distrito Federal conta com 15 instalações de recuperação de resíduos (IRRs), onde atuam cooperativas e associações de catadores contratadas pelo SLU para a realização da triagem dos resíduos da coleta seletiva. Hoje, a autarquia mantém 53 contratos com essas organizações, sendo 31 voltados para triagem e 22 para execução da coleta seletiva. “Pequenas atitudes no dia a dia fazem grande diferença. A principal contribuição é realizar a separação correta dos resíduos dentro de casa, destinando os materiais recicláveis para a coleta seletiva nos dias e horários corretos" Luiz Felipe Carvalho, presidente do SLU O SLU aponta que o principal desafio da coleta seletiva e da triagem ainda é a separação correta dos resíduos na origem. Em grande parte, o material chega misturado, com alto volume de rejeitos, o que compromete o aproveitamento e reduz a eficiência do processo. Segundo o presidente do SLU, a participação da população é fundamental para o sucesso da gestão de resíduos: “Pequenas atitudes no dia a dia fazem grande diferença. A principal contribuição é realizar a separação correta dos resíduos dentro de casa, destinando os materiais recicláveis para a coleta seletiva nos dias e horários corretos. Utilizar os papa-entulhos para o descarte correto de restos de obras, móveis velhos, podas e galhadas é outra atitude indispensável para manter nossa cidade limpa”. No site do SLU e no aplicativo SLU Coleta DF, estão disponíveis os endereços dos papa-entulhos, além dos dias e horários da coleta seletiva.
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Procedimentos de comunicação em emergências ambientais são aprovados
O Instituto Brasília Ambiental publicou no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de 4 de fevereiro, a Instrução Normativa nº 5, que estabelece os procedimentos obrigatórios de comunicação, resposta e controle em casos de emergências e acidentes ambientais no âmbito da autarquia distrital. O texto se aplica aos empreendimentos licenciados ou em processo de licenciamento ambiental e àqueles que operem com produtos perigosos, em ocorrências ambientais no Distrito Federal. “Esses procedimentos obrigatórios são um marco importante para a proteção ambiental no Distrito Federal, trazendo diretrizes precisas para os empreendedores e garantindo uma resposta rápida e eficaz, em casos de emergências ambientais”, comentou a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Emergências ambientais deverão ser comunicadas de imediato ao Brasília Ambiental em até 24 horas | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental Um dos principais destaques do novo regramento é que os estabelecimentos deverão dispor de Plano de Atendimento a Emergências (PAE), devidamente aprovado pelo Instituto Brasília Ambiental, sendo o cumprimento das diretrizes desse documento de responsabilidade do empreendedor. No surgimento de emergência ambiental, o fato deverá ser comunicado de imediato à autarquia e formalizado em até 24 horas. Medidas de contenção e redução de impactos previstas no PAE devem ser tomadas antes mesmo da chegada do órgão ambiental. [LEIA_TAMBEM]É obrigatório, ainda, o envio de ficha de registro de acidente devidamente preenchida e, quando for o caso, o relatório conclusivo de atendimento, com análises técnicas. “Na execução das políticas ambientais é de suma importância a definição das regras relacionadas aos produtos perigosos para que os empreendedores saibam o que fazer em pronta-resposta e na reparação de danos ambientais em decorrência de acidentes ambientais”, esclarece o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer. A normativa prevê, ainda, a responsabilidade pela comunicação, e demais etapas, em casos de acidente com o transporte de produtos perigosos e as sanções administrativas, civis e penais cabíveis no descumprimento das obrigações previstas ou na falta de comunicação imediata ao instituto. Os empreendimentos já licenciados que ainda não tenham o PAE terão um prazo de adequação de 90 dias, contados desde a entrada em vigor da instrução para apresentá-lo ao Instituto Brasília Ambiental. O prazo poderá ser prorrogado por até 30 dias adicionais, mediante solicitação fundamentada. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental
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GDF cria comissão para impulsionar metas sustentáveis da ONU
O governador Ibaneis Rocha criou, por meio do Decreto nº 48.225, a Comissão Distrital para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CDODS). A medida foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (2). A instância colegiada tem natureza consultiva, propositiva e de coordenação estratégica, com a finalidade de impulsionar a implementação da Agenda 2030 no âmbito do Distrito Federal. A CDODS atua na internalização, difusão e monitoramento das ações setoriais, promovendo a articulação, a mobilização e o diálogo permanente com os órgãos da administração pública distrital, a sociedade civil, o setor produtivo e a academia, para a integração e a aceleração do alcance dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS). O novo órgão vai propor estratégias, instrumentos, ações e programas para a implementação dos ODS | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A Agenda 2030 é um plano de ação global da Organização das Nações Unidas (ONU) adotado em 2015 por 193 países membros para promover o desenvolvimento sustentável até 2030. Ela abrange 17 e 169 metas, focados em equilibrar três pilares: crescimento econômico, inclusão social e proteção ambiental. À CDODS compete, por exemplo, propor estratégias, instrumentos, ações e programas para a implementação dos ODS. “Também vamos acompanhar, monitorar e avaliar o desenvolvimento das propostas no DF, com relatórios periódicos de progresso e resultados que subsidiem a tomada de decisão governamental”, reforça o secretário-executivo de Gestão da Estratégia, Otávio Veríssimo Sobrinho. [LEIA_TAMBEM]A subsecretária de Governança, Análise e Avaliação da Estratégia da Secretaria Executiva de Gestão da Estratégia, Priscila de Paula, esclarece que a comissão vai identificar, sistematizar e divulgar boas práticas e iniciativas do DF que colaborem para o alcance destas metas, além de promover a articulação com órgãos e entidades públicas para suas disseminação e a implementação. A CDODS é integrada por um representante titular e respectivo suplente das secretarias de Economia (Seec-DF); de Governo (Segov-DF); da Mulher (SMDF); de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF); de Desenvolvimento Social (Sedes-DF); de Educação (SEE-DF); do Meio Ambiente (Sema-DF); de Relações Internacionais (Serinter-DF); de Saúde (SES-DF); e de Transporte e Mobilidade (Semob-DF). Também integram o grupo representantes da Casa Civil do DF; do Serviço de Limpeza Urbana (SLU); da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa-DF); do Instituto de Pesquisa e Estatística (IPEDF); da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal; e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). A presidência é exercida pelo representante da Seec-DF. *Com informações da Secretaria de Economia
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Autorizado início das obras de modernização do Complexo Integrado de Reciclagem do DF
A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, assinou nesta sexta-feira (9) a ordem de serviço que autoriza o início das obras de modernização do Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal (CIR-DF), localizado na Cidade Estrutural. O pacote de ações inclui melhorias na infraestrutura da Central das Cooperativas de Materiais Recicláveis (Centcoop), entrega de novos equipamentos operacionais e a formalização de parcerias institucionais, com investimento total de R$ 5,268 milhões. Durante a cerimônia, a governadora em exercício ressaltou a importância dos investimentos para a valorização dos catadores e fez um apelo à população. “Nós já somos referência na área da reciclagem e temos a melhor renda per capita para catadores no Brasil. Hoje estamos melhorando as condições de trabalho, entregando equipamentos, assinando ações de capacitação e ampliando esse espaço para a instalação de novos maquinários. Mas é fundamental que a população também nos ajude, fazendo a coleta seletiva e o descarte correto do lixo, porque, sem isso, reduzimos a qualidade do material reciclável e os índices de reciclagem”, afirmou Celina Leão. Celina Leão: "Hoje estamos melhorando as condições de trabalho, entregando equipamentos, assinando ações de capacitação e ampliando esse espaço para a instalação de novos maquinários. Mas é fundamental que a população também nos ajude, fazendo a coleta seletiva e o descarte correto do lixo" | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Do total dos recursos, R$ 2,268 milhões serão aplicados nas obras de modernização da Centcoop, executadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com reforço estrutural, adequações de engenharia e melhorias nos espaços de triagem e circulação. Já o Serviço de Limpeza Urbana (SLU-DF) investirá R$ 3 milhões na aquisição de pás-carregadeiras, empilhadeiras e caminhões, equipamentos que vão ampliar a capacidade operacional e reduzir o esforço físico dos trabalhadores. O secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, destacou o simbolismo da obra dentro da política ambiental do DF. “Estamos no principal complexo de reciclagem do país. Saímos de um lixão a céu aberto que funcionou por 57 anos para um espaço que dá dignidade aos trabalhadores, com equipamentos modernos e estrutura adequada. Essa modernização é a continuidade de um trabalho iniciado em 2020 e agora recebe novos investimentos, fortalecendo a economia circular e o cuidado com o meio ambiente”, explicou. "Essas máquinas vão dar uma condição diferenciada de trabalho para os catadores" Luiz Felipe Cardoso, presidente do SLU Já o presidente do SLU, Luiz Felipe Cardoso, enfatizou o impacto direto dos equipamentos no dia a dia dos trabalhadores: “Essas máquinas vão dar uma condição diferenciada de trabalho para os catadores. As pás-carregadeiras, empilhadeiras e caminhões aumentam a eficiência, reduzem o esforço físico e permitem que as cooperativas trabalhem com mais tranquilidade. Esse investimento melhora significativamente as condições de trabalho de quem atua aqui.” Além da ordem de serviço, foi assinado um Termo de Cooperação Técnica entre a Secretaria do Meio Ambiente do DF, o SLU, a Secretaria de Desenvolvimento Social do DF, a Centcoop e o Sebrae-DF, reforçando a atuação integrada para o ano de 2026, com foco em capacitação, inovação, fortalecimento da economia circular e geração de emprego e renda. Para a presidente da Centcoop, Lúcia Fernandes do Nascimento, o momento marca uma nova fase para as cooperativas. “Esse dia é muito importante. É como se a criança tivesse nascido. Esses equipamentos estavam parados há anos e agora vão ser instalados para facilitar o trabalho das cooperativas. Aqui trabalham cerca de 450 catadores todos os dias, e essa estrutura vai melhorar muito a rotina e a produtividade de todos”, destacou. Estrutura estratégica para a política de resíduos Marcionília Pereira: "Com essas novas máquinas, vamos trabalhar mais rápido, aumentar a renda e ajudar ainda mais o meio ambiente" Instalado em uma área de 80 mil metros quadrados, o CIR-DF é o principal equipamento público da política de resíduos sólidos do Distrito Federal. O complexo tem capacidade para processar até 5 mil toneladas de recicláveis por mês e já contabiliza 37.574 toneladas processadas nos primeiros 28 meses de operação. Atualmente, beneficia diretamente 420 catadores, alcançando cerca de mil famílias, e reúne 13 cooperativas. [LEIA_TAMBEM]Segundo Gutemberg Gomes, a modernização do CIR-DF também é reflexo de uma parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, iniciada há 15 anos e considerada decisiva para a consolidação da política de gestão de resíduos no DF. A partir desse apoio, o Distrito Federal fechou o antigo Lixão da Estrutural, implantou o CIR-DF como pilar estruturante da política ambiental e passou a contratar cooperativas para serviços de coleta seletiva e serviços ambientais. Para quem vive a rotina da reciclagem, o avanço é sentido na prática. Catadora há oito anos, Marcionília Pereira, de 52 anos, celebrou a chegada dos equipamentos. “É uma grande conquista. A gente precisa muito dessas máquinas, porque as empilhadeiras quebram e o trabalho para. Com essas novas, vamos trabalhar mais rápido, aumentar a renda e ajudar ainda mais o meio ambiente. Ver o governo investindo no nosso trabalho é muito bom, dá uma sensação de reconhecimento”, disse.
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Trabalhos de zeladoria marcam a primeira semana do ano no Cruzeiro
A primeira semana do ano no Cruzeiro foi marcada por uma agenda de zeladoria na cidade. Organizados pela administração da região, os serviços têm o objetivo de dar continuidade às metas fomentadas no ano passado: gerar bem-estar para os moradores e aprimorar a limpeza urbana. Roçagem de grama e mato foi um dos trabalhos executados durante esta semana | Foto: Divulgação/Administração Regional do Cruzeiro Entre os trabalhos, o serviço de roçagem iniciado na segunda-feira (5) pelas equipes da administração foi intensificado por causa do período chuvoso, que aumenta o crescimento do mato. As equipes da Novacap também participaram. Houve poda de árvores e consertos de buracos em 12 localidades da região administrativa. Reforçando o engajamento com o meio ambiente, as casas de passarinhos voltaram a ser instaladas. “Esse é o compromisso da Administração do Cruzeiro, seguindo com os cuidados de zeladoria bem-estruturados e fortalecidos pelas nossas equipes que trabalham, faça chuva ou sol, para manter a cidade cada dia mais segura”, afirma o administrador do Cruzeiro, Gustavo Aires. *Com informações da Administração Regional do Cruzeiro
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